O trabalho de produção de David Andrew Sitek, do TV on the Radio, é o grande atrativo de Anywhere I Lay My Head. Dito isso, podemos falar sobre a experiência de Scarlett Johansson como cantora.
O vocal da musa de Woody Allen revela-se restrito diante das belas orquestrações e arranjos arquitetados. Logo surge a pergunta: a atriz realmente canta ou as sonoridades camuflam a sua ausência de talento?
As composições de autoria de Tom Waits sustentam-se na voz linear e anasalada da atriz, mas a força e entusiasmo derivam particularmente dos arranjos épicos, como acontece logo na faixa inicial (“Fawn”).
A aura sombria que constrói o álbum, em faixas como “Town With no Cheer” e “Green Grass”, contrasta com peculiaridades pop (exemplo da deslocada “I Don´t Want to Grow Up”) e delicadeza (na caixinha de música de “I Wish I Was in New Orleans”). A presença de David Bowie, em “Falling Down” (vídeo) e “Fannin´Street”, é totalmente ofuscada por instrumentações e coros, deixando que o nome do roqueiro funcione mais como publicidade.
A aventura de Johansson como cantora, esclare que no cenário do entretenimento seu lugar é nas telas. Apesar de Anywhere I Lay My Head ser um trabalho atraente, poderia ser conduzido (ou interpretado) por qualquer vocalista (ou ator) com um pingo de talento. E isso Scarlett tem.
Dicas de download: “Anywhere I Lay My Head”, “Falling Down” e “I Wish I Was In New Orleans”
O amor, a esperança, a verdade, a fé e a luxúria são cegas para os personagens do novo filme do cineasta brasileiro Fernando Meirelles.
Blindness, a adaptação para o cinema do livro Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago, ganhou cinco cartazes de personagens. Os atores Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover, Gael García Bernal e Alice Braga aparecem no material.
Além das peças promocionais, um novo trailer (bem bacana, por sinal) foi lançado essa semana - com direito a takes de São Paulo.
O filme será lançado no Brasil em 12 de setembro com o mesmo título do livro. Será que rola indicação ao Oscar de Melhor Atriz para Julianne Moore?
▪ Já diziam: grandes expectativas podem resultar em grandes frustrações.
Assisti ao piloto de True Blood (download), nova série assinada pelo Alan Ball (de A Sete Palmos) sobre vampiros que se relacionam com humanos e dá para dizer que é uma chatice. Nem Anna Paquin (de X-Men) salva.
▪ O Nine Inch Nails confirmou em seu site, as duas datas de shows no Brasil. São Paulo recebe Trent Reznor no dia 07 de outubro (no Via Funchal) e Porto Alegre no dia 09 (no Pepsi on Stage).
▪ Amy Winehouse parece ganhar uma nova seguidora. O nome da garota é Vassy e, mesmo não sendo nenhuma novidade, evoca a cantora problema em certos momentos. Assista ao vídeo dela em estúdio durante a gravação da música “Brand New Day” (via arjanwrites).
Vassy em estúdio
▪ Segundo o The Sun, o Red Hot Chili Peppers será produzido pelo duo francês do Justice - Xavier De Rosnay e Gaspard Auge - em seu próximo disco.
▪ A Pixar criou os seus “bichinhos” mais famosos num almoço em 1994. De lá saíram os personagens de Vida de Inseto, Procurando Nemo, Carros e WALL·E. Mas, você sabia que o robôzinho e outros deles já fizeram participações antes de serem divulgados ao grande público? Assiste aí.
▪ A trupe de Lovefoxx se puxa e adora um trash. Durante uma passagem pela Alemanha, o CSS tocou o clássico brega romântico (prefiro esquecer) “Marrom Bombom” d´Os Morenos. (via papel pop)
▪ O Arctic Monkeys começa a trabalhar em seu terceiro disco de estúdio, segundo o guitarrista Jamie Cook. Os integrantes irão se reuniur em Sheffield e começar a escrever novas canções. (via angryape)
▪ Você quer lançar o superstar que há dentro de você? Quer ser o cara? Agora você pode ser um Kanye®. O comercial, supostamente feito para a Vodka Absolut e num estilo bem toscão, traz o rapper dando dicas infalíveis. (assista)
▪ A banda Devo processou o McDonald’s. Eles acusam a rede de fast food de plagiar o visual do grupo em um de seus brinquedos. Jerry Casale disse que o chapéu característico do grupo é de sua criação e está registrado em seu nome. (via por acaso)
▪ Lily Allen chamará seu novo disco de Stuck On the Naughty Step. Ainda sem data de lançamento, o álbum conta com a produção de Greg Kurstin, o produtor e integrante do The Bird and the Bee. As novas faixas já rolam no MySpace da artista.
