Pitchfork leva The XX para se apresentar em uma fábrica abandonada

quarta-feira, dezembro 29th, 2010

O projeto Surveillance, do site musical Pitchfork, tem a proposta de levar bandas para se apresentarem em lugares diferentes do que elas estão acostumadas. Como por exemplo, o The XX numa fábrica abandonada. O material é gravado apenas com câmeras de segurança – uma coisa meio ‘Bruxa de Blair’ – como registro.


“Night Time”

Assista também o vídeo de “Basic Space” realizado para o site.

via pitchfork.tv

The Joy Formidable e seu rock moderno artístico em “Austere”

quarta-feira, dezembro 29th, 2010

O trio indie inglês do Joy Formidable – uma das minhas novas bandas favoritas – começa a trabalhar na divulgação do seu primeiro álbum The Big Roar com lançamento agendado para janeiro na Europa. A escolha para divulgar o primeiro disco é a faixa “Austere” num vídeo pop arte moderno com referência (efeitos) dos anos 80.


Clipe de “Austere”

Minha canção favorita continua sendo “Cradle” – do EP A Balloon Called Moaning e que estará no disco -, assim como seu clipe “vai e vem”.

Clipes exibidos no MTV Lab/teco apple #43

segunda-feira, dezembro 27th, 2010

Seleção de videoclipes do programa MTV LAB/teco apple exibido em 23 de dezembro com reprise no dia 25:

Adele Rolling in the Deep Adele
“Rolling in the Deep” (vídeo | estreia)
(21)
Direção: Sam Brown

Mayer Hawthorne - Your Easy Lovin' Ain't Pleasin' Nothin' Mayer Hawthorne
“Your Easy Lovin’ Ain’t Pleasin’ Nothin'” (vídeo)
(A Strange Arrangement)
Direção: Jackson Perry & Henry DeMaio

Kanye West - Power Kanye West
“Power” (vídeo)
(My Beautiful Dark Twisted Fantasy)
Direção: Marco Brambilla

Mystery Jets - Show Me The Light Prince
“Black Sweat” (vídeo)
(3121)
Direção: Sanaa Hamri

Avi Buffalo - What's In It For? Avi Buffalo
“What’s In It For?” (vídeo | estreia)
(Avi Buffalo)
Direção: WMG

Cee-Lo Green - Bright Lights Bigger City Cee-Lo Green
“Bright Lights Bigger City” (vídeo)
(The Lady Killer)
Direção: Kai Regan

Gil Scott-Heron and Jamie xx - NY is Killing Me Gil Scott-Heron and Jamie xx
“NY is Killing Me” (vídeo)
(We’re New Here)
Direção: Iain Forsyth & Jane Pollard

MTV Lab mtv.com.br/tecoapple
De quarta para quinta às 02h30 da manhã
Reprise: sábado às 10h30

Liam Gallagher, como Beady Eye, lança clipe de “Four Letter Word”

segunda-feira, dezembro 27th, 2010

Quando Liam Gallagher deu tchau para Noel e o Oasis, ele não estava de brincadeira. O Beady Eye, sua nova banda, lança mais um vídeo (agora de “Four Letter World”) para divulgar o aguardado álbum Different Gear, Still Speeding.


Clipe de “Four Letter World”

“Four Letter World” tem mais cara de Oasis do que a sensacional “Bring the Light” (vídeo), a primeira música que o grupo apresentou. O trabalho produzido por Steve Lilywhite chega às lojas no dia 28 de fevereiro.

TOP 50 de discos de 2010 – # 01-10

sábado, dezembro 25th, 2010

#01. Kanye West
(My Beautiful Dark Twisted Fantasy)

My Beautiful Dark Twisted Fantasy já pode ser considerado um épico na cultura pop. Kanye West assume a sua personalidade insana e de vilão nas melodias grandiosas e letras biográficas com sinais de arrependimento (“Runaway” na qual promove um brinde à estupidez) de suas atitudes.

