TOP 10: EPs de 2015

domingo, dezembro 27th, 2015

#01. FKA twigs
(M3LL155X)

Após o lançamento do álbum de estreia LP1, a cantora/produtora Talilah Barnett (a.k.a. FKA twigs) volta com o EP surpresa M3LL155X, co-produzido por BOOTS. Com seus beats cronometrados e pulsantes, sintetizadores distorcidos, eletrônica R&B expansiva e aura sexy sinistra – nos sussurros ameaçadores de Barnet -, o trabalho aumenta os parâmetros inventivos do pop hipnótico e meticuloso da artista cercada por temas como feminismo, sexo, submissão e poder. E sem necessariamente buscar ser acessível.

Dica de download: “In Time” ()



#02. Tei Shi
(Verde)

Valerie Teicher (a.k.a. Tei Shi) soa como uma sereia de canto mágico e sedutor acompanhada de sintetizadores oitentistas viciantes (“Bassically”), eletrônica mínima com baixo eficaz e guitarras ecoantes (“See Me”), aura pop e R&B encantadora (“Go Slow” e “Get It” em que soa como um encontro amigável entre Solange, FKA twigs e SZA) num trabalho sentimental e emblemático produzido por Luca Buccellati.

Dica de download: “Bassically” ()



#03. Kelela
(Hallucinogen)

A cantora R&B Kelela demonstra facilidade para flertar com a eletrônica esquiva de “A Message”, canção co-escrita pelo venezuelano Arca e co-produzida ao lado de BOOTS, pular para o pop à la Janet Jackson em “Rewind”, entregar-se a beats eufóricos em “The High” e mostrar-se serena na balada “All The Way Down” para manifestar seus relacionamentos intensos de forma confiante.

Dica de download: “A Message” ()



#04. NAO
(February 15)

O pop neo soul de NAO combina a excelência R&B e pop de Mary J. Blige e AlunaGeorge através de sua musicalidade eletro funk robusta (“Inhale Exhale” que soa um hit certeiro de Jai Paul), emotiva (“Apple Cherry”), groove rock suntuosa (“Golden”) e envolvente (“Zillionaire”) percorridas com seu vocal cristalino.

Dica de download: “Zillionaire” ()



#05. Jack Ü
(Skrillex & Diplo Present Jack Ü)

Os inquietos Diplo e Skrillex chocam seus universos na companhia de amigos neste Jack Ü. Com sua mistura fina de dance, trap, moombahton, pop, dubstep e house, os produtores aparecem na companhia de Kieza (“Take Ü There”), o rapper 2 Chainz (“Febreze”), o AlunaGeorge (“To Ü”), o astro teen Justin Bieber (“Where Are Ü Now”), a talentosa Missy Elliott (no remix de “Take Ü There”), entre outros com muita informação musical em jogo e administradas com perfeição.

Dica de download: “Take Ü There” ()



#06. Annie
(Endless Vacation)

Endless Vacation tem o sabor nostálgico dos verões dos anos 90. Seja explorando o house tropical em “Cara Mia”, territórios da eurodance em “Dadaday”, no dance groove à la RuPaul de “WorkX2” ou na atmosférica “Out Of Reach” – namoricando com uma produção sexy do Enigma -, a doce Annie celebra a temporada mais quente do ano do seu jeito.

Dica de download: “WorkX2” ()


#07. Class Actress
(Movies)

O Class Actress com a mão amiga do lendário Giorgio Moroder, como produtor executivo de Movies, apresenta um apanhado de composições sedutoras com elementos dançantes (“High On Love”) e atmosfera sexy noir (“More Than You”) para acompanhar seu synthpop glamouroso e contos de luxúria (“GFE”) inspirados pelos anos 80.

Dica de download: “More Than You” ()



#08. TĀLĀ
(Malika)

A produtora/cantora londrina TĀLĀ segue explorando as raízes iranianas em sua eletrônica eclética e em Malika, o sucessor do EP Alchemy, conta com um renomado grupo de produtores, rappers, cantores (como BANKS em “Wolfpack” e as Wa$$up em “Tell Me”) e instrumentistas de todas as partes do mundo – do Egito à Coreia – para conceber um trabalho rico e abrangente em termos culturais.

Dica de download: “Wolfpack” ()



#09. Robyn & La Bagatelle Magique
(Love Is Free)

O projeto Robyn & La Bagatelle Magique, da cantora Robyn na companhia do (falecido) produtor Christian Falk e o tecladista Markus Jägersted, é um verdadeiro encontro de amigos. A eletrônica new wave explosiva de “Set Me Free”, a eletro-conga frenética de “Love Is Free” ou o groove upbeat “Tell You (Today)”, um cover de Arthur Russell com instrumentos de sopro marcantes, são envolvidas de uma deliciosa e eficiente despretensão.

Dica de download: “Set Me Free” ()



#10. Noonie Bao
(Noonia)

Depois de colaborar com diversos artistas da cena pop, de Charli XCX a Avicii, a sueca Noonie Bao investe em sua própria carreira e apresenta o EP Noonia. “Pyramids” que soa como um encontro glamouroso de Robyn com Cyndi Lauper, “I’m In Love” com a força da eletrônica eclética de Oh Land e a balada pop reggae sobre uma garota obsessiva em “Criminal Love” resultam num trabalho triunfante e que não deve descansar no álbum que a artista prepara para o próximo ano.

