TOP 15 Filmes de 2003

segunda-feira, dezembro 29th, 2003

#01. O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei

O Retorno do Rei (talvez, o melhor dos três filmes) fecha de forma intensa o projeto – arriscado – de Peter Jackson. Aqui, as batalhas são filmadas e produzidas digitalmente no maior cuidado; isso também pode ser dito em relação aos cenários, atuações e a fotografia. Após mais de três horas, a sensação é de que elas passam voando devido ao envolvimento do espectador, seja quando Aragorn é declarado herdeiro, Frodo se aproxima do vulcão de Mordor ou nas próprias cenas de batalha. Jackson prova que é possível fazer trilogias sem perder a qualidade em cada episódio, diferente dos irmãos Wachowski.

#02. Longe do Paraíso

Cathy Whitaker (Julianne Moore em belíssima atuação), uma dona de casa dos anos 50, serve de exemplo para a sociedade em que vive, fazendo de seu nome sinônimo de perfeição. O que poucos sabem é que por trás da vida cheia de alegria, sorrisos, um casamento bem sucedido e filhos adoráveis, há uma mulher infeliz. A impressão é que durante todo o longa, mesmo esbanjando uma felicidade que não existe, a personagem de Moore chora por dentro o tempo inteiro. Acho que nunca me senti tão mal numa sessão de cinema, como na deste filme.

#03. Embriagado de Amor

Adam Sandler acertou ao escolher o papel de Barry Egan. Ele é dono de seu próprio negócio e toda a sua vida foi subestimado pelas suas sete irmãs. Porém, seu modo de viver muda repentinamente quando descobre o amor através da personagem de Emily Watson. Embriagado de Amor, nada mais é que uma celebração ao tema, provando que ele tem poder de mudar as pessoas – e quem que não sabia disso? Talvez os que nunca amaram.

#04. O Homem Que Copiava

André (Lázaro Ramos) é um operador de fotocopiadora em uma papelaria da Capital gaúcha. Um dos seus passatempos, além de desenhar quadrinhos, é observar a vida de seus vizinhos. É assim, que acaba conhecendo Sílvia (Leandra Leal). Para se aproximar da garota, ele a segue até a loja de roupas onde essa trabalha e começa uma conversa com a falsa intenção de comprar um chambre (roupão) de presente para a sua mãe – o problema é que não tem dinheiro. É com a chegada de uma máquina de xerox colorida, na papelaria onde trabalha, que André encontra a solução: falsificar notas de 50 reais. Prova viva de que o cinema nacional (e gaúcho) ainda tem muita qualidade a apresentar.

#05. Procurando Nemo

Uma coisa que os estúdios da Pixar sabem fazer (e muito bem) são ótimas animações. E Procurando Nemo já é sério (e favorito) candidato ao Oscar na categoria. A aventura do peixe-palhaço-“pai” que após ter seu filho “sequestrado” por um mergulhador e decide percorrer o oceano atrás do pequeno na parceria da peixe (“esquecida”) Dory, é prova que a parceria Disney/Pixar cada vez mais oferece qualidade aos seus espectadores – grandes e pequenos.

#06. As Horas

Três histórias. Três mulheres. Três vidas. Todas têm em comum o romance de Virginia Woolf, Mrs. Dalloway, em épocas distintas. Primeiro temos a própria escritora em processo de criação do livro. Em seguida, Laura Brown, uma dona de casa dos anos 50 que prepara uma festa para o seu marido, mas não consegue parar de ler o romance de Woolf. E Clarrisa Vaughn que é apelidada de Mrs. Dalloway pelo amigo e ex-namorado que está morrendo. Com um bom roteiro em mãos e um elenco de primeira, o resultado só poderia ser positivo.

#07. A Viagem de Chihiro

Uma mistura de mangá com Alice no País das Maravilhas. Chihiro é uma menina de dez anos que está mudando de cidade com os seus pais. Neste dia, acabam se perdendo no caminho e deparam-se em uma cidade abandonada. Os pais da garota procuram um lugar para comer, encontram comida de graça e fazem uma bela refeição enquanto a pequena explora o local. Na cidade encontra Haku, um garoto que diz para eles sairem do local imediatamente, porém quando ela encontra com os seus pais, ambos se transformaram em porcos e aí a aventura começa. Não é à toa que o filme chama a atenção. Tanto pela história (que é para adultos e crianças) quanto na sua bela animação.

