Ellie Goulding apresenta canções do álbum ‘Halcyon’ na cozinha da Universal Music

quarta-feira, dezembro 26th, 2012

Durante sua passagem pela Suécia para promover o álbum Halcyon, a britânica Ellie Goulding conheceu o escritório da Universal Music no país.

Ellie Goulding

Na visita, a cantora deixa registrado três canções do álbum gravadas durante uma sessão na cozinha da empresa. Acompanhada apenas de um violão e um teclado, Goulding canta: “Anything Could Happen”, “Joy” e “My Blood”. Cafezinho com Ellie.


“Anything Could Happen”


“Joy”


“My Blood”

via UniversalMusicSweden

The Neighbourhood divulga o b-side “A Little Death”

quarta-feira, dezembro 26th, 2012

The Neighbourhood - A Little Death

O The Neighbourhood prepara o seu disco de estreia para o próximo ano e segue com a promoção do single “Let It Go” lançado em novembro. Agora, o grupo apresenta o b-side “A Little Death” que segue com a estética eletrônica, dando prioridade para as guitarras, e sonoridade cinematográfica com o toque da produção de Emile Haynie (que tem Lana Del Rey no currículo).

via theneighbourhood

As perspectivas do amor segundo Asa em “Ba Mi Dele”

quarta-feira, dezembro 26th, 2012

Asa - Ba Mi Dele

Dois anos passaram-se do lançamento do disco Beautiful Imperfection e a nigeriana Bukola Elemide (a.k.a. Asa) investe com peso na divulgação do trabalho. Depois de apresentar o videoclipe de “The Way I Feel”, a cantora dá tratamento visual para a faixa “Ba Mi Dele” que aparece na versão norte-americana do disco.

A direção de Tristan Holmes revela histórias de amor, mentiras, traições e valores de família pelo ponto de vista da garota que recorre a dialetos nativos durante a canção.


Clipe de “Ba Mi Dele”

via ASAofficialvideo

José González lança parceria com a marca Velour

quarta-feira, dezembro 26th, 2012

José González - Velour

A parceria moda e música rende bons resultados, como Beth Ditto e Stella McCartney ou Lana Del Rey e a H&M, por exemplo.

A marca escandinava Velour, convoca o músico sueco/argentino José González para uma parceria. O convite aconteceu durante uma das compras do artista em uma das lojas da grife. Na produção, González veste suas peças favoritas da coleção primavera/verão 2013 e revela uma serenata ao violão num antigo bar.


José González para a Velour

Os próximos planos do artista são lançar o álbum da sua banda Junip e um novo trabalho solo.

POP ETC canta “How Will I Know”, de Whitney Houston, pelas ruas de Tóquio

terça-feira, dezembro 25th, 2012

POP ETC

O indie POP ETC, o ex-Morning Benders assumindo um “folk auto tune”, divulga em seu canal do YouTube um cover da clássica “How Will I Know” de Whitney Houston. No vídeo, o vocal Chris Chu canta desnorteado pelas ruas de Tóquio durante a passagem do grupo pela metrópole japonesa.


Clipe de “How Will I Know”

via popetcetera

Major Lazer divulga participações de ‘Free the Universe’, Metric canta “Heart of Glass” do Blondie, The xx faz cover de “Last Christmas” do Wham!, Charli XCX lança o single “You (Ha Ha Ha)” e videoclipes

segunda-feira, dezembro 24th, 2012

Major LazerO Major Lazer prepara-se para o lançamento do seu (adiado) álbum Free the Universe para o mês de fevereiro. O trabalho ganhou um trailer e seu repertório (com as devidas participações como Ezra Koenig do Vampire Weekend, Santigold, Peaches, Bruno Mars, Amber Coffman do Dirty Projectors, Danielle Haim do Haim e outros) apresentado ao público.


Frank Ocean libera a canção realizada para o filme ‘Django Livre’, de Quentin Tarantino, e que acabou ficando de fora da trilha sonora do longa.

Yeah Yeah Yeahs confirma o lançamento do sucessor de It’s Blitz (2009) para o primeiro semestre de 2013.

O duo R&B eletrônico AlunaGeorge prepara o seu disco de estreia para o próximo ano e apresenta “Diver”, uma das faixas do trabalho, em vídeo.

O Grizzly Bear lança um teaser intitulado ‘Season’s Greetings’ no qual apresenta versões do álbum Shields ao piano. No trabalho há versões de “Half Gate”, “Sleeping Ute” e “The Hunt”.

