TOP 10: EPs de 2016

sexta-feira, dezembro 30th, 2016

#01. serpentwithfeet
(blisters)

O R&B moderno e nobre do cantor e compositor Josiah Wise (a.k.a. serpentwithfeet) soa como um embate sentimental entre Frank Ocean, Me’Shell Ndegéocello e ANOHNI. blisters, com seus temas espirituais e sexuais, é uma épica jornada dramática traçada por instrumentações minimalistas, percussão de palmas, elementos eletrônicos e o vocal amargurado do músico supervisionada pelo produtor The Haxan Cloak (um dos parceiros de Björk em Vulnicura).

Dica de download: “four ethers” ()



#02. Anna Wise
(The Feminine: Act I)

Com sua doçura pop e rebeldia hip hop, Anna Wise – queridinha e backing vocal do rapper Kendrick Lamar – dedica um EP para as mulheres em temas como desigualdade e empoderamento. Da frágil “Precious Possession” ao hino feminista “BitchSlut” (de versos como “If I say no, I’m a bitch, say yes I’m slut”), Wise soa como uma versão mais agressiva de Lana Del Rey ou irmã mais velha de Lorde (“Decrease My Waist, Increase My Wage”) com influência da escola musical de Lamar.

Dica de download: “BitchSlut” ()



#03. Charli XCX
(Vroom Vroom )

Charli XCX adota o pop hiperativo e borbulhante da PC Music de Samuel Long (a.k.a. SOPHIE) no inusitado EP Vroom Vroom. Diverte-se despretensiosamente na faixa título, celebra a amizade no dueto com Hannah Diamond em “Paradise” e solta uma marcha feminista com direito a um sample de Uma Thurman – extraído de ‘Pulp Fiction: Tempo de Violência’ (1994) – na hipnotizante “Trophy”. “Secret” seria a faixa ideal para Gwen Stefani renovar seu portfólio.

Dica de download: “Trophy” ()



#04. Carly Rae Jepsen
(E•MO•TION Side B)

A coleção de faixas descartadas de E·MO·TION é o pop com injeção dos anos oitenta de Carly Rae Jepsen empanturrado de letras espertas. Seja para tratar uma rejeição amorosa como doença (“Fever”), não suportar a pressão de ser “a escolhida” (“The One”) ou na inesperada “Store” em que termina uma relação de forma prática (“I’m not that good at goodbyes (…) I’m just going to the store”) como quem vai comprar pão na esquina.

Dica de download: “Store” ()


#05. Massive Attack
(Ritual Spirit)

Os músicos do Massive Attack, pioneiros do trip hop, convidam nomes como Azekel, Roots Manuva, Tricky (ex-integrante do grupo) e o grupo Young Fathers para atualizar e ampliar sua sonoridade intensa em Ritual Spirit. O resultado soa como um pesadelo eletrônico e monstruoso (“Take It There”) com cenários distintos criados em cada uma das participações do compacto.

Dica de download: “Voodoo In My Blood” ()



#06. H.E.R.
(H.E.R. Volume 1)

O H.E.R., projeto (quase) misterioso de Gabi Wilson, ganhou as paradas R&B após chamar a atenção de nomes como Alicia Keys, Wyclef Jean e outros artistas que se renderam ao talento da enigmática cantora. Com seu vocal apurado e atraente, a garota navega por um mar de esperanças (“Losing”) para encontrar paz nos relacionamentos conturbados (“Facts”) sob a direção hip hop contemporânea e inspirada nos anos 90 de DJ Camper, responsável por trabalhos de Jay Z, Nicki Minaj e Mariah Carey.

Dica de download: “Focus” ()



#07. Her
(Her Tape #1)

Os franceses do Her poderiam ser definidos como um ménage à trois musical entre Al Green, Jamie xx e Jungle com a sonoridade sutil e romântica R&B pincelada pelo pop luxurioso. Suas canções são moldadas em vocais sussurrados, teclados calorosos e guitarras dedilhadas que musicalmente percorrem (“Quite Like”) o corpo de seu ouvinte.

Dica de download: “Five Minutes” ()



#08. SBTRKT
(Save Yourself)

A eletrônica cinematográfica e afetiva do produtor britânico Aaron Jerome (a.k.a. SBTRKT) conta com a força de artistas como Mabel (filha de Neneh Cherry), The-Dream, D.R.A.M. e (o parceiro de longa data) Sampha em Save Yourself. Sua épica aventura é traçada de descrença (“I Feel Your Pain”) em instrumentos de sopro aliados à eletrônica R&B (“Good Morning”), soul pulsante e dubstep.

Dica de download: “I Feel Your Pain” ()



#09. Juliette Lewis
(Future Deep)

A atriz Juliette Lewis revela sua veia explosiva e invoca uma versão feminina de Iggy Pop em Future Deep. Seu rock sujo de vocal rasgado estoura em “Any Way You Want”, deleita-se no pop funk “Hello Hero” – com produção de Isabella Summers (do Florence and the Machine), flerta com a eletrônica na faixa título e joga-se de cabeça na blues rock sessentista “I Know Trouble”.