#08. O Pianista

A música salva e a biografia do pianista Wladyslaw Szpilman (interpretado de forma intensa por Adrien Brody) é a história de um sobrevivente. O filme mostra as primeiras bombas que caíram em Varsórvia (quando esse ainda tocava em rádios locais), as restrições impostas pelos alemães aos judeus poloneses, a ida dos judeus para aos guetos, campos de concentração até o final da invasão alemã. Sempre dando enfoque as formas de sobrevivência encontradas por Wladyslaw, obrigado a se refugiar em velhos prédios abandonados da cidade até que a guerra chegasse ao seu fim.

#09. Dolls

O filme de Takeshi Kitano tem como tema central as histórias clássicas do teatro de bonecos japonês. Todas são sobre o amor e suas diferentes formas. A história central é a de um casal que vaga pelas ruas e jardins amarrados por uma corda. Depois temos um guarda de trânsito e seu amor de fã por uma cantora. E a de uma senhora que todos os dias vai a uma praça levar o almoço para um antigo amor que prometeu aparecer. Além das histórias, o filme tem uma das fotografias mais lindas vistas, recentemente, nos cinemas. Impossível não querer fazer um passeio entre as cerejeiras.

#10. As Confissões de Schmidt

Após a morte de sua esposa e o início de sua aposentadoria, Warren Schmidt (Jack Nicholson, em um dos primeiros filmes que trazem um tema relativo a idade do ator) parte numa viagem em seu trailer motorizado para o casamento de sua filha. A partir disso, tenta encontrar um sentido para a sua vida – e o mais importante: ocupar os seus dias. O filme ganha um tom de narrativa, a partir do momento em que Warren começa a dividir relatos, através de cartas, de sua jornada com um inesperado “amigo”: um garoto da Tanzânia o qual ele patrocina.

#11. Adaptação

Odiado por uns e adorado por outros – faço parte do segundo grupo. Adaptação é a história de Charlie Kauffman (Nicolas Cage) que tem a tarefa de adaptar o livro de Susan Orlean (Meryl Streep) sobre a vida do ladrão de orquídeas John Laroche (Chris Cooper, ganhador do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante). O interessante aqui é como Kauffman adapta a obra e insere-se no próprio roteiro, dando a incerteza ao espectador do que é filme, realidade, criação, roteiro e ficção.

#12. Sobre Meninos e Lobos

Quando eram crianças, as vidas de Jimmy Markum, Dave Boyle e Sean Devine muda após um deles (Dave) ser levado por um falso policial e ficar alguns dias desaparecido. Vinte cinco anos depois, a filha de Jimmy é assassinada e para que o real culpado do crime seja encontrado, algumas lembranças do passado terão que ser resgatadas. Clint Eastwood apresenta um grande filme, com uma boa trama e atuações de Sean Penn e Marcia Gay Harden dignas de reconhecimento.

#13. Tiros em Columbine

Ganhador do prêmio de Melhor Documentário no Oscar, Michael Moore (adorado e odiado no seu país) questiona o fascínio dos americanos por armas de fogo a partir do Colégio Columbine, local onde dois adolescentes pegaram as armas dos pais e mataram quatorze estudantes e um professor no refeitório. Além disso, Moore ainda faz uma visita (no mínimo interessante) ao presidente da Associação Americana do Rifle, o ator Charlton Heston – que é colocado numa saia justa pelo diretor.

#14. Chicago

Chicago veio beber na fonte de Moulin Rouge e o resultado é positivo. Aqui, não temos Satine, mas há Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones), uma famosa dançarina que é também a principal atração da boate onde trabalha. Já, Roxie (Renée Zellweger) é uma garota comum, aspirante a cantora, que sonha com um mundo de Velma. Ambas vão parar na cadeia, por crimes que comenteram e lá iniciam uma briga por publicidade nos jornais da Chicago dos anos 30.