Dica de download: “Pyramids” ()

TOP 50 de discos de 2015 – # 01-10

sexta-feira, dezembro 25th, 2015

#01. Sufjan Stevens
(Carrie & Lowell)

“I want to save you from your sorrow”.

Sufjan Stevens sempre mostrou-se um belo contador de histórias. Basta pegar os pequenos contos do seu álbum Illinoise de 2005. Em Carrie & Lowell, o músico resgata memórias de sua infância, na companhia da mãe e do padastro – que dão nome ao registro -, em composições maduras e confessionais dedilhadas no violão e acompanhadas de melodias bem resolvidas com o sentimentalismo devastador e complexo das obras de Elliott Smith.

Se em “Should Have Know Better” revela o abandono nos primeiros anos de vida pela mãe, que possuía um triste histórico de esquizofrenia e dependência química, até mudar-se com ela e o padastro para Oregon (“Death With Dignity”), em “The Only Thing” o músico, já em vida adulta, adota um comportamento autodestrutivo para entender a conturbada mente de Carrie após a sua morte devido a um câncer em 2012.

Carrie & Lowell traz temas pessoais na vida de Stevens como ausência familiar, arrependimentos e morte num resultado emocionante para o próprio entender-se como pessoa. É um luto real de Stevens, mas que dói a cada audição em nós.

“I forgive you, mother, I can hear you”.

Dica de download: “Should Have Known Better” (), “Drawn To The Blood” () e “The Only Thing” ()



#02. Grimes
(Art Angels)

Após ser repreendida por ter um repertório muito pop num DJ set e entristecer-se com as críticas do direcionamento que seus trabalhos estavam tomando (“Go”), Grimes rompe os padrões entre o alternativo e o pop neste libertador Art Angels. Manda indiretas para os críticos (“California”) e para fãs desacreditados (“Flesh Without Blood”) em sua odisseia cyberpunk k-pop country post rock com destaque para as participações da rapper taiwanesa Aristophanes em “Scream” e uma Janelle Monáe fora da zona de conforto em “Venus Fly”. Art Angels é um liquidificador de ideias assertivas, das guitarras genéricas de “I’m Coming Out” de Diana Ross na faixa título ao espírito exaltado com essência de Le Tigre em “Kill V. Maim”, para idolatrar a artista ‘faz tudo’. Parece que o jogo virou.

Dica de download: “Kill V. Maim” (), “Venus Fly” e “California”



#03. Courtney Barnett
(Sometimes I Sit and Think, And Sometimes I Just Sit)

Os anseios e energia explosiva juvenil da cantora, compositora e guitarrista Courtney Barnett aparecem impressas em cada uma das inteligente composições deste Sometimes I Sit and Think, And Sometimes I Just Sit. Com seu rock punk firme, de riffs grandiosos e personalidade, a australiana é uma poeta da vida comum. Seus pequenos contos musicados envolvem anseios (“Pedestrian at Best”), momentos engraçados (na história do amigo confundido como um suicida em “Elevator Operator”), noites de insônia num hotel (“An Illustration of Loneliness (Sleepless in New York)”), humor negro (“Aqua Profunda!”) com doses existenciais (“Nobody Really Cares If You Don’t Go to the Party”) e tristezas amorosas (“Boxing Day Blues”) com uma fascinante vivacidade nos detalhes.

Dica de download: “Nobody Really Cares If You Don’t Go to the Party” (), “Pedestrian at Best” () e “Dead Fox” ()



#04. Joanna Newsom
(Divers)

Divers é como se Joanna Newsom levasse suas melodias medievais produzidas numa harpa ponderada para uma grande metrópole durante a década de 70. Nesta aventura visionária, a artista busca inspiração em Joni Mitchell, seja nos acordes ao piano inspirados em “River” da romântica faixa título ou na narrativa urbana da valsa “Sapokanikan”, ou no rock progressivo de guitarras elétricas em “Leaving The City”, mantendo sua essência pop barroco (“Goose Eggs” / “You Will Not Take My Heart Alive”) e propriedade no vocal infantil acrobático. A música de Newsom deveria garantir um gênero próprio.

Dica de download: “Divers” (), “Leaving The City” () e “Sapokanikan” ()


#05. Florence and the Machine
(How Big, How Blue, How Beautiful)

How Big, How Blue, How Beautiful é um disco de transição para o Florence and the Machine. Metaforicamente, soa como uma angelical Florence Welch expulsa dos céus e caindo no mundo real como uma humana pronta para sentir as dores física e sentimentais da vida comum em canções melodicamente pesadas (“What Kind Of Man” / “Ship to Wreck”) para expor suas devastadoras narrativas amorosas (“Queen Of Peace”) e libertar-se aos sons de guitarras (“Delilah”), sem perder o toque sensitivo épico (“Mother”), dramático e pessoal (nos versos “and I’m learning, so I’m leaving” de “St Jude”) das produções da banda.