Um retrato da vaidade, ambição, ego (“Power”), drogas, pornografia (“Hell of a Life”) e fama sustentado por orquestrações luxuosas, samples escolhidos perfeitamente – como “Avril 14th” de Aphex Twin em “Blame Game ou a releitura de “Woods” de Bon Iver em “Lost in the World” – com inúmeras participações dos mais diversos gêneros musicais, destacando “All of the Lights” com Elton John, Rihanna, Kid Cudi, Alicia Keys, Fergie e até Elly Jackson do La Roux.

Para fechar o trabalho, West utiliza os versos de “Comment #1” do veterano Gil Scott-Heron em “Who Will Survive in America” abordando temas sociais muito mais pertinentes do que suas polêmicas no mundo do entretenimento. Você pode amar ou odiar a imagem de Kanye West, mas não pode negar que ele é um dos gênios da música atual.

Dica de download: “Runaway” (), “All of the Lights” () e “Blame Game” ()

#02. Arcade Fire
(The Suburbs)

Apesar de Funeral continuar sendo a obra-prima do grupo, os canandenses voltam ambiciosos e criativos num repertório rico que funciona como uma carta de amor à vida no subúrbio. As composições e orquestrações são precisas e grandiosas com a inserção de sintetizadores que funcionam perfeitamente em “Sprawl II” com seu piano marcado. Em “Half Light I” e “Half Light II (No Celebration)”, Win Butler e Régine Chassagne vivem os protagonistas de uma história de amor proibido e é nesse universo que The Suburbs relata a dificuldade de entender os jovens (“Rococo”) e sua solidão (“Empty Room) no mundo.

Dica de download: “Empty Room” (), “We Used to Wait” () e “Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)” ()

#03. Laura Marling
(I Speak Because I Can)

I Speak Because I Can é a transição da adolescência para a vida adulta da prodiga Laura Marling que lançou seu disco de estreia – o elogiado Alas I Cannot Swim – aos 17 anos. Como uma versão feminina de Nick Drake ou atual de Joni Mitchell, a artista narra histórias de traição (“What He Wrote”), perda (“Goodbye England) e anseios (“Hope In The Air”) de forma literária. Suas composições são polidas pelo folk rústico na produção elegante de Ethan Johns (Rufus Wainwright) e participação dos integrantes do Mumford & Sons.

Dica de download: “Devil´s Spoke” (), “Rambling Man” () e “Goodbye England” ()

#04. Robyn
(Body Talk)

A sueca Robyn é a prova de que é possível fazer música pop e dançante de excelente qualidade, num cenário musical atrolhado de cantoras com prazo de validade. Disparado o melhor disco pop do ano, Body Talk carrega potencial de hit em cada faixa como uma coletânea de êxitos. O synth-pop “Dancing on My Own” – sobre a exaltação de dançar numa festa e lamentar o encontro com um ex-namorado acompanhado -, o mantra de “Don’t Fucking Tell Me What To Do”, a força de “Indestructible” e a parceria com o Röyksopp em “None Of Dem”, tornam Body Talk pulsante até a sua última batida.

Dica de download: “Dancing on My Own” (), “Stars 4-ever” () e “Time Machine” ()

#05. Sleigh Bells
(Treats)

O duo formado por Derek E. Miller e Alexis Krauss proporciona uma guerra de sintetizadores e guitarras distorcidas (“Tell ‘Em” / “Crown On the Ground”) com uma veia punk rock suja (“Infinity Guitars”) em seu álbum de estreia. As melodias efervescentes são confortadas pelo vocal doce de Krauss (“Run the Heart), ex-integrante do teen pop RubyBlue. Treats, com sua música visceral, carrega uma histeria juvenil urgente.

Dica de download: “Crown on the Ground” (), “Kids” () e “Riot Rhythm” ()

#06. Janelle Monáe
(The ArchAndroid)

A ópera soul visionária de Janelle Monáe é uma escola de música. Pega elementos do R&B (“Tightrope”), do rock clássico (“Come Alive”), do jazz (“BaBopByeYa”) e uma carona no indie (“Make the Bus”) com a participação dos excêntricos integrantes do Of Montreal. Monáe é uma princesinha vestida de James Brown pronta para atacar musicalmente o futuro.