#15. Extermínio

Quando um grupo de ativistas decide invadir um laboratório e libertar macacos que eram usados em experiências, não sabiam que um vírus acompanhava esses animais. Vinte oito dias após o acontecimento, Jim (Cillian Murphy) desperta sozinho em um hospital e fica confuso com a ausência de pessoas no lugar e nas ruas. Logo, encontra seres que não foram infectados e que lutam pela sobrevivência, assim como ele. Filmado todo em câmera digital e com a maioria das cenas feitas minutos antes do amanhecer, causando a idéia de total vazio na cidade, Extermínio é a volta de Danny Boyle às telas.

TOP 50 de discos de 2003 – # 01-10

sexta-feira, dezembro 19th, 2003

# 01. Cerys Matthews
(Cockahoop)

Para quem pensava que o destino da ex-vocalista do Catatonia era incerto, Cockahoop veio para provar o talento da garota. Com o fim do grupo, pegou suas malas e foi para Nashville, interior dos Estados Unidos, para gravar o seu primeiro disco em carreira solo. Repleto de influências de folk e country music, a moça de voz marcante apresenta um trabalho diferente para aqueles que a conheceram de hits como: “Road Rage”, “Mulder and Scully” e “Strange Glue”.

Dica de download: “Only a Fool”, “Chardonnay” e “Ocean”

# 02. Outkast
(The Love Below / Speakerboxx)

O primeiro single que realmente fez sucesso do grupo foi “Ms. Jackson”, do disco Stankonia. Porém, é com Speakerboxxx / The Love Below (uma espécie de disco duplo – solo – de Big Boi e Andre 3000) que o grupo firma-se como um dos mais criativos da indústria fonográfica. Enquanto, Andre (The Love Below) trabalha com o rap / jazz / soul e canta sobre o amor, Big Boi brinca com o funk e o hip hop. Participações especiais é o que não faltam neste trabalho. Contam com os nomes de Ludacris, Kelis e, a ganhadora de vários Grammy, Norah Jones.

Dica de download: “GhettoMusick”, “The Rooster” e “Prototype”

# 03. Shelby Lynne
(Identity Crisis)

O novo disco da cantora, não poderia ter nome melhor. Após ter experimentado os mais diversos estilos (ou “personalidades”), Lynne retoma às origens de I am Shelby Lynne com um toque de Lucinda Williams. Identity Crisis passeia por melodias folk (“Telephone”), country rock (“Gotta be Better” e “10 Rocks”), blues (“Evil Man”) e jazz (“Buttons and Beaus”).

Dica de download: “Gotta Be Better”, “I´m Alive” e “Telephone”

# 04. Damien Rice
(O)

Ele é uma espécie de David Gray folk e mais centrado. A maioria das melodias são conduzidas por guitarras, violões e algumas orquestrações (“Amie”) aparecem no trabalho de Rice. Outro destaque é o belíssimo acompanhamento vocal de Lisa Hannigan em faixas como “I Remember” e “The Blower´s Daughter”. Uma das grandes revelações do ano.

Dica de download: “Cannonball”, “Delicate” e “The Blower´s Daughter”

# 05. The White Stripes
(Elephant)

Antes mesmo de terem recebido uma indicação de melhor disco do ano na última edição do Grammy, a dupla já vinha recebendo críticas positivas de vários especialistas. E não é a toa. Elephant consegue mesclar melodias pesadas com sonoridades que remetem o estilo blues (“In The Cold, Cold, Night” com Meg White nos vocais), punk (“Black Math”) e rock de garagem (“Girl, You Have No Faith In Medicine”). E tudo isso, dentro de um mesmo trabalho.

Dica de download: “Black Math”, “I Want To Be The Boy” e “The Hardest Button To Button”

# 06. Lisa Marie Presley
(To Whom It May Concern)

To Whom It May Concern é o disco de estréia de Lisa Marie Presley. Sim. A filha de Elvis, ex de Michael Jackson e Nicolas Cage, dá as caras no mundo da música. Mas, caso você sabe apenas isto sobre ela, é capaz de se surpreender com a voz e talento da moça. Recheado de melodias pop/rock, Lisa segue os passos do pai e tem um bom posto garantido na música, devido a forma que sua voz harmoniza com os arranjos produzidos.