Metric apresenta cover de “Heart of Glass”, do Blondie, no VH1 Divas.



Soundgarden revela na conta do Twitter que Dave Grohl será o responsável pela direção do videoclipe “By Crooked Steps” do álbum King Animal.

Kate Nash entra no clima de Natal e divulga a inédita “Faith”.

Charli XCX lança o single “You (Ha Ha Ha)” com sample da música de mesmo nome do Gold Panda.

Christopher Owens, o ex-Girls, solta trailer de seu disco solo (Lysandre) aguardado para janeiro.

The xx faz cover de “Last Christmas”, do Wham!, nos estúdios da rádio BBC.

Selah Sue - Fade AwayPlus videos: a briga de A$AP Rocky em “Long Live ASAP” (assista), a simplicidade emocional de Alanis Morissette em “Receive” (assista), o Hurts em “The Road” (assista), Calvin Harris em “Drinking From the Bottle” (assista), Alicia Keys em “Brand New Me” (assista) e pela noite com Selah Sue em “Fade Away” (assista)

O romance lúdico de Bat For Lashes em “A Wall”

domingo, dezembro 23rd, 2012

Bat for Lashes - A Wall

Natasha Khan (a.k.a. Bat for Lashes) segue com a divulgação de seu terceiro trabalho de estúdio, The Haunted Man. “A Wall” é o novo single para divulgar o trabalho num conto de amor com toque lúdico entre a cantora (com sua peruca loira) e o ator Harry Treadaway durante uma festa “de poucos amigos e que vai até o amanhecer” em que a intensidade da relação é o foco principal.


Clipe de “A Wall”

O trabalho é dirigido por Noel Paul, o mesmo realizador de “Laura” da cantora.

O Natal animado do She & Him em “Baby, It’s Cold Outside”

domingo, dezembro 23rd, 2012

She & Him - Baby It's Cold Outside

O duo She and Him, formado pela lindinha Zooey Deschanel e M. Ward, entra no clima de Natal e lança um videoclipe de “Baby, It’s Cold Outside”, canção originalmente de Frank Loesser e extraída do álbum A Very She & Him Christmas lançado em 2011.

Na animação dirigida por Elliot Dear, um rapaz fica preso num chalé de uma garota durante uma tempestade de neve e ela faz de tudo para conquistar o moço na noite de Natal.


Clipe de “Baby, It’s Cold Outside”

via SheandHimVEVO

TOP 50 de discos de 2012 – # 01-10

sexta-feira, dezembro 21st, 2012

#01. Fiona Apple
(The Idler Wheel…)

Foram necessários sete anos para Fiona Apple voltar com o sucessor de Extrarodinary Machine. Com a espera, veio uma obra prima distinta de seus lançamentos anteriores. Em melodias minimalistas, carregadas pelo piano e influenciadas pelo jazz, a artista revela seus medos, desilusões, fracassos amorosos (“Jonathan”) de forma visceral e sem colocar-se no papel de vítima, por exemplo quando assume que teme a solidão em “Left Alone” e rasga-se ao cantar “How can I ask anyone to love me when all I do is beg to be left alone”.

Na frágil “Every Single Night”, com sua sonoridade de caixinha de música, ou na paranóia amorosa de “Werewolf” (com sua revolução nos gritos de um grupo de crianças no final da canção e frases como “nothing wrong when a song ends in the minor key”), Apple revela o peso de seus conflitos com uma aversão controlada e que explode em fúria em “Regret” com sua atmosfera sombria de “Something I Can Never Have” do Nine Inch Nails.

Grande parte do trabalho flerta com peças do jazz na companhia do percussionista Charley Drayton. O ápice de exaltação é em “Hot Knife”, um dueto vertiginoso com a cantora (e irmã) Maude Maggart, com seu clima “cabaret tribal” e que finaliza com os vocais a cappela.

The Idler Wheel… é uma neurose emocional do início ao fim, na qual Fiona diz em umas das faixas “I want to feel everything”, mas nós também estamos sentindo por ela.

Dica de download: “Hot Knife” (), “Werewolf” () e “Daredevil” ()

#02. Frank Ocean
(Channel Orange)

Depois de sua mixtape Nostalgia, Ultra, era hora de Frank Ocean lançar o seu primeiro registro oficial. Como um moderno Stevie Wonder (“Sweet Life” / “Fertilizer”) com o jogo sedutor de Marvin Gaye, o músico entrega um clássico de bandeja. Suas canções de amor são regadas de emoção em seus falsetes (“Thinkin’ ‘Bout You”) e riqueza sentimental em suas histórias como quando canta “I could never make him love me” na gospel “Bad Religion” encenando uma conversa com um taxista que poderia ser interpretada por Jeff Buckley. A mente de Ocean não descansa ao trazer à tona seus contos, revelações espirituais, abuso de drogas, lares desestruturados (“Crack Rock”) e cotidiano como um J.D. Salinger do R&B contemporâneo.