Dica de download: “Cold War” (), “Make the Bus” () e “Dance or Die” ()

#07. Sia
(We Are Born)

O toque de midas do produtor Greg Kurstin (Lily Allen, Kylie Minogue) e a presença rock do guitarrista Nick Valensi do Strokes (“Bring Night” / “Stop Trying”) são forças fundamentais nesse We Are Born. Sia, conhecida por seus trabalhos no Zero 7 e o hit “Breathe Me”, não é detentora de nenhum poder das atuais divas da música pop, mas deveria ser coroada com esse disco. As composições carregam um tom alegre e despretensioso (“You´ve Changed”), onde o que importa mesmo é se divertir. Destaque para a balada “I´m in Here” e a interpretação de “Oh Father”, originalmente de Madonna.

Dica de download: “Bring Night” (), “Never Gonna Leave Me” () e “Stop Trying” ()

#08. Zola Jesus
(Stridulum II)

Já no primeiro contato com o álbum Stridulum II, o vocal da jovem Nika Roza Danilova (a.k.a. Zola Jesus) enfeitiça no que soa como um ritual de bruxaria em “Night”. Como uma trilha de filme de terror, a artista nos assombra com suas sobreposições de voz (“I Can’t Stand”) e inserções eletrônicas apreensivas (“Tower” / “Manifest Destiny”). Zola é um encontro extraordinário de Siouxsie Sioux e o Cocteau Twins, ao ponto de deixar suas influências orgulhosas.

Dica de download: “Sea Talk” (), “Night” () e “Run Me Out” ()

#09. Joanna Newsom
(Have One on Me)

Have One on Me, o terceiro álbum da harpista Joanna Newsom, encontra equilíbrio entre o estranho (e adorável) trabalho de estreia The Milk-Eyed Mender com o épico Ys. As dezoito composições – dividas em 3 discos totalizando duas horas – permitem Newsom a explorar mais o piano, contrastando sua harpa (“Good Intentions Paving Co.”) e cordas (“Easy”). Com produção arrojada e vocais mais suaves e menos arranhados, a artista tem outro clássico na discografia.

Dica de download: “Does Not Suffice” (), “Esme” () e “Soft As Chalk” ()

#10. Foals
(Total Life Forever)

O Foals procurou inovação para o sucessor de Antidotes. Com a saída do produtor Dave Sitek (do TV on the Radio) do projeto, foram-se as melodias exaltadas e descompassadas do primeiro disco. Com um novo direcionamento, o grupo soa mais focado e maduro logo no início do álbum com “Blue Blood”. Os vocais de Yannis Phillipakis e as melodias são mais versáteis, tirando a limitação imposta no primeiro lançamento no qual as faixas pareciam muito entre si. As canções são carregadas de emoção crescente (“Spanish Sahara”) com uma cara mais pop (“Miami”), sem perder a identidade (“Total Life Forever”) que os revelou.

Dica de download: “Spanish Sahara” (), “Blue Blood” () e “This Orient” ()

TOP 50 de discos de 2010 – # 11-20

sexta-feira, dezembro 24th, 2010

#11. Yeasayer
(Odd Blood)

O Yeasayer é um Animal Collective feito para as massas. Seu som psicodélico (“I Remember”), tribalista (“O.N.E.”) e experimental de vocais distorcidos (“The Children”) soa coeso. Diante de diversas informações, são as doses de indie pop (“Madder Red”) que permitem as composições serem mais acessíveis do que as do “Coletivo”. Odd Blood é um álbum de world music sob efeitos alucinógenos.

Dica de download: “Ambling Alp” ()

#12. Jónsi
(Go)

Em seu primeiro trabalho solo, Jónsi (o vocalista do Sigur Rós) apresenta um universo colorido e teatral (“Animal Arithmetic”), diferente das composições melancólicas do grupo. É a produção do compositor clássico Nico Muhly que direciona o material a um mundo mágico e cheio de brilho nos arranjos. Go é um sonho embalado pelos falsetes de Jónsi e sonoridade lúdica (“Go Do”), assim como uma trilha sonora de um desenho da Disney.