Dica de download: “Delilah” (), “What Kind of Man” () e “Third Eye”



#06. Kendrick Lamar
(To Pimp A Butterfly)

O rapper Kendrick Lamar abraça todos os gêneros da música negra como soul, doo-wop, jazz, funk, blues e citações políticas para musicar seus calorosos versos envolvendo ódio racial e desigualdade social em seu terceiro registro de estúdio, o visionário e ambicioso To Pimp a Butterfly. De “King Kunta”, um funk groove setentista que cospe crítica social e racial como se estivesse numa conversa com Kunta Kinte – escravo do século XVIII e personagem principal do romance ‘Negras Raízes’ de Alex Haley – aos diálogos montados com o ícone do rap Tupac em “Mortal Man” e que o deixa sem respostas nos minutos finais, To Pimp A Butterfly faz o rapper questionar-se como artista bem sucedido, homem negro e ser humano na sociedade injusta em que vive.

Dica de download: “King Kunta” (), “Alright” () e “i” ()



#07. Georgia
(Georgia)

A multi-instrumentista e produtora Georgia soa como uma inventiva combinação de Kate Bush, Oneohtrix Point Never, M.I.A. na criação de seu pop metamorfósico e sem fronteiras para desenvolver suas crises existenciais e amores frustrados num raio-x musicado. Com eletrônica futurista tribal (“Kombine”) e exótica (“Move Systems”), beats metralhados, mantras (“you’re making me the enemy” em “Be Ache” ) e artimanhas melódicas (“Hold It”) com cadências R&B numa produção sci-fi (“Tell Me About It” soa como um hit adormecido de Timbaland), a estreia da garota é um eletropop apanhado de ideias artísticas e enlouquecedoras com caráter.

Dica de download: “Hold It” (), “Nothing Solutions” () e “Kombine” ()



#08. Tame Impala
(Currents)

O Tame Impala volta com seu rock psicodélico numa aventura eclética funk disco groove com primor dançante (na épica “Let It Happen” e “The Less I Know the Better”), serenatas enraizadas em sintetizadores sensuais com uma injeção do pop oitentista de Michael Jackson (“‘Cause I’m A Man”), guitarras distorcidas, experimentalismo e o vocal sereno de Kevin Parker que soa como um astronauta numa galáxia distante disposto a manipular seu ouvinte com suas confissões sentimentais e amargas (“Eventually”).

Dica de download: “Let It Happen” (), “Cause I’m a Man” () e “New Person, Same Old Mistakes”



#09. Björk
(Vulnicura)

Com produção do venezuelano Alejandro Ghersi (a.k.a. Arca), Bobby Krlic (a.k.a. The Haxan Cloak) e John Flynn, Vulnicura reflete a sensibilidade eletrônica e o pop lisérgico da islandesa em arranjos de cordas ricos (“Family” / “Lionsong”), remetendo a era Vespertine e Homogenic – com direito a “History of Touches” ser a “All Is Full of Love” do álbum – e ainda trazer a participação de Antony Hegarty (do Antony and the Johnsons) em “Atom Dance” para cantar seus sofrimentos amorosos após um relacionamento de longa data chegar ao fim e encontrar salvação em sua nova vida. Sim, Björk é humana.

Dica de download: “Lionsong” (), “Stonemilker” () e “Black Lake” ()


#10. Elza Soares
(Mulher Do Fim Do Mundo)

Um disco inédito de Elza Soares, a voz do milênio segundo a BBC, é capaz de despertar um samba adormecido e acomodado em seu próprio país. Na companhia de um afiado time da vanguarda musical paulistana, a cantora entrega um material corajoso e extremamente moderno. Elza é samba rock (“Pra Fuder”), samba eletrônico (“Mulher do Fim do Mundo”), samba feminista (“Maria da Vila Matilde”) e samba rap afrobeat (“Firmeza”) em arranjos e ruídos administrados magistralmente e dopados pelo vocal rouco marcante da artista nas letras críticas que refletem a vida urbana em temas como transsexualidade (“Benedita”), violência doméstica, a crise da água e morte. “Me deixem cantar até o fim…”.

Dica de download: “Maria da Vila Matilde – Porque se a da Penha é brava, imagine a da Vila Matilde” (), “Pra Fuder” () e “Mulher Do Fim Do Mundo” ()

TOP 50 de discos de 2015 – # 11-20

quinta-feira, dezembro 24th, 2015

#11. Sleater-Kinney
(No Cities To Love)

Após nove anos do álbum The Woods, as garotas do Sleater-Kinney, retornam com No Cities To Love firmes com a química turbulenta (“A New Wave”) e altas doses de adrenalina em seu rock pedrada apoteótico. Com riffs potentes, agressividade nos vocais, percussão inquieta com ares de nostalgia (“Hey Darling”) e refrões dançantes em canções sobre consumo (“Price Tag”), falsa noção da fama (“Bury Our Friends”) e opressões (“Surface Envy”), as roqueiras estão dispostas a quebrar regras como também prontas a ditar novas.