Dica de download: “Future Deep” ()



#10. SOFI TUKKER
(Soft Animals)

O SOFI TUKKER, formado por Sophie Hawley-Weld e Tucker Halpern, confidencia uma identidade world music pop fascinante no EP de estreia. Suas canções são movimentas por uma eletrônica apoiada em guitarras elétricas com essência rock psicodélica do tropicalismo (“Drinkee”), o charango (“Matadora” com letra inspirada no poema “Ai de mim, Aipim” do poeta e letrista brasileiro Chacal) e percussões exóticas (“Awoo”) com a dupla mostrando desenvoltura na língua portuguesa.

Dica de download: “Matadora” ()



TOP 10: EPs de 2016

TOP 50 de discos de 2016 – # 01-10

sexta-feira, dezembro 23rd, 2016

#01. Frank Ocean
(Blonde)

Frank Ocean canta com um primor à flor da pele seus fracassos amorosos (“Ivy” e “Nights”), encontros às escuras com rapazes (“Good Guy”), drogas (em “Be Yourself” com o discurso da mãe de um amigo de infância seguida por “Solo” e a necessidade de ficar “high”), valores familiares (“Futura Free”), consumismo (“Nikes” e a preocupação com a sociedade onde adolescentes perdem suas vidas junto a uma homenagem ao jovem Trayvon Martin – “R.I.P. Trayvon, that nigga look just like me”) e desejos eróticos (“Self Control”) levando-nos para dentro de sua mente reclusa desde o lançamento do álbum Channel Orange (2012).

Blonde é a representação das emoções de Ocean em melodias genuínas – de guitarras elétricas afrontadas por teclados e percussão R&B – como um reality show tardio para acompanhar seu viés introspectivo. Vale destacar a participação das vozes “coadjuvantes” de Beyoncé (em “Pink + White”) e Jazmine Sullivan (“Solo”), além do caprichado time de produtores – de Jon Brion a James Blake – que colaboram com o artista no registro.

Dica de download: “Solo”, “Self Control” e “Ivy”



#02. Beyoncé
(Lemonade)

Lemonade é um grito travado na garganta para exorcizar infidelidade, racismo e despertar o espírito feminista com ousadia, a mesma que Beyoncé galanteia com confiança pelos gêneros do disco. Movimenta-se pelo blues rock pesado com Jack White em “Hurt Yourself”, arrisca-se no country em “Daddy Lessons”, diverte-se com o indie em “Hold Up” – com a mão de Ezra Koening (do Vampire Weekend), Diplo e sample do Yeah Yeah Yeahs -, no pop sombrio de “6 Inch” com The Weeknd e mostra vigor na libertadora “Freedom” com Kendrick Lamar. Como a própria coloca (nas palavras da vó de Jay Z): fez de limões – todos os temas azedos – uma bela limonada.

Dica de download: “Freedom”, “Sorry” () e “Hold Up” ()



#03. Mitski
(Puberty 2)

Puberty 2 é um relato autobiográfico traçado pela brutalidade e paixão exagerada no espírito de uma riot grrrl com guitarras carregadas (“My Body’s Made of Crushed Little Stars”). Nesta “puberdade” na fase adulta, Mitski crê que a felicidade é uma grande fantasia (“Happy”), a depressão é comum (“Fireworks”), as inseguranças são traumas de infância que nos acompanham (“A Burning Hill”) e os relacionamentos deveriam ser tratados de maneira mais modesta – mas nós os complicamos (“Thursday Girl” e Your Best American Girl”) – como canta neste manifesto sagaz e rabioso.

Dica de download: “Your Best American Girl” (), “Fireworks” e “Happy” ()



#04. Chance The Rapper
(Coloring Book)

Chance The Rapper com seu hip hop sermão, rap espiritual e pop religioso trilhado pela música gospel (“All We Got”) reflete crônicas da história negra como manifesto de libertação e amadurecimento pessoal (“Summer Friends” e “Same Drugs”) como artista. O garoto é Kanye West sem a loucura egocêntrica e Kendrick Lamar sem o fardo político, mas com olhar otimista para conversar com o homem lá em cima (“Blessings”) e elevar o espírito da galera na companhia de 2 Chainz, Justin Bieber, KAYTRANADA, Francis and the Lights, Future, Jay Electronica, Lil Wayne e Kanye West

Dica de download: “Summer Friends” (), “All Night” () e “No Problem” ()



#05. Bon Iver
(22, A Million)

Em seu terceiro registro de estúdio, o Bon Iver aventura-se numa produção críptica, de falhas e truques – assim como os títulos das faixas – a serem desvendados (“22 (OVER S∞∞N)”), combinando sons inovadores em sua estética folk fantasmagórica. Os vocoders exagerados revelam sua aura emotiva e os sintetizadores pop new age experimentais (“8 (circle)”) trilham uma influência complexa vinda do Radiohead, James Blake e Kanye West – principalmente da era Yeezus – para complementar seu repertório de beleza autêntica.