Dica de download: “Sinkin´ In”, “Important” e “The Road Between”

# 07. Martina Topley-Bird
(Quixotic)

Mais conhecida por suas contribuições nos discos de Tricky, finalmente Martina Topley-Bird sai da sombra e lança o seu primeiro álbum solo. Quixotic apresenta melodias suaves (Lullaby), rock (“Need One”, contando com a participação de Josh Homme, do Queens of the Stone Age), acid jazz (“Soul Food”) e influências trip-hop. Comparando aos recentes discos de seu companheiro, o álbum de Martina não fica devendo nem um pouco.

Dica de download: “Need One”, “Anything” e “Too Tough to Die”

# 08. Carla Werner
(Departure)

Disco de estréia da garota que antes era conhecida apenas por suas contribuições (vocais) nos remixes de Paul Oakenfold. Enquanto não estava fazendo colaborações, gravava Departure. Werner possui uma voz doce e sensível. Nunca soa exagerada e encaixa-se perfeitamente nas melodias/canções introspectivas deste seu trabalho. Praticamente, uma versão feminina de Jeff Buckley.

Dica de download: “Love You Out”, “Wanderlust” e “Departure”

# 09. Yeah Yeah Yeahs
(Fever to Tell)

O trio do Yeah Yeah Yeahs tem um dos melhores discos de rock do ano. Consegue ser simples e magnífico ao mesmo tempo – e não apenas devido aos gemidos de Karen O. São melodias cruas, cheias de riffs sujos e batidas marcantes. Canções com menos de três minutos como “Tick”, “Pin” ou “Man” se destacam de forma extraordinária. E esse é apenas o início da trajetória do grupo.

Dica de download: “Black Tongue”, “Tick” e “Rich”

# 10. Damien Jurado
(Where Shall You Take Me)

Neste quinto álbum, Jurado relata experiências pessoais sobre sexo, amores obsessivos (“Abilene”) e violência. Tudo isso, conduzido entre o folk e o country. Rosie Thomas, que já havia colaborado nos disco anteriores do cantor, empresta mais uma vez sua bela voz em três faixas (“Omaha”, “Window” e “I Can’t Get Over You”).

Dica de download: “Omaha”, “Texas to Ohio” e “Intoxicated Hands”

TOP 50 de discos de 2003 – # 11-20

quinta-feira, dezembro 18th, 2003

#11. The Cardigans
(Long Gone Before Daylight)

O trabalho solo (A Camp) de Nina Persson contribuiu bastante para o quinto disco do grupo. Não espere nenhuma faixa tão comercial como nos trabalhos anteriores, esse aqui é mais introspectivo, triste e com lindas melodias – como é o caso de “And Then You Kissed Me” que quando canta “Man, you hit me, yeah you hit me really hard” é como se o ouvinte pudesse sentir. “Couldn´t Care Less” é a faixa mais triste do álbum enquanto o primeiro single “For What It’s Worth”, uma melodia gostosa e constante, foi uma escolha feliz para o lançamento.

Dica de download: “You’re The Storm”

#12. Basement Jaxx
(Kish Kash)

O terceiro disco do Basement Jaxx é o melhor álbum de música eletrônica do ano. As participações especiais do rapper revelação Dizzee Rascal (“Lucky Star”), do integrante do N´SYNC (JC Chasez em “Plug It In”) e de Lisa Kekaula (“Good Luck”) são os grandes momentos do disco.

Dica de download: “Good Luck”

#13. Joss Stone
(The Soul Sessions)

Não deixe que o seu visual Britney Spears / Christina Aguilera o engane, pois Joss Stone possui um talento de dar inveja nas duas. The Soul Sessions é um álbum com dez faixas (covers) que funcionam muito bem na voz de Stone. Possui uma atitude vocal de impressionar para uma garota de apenas dezesseis anos.