Dica de download: “No Cities To Love” ()



#12. Miguel
(Wildheart)

O cantor R&B Miguel dá continuidade ao seu jogo de sedução imposto no álbum Kaleidoscope Dream com uma carga roqueira e sensual em Wildheart. Seus beats mecânicos são abraçados com muito groove melódico, guitarras arrastadas tentadoras (“NWA” / “Hollywood Dreams”) e riffs tirados de “1979”, clássico do The Smashing Pumpkins inserido em “Leaves”, para dar coloração aos seus romances, noites de sexo e amores perigosos/redentores (“…goingtohell”) nesta fábula urbana.

Dica de download: “Coffee” ()



#13. Natalie Prass
(Natalie Prass)

O soul pop sofisticado, as floreadas instrumentações clássicas e o vocal puro de Natalie Prass chegam a remeter uma nova versão de Laura Nyro neste atemporal trabalho de estreia. Trilhado por belas melodias para apresentar conturbadas relações amorosas prestes a terminar, conduzida de forma masoquista (como nos versos “our love is like a long goodbye” de “My Baby Don’t Understand Me”), e cercadas de traições (“Your Fool”), Prass mantém o entusiasmo por um novo começo em “It Is You” que parece sair de um musical da Disney.

Dica de download: “Bird Of Prey” ()



#14. Everything Everything
(Get To Heaven)

O indie rock excêntrico do Everything Everything convoca o produtor Stuart Price (The Killers) para jogar sua exuberância pop (“The Wheel (Is Turning Now”) e organizar as percussões frenéticas com traços do rock psicodélico, os baixos grooveados e riffs melódicos de guitarra (“Regret”), a enxurrada de sintetizadores apreensivos (“Fortune 500”) e o vocal urgente em falsete de Jonathan Higgs neste utópico Get To Heaven ou “uma bíblia dos horrores” como o grupo define.

Dica de download: “Distant Past” ()



#15. Empress Of
(Me)

A cantora/compositora/produtora Lorely Rodriguez, responsável pela eletrônica multifacetada e emotiva do Empress Of, toma voos como uma produção R&B de FKA twigs com temperamento agressivo (em “Kitty Kat”), graça pop de Lykke Li (em “Make Up”) e vivacidade dançante dos primeiros trabalhos de Björk (em “How Do You Do It”) em letras universais (“Water Water”), de relações obsessivas, desejos (“Standard”) e amor próprio (“Need Myself”). Uma jovem mente apreensiva e brilhante.

Dica de download: “How Do You Do It” ()



#16. Tobias Jesso Jr.
(Goon)

O cantor/compositor Tobias Jesso, Jr., talvez mais reconhecido por suas composições em 25 ao lado de Adele, entrega canções íntimas sobre alegrias e desilusões amorosas (“Can We Still Be Friends”) com seu vocal terno na companhia de um piano com sonoridade setentista e DNA de Elton John (“Can’t Stop Thinking About You”), Paul McCartney (“Without You”) e Randy Newman (“Crocodile Tears”) com escrita que parece ter sido herdada de Carol King e James Taylor. A produção impecável de Goon é assinada por Chet “JR” White (ex-Girls), Patrick Carney (do Black Keys) e Ariel Rechtshaid.

Dica de download: “How Could You Babe” ()



#17. Jamie xx
(In Colour)

O produtor Jamie xx, do trio The xx, tenta a sorte com sua sonoridade eletrônica dinâmica sem rótulo e sucede com nuances afetuosas (“Girl”), batidas hipnóticas (“Sleep Sound”), peso direcionado aos clubes noturnos (“Gosh”) e rebuscando clássicos (em “I Know There’s Gonna Be (Good Times)” com sample de The Persuasions) com o apoio de amigos como Popcaan, Young Thug, Four Tet e os integrantes de sua banda para garantir um ar ainda mais colorido à sua artística estreia.

Dica de download: “Loud Places” ()



#18. Shamir
(Ratchet)

Após despontar com o EP Northtown, o jovem Shamir Bailey (a.k.a. Shamir) lança o disco de estreia Ratchet com sua carismática combinação de pop eletrônico, house, R&B e hip-hop num compilado de composições dançantes. Como uma cria de Michael Jackson, Grace Jones e influenciado pelo toque moderno de LCD Soundsystem, o garoto traz personalidade nos sintetizadores delirantes (“Make a Scene”) e urgência juvenil (como em “On The Regular” que soa um hit perdido de Azealia Banks e Le1f) em canções divertidas e introspectivas (“Darker”). Ratchet é o nascimento de uma pequena promissora estrela.

Dica de download: “Call It Off” ()



#19. Wolf Alice
(My Love Is Cool)

O Wolf Alice sustenta seu pop rock como um movimento saudosista dos anos 90. Sua fúria sofisticada carrega personalidade na sujeira sonora, força bruta nos riffs grunges, percussão firme e vocal nervoso sexy de Ellie Rowsell para guiar canções sobre crescer em Londres (“Giant Peach”), amizades de infância (“Bros”), crises juvenis e sentimentos de jovens apaixonadas com muita intensidade e aos berros (“You’re A Germ”) se necessário.

Dica de download: “You’re A Germ” ()



#20. Neon Indian
(VEGA INTL. Night School)

O produtor Alan Palomo (a.k.a. Neon Indian) em seu VEGA INTL. Night School abusa dos sintetizadores, joga riffs swingados de guitarra, baixos com aura funk groove e influência latino americana na elaboração de um quebra cabeça pop com resquícios de hits dos anos 80 e montado no vocal malicioso do artista. É como se o Daft Punk levasse Random Access Memories para tirar férias de verão numa ilha tropical paradisíaca com Shakira.