Dica de download: “Thinkin’ ‘Bout You” (), “Pyramids” () e “Crack Rock” ()

#03. Grimes
(Visions)

Claire Boucher (a.k.a. Grimes) é uma Enya no ácido com traços de Minnie Riperton. Com suas esquisitices sonoras, inclinadas ao eletropop, Visions é uma aventura sônica através do pop futurista. A voz doce e acrobática de Boucher flutua entre as melodias de loops hipnóticos (“Oblivion”), texturas digitais (“Skin”) que flertam com a música dance (“Be a Body”) e a pop (“Colour of Moonlight (Antiochus)” tem a batida infectuosa de “When Doves Cry” de Prince). O resultado é um trabalho conceitual e sobrenatural através do olhar “cyberpop” da garota.

Dica de download: “Circumambient” (), “Oblivion” () e “Genesis” ()

#04. Jack White
(Blunderbuss)

Depois de tomar frente do The White Stripes, dividir atenções no The Raconteurs e no The Dead Weather, produzir discos de outros artistas e lançar o seu próprio selo, Jack White assume sua identidade em Blunderbuss. Com seu toque de Midas, abusa de todas as experiências sonoras ao longo dos anos para uma compilação própria de todo o aprendizado – como, por exemplo, o climão anos 50 de “Trash Tongue Talker” e “I’m Shakin'” (um cover de Little Willie Johnson) que remetem à produção do disco de Wanda Jackson – e a forma em que moldou o rock em sua carreira (“Sixteen Saltines”). Estabelecendo um conjunto de sonoridades familiares, White apresenta suas melhores canções quando aborda sua relação com o amor e as mulheres. “I won’t let love disrupt, corrupt or interrupt me anymore” como canta em “Love Interruption”, uma carta aberta para sua ex-mulher, a modelo/cantora Karen Elson. Em carreira solo, o músico garante um rock extraordinário, assim como tudo que toca.

Dica de download: “I’m Shakin'” (), “Love Interruption” () e “Hip (Eponymous) Poor Boy” ()

#05. Sharon Van Etten
(Tramp)

O folk pop de Sharon Van Etten é do tipo que carrega todos os problemas do mundo em suas melodias frágeis conduzidas essencialmente por guitarras acústicas. Com a produção cuidadosa de Aaron Dessner (do The National), as melodias leves e tranquilas permitem a cantora explorar suas angústias (“Serpent”) e anseios (“Give Out”) sob uma perspectiva negativa e no peso do seu vocal sem perder a elegância e a sensualidade (“Magic Chords”). O equilíbrio emocional de Tramp encontra-se em “We Are Fine”, uma parceria com Zach Condon do Beirut, em que um casal apenas encontra-se “bem”. Com suas revelações carregadas de aflições, Van Etten cria um álbum simples e denso.

Dica de download: “Warsaw” (), “Serpents” () e “We Are Fine” ()

#06. The Mynabirds
(Generals)

No segundo disco do The Mynabirds, projeto de Laura Burhenn, as melodias são irresístiveis com sua fórmula contagiante de percussões vibrantes num universo em que Florence (and the Machine) Welch soaria mais controlada. Suas composições misteriosas (“Karma Debt”) e calorosas (“Generals”) exalam instrumentações extasiantes como uma PJ Harvey militarista (“Wolf Mother”). Generals foca-se numa proposta política que nos resta dançar e pensar que a revolução está por vir em cada uma de suas composições.

Dica de download: “Body of Work” (), “Generals” () e “Wolf Mother” ()

#07. Alt-J
(An Awesome Wave)

O debut An Awesome Wave do quarteto Alt-J (ou ∆) é uma combinação calculada de rock, indie, folk e trip hop para produzir um som autêntico. Há fases em que soam como se o Fleet Foxes (“Fitzpleasure”) estivesse numa excursão por cenários urbanos e violentos e outros que estão pela fase eletrônica do Radiohead (como na cósmica “Something Good”). Suas canções, sempre conduzidas pela voz sossegada de Joe Newman, são melodias contrastantes de serenidade (“Matilda”) e intensidade (“Breezeblocks”). Carregam um poder de mudança frequente, como se estivessemos alternando estações de rádio e captando a essência principal de um universo radiofônico.