Dica de download: “Dirty Man”

#14. Lamb
(Between Darkness and Wonder)

Between Darkness and Wonder tem um excelente nome para um trabalho que revela felicidade e tristeza ao mesmo tempo. “Angelica” é produzida ao piano e remete Zero 7, enquanto “Learn” traz um belo acompanhamento de cordas. A faixa título traz distorções sonoras tanto na melodia quanto na voz de Louise Rhodes. Mais um lindo trabalho da dupla.

Dica de download: “Stronger”

#15. Jewel
(0304)

A garotinha-country que cantava “You Were Meant for Me” e outras baladinhas engajadas pela sua velha viola, influenciou-se pelo pop e lançou, o que talvez seja, seu melhor disco. O responsável pelas mundaças radicais no seu estilo é Lester A. Mendez (o mesmo produtor de Shakira). O single “Intution” traz uma letra contemporânea sobre o mundo do showbiz – e em seu vídeo, aquela garota certinha se transformou em uma bela mulher (mesmo com um dentinho torto – sua marca registrada). Aliás, Jewel aprendeu a fazer vídeos interessantes, outro exemplo é “Stand”.

Dica de download: “Haunted”

#16. Leona Naess
(Leona Naess)

O talento de Leona Naess pode ser proveniente da madrasta, a ex-Supreme Diana Ross. Neste terceiro disco, que leva seu nome, algumas letras são bastante pessoais, como “Don’t Use My Broken Heart” que parece ter sido feita após o fim de um relacionamento (supostamente, com o cantor Ryan Adams) ou “Dues to Pay” em que faz um paralelo entre carreira e romance.

Dica de download: “Calling”

#17. Annie Lennox
(Bare)

Após oito anos sem lançar nenhum disco, Annie Lennox volta com Bare. O que mais chama a atenção é o seu visual envelhecido na capa do álbum. Diz ela, que foi uma forma encontrada para a distribuição diante o mercado teen que se criou durante o seu afastamento. Apesar de não trazer nenhum single à altura dos anteriores, esse é o disco pelo qual deveria ser lembrada caso uma futura aposentadoria esteja por vir.

Dica de download: “Pavement Cracks”

#18. The Postal Service
(Give Up)

Uma mistura de new wave, dance, pop, trip-hop e sonoridades dos anos 80 que lembram New Order, Depeche Mode e Pet Shop Boys. Esta última característica, talvez seja o fato do The Postal Service ser tão bom de ouvir. A primeira faixa “The District Sleeps Alone Tonight” começa como quem não quer nada até se tornar numa explosão das sonoridades citadas.

Dica de download: “Such Great Heights”

#19. The Twilight Singers
(Blackberry Belle)

The Twilight Singers é o projeto paralelo de Greg Dulli do Afghan Wings. O disco abre com uma bela melodia ao piano (“Martin Eden”), como é o caso também de “Teenage Wristband”. Em alguns momentos o trabalho recebe uma atmosfera sombria e prova disso é a faixa final “Number Nine” – uma balada sentimental que começa com um órgão de Igreja.

Dica de download: “Teenage Wristband”

#20. The Hidden Cameras
(The Smell of Our Own)

É quase impossível não comparar o The Hidden Cameras com o Belle & Sebastian. Assim como o B&S, eles também são compostos por uma multidão de pessoas (14 ao todo). Aqui temos Joel Gibbs, líder do grupo, que trabalha com a temática homossexual sem criar muitas restrições. As letras falam sobre sexo e “brincadeiras” sexuais – especialmente, entre homens. As composições são conduzidas por cravos, harpas, vibrafones e outros instrumentos fazendo deste, um disco melodicamente rico.

Dica de download: “Smells Like Happiness”

TOP 50 de discos de 2003 – # 21-30

quarta-feira, dezembro 17th, 2003

#21. Lucinda Williams
(World Without Tears)

Atualmente, Lucinda Williams é uma das mais respeitadas cantoras country/folk por sua música. Quanto as canções de World Without Tears, “Fruits of My Labor” tem um clima de bar em uma faixa de cortar o coração, “Righteously” sobre o fato de ser desrepeitada e “Those Three Days” abandonada por um amor. É estranho dizer, mas Lucinda faz a dor parecer sensual.