Dica de download: “33 “GOD” (), “10 d E A T h b R E a s T ⚄” () e “22 (OVER S∞∞N)” ()



#06. ANOHNI
(Hopelessness)

Com assinatura dos produtores eletrônicos Hudson Mohawke e Oneohtrix Point Never, a cantora ANOHNI teme pelo futuro da humanidade em tempos de crise ao reportar temas como ecocídio (“4 Degrees”), perda de liberdade (na sarcástica “Watch Me” direcionada à NSA), guerra de drones (“Crisis”), terrorismo (“Drone Bomb Me”) e um puxão de orelha em Obama (“Obama”) em seu acessível e urgente álbum protesto. Apesar do título e discussões, o vocal icônico da artista sugere que nem tudo está perdido e há motivos para se manter as esperanças.

Dica de download: “Watch Me”, “Drone Bomb Me” () e “I Don’t Love You Anymore” ()



#07. Solange
(A Seat at the Table)

Com elegância em sua voz e instrumentações soul, Solange alcança uma maturidade musical inquestionável ao transmitir sua mensagem política e social com intenção de “provocar a cura e pavimentar uma jornada de empoderamento e autoafirmação” como revela. Canções como “Don’t Touch My Heair”, “F.U.B.U.” e os interlúdios (com seus pais em “Interlude: Tina Taught Me” e “Interlude: Dad Was Mad”) lidam com racismo e inconformação (“Mad”) de mãos dadas com seus convidados – Lil Wayne, Sampha, Tweet, André 3000 e Kelela – que fortalecem a mensagem de A Seat at the Table.

Dica de download: “Junie”, “Don’t Touch My Hair” () e “Cranes In The Sky” ()



#08. Radiohead
(A Moon Shaped Pool)

As canções do Radiohead trafegam aos extremos. Podem ser nervosas, questionadoras (“Burn the Witch”), desconsoladoras (como na singular “True Love Waits” e “Daydreaming” em que Yorke canta o fim do relacionamento de anos com Rachel Owen) e políticas (“The Numbers”). A Moon Shaped Pool é uma combinação dos álbuns Kid A e In Rainbows com originalidade própria e visão (como todas as produções) muito além do habitual, numa experiência complexa e humana musicada pelo perfeccionismo bucólico da banda.

Dica de download: “True Love Waits”, “Daydreaming” () e “The Numbers” ()



#09. David Bowie
(★ (Blackstar))

A morte e a salvação profetizam o enigmático e artístico ★ (Blackstar) de David Bowie. Suas canções abraçadas pelo rock jazz sombrio e denso, com aura contemporânea nas orquestrações lisérgicas (“Tis A Pity She Was A Whore”) e vocais característicos do músico, refletem uma odisseia angustiante nesta obra post-mortem que é uma despedida dolorosa deste mundo em forma de arte (“Lazarus”).

Dica de download: “Lazarus” (), “Tis A Pity She Was A Whore” () e “Dollar Days”



#10. Rihanna
(ANTI)

Acabou a farofa! Com versos como “I got to do things my own way, darling”, em “Consideration”, Rihanna livra-se do pop fácil e quer ser alguém para se levar a sério. Para isso corre riscos e abandona as pistas de dança – deixando “Work” com Drake exercer o papel de hit – de forma libertadora ao descobrir novas sonoridades para o seu vocal poderoso e acrobático. O atemporal ANTI é uma evolução natural para a artista que atinge perfeição na doo-wop (“Love On The Brain”), na atmosférica versão de “Same Ol’ Mistakes” (cover de Tame Impala), na sombria “Desperado” ou na sexy “Kiss It Better” (com suas guitarras à la Prince).

Dica de download: “Kiss It Better” (), “Desperado” e “Love On The Brain”

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TOP 50 de discos de 2016 – # 01-10

TOP 50 de discos de 2016 – # 11-20

quinta-feira, dezembro 22nd, 2016

#11. Kanye West
(The Life of Pablo)

O polêmico Kanye West é o seu maior inimigo neste complexo The Life of Pablo. Se o mundo o assiste como um verdadeiro vilão – com “Famous” roubando a atenção de uma obra por inteiro devido aos versos direcionados à Taylor Swift – e dono de um ego gigantesco, o rapper expõe-se tão confiante e satírico (“I Love Kanye”) quanto vulnerável nos seus papéis mundanos como marido (“FML”), estrela do showbizz (“Real Friends”) e pai distante (“Father Stretch My Hands, Pt. 2”) neste evangelho pessoal em que ele e Kim Kardashian são anunciados como José e Virgem Maria (“Wolves”).