Dica de download: “Boy Lilikoi” ()

#13. Sufjan Stevens
(The Age Of Adz)

Enquanto Sufjan Stevens considera seu o álbum um tanto clichê pelos temas, The Age Of Adz soa inovador em sua discografia pelas texturas eletrônicas (“Too Much”) e vocais sintetizados (“Vesuvius”). Com novas experimentações – como a descompassada “I Want to Be Well” -, o músico abandona a ideia de produzir a série de discos (com o nome de cada estado norte-americano) e permite-se explora musicalmente. Um exercício tanto para Stevens, como para o seu ouvinte nos 25 minutos variantes de “Impossible Soul”.

Dica de download: “Futile Devices” ()

#14. LCD Soundsystem
(This Is Happening)

James Murphy despede-se do LCD Soundystem com honra. O talento do músico é claro em faixas que duram nove minutos (“You Wanted a Hit”) com loops insistentes, mas que encontram fuga nos vocais versáteis. A frequência entre letra e a melodia não aborrecem, já que vagam por terrenos calmos e excitantes (“Dance Yrself Clean” / “One Touch”) dentro da mesma composição. This Is Happening é o fim de um trilogia que continuará regando festas com diversão.

Dica de download: “I Can Change” ()

#15. Beach House
(Teen Dream)

O dream pop do duo Victoria Legrand e Alex Scally seduz na doçura, nostalgia (“Used to Be”) e inocência juvenil como o título sugere. O cativante encontro da música pop com a alternativa resulta no melhor álbum do Beach House. As canções são singelas, mas ecoam (“Real Love” / “Zebra”) direto da igreja em que foram gravadas para o universo particular de seu ouvinte.

Dica de download: “Zebra” ()

#16. Gil Scott-Heron
(I´m New Here)

Após quebrar um silêncio de quinze anos, o cantor e poeta Gil Scott-Heron, um dos precursores do hip hop, volta a contar suas histórias em I´m New Here. Na primeira faixa, “On Coming from a Broken Home, Pt. 1”, a voz atormentada de Scott-Heron fala de sua infância difícil com o sample (atual) de “Flashing Lights” de Kanye West. A interpretação do blues “Me and the Devil Blues” (de Robert Johnson) no downtempo “Me and the Devil” é claustrofóbica, assim como “Your Soul and Mine”. I´m New Here revela-se um álbum urbano (“New York is Killing Me”), sombrio e socialmente caótico (“Running” / “The Crutch”). Em 2011, o disco será relançado e remixado por Jamie XX (do The XX) com o nome de We´re New Here.

Dica de download: “Me and the Devil” ()

#17. The Drums
(The Drums)

Imagine levar Robert Smith (do The Cure) para passar as férias na praia? Pronto, esses são os garotos do The Drums. As melodias – prontas para virarem hits – são banhadas pela sonoridade dos anos 50 com a surf music ensolarada dos anos 60 (“Skippin´Town” / “Let´s Go Surfing”) e embarcam na pureza estética pop anos 80 (“Me and the Moon”). Espera-se que a estreia do grupo não seja apenas mais um amor de verão.

Dica de download: “Forever and Ever Amen” ()

#18. The National
(High Violet)

High Violet é uma obra-prima pintada pelo National em diversas cores. Um conjunto de sensações vagam pelo trabalho em canções rendidas pelo vocal grave e bucólico de Matt Berninger e a bateria marcada como ato principal entre os instrumentos. Destaque para a acentuada e grandiosa “Terrible Love”, a intensa “Anyone´s Ghost” e a nostálgica “Bloodbuzz Ohio”. A participação dos músicos Sufjan Stevens no backing vocal de “Afraid of Everyone” e Justin Vermont (a.k.a. Bon Iver) na triunfante “Vanderlyle Crybaby Geeks” só contribuem ainda mais para esse registro impecável.