Dica de download: “Sweet Side”

#22. Liz Phair
(Liz Phair)

Dica de download: “Why Can´t I?”

#23. Skin
(Fleshwounds)

A voz de Skin mais as melodias vigorosas, do Skunk Anansie, proporcionaram reconhecimento ao grupo. Em Fleshwounds, primeiro disco solo da cantora, o som é menos pesado do que as canções que estava habituada. No entanto, seu trabalho é admirável do início ao fim. O primeiro single “Faithfulness” é a prova do seu talento, assim como as baladas “Down Let Me Down” e “I´ll Try”.

Dica de download: “Trashed”

#24. Cat Power
(You Are Free)

Dica de download: “Good Woman”

#25. Manitoba
(Up in Flames)

Mais um daqueles casos de “banda de um homem só”. Em se tratando do Manitoba: Dan Snaith. Trabalha com os mais variados estilos de forma cuidadosa. Algumas melodias exploram mais um lado do jazz, rock e outras ganham texturas psicodélicas (“Hendrix With KO”). Uma espécie de Flaming Lips + Aphex Twin.

Dica de download: “Skunks”

#26. Turin Brakes
(Ether Song)

Dica de download: “Falling Down”

#27. Jason Collett
(Motor Motel Love Songs)

Um belo álbum recheado de canções levadas ao estilo rock/folk/pop como já fica evidenciado na primeira faixa “Bitter Beauty”. Basicamente, todas as melodias são conduzidas por um violão, guitarras e percussão linear. Um trabalho com produção simples, mas de resultado grandioso.

Dica de download: “Litte Clown”

#28. Radiohead
(Hail to the Thief)

Dica de download: “A Wolf at the Door”

#29. John Mayer
(Heavier Things)

Com um Grammy nas mãos e vendas mais que esperadas (do seu Room for Squares), Mayer trocou de produtor e lançou Heavier Things. Deixou seu lado “unplugged” para trabalhar com melodias “plugadas”. O garoto possui talento e prova disso é que nunca precisou usar de seu físico para isso. “Bigger Than My Body” merecia alguns títulos de música do ano, mas parece ter sido esquecida.

Dica de download: “Only Heart”

#30. Blur
(Think Tank)

Dica de download: “Out of Time”

TOP 50 de discos de 2003 – # 31-40

terça-feira, dezembro 16th, 2003

#31. Nelly Furtado
(Folklore)

O primeiro single, “Powerless” (Say What You Want), prova o quanto “multi-cultural” (mais uma vez) seu trabalho é. As participações especiais do Kronos Quartet (“One-Trick Pony”) proporciona uma riqueza sonora, assim como Bela Fleck (banjo) em “Força” – sim, em alguns momentos cantanda em português, como acontece também no hip hop de “Fresh Off the Boat”.

Dica de download: “Build You Up”

#32. Death for Cutie
(Transatlanticism)

Dica de download: “Title and Registration”

#33. Lisa Germano
(Lullaby for the Liquid Pig)

As canções de Lullaby for the Liquid Pig são obscuras e introspectivas, assim como suas melodias. “Candy” remete tema de parque de diversão abandonado, enquanto “Nobody´s Playing” é conduzida por acordes sutis de piano mais a voz de Germano. “Making Promises”, a última faixa, é a que mais tenta fugir de toda a linearidade climática que o trabalho proporciona.

Dica de download: “Pearls”

#34. Kelis
(Tasty)

Dica de download: “Milkshake”

#35. The Dining Rooms
(Tre)

Terceiro trabalho deste grupo italiano que une jazz (“La Citta Nuda”), soul, hip hop, house, trip hop e ritmos africanos (“You”). O single “Tunnel” tem um piano que fica tocando as mesmas notas, mas acaba se destacando por sua percussão e os vocais de Sean Martin – há quem lembre de Massive Attack aqui.