Dica de download: “Ultralight Beam”



#12. Blood Orange
(Freetown Sound)

O produtor, cantor e compositor Devonté “Dev” Hynes (a.k.a. Blood Orange) faz de seu Freetown Sound um trabalho ousado e desafiador. Trata de temas raciais (“By Ourselves” e “Hands Up”), gênero (“Desirée”, sobre uma amiga trans e com citação do documentário ‘Paris Is Burning’) e identidade (“Augustine”) no seu repertório embalado por composições encharcadas no pop R&B dos anos 80 na cia. de nomes como Empress Of (em “Best To You”), Carly Rae Jepsen (em “Better Than Me”), Debbie Harry (em “E.V.P”) e Nelly Furtado (em “Hadron Collider”).

Dica de download: “Best to You” ()



#13. Anderson .Paak
(Malibu)

O músico e compositor Anderson .Paak (protegido de Dr. Dre) absorve diversas vertentes da música negra com arranjos modernos e letras de carácter autobiográfico (como em “The Bird” em que apresenta sua conturbada família) com uma pegada maleável neste radiante Malibu. O piano traz o jazz, os metais o funk e os coros o soul em composições elegantes que exalam a sensualidade de D’Angelo (“Water Fall (Interlude)”), o espírito inquieto de Kendrick Lamar (“Come Down”) e a engenhosidade de Stevie Wonder e James Brown (“Celebrate”).

Dica de download: “Come Down” ()



#14. Jessy Lanza
(Oh No)

O R&B, a eletrônica pop e as colagens sonoras do anos 90 moldam o segundo disco de estúdio de Jessy Lanza. A bombástica “V V Violence” (sobre um amor não correspondido e versos como “I say it to your face, but it doesn’t mean a thing, no!”), a intimista “Vivica” (que poderia ser uma produção de FKA twigs), o groove da faixa título e o clímax delirante de “It Means I Love You” (com o sample dos sul africanos do Foster Manganyi) permitem a canadense brilhar com sua estética vintage e batida dance pop junto à produção contagiante de Jeremy Greenspan, do Junior Boys.

Dica de download: “It Means I Love You” ()



#15. School of Seven Bells
(SVIIB)

SVIIB é uma carta de adeus de Alejandra Deheza ao seu colega de School of Seven Bells, Benjamin Curtis, vítima de um câncer em 2013. Ela encontra garra em um synthpop iluminado (“On My Heart”), emotivo (“This Is Our Time”) e eufórico (“Ablaze”) para cantar a trajetória solitária num tributo à amizade em que é capaz de extrair esplendor do luto que rodeia o registro.

Dica de download: “On My Heart” ()



#16. Margaret Glaspy
(Emotions And Math)

Um pouco mais de 30 minutos é o suficiente para Margaret Glaspy dar o seu recado em Emotions And Math. Suas canções honestas e amarguradas são enriquecidas pela guitarra blues rock distorcida (“Memory Street”) e voz doce rasgada, camuflada por uma série de arrependimentos (“Somebody to Anybody”) e desilusões (“You And I”), da artista que trata o amor como algo obsessivo e ordinário para se sentir com os pés no chão.

Dica de download: “You And I” ()



#17. Kristin Kontrol
(X-Communicate)

A roqueira Kristin Welchez – a Dee Dee do Dum Dum Girls – parece passar por uma lavagem cerebral para revelar sua identidade como Kristin Kontrol no trabalho solo X-Communicate. É uma nova artista que encontra inspiração no pop adocicado dos anos oitenta, de sintetizadores apurados e guitarras ponderadas, com influência notável de Paula Abdul, Debbie Gibson e Terri Nunn (“White Street” e “Show Me”) no repertório.

Dica de download: “(Don’t) Wannabe” ()



#18. Angel Olsen
(MY WOMAN)

Angel Olsen com suas canções ricas em sentimentos, versatilidade vocal e sonoridade carregada na tensão dos riffs extraídos da guitarra – seja na ‘lynchiana’ “Intern”, na fragilidade de “Never Be Mine” ou na expansiva grunge “Shut Up Kiss Me” – liberta-se da imagem lo-fi dos trabalhos anteriores com um entusiasmo e energia pop rock que não se conhecia até este MY WOMAN.

Dica de download: “Shut Up Kiss Me” ()



#19. Shura
(Nothing’s Real)

A espera de dois anos pelo disco de estreia de Shura, estourada pelo single “Touch”, trouxe-nos uma garota segura e inspirada pelo synthpop oitentista de Madonna (“Indecision”) e o disco groove da época (“Tongue Tied” e “Nothing’s Real”) que se enquadraria perfeitamente na trilha sonora de um clássico filme de John Hughes e sem pretensão de parecer descolada, mas essencial para qualquer trama (“2shy”) juvenil.