A cantora/compositora Joan Wasser aparece com o clipe de “To Be Loved” para promover o seu álbum To Survive. O estilo pop-soul com influência de jazz, o vocal expressivo e os arranjos minimalistas marcam a virtude da composição.
Clipe de “To Be Loved”
“I’m so happy to be loved (…) ‘cos I’m an awful mess, I haven’t a care”.
Amanda Palmer, a vocalista do The Dresden Dolls, lança seu primeiro vídeo como artista solo. “Astronaut” mantêm o estilo drama-punk cabaret com piano raivoso e conta com a produção de Ben Folds. O videoclipe é dirigido por Michael Pope.
Clipe de “Astronaut”
O disco Who Killed Amanda Palmer chega às lojas em 16 de setembro. O trabalho ainda conta com a doçura da multi-instrumentista St. Vincent em uma das faixas. Mais informações no MySpace da artista.
A katkiller é uma marca ligada às tendências da moda, música e arte contemporânea. Nesse mix de estilos confecciona bonecos (toy art) de tecidos inspirados em ícones pop do cinema, da música e da moda. No catálogo tem Amy Winehouse, Madonna, David Bowie, os Beatles, além de novidades.
Os bonecos com aproximadamente 52 centímetros de altura são confeccionados com tecidos diversos, fibra siliconizada e pintados com tinta acrílica. Para mais informações, visite o site da marca e faça o seu pedido. A Amy Winehouse está tão simpática em tecido.
A ex-diva do Moloko, Róisín Murphy, lança mais um single do seu álbum Overpowered do ano passado. A faixa “Movie Star”, assim como o álbum, é um encontro de pop contemporâneo com disco music e muita criatividade auxiliada da autenticidade da artista.
A grife, conhecida pelas cores e grafismos, tem como inspiração o tema “espaço e praia” na nova coleção. A marca traz peças como bermudas, bonés, camisetas e até paletós.
Nos últimos anos, os desenhos da Pixar atingiram um patamar invejável na indústria cinematográfica. Seus roteiros são tão humanos que abstraem toda a tecnologia utilizada em suas produções. WALL·E, do diretor Andrew Stanton (de Procurando Nemo), não é exceção.
O filme toma partida em 2815 e centra-se inicialmente nas atividades do robô WALL·E. Ele é a única coisa que sobrou depois que todos os humanos abandonaram o planeta. Além de trabalhar organizando o lixo deixado na Terra, passa o tempo colecionando objetos ordinários, assiste diariamente um trecho de seu musical favorito (Alô, Dolly!) e interage com sua barata de estimação.
Wall-E é uma espécie de R2-D2 com mecanismo de Charlie Chaplin e Buster Keaton em seu sistema. A solidão do pequeno robô desaparece quando Eve, uma máquina programada com missão de encontrar vida na Terra, aparece para lhe fazer companhia.
A ausência de diálogos é auxiliada pela vibrante trilha sonora de Thomas Newman - responsável pelas composições de Beleza Americana e o tema da série A Sete Palmos - que se aproveita de elementos de clássicos como 2001 - Uma Odisséia no Espaço e “Danúbio Azul” nesta produção da Pixar.
WALL·E, além de entretenimento para todas as idades, é um plug-in sem programação nas mais profundas emoções humanas.
WALL·E (EUA, 2008)
Direção: Andrew Stanton
Vozes de: Ben Burtt, Elissa Knight, Kathy Najimy, Sigourney Weaver. 103 min.
Em seu novo filme, RocknRolla, o cineasta parece utilizar a fórmula dos filmes que lhe deram mais prestígio. Na trama, um mafioso russo planeja um golpe milionário que atrai a atenção de todos os bandidos de Londres. Entre eles estão: um perigoso chefão, uma bela contadora, um político corrupto e meia-dúzia de ladrões “meia-boca”. Ou seja, em grande estilo: dinheiro, violência, sexo e sotaque londrino.
No elenco estão Gerard Butler, Jeremy Piven, Thandie Newton, Ludacris e Tom Wilkinson. RocknRolla chega aos cinemas norte-americanos no dia 31 de outubro e 14 de novembro no Brasil.