Dica de download: “Annie” ()

TOP 50 de discos de 2015 – # 21-30

quarta-feira, dezembro 23rd, 2015

#21. Jazmine Sullivan
(Reality Show)

Quatros anos após anunciar o seu afastamento da indústria da música, a cantora Jazmine Sullivan lança o álbum Reality Show. Com suas crônicas amorosas tóxicas (“Veins”) e abusivas (“Dumb” / “Stupid Girls”), Sullivan lava a roupa suja passeando por caprichadas melodias R&B, disco music (“Stanley”), jazz (sobre a aspirante rapper em “Brand New”) e produções acústicas robustas (“Forever Don’t Last”) transformando infortúnios em arte.

Dica de download: “Brand New” ()



#22. Tove Styrke
(Kiddo)

A cantora/compositora Tove Styrke soa como um encontro polido das conterrâneas Robyn, Lykke Li e Elliphant. A garota conduz seu Kiddo com maestria (“Ego”) arriscando-se pelo rap (“Snaren”), reggae (“Borderline”), acid house (“Decay”) e sintetizadores exagerados (“Burn”) para dar identidade a cada faixa do trabalho. O disco é uma obra pop caprichada de versos extraordinários – “your tears don’t shake my world like Britney Spears, she is fierce” em “Number One” – e pessoais (“Who’s Got New”) que não poderia vir de outro lugar do mundo a não ser da Suécia.

Dica de download: “Ego” ()



#23. Alabama Shakes
(Sound & Color)

Em seu segundo disco de estúdio, o sucessor do elogiado Boys & Girls, o Alabama Shakes volta com um trabalho refilado, moderno e complexo montado em suas raízes rock garage blues. As composições perdem-se na explosão swingada e sexy dos instrumentos (“Gimme All Your Love”) e orquestrações num duelo intenso e harmônico com a voz soul potente e rouca de Brittany Howard (“The Greatest”) que desliza com propriedade e resistência pelas melodias.

Dica de download: “Don’t Wanna Fight” ()



#24. Beach House
(Depression Cherry)

Com uma sonoridade lo-fi nebulosa (“Days of Candy”), extraída de sintetizadores discordantes e guitarras com espírito shoegaze (“Sparks”), o duo Victoria Legrand e Alex Scally (a.k.a. Beach House) mantém-se fiel à sua sonoridade pop sonhadora em Depression Cherry para nos levar numa viagem a outras dimensões – “there’s a place I want to take you” como cantam em “Levitation” – com seu pop sedutor e luminoso (Wildflower”) para explorar temas como o amor e a melancolia.

Dica de download: “PPP” ()


#25. Lianne La Havas
(Blood)

Lianne La Havas entrega um trabalho coeso em Blood com sua agradável sonoridade pop soul jazz em letras pessoais que resgatam suas raízes familiares (“Greeen & Gold”), dias de solidão impostos pela profissão (“Tokyo”) e amores perdidos (“Unstoppable”) sob uma cuidadosa e serena produção na companhia de colaboradores como Jamie Lidell, Howard Lawrence (do Disclosure) e Paul Epworth.

Dica de download: “What You Don’t Do” ()



#26. Julia Holter
(Have You In My Wilderness)

Depois de buscar inspiração em tragédias gregas e musicais do cinema em trabalhos anteriores, Julia Holter torna-se mais acessível em composições íntimas em Have You In My Wilderness com baladas radiantes e nostálgicas (“Silhouette”), instrumentações meticulosas (“Have You In My Wilderness”), country pop (“Everytime Boots”) e jazz ambiente espacial (“Vasquez”). Mas, sem perder a aura conceitual própria na cacofonia das cordas de suas melodias eufóricas para revelar suas histórias de amor, confiança e relações humanas.

Dica de download: “Silhouette” ()



#27. Deerhunter
(Fading Frontier)

O funk psicodélico de “Snakeskin”, o space rock de “Ad Astra” e os cortes pop tensos de “Breaker” – em que Bradford Cox relembra um acidente de carro – , colocam os roqueiros do Deerhunter numa aventura sonora em Fading Frontier na companhia de integrantes do Broadcast (“Take Care”) e Stereolab (“Duplex Planet”). Um trabalho convencional e esplendoroso para confrontar as barreiras do estilo musical da banda.

Dica de download: “Living My Life” ()



#28. John Grant
(Grey Tickles, Black Pressure)

John Grant cantava a vida gay e a batalha contra a AIDS sem precisar pagar de bom samaritano no álbum Pale Green Ghosts. Em Grey Tickles, Black Pressure não perde o humor negro e a sensibilidade para lidar com as relações amorosas (“Guess How I Know”), mesmo que abatido com a crise da meia idade (“Grey Tickles, Black Pressure”), em suas melodias emotivas e eletropop teatral. Destaque para a participação de Amanda Palmer na provocativa “You & Him” e Tracey Thorn na amorosa “Disappointing”.

