Séries assistidas em 2006

# 01. A Sete Palmos
(Quinta Temporada)

Os dramas da família Fisher, donos de uma agência funerária, são de uma natureza impecável. Não aborda apenas o próprio umbigo de seus personagens e repletos de problemas pessoais, indo além quando expõe questões políticas (com comentários anti-Bush) e desmorona o american way of life – coisa que o roteirista Alan Ball (de Beleza Americana) tira de letra.

A série cresceu, desenvolveu personagens – inclusive os coadjuvantes – e revelou uma das minhas atrizes favoritas: a carismática Lauren Ambrose, agraciada pelo papel de Claire Fisher. A atriz tem uma cena espetacular quando discute com a mãe de um soldado morto no Oriente Médio sobre o papel “idiota” que os norte-americanos estão fazendo nessa Guerra, ao mesmo tempo que precisa lidar com uma tragédia pessoal.


Vídeo promocional da Quinta Temporada

A Sete Palmos apresenta um dos melhores elencos já vistos na televisão, com atores como Frances Conroy, Peter Krause, Michael C. Hall, Rachel Griffiths e com freqüentes participações especiais de Kathy Bates e Patricia Clarkson.
Despede-se de maneira triunfal. Alan Ball é realista como a natureza humana e não transforma o desfecho da série com o gosto popular. Tudo que começa, tem um fim. Nasce, cresce e morre. “Everything Ends”.

# 02. Dexter
(Primeira Temporada)

Na pele de um policial e serial-killer, Michael C. Hall causa conforto e insegurança em seu espectador. Suas vítimas são aqueles que merecem pagar com a vida pelos seus crimes/atos. No piloto do programa, somos apresentados ao seu mundo, através de narrações em off, e métodos de vingança. A tensão cresce na medida em que Dexter estabelece um jogo com outro serial-killer (The Ice Truck Killer), responsável pela morte de prostitutas da região de Miami, com método peculiar de drenar o sangue e cortar os membros das vítimas – deixando o nosso heróico-psicopata “orgulhoso” das técnicas do novo amigo. A série caminha direitinho, pois prende a atenção e deixa o seu espectador apreensivo com os caminhos tomados pelo nosso herói e seu concorrente no crime. O desfecho da primeira temporada é uma virada de roteiro fantástica.

# 03. Heroes
(Primeira Temporada)

O drama de humanos que descobrem terem poderes a la X-Men é o mote de Heroes. A série deixa claro a influência das histórias em quadrinhos, logo no créditos e títulos iniciais. Na medida em que seus personagens vão tendo conhecimentos de seus poderes, mais frágeis se tornam como “pessoas normais”. É o caso da menina Claire: ela pode se arrebentar num acidente de carro sem sofrer nenhum ferimento, no entanto não sabe comentar o dom com a família por medo de ser rejeitada. No elenco, ainda há o carismático japonês Hiro com seu poder de controlar o tempo. Gradualmente, revelações são esclarecidas, novos rumos traçados aos personagens, mais heróis integram a série para esclarecer o que todos têm em comum e sua verdadeira missão na Terra.

# 04. A Sete Palmos
(Quarta Temporada)

A quarta temporada de A Sete Palmos serviu para dar uma direção ao ritmo lento que a série encontrou-se em seu ano anterior. Revelações foram aparecendo para que uma bomba fosse colocada na frente do personagem de Nate Fisher e o paradeiro de Lisa, sua esposa e mãe de sua filha. Enquanto isso, o episódio That´s My Dog apresentou o ator Michael C. Hall (David) em um dos seus melhores desempenhos numa seqüência desesperadora e claustrofóbica. Claire começa a experimentar uma nova vida de artista, com drogas e sexo das diversas formas (destaque para a atriz Mena Suvari). Por sua vez, Ruth, a matriarca dos Fisher, preocupa-se com o estado miterioso de seu marido George e alguns hábitos estranhos de sua parte. A quarta temporada arma um ótimo caminho para que soluções apareçam na última para o grande desfecho.

# 05. My Name Is Earl
(Primeira Temporada)

Neste My Name is Earl, o excêntrico Jason Lee faz um sujeito desempregado que vive de pequenos furtos. Aprende a lidar com o seu carma ao assistir um entrevista de Carson Daily na televisão do hospital, após ser atropelado, levar um pé na bunda de sua mulher e perder o bilhete de loteria que lhe daria 100 mil doletas fácil. Resolve fazer uma lista de todas as coisas ruins que fez para se redimir com os erros do passado… até que o bilhete volta para sua mãos – o carma está a seu favor. Agora, sua principal tarefa é riscar os 259 ítens de sua lista para que tudo continue dando certo em sua medíocre vida.
A edição é ágil, o texto é fascinante e as situações hilárias quando se tem um ator com o timing de Jason Lee.

# 06. Ugly Betty
(Primeira Temporada)

Exportar o teledrama Betty – A Feia para os Estados Unidos funciona mais do que trazer novelas mexicanas, com os roteiros literalmente transcritos, para serem filmados no SBT.
Ugly Betty pega carona no sucesso de O Diabo Veste Prada e manda bem. Betty é a típica menina que faz o bem e recebe o mesmo em troca. Já os vilões, sempre dão uma de azarados. É comédia no estilo “mamão com açúcar”, sendo esta a melhor forma de conquistar o público.
O menino que faz o sobrinho de Betty e é entendido de moda tem tudo para crescer nas próximas temporadas com momentos hilários. Por sua vez, a desaparecida e decadente Vanessa Williams (que eu só lembrava do filme Queima de Arquivo e um outro com a Chayanne) deve estar agradecendo aos produtores do show até agora por lhe darem um papel à altura de Miranda Priestly.

# 07. Lost
(Terceira Temporada)

Lost volta a impressionar mesmo com poucos argumentos a respeito da ilha. O episódio inicial é de deixar qualquer um com a boca aberta – afinal, se você tinha algumas teorias, todas parecem ir por água abaixo.
A importância de Jack aos outros é apresentada, Kate e Sawyer viram alvo de romance, Locke continua sendo o durão de coração mole da série, mas é Mr. Eko que está com os segundos mais intrigantes da série. O elenco promete voltar, deixando mais questões na cabeça de seu público do que dúvidas esclarecidas. A participação de Rodrigo Santoro é pequena com chances de desenvolver seu personagem ao longo dos episódios.

# 08. Nip/Tuck
(Primeira Temporada)

O cenário paradisíaco de Miami Beach é belo e artificial através das mãos de dois cirurgiões (interpretados por Dylan Walsh e Julian McMahon). Já não bastasse as preocupações com os negócios, pacientes e concorrência, precisam estar a par com suas famílias, crises de meia idade e problemas amorosos. Seus dois principais personagem são opostos que se completam dando a essa série toques de drama, suspense e muita sensualidade (até que demais).

* séries sem ordem de preferência.