TOP 10: os melhores EPs de 2018

10. Pete Yorn & Scarlett Johnsson
(Apart)

O músico Pete Yorn e a bela atriz/cantora Scarlett Johansson repetem a parceria musical de sucesso, iniciada com o álbum de Break Up de 2009, e apresentam o EP colaborativo Apart. Retomam sua sonoridade romântica em “Movies”, pop em “Cigarillo” e rock oitentista em “Bad Dreams, um cover ágil de “Worried” do Echo Friendly.

Dica de download: “Bad Dreams” ()

09. Ravyn Lenae
(Crush)

A cantora e compositora Ravyn Lenae brilha na companhia do produtor Steve Lacy (The Internet) no EP Crush. Como uma fusão de Minnie Riperton e Erykah Badu, a artista valida seu vocal flexível em composições contagiantes (“Sticky”), sedutoras (“Computer Luv”) e comprometidas pelo groove (“The Night Song).

Dica de download: “Sticky” ()

08. Bülow
(Damaged Vol.2)

Com apenas 18 anos, a jovem Megan B​ülow (a.k.a. Bülow) concebe canções que retratam a perspectiva de uma adolescente e os conflitos de uma mente juvenil, como: ciúmes (“You & Jennifer”), romance casual, apatia, automedicação (“Sad and Bored” com o rapper DUCKWRTH) e baixa autoestima (“Honor Roll”).

Dica de download: “You & Jennifer”

07. Nine Inch Nails
(Bad Witch)

Drumbeats alvoroçados, sintetizadores nebulosos e uma sonoridade caótica (“Shit Mirror”) resultam num combo agressivo e utópico em Bad Witch. As guitarras distorcidas e saxofones moderados (“Play the Goddamned Part”) remetem uma versão de ★ (Blackstar) de Bowie com reminiscência de The Downward Spiral do Nine Inch Nails com uma aura de um projeto de David Lynch.

Dica de download: “God Break Down The Door”

06. LPX
(Bolt in the Blue)

Lizzy Plapinger, conhecida como a voz do MS MR, aventura-se em seu primeiro projeto musical solo: o LPX. A garota aperfeiçoa seu repertório com uma gama de gêneros musicais. Sonda o rock eletrônico em “Tightrope”, synthpop visceral em “Tremble”, agressividade com natureza pop industrial em “Bolt in the Blue”, fervor com DNA do Klaxons em “Red Queen” e vestígios de sua banda (com o produtor Max Hershenow) em “Slide”.

Dica de download: “Tremble” ()

05. Hatchie
(Sugar & Spice)

O Hatchie, projeto musical dream pop da australiana Harriette Pillbeam (de bandas como Go Violets e Babaganouj), explora relações turbulentas (“Sure”) e incertezas (“Sleep”) em Sugar & Spice. As guitarras acústicas e elétricas, os sintetizadores oscilantes e a aura noventista – do vocal da artista que flerta com Dolores O’Riordan – fazem o shoegaze parecer algo bastante pop e acessível.

Dica de download: “Sleep” ()

04. Sigrid
(Raw)

A cristalzinho e sensação pop confirma com hinos grandiosos (“High Five” e “Schedules”) e baladas afetivas (“Focus”) porquê é um dos nomes para brilhar com seu disco de estreia. Dos romances hipotéticos e inspirações juvenis, Sigrid já é uma menina grande no mundo da música.

Dica de download: “High Five” ()

03. Channel Tres
(Channel Tres)

O MC e produtor norte-americano Sheldon Young (a.k.a. Channel Tres), conhecido por seus trabalhos para nomes como Kehlani e Shamir, investe em sua carreira solo com o lançamento do EP de estreia. Com sintetizadores em loop, percussão acentuada, samples funkeados e voz de barítono, sua fusão de house clássico dos clubes de Chicago com dance industrial, eletro groove e o hip hop das ruas de Campton – ou hip-house como define essa miscelânea – atua com constância na produção alinhada e dinâmica do compacto.

Dica de download: “Controller” ()

02. Boygenius
(Boygenius)

As talentosas Julien Baker, Phoebe Bridgers e Lucy Dacus, três nomes em constante evidência no cenário indie rock norte-americano, unem suas forças musicais com o supergrupo Boygenius. Cada uma das artistas colabora com seu know-how: Bridgers na simplicidade do seu folk pop sombrio (“Me & My Dog”), Dacus com seu indie rock iluminado (“Bite the Hand”) e Baker com sua comoção (“Stay Down”). Três mulheres em perfeita harmonia (“Ketchum, ID”) dividindo experiências mútuas com palavras devastadoras.

Dica de download: “Bite the Hand”

01. MorMor
(Heaven’s Only Wishful)

O cantor, produtor e multi-instrumentista canadense Seth Nyquist, responsável pelo acurado projeto lo-fi pop soul MorMor, fascina com seu trabalho de estreia que ecoa um encontro de Dev Hynes (a.k.a. Blood Orange), Prince e Rhye. Do seu dream pop R&B atmosférico brota melancolia em seu vocal falsete aveludado (“Whatever Comes to Mind”) que tem como guia a sensibilidade na produção que corteja sintetizadores espaciais (“Waiting on the Warmth”), beats sólidos (“Lost”) e riffs de guitarras receptivos.

Dica de download: “Whatever Comes to Mind” ()