Dica de download: “Snug Slacks” ()



#29. Foals
(What Went Down)

Na companhia do produtor James Ford, responsável por trabalhos do Arctic Monkeys, o Foals encontra o equilíbrio na fúria da faixa título em refrões de perder o fôlego (“when I see a man, I see a liar”), na aura dramática post-rock de “A Knife in the Ocean” e na dinâmica rock funk radiofônica de “Mountain At My Gates” para entregar um trabalho veemente à altura de seu caloroso currículo musical.

Dica de download: “What Went Down” ()



#30. Adele
(25)

Amores e desilusões trocam de endereço e sobrenome, mas a receita de Adele segue efetiva para embalar romances conturbados. Há mágica pop sentimental na produção de Max Martin para destruir corações (“Send My Love (To Your New Lover)”) e de Greg Kurstin (“Water Under the Bridge”) contrastadas com as baladas sentimentais (“Remedy” e “When We Were Young”) redondinhas para amenizar as dores de um peito apaixonado. Algo que Adele é especialista em seus álbuns que servem como material didático de auto-ajuda sentimental.

Dica de download: “When We Were Young” ()

TOP 50 de discos de 2015 – # 31-40

terça-feira, dezembro 22nd, 2015

#31. Róisín Murphy
(Hairless Toys)

Da canção de abertura “Gone Fishing”, inspirada no documentário ‘Paris Is Burning’ (1990) sobre o nascimento da dança vogue, até o desfecho com “Unputdownable”, o audacioso Hairless Toys é contemplado pela disco groove (“Evil Eyes”), country (“Exile”), house, sofisticação do jazz e elegância do funk (“Uninvited Guest”) com uma aura dançante requintada que só mesmo Murphy para administrar tantas referências de maneira ordenada e prazerosa.

Dica de download: “Exploitation” ()



#32. CHVRCHES
(Every Open Eye)

Every Open Eye mantém a fórmula certeira da estreia do CHVRCHES com uma evolução natural em momentos exaltantes (“Bury It”), sentimentais e apoteóticos (“Make Them Gold”) no seu pop oitentista com influência de Depeche Mode (“Clearest Blue” nos passos de “Just Can’t Get Enough”), New Order e movimentado pela cena eletrônica atual (“Keep You On My Side”). Destaque para “High Enough To Carry You Over” com o integrante Martin Doherty assumindo o posto de Lauren Mayberry.

Dica de download: “Clearest Blue” ()



#33. Blur
(The Magic Whip)

O Blur volta com sua formação original em The Magic Whip e retoma a boa fase pop engenhosa em faixas animadas de arranjos certeiros (“Ong Ong” e “Lonesome Street”), obscuras de beats cronometrados (“There Are Too Many Of Us”) e melancólicas como é de se esperar de Damon Albarn e seus amigos. O trabalho traz um amadurecimento inovador sem necessariamente ficar preso aos anos 90 e com a essência de cada integrante – e seus trabalhos paralelos adaptados ao novo cenário do rock – no resultado final da obra.

Dica de download: “Lonesome Street” ()



#34. Ghostpoet
(Shedding Skin)

Um dos méritos de Shedding Skin, o terceiro disco de estúdio de Obaro Ejimiwe (a.k.a. Ghostpoet), é deixar os samples em segundo plano e dar vida às suas composições através de uma banda de apoio. Como uma injeção de ânimo para o tirar da zona de conforto (“Better Not Butter”) e dos projetos solitários, seus contos urbanos sobre relacionamentos violentos (“Yes I Helped You Pack”) e abandono (“Off Peak Dreams”) ganham uma nova força vital na carga de acordes providenciados.

Dica de download: “Be Right Back, Moving House” ()



#35. Purity Ring
(Another Eternity)

Em seu segundo disco de estúdio, o duo dream pop Purity Ring traz na bagagem um apelo mais popular e confiante em suas produções celestiais e futuristas que permeiam por universos iluminados e escuros sem perder o esplendor sentimental – “I cried till my body ached” em “Bodyache” – no vocal emotivo de Megan James que duela contra as envolventes e complexas melodias sombrias de Corin Roddick.

Dica de download: “Begin Again” ()



#36. Panda Bear
(Panda Bear Meets The Grim Reaper)

O produtor/multi-instrumentista Noah Lennox (a.k.a. Panda Bear) providencia uma série de texturas eletrônicas calculadas e estranhezas sonoras combinando eletropop (“Mr. Noah”), dub groove (“Come To Your Senses”), hip hop e world music para trilhar sua aventura artística de colagens sonoras, loops lisérgicos repetitivos e camadas vocais hipnóticas para refletir passagem do tempo de maneira visceral e transcendental.

Dica de download: “Crosswords” ()



#37. Laura Marling
(Short Movie)

Em Short Movie, Laura Marling depara-se em uma jornada pessoal para refletir a precoce carreira, relações amorosas instáveis (“I Feel Your Love”) e experiências de turnê – como a temporada em Nova Iorque durante a passagem do Furacão Sandy em 2012 (“False Hope”) – com uma fúria controlada que se manifesta nas guitarras elétricas que permeiam seu folk tradicional.