Dica de download: “What’s It Gonna Be?” ()



#20. Céu
(Tropix)

A MPB de Céu esfrega-se de mansinho em elementos sutis da eletrônica gringa – “Camadas” soa como as primeiras produções do Zero 7 se estivessem de férias no Brasil – com uma disposição inovadora em Tropix. A malemolência do vocal sussurrado da artista pactua com as batidas, loopings e beats (“Varanda Suspensa” e “Minha Bics”) num convite para dançar livremente à meia luz.

Dica de download: “Chico Buarque Song” ()



TOP 50 de discos de 2016 – # 11-20

TOP 50 de discos de 2016 – # 21-30

quarta-feira, dezembro 21st, 2016

#21. KAYTRANADA
(99.9%)

O produtor eletrônico KAYTRANADA evidencia versatilidade e intensidade no disco de estreia 99.9%. Seu caldeirão de influências musicais e convidados estelares – como o AlunaGeorge com sua sensibilidade pop em “Together”, o hip hop contemporâneo de Vic Mensa (“Drive Me Crazy”) e Anderson.Paak (“Glowed Up”), o BadBadNotGood com sua excentricidade jazz em “Weight Off” e a tropicália no sample de “Pontos De Luz” de Gal Costa em “Lite Spots” – arquiteta uma obra singular e coerente.

Dica de download: “Lite Spots” ()



#22. Lucy Dacus
(No Burden)

O disco de estreia de Lucy Dacus, gravado em apenas um dia e lançado por um selo independente, é um trabalho de composições confessionais de uma adolescente expondo frustrações (“I Don’t Want Be Funny Anymore”) e vulnerabilidades existenciais com crueza ou fazendo piada de si mesma. As composições embaladas pelo indie rock de riffs precisos na guitarra, percussão alinhada e o vocal amargurado da garota trilham os passos de Courtney Barnett e Sharon Van Etten com legitimidade própria.

Dica de download: “Map On A Wall” ()



#23. Bat for Lashes
(The Bride)

O cinematográfico The Bride, o quarto disco de estúdio de Natasha Khan (a.k.a. Bat for Lashes), é um trabalho conceitual e desconsolador na história da noiva que perde o pretendente em um acidente de carro no dia do casamento e parte inconformada (“Never Forgive The Angels”) em sua solitária lua de mel (“Honeymooning Alone” e “Sunday Love”) para encontrar forças para retomar sua vida e amar novamente (“I Will Love Again”).

Dica de download: “Sunday Love” ()



#24. James Blake
(The Colour In Anything)

The Colour In Anything é uma injeção de tristeza amorosa fornecida por James Blake com os estágios do fim de um relacionamento de forma didática e melodramática. O processo com o término doloroso (“Radio Silence” e “f.o.r.e.v.e.r.”), a luz no fim do túnel (“Waves Know Shores” e “I Need a Forest Fire” com Bon Iver) e os novos ciclos (“Always”) abrem os caminhos da eletrônica minimalista com força extra nas orquestrações que colorem a sensibilidade romanesca de Blake.

Dica de download: “Radio Silence” ()



#25. PJ Harvey
(The Hope Six Demolition Project)

A roqueira PJ Harvey transforma-se numa espécie de correspondente de guerra e detalha sua jornada pelo Kosovo (“Chain of Keys”), Afeganistão (“The Community of Hope”) e Washington (“River Anacostia”) num trabalho desafiador. Com seu jazz rock pesado de guitarras sobressalentes, instrumentos de sopro como saxofones e percussão firme, suas canções poderiam servir de trilha sonora de um documentário jornalístico da CNN.

Dica de download: “The Wheel” ()



#26. Hamilton Leithauser + Rostam
(I Had A Dream That You Were Mine)

O casamento musical inusitado do indie rock de Hamilton Leithauser (ex-The Walkmen) e o indie pop de Rostam Batmanglij (ex-Vampire Weekend) em I Had A Dream That You Were Mine resulta em melodias charmosas e dinâmicas calcadas pelo folk, country-rock, blues e doo-wop para projetar narrativas de amores não correspondidos, fracassos e reconciliação.

Dica de download: “In a Black Out” ()



#27. Chairlift
(Moth)

O Chairlift cumpre as expectativas de seu antecessor, Something, nas experimentações coligadas pop (com inspiração no Bhangra em “Ch-ching”), jazz, funky, disco e soul para esculpir a eletrônica fascinante (“Moth to the Flame”), frenética (“Romeo”) e romântica (“Crying In Public” e “Unfinished Business”) num registro delicado e composto de singles promissores embalados pela emoção e vocal sexy de Caroline Polachek.

Dica de download: “Ch-ching” ()



#28. Bayonne
(Primitives)

O produtor/multi-instrumentista Roger Sellers (a.k.a. Bayonne) assume o papel de um mago, com seus loops hipnóticos e texturas musicais em Primitives, para nos levar a um universo colorido a ser descoberto. Seus artefatos eletrônicos de samples acelerados com notas de piano, percussão marcante e vocais etéreos revelam um cenário em que governa com maestria o seu mundinho com inspiração em trabalhos clássicos de Philip Glass e aventureiro do Animal Collective.