Dica de download: “Terrible Love” ()

#19. Basia Bulat
(Heart of My Own)

A canadense Basia Bulat, com sua voz oscilante, mostra-se mais segura nesse Heart of My Own do que em sua estreia Oh, My Darling. Suas canções, de melodias variantes, parecem um encontro do indie folk com o pop acústico de Tracy Chapman. O disco transita por momentos introspectivos (“Sugar and Spice”/ “I’m Forgetting Everyone”), mas o coração de Bulat vibra no folk pop de “Run” e nos banjos em combustão de “Gold Rush”. A maldição do segundo disco não existe aqui.

Dica de download: “I’m Forgetting Everyone” ()

#20. Marina and the Diamonds
(The Family Jewels)

Marina Diamandis (a.k.a. Marina and the Diamonds) é um encontro entre o estilo pop saltitante de Regina Spektor com o vocal excessivo e esquisito de Lene Lovich. A artista sabe ser extravagante (“Shampain”), irônica (“Hollywood” / “Girls”), determinada (“Oh No!”) e tirar lições do fundo do poço (“Numb”) se for preciso em sua ópera pop art que é The Family Jewels. Diamandis está apenas engatinhando em direção à uma carreira promissora.

Dica de download: “Hermit the Frog” ()

TOP 50 de discos de 2010 – # 21-30

quarta-feira, dezembro 22nd, 2010

#21. Ben Folds
(Lonely Avenue)

O casamento do texto sarcástico e dramático de Nick Hornby com as melodias esplendorosas de Ben Folds é a principal atração de Lonely Avenue. A história de um escritor falido em “Working Day”, a mãe que passa a noite de Ano Novo ao lado do filho num hospital em “Picture Window” ou o amor obsessivo pela poeta “Saskia Hamilton” explora ao máximo a riqueza de cada um dos artistas e seus universos. Disco para ler, livro para ouvir.

Dica de download: “Saskia Hamilton” ()

#22. Erykah Badu
(New Amerykah Part Two: Return of the Ankh )

Dica de download: “Gone Baby, Don’t Be Long” ()

#23. Shelby Lynne
(Tears, Lies and Alibis)

Shelby Lynne precisou passar por dez álbuns no currículo para finalmente assinar a produção de um trabalho próprio. O controle criativo em Tears, Lies and Alibis permite as composições soaram singelas (“Like a Fool” / “Alibi”) e vigorosas (“Family Tree”). Lynne fabrica um apanhado da essência – country com pitadas de rock, pop e blues – dos álbuns anteriores num trabalho que carrega a sua identidade sem crises.

Dica de download: “Rains Came” ()

#24. Vampire Weekend
(Contra)

Dica de download: “I Think UR a Contra” ()

#25. Aqualung
(Magnetic North)

O britânico Matt Hales (a.k.a. Aqualung) carrega um teor pop em suas histórias de amor e sua voz branda. Com o piano como base para os ricos arranjos, as peças soam explosivas (“New Friend” / “Reel Me In”) e íntimas quando necessárias (“Sundowing” / “Lost”). Destaque para as participações de Alison Sudol (do A Fine Frenzy) em “Time Moves Slow” e Sara Bareilles em “Remeber Us” que enriquecem o material.

Dica de download: “Reel Me In”

#26. Spoon
(Transference)

Dica de download: “Is Love Forever?” ()

#27. John Grant
(Queen of Denmark)

Em Queen of Demark, John Grant – ex-integrante do Czars – expõe as dificuldades do amor, rendeção à uma vida amargurada e a difícil tarefa de crescer numa família conservadora quando se é gay (“Jesus Hates Faggots”). Prestes a abandonar a carreira musical, o artista foi impulsionado a lançar o trabalho pelos integrantes (seus fãs) do Midlake. As canções são assombradas por uma tristeza no vocal barítono de Grant num soft-rock dos anos 70 (“Silver Platter Club”) que transcendem um Elton John enigmático.

Dica de download: “Sigouney Weaver” ()

#28. The Black Keys
(Brothers)

Dica de download: “Next Girl” ()

#29. Abe Vigoda
(Crush)

Em Crush, o Abe Vigoda aprimora suas composições punk lo-fi – do antecessor Skeleton – com um pop gótico dramático (“We Have to Mask”) e lúdico (“Sequins”) abastecido por sintetizadores (“Throwing Shade”). O vocal de Michael Vidal evoca Joy Division, assim como a atmosfera oitentista new wave, mesmo que os ares da música punk (“Pure Violence” / “November”) ficam em segundo plano.