Dica de download: “Don’t Let Me Bring You Down” ()



#38. Lana Del Rey
(Honeymoon)

Em Honeymoon, Lana Del Rey volta com seu pop noir sedutor e classudo sobre amores impossíveis (“Salvatore”), drogas, mitos e referências a David Bowie (nos versos da jazzy “Terrence Loves You”) em baladas cinematográficas de instrumentações delicadas, sintetizadores atmosféricos e elementos exóticos (como as flautas em “Music To Watch Boys To) sem perder o apelo popular (“High By The Beach”) de suas produções.

Dica de download: “Terrence Loves You” ()



#39. Ibeyi
(Ibeyi)

As irmãs Díaz (a.k.a. Ibeyi) servem pequenos rituais místicos e espirituais em seu soul experimental montado em acordes de piano, palmas e percussão sincopada para criar seus cânticos sobre amores (“Ghosts”), relações familiares conturbadas (“Mama Says”) e experiências de perda. O álbum funciona como uma religião fundada por uma tribo de Björk e Nina Simone numa floresta assombrada.

Dica de download: “River” ()



#40. Carly Rae Jepsen
(E·MO·TION)

Se “Call Me Maybe” era para ser o ‘one hit wonder’ na carreira de Carly Rae Jepsen, um time de ‘magos da música’ – como Ariel Rechtshaid, Rostam Batmanglij, Sia, Greg Kurstin e Dev Hynes – dão um novo fôlego ao repertório da garota com ingredientes do pop oitentista para anunciar o seu renascimento e amadurecimento natural em E·MO·TION.

Dica de download: “Run Away With Me” ()

TOP 50 de discos de 2015 – # 41-50

segunda-feira, dezembro 21st, 2015

#41. Astro
(Chicos De La Luz)

Em seu segundo trabalho de estúdio, os chilenos do Astro nos levam em uma viagem tropical e mística através de sua eletrônica rock experimental inspirada em games 8-bit para contar suas histórias fantasiosas (“Druida”) e de meditação. Chicos De La Luz seria como colocar parte do repertório de Enya num caleidoscópio sonoro colorido de excessivos sintetizadores hipnóticos, guitarras funkeadas e clima caloroso dos trópicos.

Dica de download: “Caribbean” ()



#42. Zhala
(Zhala)

A sueca Zhala, protegida e contratada pelo selo Konichiwa Records de Robyn, providencia uma rave cósmica e sensual numa avalanche de ritmos, instrumentos e percussão tribal com espírito e brilhantismo pop banhada no ácido. Suas composições de caráter festivo e pessoal são envolvidas pela sonoridade de suas raízes curdas com trance, industrial, disco, synthpop e bollywood num ambicioso trabalho de estreia.

Dica de download: “Aerobic Lambada” ()



#43. Marina and the Diamonds
(FROOT)

Marina Diamandis encontra o equilíbrio na despretensão do álbum The Family Jewels (2010) com o exagero pop de Electra Heart (2012) em FROOT através de guitarras swingadas (“Froot” e “Forget”), baixos dançantes para acompanhar com palmas (“Can’t Pin Me Down”) – com um pé nos anos setenta na divertidíssima melancólica disco twang “Blue” e no indie pop rock em “Better Than That” -, sintetizadores etéreos (“Solitarie”) e baladas marcantes (“Happy”) sem perder a mão sentimental equilibrada nas composições.

Dica de download: “I’m A Ruin” ()



#44. Kate Boy
(One)

“Everything we touch it turns to gold…”. O eletropop extasiante e carismático do Kate Boy soa como um encontro mágico de Zeigeist com ecos de The Knife e Kate Bush para representar sua eletrônica de caráter selvagem, sombrio e compassivo envolvido de tórridas camadas de sintetizadores oscilantes e o vocal dramático de Kate Akhurst.

Dica de download: “Nothern Lights” ()



#45. V V Brown
(Glitch)

“Se Björk e Grace Jones tivessem uma experiência lésbica e resultasse num bebê, eu queria ser essa criança”. Assim V V Brown vende o seu independente Glitch. Vocais fantasmagóricos, sonoridade que remete uma neo-Jones eletropop dark e composições particulares – em versos como “they said I would fail, they said I would crash” – auxiliam Brown na fuga dos holofotes e hits que a marcaram no início da carreira e ficam cada vez mais distante em sua evolução musical.

Dica de download: “Instincts” ()



#46. FFS
(FFS)

O encontro dos escoceses do Franz Ferdinand com o Sparks neste FFS funciona como um casamento suntuoso indie rock teatral com veia pop eletrônica (“Call Girl”). Como um grande musical trilhado pelas marchinhas da turma de Kapranos com a essência glam rock e sintetizadores espaciais dos Mael, com reviravoltas melódicas e letras irônicas (“Collaborations Don’t Work”), todos saem ganhando com esta união estável.

Dica de download: “Police Encounters” ()



#47. Baio
(The Names)

Chris Baio, o baixista do Vampire Weekend, apresenta em seu disco de estreia um emaranhado de informações sonoras da música eletrônica, na dançante “Brainwash yyrr Face” e na colorida “Needs” que caminha nos passos de uma produção do Hot Chip, e grandiosidade pop oitentista (“Endless Rhythm”) com sensibilidade única (como na instrumental “Scarlett”) ao sair da sombra de sua banda nesta obra eclética sobre encontrar sua identidade e lugar no mundo.