Dica de download: “Appeals” ()



#29. LEISURE
(LEISURE)

Os neozelandeses do LEISURE, com sua fórmula sexy soul psicodélica, carregam uma união de referências fáceis de visgar qualquer ouvinte. No caminho, eles colocam na bagagem a produção relaxante de Mark Ronson em conjunto com a pegada pop alternativa de Danger Mouse, a psicodelia do Tame Impala, o clima funky groove do Jungle e a sedução de Chet Faker para montar a sua equação sonora afável.

Dica de download: “Go It Bad” ()



#30. Savages
(Adore Life)

Adore Life é a visão do amor nas mãos firmes das roqueiras do Savages com seu post punk brutal e ameaçador (“T.I.W.Y.G.”) pronto para nos socar no peito. A banda vem com letras diretas para expressar seus sentimentos de forma arrebatadora e raivosa, encontrando um certo alívio contido no disco de estreia Silence Yourself.

Dica de download: “Adore” ()



TOP 50 de discos de 2016 – # 21-30

TOP 50 de discos de 2016 – # 31-40

terça-feira, dezembro 20th, 2016

#31. Phantogram
(Three)

Em Three, o duo Phantogram enfrenta temas como morte, amores possessivos (“You’re Mine”), desilusões (“Cruel World”) e agressão (“Run Run Blood”) com letras envolvidas pela eletrônica caótica (“You Don’t Get Me High Anymore”) de samples extravagantes (como no rock shoegaze e soul “Same Old Blues”) e o vocal tentador de Sarah Barthel. Um trabalho musicalmente sólido e explosivo (“Calling All”) para combater uma série de demônios pessoais.

Dica de download: “Same Old Blues” ()



#32. Wilco
(Schmilco)

Com minimalismo acústico e espontaneidade nas melodias polidas com influência de Bob Dylan e Beatles, Jeff Tweedy expõe memórias amargas e juvenis (“Normal American Kids”) em letras introspectivas e pessoais – como a morte de sua mãe (“Happiness”) ou a batalha da esposa contra o câncer (“Cry All Day”) – numa obra profunda que revela sua riqueza gradualmente.

Dica de download: “If I Ever Was A Child” ()



#33. Postiljonen
(Reverie)

Reverie – do francês “devaneio” / “sonho” – é a melhor forma de retratar os lugares que a música do Postiljonen nos transporta. A eletrônica sonhadora de sintetizadores mágicos, vocais harmônicos e instrumentos clássicos clama amor (“Are You Thinking of Me”) e positivismo (“Go!”) de forma libertadora (“Interlude (Celebration)”) com o frescor dos anos 80 nas guitarras e saxofones (“The Open Road”) afrontados com o synthpop cintilante das produções.

Dica de download: “Wait” ()



#34. Michael Kiwanuka
(Love & Hate)

Se o álbum de estreia Home Again era uma coletânea de composições íntimas e modestas, Love & Hate é um crescimento musical de Kiwanuka ao arriscar-se no R&B setentista, funk e rock progressivo – como um encontro entre Muddy Waters, Isaac Hayes e Pink Floyd (“One More Night” e “Cold Little Heart”) – com seu soul à moda antiga numa roupagem sonora moderna e letras emocionantes sobre amor, religião e inseguranças pessoais (“Black Man In A White World”).

Dica de download: “Black Man In A White World” ()



#35. case/lang/veirs
(case/lang/veirs)

Há uma beleza rara no álbum colaborativo de Neko Case, k.d. lang e Laura Veirs. case/lang/veirs conta com três grandes mulheres dividindo experiências e identidades musicais com sintonia nas harmonias folk rock impecáveis (“Delirium” e “Atomic Number”), composições cativantes (“Honey and Smoke”) e alternando protagonismo vocal de forma equilibrada em todo o registro.

Dica de download: “Best Kept Secret” ()



#36. Andy Shauf
(The Party)

O conceitual The Party é um apanhado de personagens e histórias retratadas de uma festa pelo olhar detalhista do músico Andy Shauf – desde o primeiro convidado (“Early To The Party”) ou a garota que dança sozinha com confiança (“Eyes Of Them All”) – em melodias que retomam a elegância das baladas dos anos 60/70 e que poderiam ganhar as telas num roteiro idealizado pelo cineasta Paul Thomas Anderson (como fez em ‘Magnólia’ com Aimee Mann).

Dica de download: “Quite Like You” ()



#37. Basia Bulat
(Good Advice)

Basia Bulat junta-se ao músico Jim James (do My Morning Jacket) para produzir suas desilusões amorosas (“La La Lie”) em Good Advice e incrementar com tendências pop rock e soul (“Long Goodbye”), em teclados eletrônicos e orgânicos, o habitual folk sentimental e auspicioso (“Infamous” e “Fool”) da canadense.