Dica de download: “Dream of My Love (Chasing After You)” ()

#30. These New Puritans
(Hidden)

Dica de download: “Hologram” ()

TOP 50 de discos de 2010 – # 31-40

terça-feira, dezembro 21st, 2010

#31. Perfume Genius
(Learning)

Perfume Genius atende pelo nome de Mike Hadreas. Suas melodias primorosas e frágeis (“Look Out, Look Out”) são cercadas de tristeza, revelando o músico como um discípulo de Elliott Smith e Nick Drake. Learning aponta temas pesados como abuso (“Mr. Peterson”), vício, suicídio e relacionamentos conturbados. Histórias que Hadreas não tinha com quem dividir e ganham vida nobre em sua estreia musical.

Dica de download: “No Problem” ()

#32. The Naked and Famous
(Passive Me, Aggressive You)

Dica de download: “Punching In A Dream” ()

#33. Antony And The Johnsons
(Swanlights)

Os trabalhos de Antony Hegarty são singulares pelo seu vocal, refinados nos acordes e carregados de fragilidade emocional. Em Swanlights, novos elementos instrumentais – como a guitarra acústica em “The Great White Ocean” – e leves camadas eletrônicas (“I´m in Love”) proporcionam novo rumo à melancolia característica do músico. As faixas ao piano, como a arpejada “Ghost”, mantêm uma identidade abatida – assim como o dueto com Björk em “Flétta”, uma das composições primorosas do disco.

Dica de download: “Flétta” ()

#34. The Morning Benders
(Big Echo)

Dica de download: “All Day Day Light” ()

#35. Scissor Sisters
(Night Work)

A trupe de Jake Shears volta com muito brilho em um álbum feito para a noite e para os clubes. A produção de Stuart Price (Madonna / Kylie Minogue), especialista em singles para as pistas, leva o grupo à uma visita ao melhor que o eletropop tinha a oferecer no início dos anos 80, como sugere “Night Life” e “Sex and Violence”. Com Night Work, o Scissor Sisters soma créditos em seu currículo que não são exclusivamente sugados dos anos 70 ou dos vocais (eunucos) dos Bee Gees.

Dica de download: “Sex and Violence” ()

#36. The New Pornographers
(Together)

Dica de download: “Crash Years” ()

#37. Mark Ronson & the Business Intl
(Record Collection)

Em Record Collectiom, Mark Ronson procura fugir de suas referências retrôs (do álbum Version) e flerta com eletropop e hip hop acompanhado de um time de peso que passa por D´Angelo (“Glass Mountain Trust”), Q-Tip (“Bang Bang Bang”), a ex-Pipette Rose Elino Dougal (“Hey Boy”), entre outros. E se as parcerias com o produtor proporcionam excelentes resultados aos seus convidados, ninguém mais apropriado do que ele para ressuscitar um esquecido Boy George na emocionante “Somebody to Love Me”.

Dica de download: “The Bike Song” ()

#38. Warpaint
(The Fool)

Dica de download: “Undertow” ()

#39. MGMT
(Congratulations)

Congratulations é um disco corajoso do duo Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden. Enquanto que as faixas da estreia do MGMT soam desgastadas, as composições psicodélicas do sucessor de Oracular Spectacular respiram aliviadas. A aventura psicodélica e experimental da dupla, claramente influenciada por discos revolucionários como Pet Sounds do Beach Boys e Sgt. Pepper dos Beatles, mostra à cara na faixa de abertura “It´s Working” ou nos doze minutos de “Siberian Breaks”. Congratulations é uma homenagem às ideias revolucionárias que a música trouxe para uma geração no século passado, numa época em que artistas não nasciam com hits pitorescos na Internet.