Dica de download: “Tessellate” (), “Dissolve Me” () e “Breezeblocks” ()

#08. Jessie Ware
(Devotion)

Jessie Ware (conhecida por seus vocais nos trabalhos de produtores como o SBTRK) lança a sua estreia Devotion garantindo-se como uma poderosa sucessora de Sade. Explorando sensualidade e sonoridades artísticas influências pelo minimalismo eletrônico de James Blake, o R&B e o pop, com a natureza dos trabalhos de Annie Lennox e Lisa Stansfield no auge dos anos 80. Ware deixa de ser uma artista convidada para dar um passo gigantesco à sua própria carreira.

Dica de download: “Wildest Moments” (), “Night Light” () e “Sweet Talk” ()

#09. Cat Power
(Sun)

Se as melhores canções nascem de momentos turbulentos da vida, Cat Power está de volta ao topo com Sun. Depois de contar com músicos lendários de Memphis em The Greatest (2006) e lançar um coletânea de covers em Jukebox (2008), o fim de um relacionamento fez Chan Marshall refletir seus últimos álbuns e procurar um novo caminho para seguir sozinha – desde a produção a tocar os instrumentos – neste disco. O resultado é um pop seguro em que questiona morte versus relacionamento (em “Cherokee”) e culpa (“Peace and Love”), sem perder a confiança em sua eletrônica delicada e urgente (“Silent Machine”). São melodias cativantes, mas que ainda representam feridas abertas (“Ruin”).

Dica de download: “3,6,9” (), “Cherokee” () e “Ruin” ()

#10. Lana Del Rey
(Born to Die)

A Internet descobriu Lana Del Rey e gongou-a durante 2012. Se nos anos 80 tínhamos “Video Killed the Radio Star” podemos reformular a canção do The Buggles para “Internet Killed the Video Star”. Independente das acusações – algumas extremamente desnecessárias – culpe a Internet pela ascensão rápida da artista. Apesar do fardo, a garota tem um disco de estreia espetacular em suas mãos. Born to Die é trilha reformulada de clássicos de Hollywood, femme fatales de corações partidos e seduzidas por garotos ao estilo James Dean (“Blue Jeans”) e reduzidas a objetos sexuais (“Video Games”). Com sua sonoridade elegante, um híbrido de Portishead com o toque clássico de Nancy Sinatra, Del Rey pode não ter presença de palco ou ser a ‘cover girl’ perfeita, mas seu disco é um sustento para uma lacuna que o pop desejava e necessitava. Um buzz “fale mal, mas fale de mim” que continua dando certo e ainda vai render.

Dica de download: “Radio” (), “Summertime Sadness” () e “Blue Jeans” ()

TOP 50 de discos de 2012 – # 11-20

quinta-feira, dezembro 20th, 2012

#11. Kendrick Lamar
(Good Kid, M.A.A.D City)

Kendrick Lamar revela em tom biográfico sua adolescência nos subúrbios californianos em Good Kid, M.A.A.D City (My Angry Adolescence Divided), sua estreia oficial. Com diálogos cinematográficos de familiares ao longo das faixas, Lamar retoma o hip hop dos anos 90 (“Money Trees”) para pautar sua breve trajetória existencial em narrativas sobre violência (“The Art of Peer Pressure”), abuso de drogas (“Swimming Pools”) e estados paranóicos numa liguagem suja e direta (como em “Sherane a.k.a. Master Splinter’s Daughter” em que vai ao encontro de uma garota da escola e diz “nothing but pussy stuck on my mental”). Nasce um sucessor para André 3000 (“Bitch, Don’t Kill My Vibe” / “Sing About Me, I’m Dying of Thirst”) na música urbana.

Dica de download: “Bitch, Don’t Kill My Vibe” ()

#12. Tame Impala
(Lonerism)

Neste segundo registro do Tame Impala, a psicodelia e o groove dos australianos são impulsionados por sonoridades de Pet Sounds, Dark Side of the Moon e White Album ao optar por soltar faíscas em seus sintetizadores e controlar suas guitarras para desbravar dimensões imaginárias. Entre composições explosivas (“Apocalypse Dreams”), serenatas ao piano (“Sun’s Coming Up”) e manifestos sentimentais (“Feels Like We Only Go Backwards”) é a produção cercada de beleza extra-sensorial que se manifesta.