Dica de download: “Tunnel”

#36. Kathleen Edwards
(Failer)

Dica de download: “Mercury”

#37. Peaches
(Fatherfucker)

O segundo disco, da canadense que não tem papas na língua, traz um repertório rock, funk, hip hop e com letras que falam direto (ou não) sobre sexo. Além das letras engraçadíssimas (como “Shake Yer Dix”), Peaches conta com a participação de Iggy Pop (“Kick It”), enquanto que “I Don´t Give a…” traz o sample de “Bad Reputation” de Joan Jett.

Dica de download: “I´m the Kinda”

#38. The Strokes
(Room on Fire)

Dica de download: “Under Control”

#39. Lloyd Cole
(Music in a Foreign Language)

“I hear they have the good drugs in Brazil…” canta na faixa “Brazil” com uma batida de bossa nova e um violão acústico. Um trabalho de belos arranjos, orquestrações que nunca soam exageradas e geralmente acompanhadas de um piano discreto tocado pelo próprio cantor.

Dica de download: “My Other Life”

#40. Broadcast
(Ha Ha Sound)

Dica de download: “Minim”

TOP 50 de discos de 2003 – # 41-50

segunda-feira, dezembro 15th, 2003

#41. Pete Yorn
(Day I Forgot)

Após uma estréia bem sucedida (Music for the Morning After), Pete Yorn volta com Day I Forgot. Em seu segundo disco, canta como Eddie Vedder (“Burrito” / “Carlos”) trazendo excelentes arranjos acústicos (“Man in Uniform” / “Crystal Village”). “Turn of the Century” é tão agradável que me remete as sonoridades trabalhadas por Aimee Mann e Jon Brion.

Dica de download: “Crystal Village”

# 42. The Wrens
(The Meadowlands)

Dica de download: “This Boy is Exhausted”

#43. Longwave
(The Strangest Things)

O segundo disco deste grupo de Nova Iorque traz sonoridades de U2 (“Wake Me When It´s Over”) e Radiohead, da fase The Bends, com a faixa “Meet me at the Bottom”. Imagine uma espécie de Julian Casablancas (The Strokes) com os estilos citados. Assim temos: The Strangest Things.

Dica de download: “Everywhere You Turn”

#44. Ryan Adams
(Rock n´ Roll)

Dica de download: “This Is It”

#45. Eletric Six
(Fire)

Quinteto de Detroit abusa do rock, punk, new wave, disco music e tudo o que tiver pela frente. Fire conta com a participação de ninguém mais, ninguém menos do que Jack White (“Danger! High Voltage”) o que ajudou a promover o álbum. Outro destaque é a faixa “Gay Bar” em que o vocalista repete várias vezes “I wanna take you to a gay bar” e virou hit na época do lançamento.

Dica de download: “Danger High Voltage”

#46. Bee and Flower
(What´s Mine is Yours)

Dica de download: “Something Good”

#47. Madonna
(American Life)

Décimo álbum de estúdio da cantora no qual critica a sociedade norte-americana. “Hollywood” apresenta o mundinho fútil da fama e possui mais atitude do que o primeiro single (“American Life”, a mais fraca do disco). “I m So Stupid” começa com uma guitarra, mas logo surpreende na batida certeira e vocais distorcidos. Já a marchina “Love Profusion” abusa dos elementos acústicos e eletrônicos.

Dica de download: “X-Static Process”

#48. UNKLE
(Never Neverland)

Dica de download: “In a State”

#49. Alexandra Slate
(Edge of the Girl)

Alexandra Slate começou sua carreira como cantora de folk-pop fazendo apresentações em pequenos bares em Toronto (Canadá). O primeiro single “Bad Girl” com voz, letra, estilo e atitude de Fiona Apple é um dos destaques de sua estréia. “Can´t Hold the World” apresenta um pouco de Gwen Stefani com Avril Lavigne (?!). É o tipo de rockeira/pop que poderia muito bem emplacar na grade da MTV Brasil.

Dica de download: “No Vacancy”

#50. British Sea Power
(The Decline of British Sea Power)

Dica de download: “Apologies to Insect Life”