Dica de download: “Brian Eno” ()

#40. Hot Chip
(One Life Stand)

Dica de download: “Hand Me Down Your Love” ()

TOP 50 de discos de 2010 – # 41-50

segunda-feira, dezembro 20th, 2010

#41. Marnie Stern
(Marnie Stern)

Marnie Stern é uma garota na casa dos trinta anos, mas com uma energia e ferocidade de uma adolescente de temperamento explosivo. Nesse terceiro trabalho, as composições apresentam seu universo particular de forma não vista nos álbuns anteriores, como por exemplo “For Ash” em que aborda o suicídio de um ex-namorado. Suas canções (sempre) nervosas parecem sair do fundo de uma garagem pelas guitarras estridentes (“Cinco de Mayo”), percussão de presença (“Gimme”) e sonoridade crua. É em alto e bom som que Stern lida com o seu caos pessoal com perfeição.

Dica de download: “Transparency is the New Mystery” ()

#42. Local Natives
(Gorilla Manor)

Dica de download: “World News” ()

#43. Ellie Goulding
(Lights)

Com sua voz angelical, a estreia da britânica Ellie Goulding – uma versão feminina de FrankMusik – é uma junção de pop acústico (“The Writer”) com toques eletrônicos delicados (“Gun and Horses”). Suas melodias acompanhadas de composições que soam como um diário resultam num trabalho harmônico que não é um divisor de águas no cenário pop atual, mas cumpre o seu papel dignamente.

Dica de download: “Starry Eyed” ()

#44. Darwin Deez
(Darwin Deez)

Dica de download: “The Suicide Song” ()

#45. Kele
(The Boxer)

Kele Okereke precisou abandonar o Bloc Party para se libertar musicalmente. Em sua estreia como solista, nada de guitarras gritantes para duelar com o vocal do músico. Aqui, aposta em batidas eletrônicas dançantes, prontas para serem descobertas por boates (“Tenderoni”), sem deixar de explorar o seu lado sentimental em composições densas e de cortar o coração (“Everything You Wanted”) . Por incrível que pareça, The Boxer coleciona mais faixas com potencial de single do que um álbum na íntegra do Bloc Party.

Dica de download: “All the Things I Could Never Say” ()

#46. Lissie
(Catching a Tiger)

Dica de download: “Cuckoo” ()

#47. Pete Yorn
(Pete Yorn)

Com o sucesso do álbum Break Up, lançado com a atriz Scarlett Johansson em 2009, Pete Yorn precisava manter ou elevar o seu nível musical. E se é nas parcerias que ele se encontra musicalmente, o convite feito a Black Francis (do Pixies) para produzir o disco cai como uma luva ao roqueiro que não lançava um trabalho solo tão empolgante desde Musicforthemorningafter de 2001.

Dica de download: “Rock Crowd” ()

#48. Two Door Cinema Club
(Tourist History)

Dica de download: “I Can Talk” ()

#49. M.I.A.
(/\/\ /\ Y /\)

Em /\/\ /\ Y /\, a rapper cingalesa M.I.A. volta menos polida musicalmente e explora seu lado criativo em melodias esquizofrênicas (“Meds and Feds”) comandadas por recursos robóticas (“Teqkilla”) insanos. Suas composições continuam politicamente engajadas – num mundo tecnológico (“XXXO”) que ninguém parece estar seguro, como anuncia na faixa de abertura “The Message” -, e sobrevivem as polêmicas no melhor estilo “ame ou odeie esse disco”.

Dica de download: “Meds and Feds” ()

#50. Best Coast
(Crazy for You)

Dica de download: “When I’m With You” ()

O vídeo diário de PJ Harvey em “The Last Living Rose”

segunda-feira, dezembro 20th, 2010

PJ Harvey divulgou o clipe de “The Last Living Rose” para promover o seu novo álbum Let England Shake previsto para chegar às lojas no dia 14 de fevereiro. Dirigido por Seamus Murphy, o vídeo é o primeiro de uma série de doze que a artista pretende publicar em seu canal do YouTube.


Clipe de “The Last Living Rose”

O clipe, um vídeo diário documentado, traz imagens e gravações inspiradas no novo trabalho de Harvey feitas pelo próprio cineasta pela Inglaterra.