Dica de download: “Elephant” ()

#13. Django Django
(Django Django)

O rock ‘folktronic’ e psicodélico do Django Django inicia sua jornada no western spaghetti “Introduction”. No entanto, indica sua essência e direcionamento nas batidas tribais e eletrônicas de “Hail Bop”. Com certa originalidade e influências de bandas inglesas, o trabalho sobrevive e se sobressai (“Default”) como se o Hot Chip fosse uma banda de rock.

Dica de download: “Default” ()

#14. Ladyhawke
(Anxiety)

A neozelandesa Pip Brown (a.k.a. Ladyhawke) deixa de lado os sintetizadores, teclados e estética oitentista que a consagraram com o hit “Paris is Burning” em seu álbum de estreia e procura referências roqueiras dos anos 90 como Garbage, Elastica e Blur. O mérito em Anxiety está na veia rock pop contagiante (“Vaccine” / “Blue Eyes”) e seus refrões clichetes carregados de “ha ha has” e “yeah yeah yeahs” (“Vanity”) permitindo a Brown dar uma reciclada no seu (breve e exigido) currículo.

Dica de download: “Blue Eyes” ()

#15. Beach House
(Bloom)

O dream pop do Beach House mantém sua consistência melodramática em Bloom garantindo o nível dos seus antecessores. O pop nebuloso (“Wild”), as sonoridades lúdicas (“Other People”) e a voz aveludada de Victoria Legrand estão todos ali. Respeitam a estética sonora quase que de forma obsessiva para aprimorar sua complexa sofisticação, não fugir do selo de qualidade da dupla e seguir encantando com seus pequenos feitiços sonoros.

Dica de download: “Myth” ()

#16. Miguel
(Kaleidoscope Dream)

Miguel apoia-se no pop atual (“Don’t Look Back” com os samples de “Time of the Season” do Zombies), territórios sonoros que remetem à melancolia do The Weeknd (na sensual “Use Me”) e influências sedutoras de Prince / Marvin Gaye (“Adorn”) para revelar sua série de desencontros amorosos – sexo e infelidadade – em seu R&B contemporâneo neste segundo registro de estúdio. Vale destacar a participação de Alicia Keys em “Where’s the Fun in Forever”.

Dica de download: “Adorn” ()

#17. Spiritualized
(Sweet Heart Sweet Light)

O space rock do Spiritualized desenha em Sweet Heart Sweet Light perfeccionismo. Na leveza das cordas da banda islandesa Amiina (que tem o Sigur Rós no currículo), no soul gospel (“Too Late”) e na receita britpop (nos dois momentos de “Hey Jane” / “Little Girl”), o líder Jason Pierce encontra superação para os problemas de saúde que o afetaram nos últimos anos nesta redenção musical (“sometimes I wish that I was dead, because only living can feel the pain”).

Dica de download: “Headin’ for the Top Now” ()

#18. Japandroids
(Celebration Rock)

O rock acelerado do Japandroids, de guitarras heróicas e percussão impaciente, separa uma seleção de melodias impactantes (“Younger Us”) em seu segundo registro de estúdio. Sem deixar o seu ouvinte tomar fôlego ao longo dos 35 minutos do disco, o duo apresenta em seu diário musical: longas noites de bebedeira, suas idas e vindas ao longo de suas turnês e momentos nostálgicos.

Dica de download: “The House That Heaven Built” ()

#19. Grizzly Bear
(Shields)

Shields é um trabalho de fácil assimilação do Grizzly Bear, os criadores de Veckatimest, e poderia facilmente tirar a banda de seu status indie. É o universo abstrato do grupo de forma mais acessível (“Yet Again”), mas sem desarmar-se completamente (“Speak In Rounds”) dos trabalhos anteriores e apelar para a já famigerada “Two Weeks” ao desvendar suas desilusões e conflitos. Até porque as construções sonoras e texturas transcendentais do quarteto mantém-se em cada uma das composições.

Dica de download: “Gun-Shy” ()

#20. Alabama Shakes
(Boys & Girls)

O Alabama Shakes recupera substâncias do rock dos anos 60 e 70 para dar vida ao seu trabalho de estreia e reciclar sonoridades (“You Ain’t Alone” / “Heartbreaker”) nas guitarras magistrais / afiadas (“Hang Loose”) e no vocal de Brittany Howard (um encontro de Janis Joplin e Aretha Franklin). As composições soam como se tivessem renascido de uma pilha esquecida de compactos antigos com o toque moderno do The Black Keys e de Jack White.

Dica de download: “I Found You” ()