Dica de download: “Sister of Pearl” ()



#48. Peaches
(Rub)

Com seu pop obscuro e excêntrico, Peaches mantém o espírito animado em canções sobre sexualidade, feminismo e relacionamentos (como em “Dumb Fuck” que remete “Dancing On My Own” de Robyn) com muita baixaria e boca suja nas letras, além de chamar a versátil Feist para o refrão hipnótico de “I Mean Something” para dar uma elevada na auto-estima e dissertar sua relevância na cultura pop.

Dica de download: “Dumb Fuck” ()



#49. Tulipa Ruiz
(Dancê)

A cantora/compositora Tulipa Ruiz revela sua aura pop com muito groove e soul em composições extremamente alegres e inteligentes (“Proporcional”) para desenhar sua MPB dinâmica. Ruiz vem cheia de balanço para conquistar as pistas de dança, brinca com “Funkytown” – clássico do Lipps Inc. – em “Prumo” e faz homenagem à “Physical” – clássico de Olivia Newton John – em “Físico” com brasilidade. Com o DNA de Rita Lee e Tim Maia auxiliado de muita ginga (“Elixir”), Dancê é seu material mais pop e maduro para ouvir com o corpo inteiro.

Dica de download: “Elixir” ()



#50. The Weeknd
(Beauty Behind The Madness)

Em Beauty Behind The Madness, o canadense Abel Tsefaye (a.k.a. The Weeknd) carrega a estética sexy e nebulosa de suas mixtapes e álbum anterior (Kissland) com uma produção apurada para revelar seus jogos amorosos, personagens amaldiçoados (“In The Night”) e drogas (“Can’t Feel My Face”) ao grande público com a excelência pop de um Michael Jackson. Vale destacar a participação de nomes como Kanye West (na co-produção de “Tell Your Friends), Ed Sheeran (em “Dark Times”) e Lana Del Rey (em “Prisoner”) no registro.

Dica de download: “Tell Your Friends” ()

Radiohead lança a inédita “Spectre”, faixa descartada do filme ‘007 contra Spectre’

domingo, dezembro 20th, 2015

Radiohead

Antes de Sam Smith assumir a canção “Writing’s On The Wall” no filme ‘007 contra Spectre’, o Radiohead recebeu um convite para produzir a música tema do filme do agente 007.

A canção “Spectre”, uma bonita peça de cordas marcantes contrastadas pelo vocal melancólico de Thom Yorke, foi rejeitada pelo estúdio do longa, mas liberada para audição no SoundCloud oficial da banda.

“Ano passado nos pediram para escrever a canção tema do filme ‘007 contra Spectre’. Sim, fomos. Não deu certo, mas tornou-se algo nosso, que gostamos muito. Com o fim do ano, achamos que vocês deveriam ouvir o resultado. Feliz Natal. Que a força esteja com vocês”, escrevem no SoundCloud.

LCD Soundsystem retorna com a natalina “Christmas Will Break Your Heart”

domingo, dezembro 20th, 2015

LCD Soundsystem

Mesmo com o fim do LCD Soundsystem em 2011, um retorno da banda ainda é aguardado. Para manter esse espírito de esperança em todos nós, o grupo divulga uma canção de Natal – a primeira em cinco anos – chamada “Christmas Will Break Your Heart”.

No Twitter, o músico James Murphye escreve que tem cantado essa “depressiva canção de Natal” para si nos últimos oito anos. É praticamente uma versão tristonha de “New York, I Love You But You’re Bringing Me Down” para as festas de dezembro.

“Christmas will break your heart (…) but still I’m coming home to you”.

Grimes fica surpresa com a divulgação da faixa inédita “Fifteen Minutes To”

domingo, dezembro 20th, 2015

Grimes

A canadense Claire Boucher (a.k.a. Grimes) fica surpresa quando uma canção apresenta há anos num podcast canadense apareceu na Internet graças a um grupo de fãs da artista.

“Isso é muito antigo. Como vocês encontraram?”, escreveu a artista ao republicar a canção em seu Tumblr.

A faixa “Fifteen Minutes To”, produzida antes do lançamento do álbum Geidi Primes (2011) e mantida em segredo por seus fãs, carrega sintetizadores ambientes e o vocal angelical de Boucher para montar uma balada redondinha para adentrar os portões dos céus.

Sondre Lerche faz cover de “Hotline Bling”, de Drake, com tempero dos anos 80

domingo, dezembro 20th, 2015

Drake & Sondre Lerche

O cantor/compositor norueguês Sondre Lerche entrega uma versão do hit “Hotline Bling” de Drake para fechar o seu ano de 2015.

Na versão, Lerche deixa de lado o “rap cha cha cha” da versão original e joga-se de cabeça numa eletrônica inquieta oitentista com o poder de entusiasmo e adrenalina nos passos de uma “She’s a Maniac” de Michael Sembello.

“O que o mundo não precisa é outro cover de “Hotline Bling”, meu Senhor. Mas, não há outra canção grandiosa de 2015que eu queira cantar mais do que o irracional e clássico instantâneo de Drake. Então, aceite”, escreve o músico em nota.