Dica de download: “Infamous” ()



#38. Niki and the Dove
(Everybody’s Heart Is Broken Now)

O duo sueco Niki & The Dove sela um compromisso com os anos 80 neste atemporal Everybody’s Heart Is Broken Now. Suas produções nostálgicas de sintetizadores atmosféricos soam como uma viagem de mãos dadas pela galáxia com Prince (“So Much It Hurts”), Fleetwood Mac (“Love UB”), Kate Bush (“Play It On My Radio”) e Lipps Inc (“Shark City (Tropico X)”) em suas composições fantasiosas.

Dica de download: “Play It On My Radio” ()



#39. Kendrick Lamar
(untitled unmastered.)

untitled unmastered. são sobras imperfeitas propositais e faixas não finalizadas do elogiado álbum To Pimp A Butterfly em que Kendrick Lamar vaga por gêneros musicais com propriedade – passeia pelo funk, soul e jazz -, munido de instrumentações ricas e letras controversas para desenhar o seu rap poético sobre sua relação com drogas, Deus, violência (“untitled 05 l 09.21.2014″) e luta contra a segregação nos Estados Unidos.

Dica de download: “untitled 03 | 05.28.2013.” ()



#40. NAO
(For All We Know)

A voz doce de NAO e seu time perspicaz de colaboradores – como os produtores A.K. Paul (“Trophy”), Jungle (“Get to Know You”) e Grades (“Girlfriend”) – fazem deste For All We Know uma odisseia pop groove moderna e criativa com inspiração de Janet Jackson (“Happy”) a Maxwell (In The Morning”).

Dica de download: “Fool To Love” ()



TOP 50 de discos de 2016 – # 31-40

TOP 50 de discos de 2016 – # 41-50

segunda-feira, dezembro 19th, 2016

#41. Nice As Fuck
(Nice As Fuck)

O supergrupo das meninas Jenny Lewis, Erika Forster (do Au Revoir Simone) e Tennessee Thomas (do The Like) vaga pelo rock (“Runaway”), funk (“Angel” e “Cookie Lips”) e post punk (“Higher”) com contos açucarados de amor e reflexão. As nove composições do disco são engrenadas com modéstia em baixos acelerados, percussão afiada e leveza na voz de Lewis como se estivessem saindo direto de um ensaio entre amigas numa garagem.

Dica de download: “Door” ()



#42. AlunaGeorge
(I Remember)

I Remember é um novo horizonte musical para o AlunaGeorge. Se no disco de estreia Body Music, a eletrônica R&B atmosférica da dupla envolvia o corpo de sensações, desta vez a proposta é mexer-se muito para tirar os encostos e os pés do chão. A combinação de gêneros viaja dos anos 90 (“Heartbreak Horizon”) à atualidade – com moombahton, trap e tropical house (“I’m In Control” e “Mean What I Mean”) – em melodias cativantes e fáceis de receber o grande público

Dica de download: “Not Above Love” ()



#43. James Vincent McMorrow
(We Move)

Em seu terceiro disco de estúdio We Move, James Vincent McMorrow volta com um material distinto dos antecessores e fora da zona de conforto. Dá um salto do folk para o terreno eletrônico R&B, de nomes como James Blake e Bon Iver, na sonoridade minimalista e acolhedora supervisionada pelos produtores Nineteen85 (de “Hotline Bling” de Drake), Two Inch Punch e Frank Dukes (responsável por trabalhos de Rihanna e Kanye West) para mostrar suas serenatas avassaladoras.

Dica de download: “Get Low” ()



#44. M83
(Junk)

O produtor Anthony Gonzalez (a.k.a. M83) sempre deixou explícito o seu fascínio pelos anos 80 em seus trabalhos. Explorar o lado “chinfrim” e teatral da época em fórmulas enlatadas da italo disco chill (“Bibi the Dog”), sintetizadores espaciais, solos de guitarras e saxofones exagerados que parecem servir de trilha sonora de um antigo programa de TV (“Moon Crystal” e “Road Blaster”) é uma revitalização do pastiche com propriedade na companhia de nomes como Beck (“Time Wind”), Steve Vai (“Go!”), MAI LAN e Susanne Sundfør (“For the Kids”).

Dica de download: “Do It, Try It” ()



#45. RY X
(Dawn)

O disco de estreia do compositor e produtor australiano Ry Cuming (a.k.a. RY X) é uma jornada de emoções crescentes (“Sweat”) em que a melancolia do folk acamado do artista encontra companhia em arranjos luxuosos, sintetizadores estáveis e o vocal sereno do músico para travar batalhas amorosas em busca de redenção (“Only”).

