TOP 50 de discos de 2016 – # 21-30

quarta-feira, 21 dezembro de 2016 13:06

#21. KAYTRANADA
(99.9%)

O produtor eletrônico KAYTRANADA evidencia versatilidade e intensidade no disco de estreia 99.9%. Seu caldeirão de influências musicais e convidados estelares – como o AlunaGeorge com sua sensibilidade pop em “Together”, o hip hop contemporâneo de Vic Mensa (“Drive Me Crazy”) e Anderson.Paak (“Glowed Up”), o BadBadNotGood com sua excentricidade jazz em “Weight Off” e a tropicália no sample de “Pontos De Luz” de Gal Costa em “Lite Spots” – arquiteta uma obra singular e coerente.

Dica de download: “Lite Spots” ()



#22. Lucy Dacus
(No Burden)

O disco de estreia de Lucy Dacus, gravado em apenas um dia e lançado por um selo independente, é um trabalho de composições confessionais de uma adolescente expondo frustrações (“I Don’t Want Be Funny Anymore”) e vulnerabilidades existenciais com crueza ou fazendo piada de si mesma. As composições embaladas pelo indie rock de riffs precisos na guitarra, percussão alinhada e o vocal amargurado da garota trilham os passos de Courtney Barnett e Sharon Van Etten com legitimidade própria.

Dica de download: “Map On A Wall” ()



#23. Bat for Lashes
(The Bride)

O cinematográfico The Bride, o quarto disco de estúdio de Natasha Khan (a.k.a. Bat for Lashes), é um trabalho conceitual e desconsolador na história da noiva que perde o pretendente em um acidente de carro no dia do casamento e parte inconformada (“Never Forgive The Angels”) em sua solitária lua de mel (“Honeymooning Alone” e “Sunday Love”) para encontrar forças para retomar sua vida e amar novamente (“I Will Love Again”).

Dica de download: “Sunday Love” ()



#24. James Blake
(The Colour In Anything)

The Colour In Anything é uma injeção de tristeza amorosa fornecida por James Blake com os estágios do fim de um relacionamento de forma didática e melodramática. O processo com o término doloroso (“Radio Silence” e “f.o.r.e.v.e.r.”), a luz no fim do túnel (“Waves Know Shores” e “I Need a Forest Fire” com Bon Iver) e os novos ciclos (“Always”) abrem os caminhos da eletrônica minimalista com força extra nas orquestrações que colorem a sensibilidade romanesca de Blake.

Dica de download: “Radio Silence” ()



#25. PJ Harvey
(The Hope Six Demolition Project)

A roqueira PJ Harvey transforma-se numa espécie de correspondente de guerra e detalha sua jornada pelo Kosovo (“Chain of Keys”), Afeganistão (“The Community of Hope”) e Washington (“River Anacostia”) num trabalho desafiador. Com seu jazz rock pesado de guitarras sobressalentes, instrumentos de sopro como saxofones e percussão firme, suas canções poderiam servir de trilha sonora de um documentário jornalístico da CNN.

Dica de download: “The Wheel” ()



#26. Hamilton Leithauser + Rostam
(I Had A Dream That You Were Mine)

O casamento musical inusitado do indie rock de Hamilton Leithauser (ex-The Walkmen) e o indie pop de Rostam Batmanglij (ex-Vampire Weekend) em I Had A Dream That You Were Mine resulta em melodias charmosas e dinâmicas calcadas pelo folk, country-rock, blues e doo-wop para projetar narrativas de amores não correspondidos, fracassos e reconciliação.

Dica de download: “In a Black Out” ()



#27. Chairlift
(Moth)

O Chairlift cumpre as expectativas de seu antecessor, Something, nas experimentações coligadas pop (com inspiração no Bhangra em “Ch-ching”), jazz, funky, disco e soul para esculpir a eletrônica fascinante (“Moth to the Flame”), frenética (“Romeo”) e romântica (“Crying In Public” e “Unfinished Business”) num registro delicado e composto de singles promissores embalados pela emoção e vocal sexy de Caroline Polachek.

Dica de download: “Ch-ching” ()



#28. Bayonne
(Primitives)

O produtor/multi-instrumentista Roger Sellers (a.k.a. Bayonne) assume o papel de um mago, com seus loops hipnóticos e texturas musicais em Primitives, para nos levar a um universo colorido a ser descoberto. Seus artefatos eletrônicos de samples acelerados com notas de piano, percussão marcante e vocais etéreos revelam um cenário em que governa com maestria o seu mundinho com inspiração em trabalhos clássicos de Philip Glass e aventureiro do Animal Collective.

Dica de download: “Appeals” ()



#29. LEISURE
(LEISURE)

Os neozelandeses do LEISURE, com sua fórmula sexy soul psicodélica, carregam uma união de referências fáceis de visgar qualquer ouvinte. No caminho, eles colocam na bagagem a produção relaxante de Mark Ronson em conjunto com a pegada pop alternativa de Danger Mouse, a psicodelia do Tame Impala, o clima funky groove do Jungle e a sedução de Chet Faker para montar a sua equação sonora afável.

Dica de download: “Go It Bad” ()



#30. Savages
(Adore Life)

Adore Life é a visão do amor nas mãos firmes das roqueiras do Savages com seu post punk brutal e ameaçador (“T.I.W.Y.G.”) pronto para nos socar no peito. A banda vem com letras diretas para expressar seus sentimentos de forma arrebatadora e raivosa, encontrando um certo alívio contido no disco de estreia Silence Yourself.

Dica de download: “Adore” ()



TOP 50 de discos de 2016 – # 21-30

COMENTÁRIOS