TOP 50 de discos de 2014 – # 31-40

#31. BANKS
(Goddess)

“Fucking with a goddess and you get a little colder” canta BANKS em “Goddess” para exaltar seu poder feminino diante de um mar de frustrações amorosas. Em seu disco de estreia, coloca todas suas decepções de maneira confessional, tratando o amor como um jogo incompreensível (“Brain”), através de sua eletrônica R&B flexível, sexy e fantasmagórica (“Waiting Game”) como uma versão dramática e menos abusada de The Weeknd.

Dica de download: “Drowning” ()


#32. White Hinterland
(Baby)

O projeto White Hinterland de Casey Dienel aventura-se pelo eletropop com pinceladas do R&B numa produção densa e grandiosa em Baby e deixa o aspecto etéreo dos discos anteriores adormecido. Passeia pelo universo experimental do Dirty Projectors e pop de Kate Bush em vocais harmônicos (“Metronome”) junto a sintetizadores intensos e instrumentações energizantes (“Baby”) que acompanham as histórias de paixões perdidas (“Ring The Bell”) através de sua eletrônica pontuada (“White Noise”) e baladas compassivas (“David”).

Dica de download: “Baby” ()


#33. How To Dress Well
(What Is This Heart?)

O How To Dress Well, projeto eletrônico/R&B de Tom Krell, explora tendências do universo pop retrô e psicodélico nas texturas eletrônicas de What Is This Heart?. Declara suas emoções em temas como amor (“Precious Love”), dramas familiares (“2 Years On (Shame Dream)”) e dúvidas (“Face Again”) através de seu vocal aveludado e a mão certeira do produtor Rodaidh McDonald (do The xx).

Dica de download: “Repeat Pleasure” ()


#34. Ryan Adams
(Ryan Adams)

Ryan Adams assume o papel de principal produtor do seu disco autointitulado e deixa as guitarras elétricas trilharem as composições do registro que remete seus primeiros materiais de estúdio como Gold e Heartbreaker. É um trabalho pessoal em que o músico explora discursos amorosos, de perda, desprendimentos e um futuro duvidoso com um DNA de Tom Petty (“Gimme Something Good”) a Bruce Springsteen (“I Just Might”), mas sem perder sua identidade por completo.

Dica de download: “Kim” ()


#35. Bleachers
(Strange Desire)

O guitarrista Jack Antonoff (a.k.a. Bleachers), mais conhecido por seu trabalho no fun., lança o disco de estreia cercado de um um pop coeso e mais significativo do que na cia de seus colegas de banda. Strange Desire vem com sutileza eletrônica em sintetizadores inquietos e guitarras nostálgicas (“I Wanna Get Better”) como num filme de John Hughes da década de 80 (“Rollercoaster”) em letras apaixonantes e de auto-ajuda (“Shadow”). Destaque para as participações de Grimes (em “Take Me Away”) e Yoko Ono (em I’m Ready to Move On/Wild Heart (Reprise)”).

Dica de download: “Rollercoaster” ()


#36. Tinashe
(Aquarius)

O R&B excêntrico e ambicioso de Tinashe, com influências de Janet Jackson (no sample de “Funny How Time Flies” em “How Many Times”) e Aaliyah em cada estalo de suas melodias envolventes, vem com um swing pop (“2 On” e “All Hands on Deck”) e atmosfera sedutora (“Cold Sweat”) em cada frase e suspiro da garota. Lida com melancolia, temas femininos e sensualidade numa produção agradável e na companhia de nomes como ScHoolboy Q, Future, Blood Orange e A$AP Rocky no registro.

Dica de download: “Bet” ()


#37.
(No Mythologies to Follow)

O eletropop eclético exportação da dinamarquesa Karen Marie Ørsted (a.k.a. ) soa como uma irmã petulante de Lykke Li com espírito selvagem de Lana Del Rey (“Walk This Way”) sintetizada e menos sedutora. Em seus refrões pegajosos e repletos de humor e sensualidade para ganhar as FMs, há uma turbulência juvenil que preenche suas composições, como quando canta “Why do everyone have to grow old?” (em “Glass”) e disposta a garantir um público só seu.

Dica de download: “Don’t Wanna Dance” ()


#38. Tennis
(Ritual In Repeat)

O casal de pombinhos do Tennis, Patrick Riley e Alaina Moore, revitalizam sua sonoridade após pegarem a estrada com as Haim. Com uma essência indie pop costumeira dos trabalhos anteriores, o álbum ganha um toque retrô moderno e a identidade de cada um dos seus três produtores – Patrick Carney (do The Black Keys), Jim Eno (do Spoon) e Richard Swift – neste pequeno ritual em que sinalizam que garotas más também sofrem e se apaixonam (“Bad Girls”).

Dica de download: “Never Work For Free” ()


#39. Gorgon City
(Sirens)

Os produtores do Gorgon City pegam uma carona no sucesso do álbum Settle do Disclosure e entregam um trabalho à altura no seu house noventista encantador. A dupla transforma Jennifer Hudson (“Go All Night”), Katy B (“Lover Like You”) e Laura Welsh (“Here For You”) em divas de clubes noturno dos anos 90, Zak Abel para comandar uma pista em pleno início de férias de verão (“Unmissable”), MNEK para demonstrar sua desenvoltura no gênero (“Ready for Your Love”) e fazer com que a animação e brilho fique nas pistas de dança.

Dica de download: “Here For You” ()


#40. Kindness
(Otherness)

Adam Bainbridge (a.k.a. Kindness) lança o álbum Otherness acompanhado de nomes como Robyn (em “Who Do You Love?”) Devonté Hynes ou Blood Orange (em “Why Don’t You Love Me”), Kelela (“World Restart”) e M.anifest (em “8th Wonder”) para construir a sua sonoridade R&B eletrônica e experimental. Partindo de elementos do disco soul, sensibilidade pop e jazz, Bainbridge manipula a tristeza que ronda pelas composições com maestria em sua sonoridade cativante.

Dica de download: “Who Do You Love” ()

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