Dica de download: “Berlin” ()



#46. LION BABE
(Begin)

A estreia do duo neo soul LION BABE, da cantora Jillian Hervey — filha da modelo e atriz Vanessa Williams — e do produtor Lucas Goodman, combina beats eletrônicos modernos com a sonoridade soul (“Jump Hi” e “Jungle Lady”), funk (“Got Body” e “Wonder Woman”) e disco brilhante (“Where Do We Go”) como um clone de Erykah Badu guinada pelo pop.

Dica de download: “Wonder Woman” ()



#47. Maria Usbeck
(Amparo)

A cantora/compositora equatoriana Maria Usbeck, vocalista da banda new wave Selebrities, abraça sua língua materna e canta em espanhol pela primeira para mapear uma jornada pessoal com inspiração nos contos de seus familiares e viagens pelo mundo. Suas melodias transcendentais e ecléticas, com influências nostálgicas do continente latino, ganham a mão mágica de Caroline Polachek (do Chairlift) na produção.

Dica de download: “Uno De Tus Ojos” ()



#48. Tegan and Sara
(Love You to Death)

As irmãs Tegan and Sara escolhem o caminho pop oitentista, como se Katy Perry entrasse em excursão com o The Human League com a produção antenada e firme (“Stop Desire” e “U-turn”) do mago pop Greg Kurstin, para cantar de forma honesta e sensível o amor de todas as formas (“Boyfriend”).

Dica de download: “Stop Desire” ()



#49. Flume
(Skin)

O produtor australiano Harley Streten (a.k.a. Flume) lança um disco completo de hits musicais na companhia de nomes como Kai (“Never Be Like You”), Vic Mensa (“Lose It”), AlunaGeorge (“Innocence”), Beck (“Tiny Cities”) e Tove Lo (“Say It”) desamarrando-se de gêneros musicais e sem afetar a autenticidade criativa de sua eletrônica vertiginosa.

Dica de download: “Say It” ()



#50. Wet
(Don’t You)

As canções do trio Wet enumeram emoções amorosas – tanto em forma de celebração ou de perda – com sua eletrônica R&B inspiradora de beats atraentes, sintetizadores delicados, pianos sutis, guitarras dedilhadas e o vocal puro de Kelly Zutrau em letras simples, como um diário adolescente, de fácil identificação.

Dica de download: “All The Ways” ()



TOP 50 de discos de 2016 – # 41-50

Ryan Adams apresenta a devastadora “To Be Without You” do álbum ‘Prisoner’

segunda-feira, dezembro 19th, 2016

Ryan Adams

O cantor/compositor Ryan Adams revela o segundo gostinho do álbum Prisoner, esperado para fevereiro via Pax Am/Blue Note/Capitol, após revelar o single “Do You Still Love Me?”.

Com versos que começam com “it’s so hard to be without you” e fecham com “nothing really matters anymore”, “To Be Without You” é uma balada folk rock devastadora sobre solidão e como Adams ainda busca paz após o término da relação e o divórcio com Mandy Moore.

RY X lança a sensível “Thunder” para dar início a promoção de novo disco

segunda-feira, dezembro 19th, 2016

RY X

O cantor/compositor Ry Cuming (a.k.a. RY X) trabalha na promoção do disco de estreia (em proporções mundiais) Dawn e começa a pensar no sucessor com a inédita “Thunder”.

A faixa é uma delicada composição montada em um violão acústico dedilhado, bases eletrônicas sutis e o falsete de Cuming que expõe beleza em cada verso sussurrado da abatida melodia.

YELLE lança o single “Ici & Maintenant (Here & Now)” com videoclipe vesano

segunda-feira, dezembro 19th, 2016

YELLE - Ici & Maintenant (Here & Now)

O YELLE apresenta o single “Ici & Maintenant (Here & Now)”, a primeira novidade desde o lançamento do álbum Complètement Fou, de canções como “Moteur Action” e “Ba$$in”, para dar início à uma série de singles que pretende lançar no próximo ano.

Para ilustrar a sua eletrônica pop atraente, no videoclipe temo Julie Bude mostrando o seu cotiado de garota comum do subúrbio na companhia do “alterado” ator Nathan Barnatt. A direção é de Paul B. Cummings e Jean-François Perrier.

Nine Inch Nails lança EP com Dave Grohl e Dave Navarro entre os convidados

segunda-feira, dezembro 19th, 2016

Nine Inch Nails

O Nine Inch Nails disponibiliza o EP Not The Actual Events, o sucessor do álbum Hesitation Marks, em que Trent Reznor trabalha na companhia do seu colaborador de trilhas sonoras (e agora integrante oficial da banda) Atticus Ross.

Com seu som industrial agressivo, o intenso compacto conta com convidados como Dave Grohl (do Foo Fighters) assumindo a bateria na caótica “The Idea of You”, Dave Navarro na ameaçadora “Burning Bright” e Mariqueen Maandig (esposa de Reznore parceira de How to Destory Angels) em “She’s Gone Away” para nos conduzir a lugares sombrios com a eletrônica que desenha paisagens apocalípticas da banda.