Música ambiente

terça-feira, 15 maio de 2007 10:28

O blog francês La Blogothèque apresenta vídeos amadores com uma estética que foge dos clipes comerciais. Coloca seus artistas para tocar em lugares peculiares como numa mesa de restaurante, caminhando pelas ruas da cidade, num estacionamento, dentro de um carro em movimento e aonde a imaginação dos caras permitir.

Muita gente bacana já passou por lá, como: The Shins, Chris Garneau, The National, Au Revoir Simone, I´m From Barcelona, Hidden Cameras, Cold War Kids, The Kooks, Andrew Bird, Guillemots, …

Abaixo vocês conferem o Arcade Fire, tocando a faixa título do seu último disco (Neon Bible), dentro de um elevador.


Arcade Fire fazendo música ambiente

Review: Skins – Primeira Temporada

segunda-feira, 14 maio de 2007 14:34

Skins

‘Skins’ foi ao ar em janeiro deste ano na Europa e deu o que falar no mundo inteiro. A série foca a vida de um grupo de adolescentes entre 16-18 anos de Bristol. No drama somos apresentados a vida desses personagens e suas rotinas: casa, escola, festas.

Temos o popular (Tony), sua namorada (Michelle), um muçulmano (Anwar), um gay (Maxxie), uma menina com transtornos alimentares (Cassie), um virgem à beira de um ataque de nervos (Sid), uma garota aplicada com problemas familiares (Jal), o festeiro que fantasia com sua professora (Chris).

A cada episódio somos apresentados de forma íntima a um dos personagens, sem perder o contato com o grupo. O primeiro programa é centrado no popular e intelectual Tony (Nicholas Hoult, o menino de ‘Um Gande Garoto’). Logo, conhecemos sua família, seu dom de irritar o pai e a relação com o melhor amigo Sid (Mike Bailey, uma das grandes revelações). Sid é virgem e Tony diz que não manterá a amizade a não ser que ele ponha em prática a vida sexual antes do aniversário de 17 anos. Daí em diante, Skins não se prende exclusivamente na descoberta do sexo e das drogas, mas propõe questionar dramas adolescentes.

Com uma cambada de personagens, é Cassie (a garota com distúrbios alimentares e tendências suícidas) que mais carisma demonstra. Carrega consigo conflitos relevantes e aura de inocência. Esse é o segredo do programa, retrata a vida corriqueira desses garotos, seus desejos e frustrações.

Definitivamente, um dos melhores episódios é quando a turma de amigos vai à Rússia com a escola (episódio 6). O humor é rápido, direto e escrachado. Se ofende seu espectador, não se preocupa, continua mantendo a linha até o seu desfecho. Palavrões como fuck são naturais – não saem apenas da boca dos garotos, mas de seus pais e professores. Vale ressaltar nesse episódio, a menina russa que aprendeu inglês com “o maior show de televisão norte-americano de todos os tempos” (How you doin’?).

A trilha sonora não poderia ser mais adequada. O show abre com a poderosa “Standing in the Way of Control”, do Gossip, e ainda traz nomes como Yeah Yeah Yeahs (“Date with the Night”), a adorável Jolie Holland (“Old Fashion Morfine”), The Raconteurs (“Broken Boy Soldier”), Pete Doherty (“For Lovers”), entre outros. A música é elemento condutor, como fica registrado no último episódio na faixa “Wild World” em seu momento ‘Magnólia’ (idem “Wise Up”) – com os personagens principais dando voz ao clássico de Stevens.


Promo de ‘Skins’

A televisão mudou com o passar dos anos, sendo mais abusiva, assim como os adolescentes que não sabem o que é ‘Porky´s’. Skins é politicamente incorreta, mas nem por isso deixa de ser interessante. Extrapola dos esteriótipos e comove com o realismo.

Dançando no banheiro com Maia Hirasawa em “And I Found This Boy”

domingo, 13 maio de 2007 18:06

Maia Hirasawa

Maia Hirasawa se joga num pop jazz despretensioso aos moldes de Regina Spektor em sua estreia solo. Quando está fazendo shows com a amiga Anna Norlin (no projeto Hello Saferide), a garota distribui seu EP e divulga o álbum Though, I’m Just Me lançado em abril durante os concertos.


Clipe de “And I Found This Boy”

“And I Found This Boy” é um pop com instrumentos de sopro, piano e percussão com cara de musical. A história de um encontro frustrado entre dois amantes, vista sob a perspectiva feminina, tem seu vídeo passado num banheiro público com festa garantida.

Kate Nash e seu amargo amor no videoclipe de “Foundations”

sábado, 12 maio de 2007 19:56

Kate Nash

Existe um buzz que cerca o nome da inglesa Kate Nash. Há quem diga que ela será nesse ano, o que Lily Allen foi para 2006.

Para a cantora, tudo é um grande plano do destino. Até fevereiro de 2006, tentava papéis de atriz na lista do Bristol Old Vic. Após ser rejeitada foi ao cinema assistir ‘Brokeback Mountain’ e sentiu-se mais deprimida. Para piorar, no mesmo dia, caiu da escada de casa e quebrou o pé. Foi o necessário.

Os pais da garota perceberam que ela não poderia fazer muita coisa, além de ficar em casa, então lhe presentearam com um violão. Kate escreveu canções e gravou em seu laptop durante três semanas. Um ano depois, seu primeiro single (“Caroline’s A Victim” foi lançado pela gravadora Moshi Moshi.

“Foundations”, dirigido por Kinza Burza, é o seu segundo single. Além de cantar e tocar violão, Nash responsabiliza-se pela bateria, o piano e sintetizadores. Carrega consigo um espírito Lily Allen ao retratar a adolescência e romances incertos em letras ácidas. Seu disco de estréia não tem data prevista de lançamento.

Conheça mais de Kate Nash no MySpace da cantora.

Review: Cão Sem Dono

sexta-feira, 11 maio de 2007 01:30

Cão Sem Dono, o novo filme de Beto Brant e co-dirigido com Renato Ciasca, tem sua estréia em Porto Alegre neste final de semana. O longa-metragem rodado na capital gaúcha é uma parceria entre as produtoras Clube do Silêncio (RS) e Drama Filmes (SP).

Adaptação do livro Até o Dia em que o Cão Morreu, de Daniel Galera, o projeto apresenta um conturbado relacionamento amoroso entre dois jovens. Ciro (Júlio Andrade) é um recém-formado em literatura e está crise existencial. Relaciona-se basicamente com o porteiro de seu prédio, os pais e um cachorro de rua. Sua vida transforma-se quando conhece Marcela (Tainá Müller), uma ambiciosa modelo em início de carreira. A relação entre os personagens torna-se intensa, até ele se ver obrigado a interagir com o mundo exterior por um incidente na vida da garota.

Grande atrativo do projeto é a naturalidade de seus atores – como por exemplo, as cenas na residência dos amigos do casal. Não existe exagero em tornar o filme “sulista” com sotaques carregados, já que o elenco e a equipe técnica são todos gaúchos. Ao mesmo tempo, Beto Brant garante sensibilidade na direção de seus personagens complexos.

Um dos momentos referência é a canção tradicional norte-americana “Moonshiner”. Em conversa, após a exibição do longa, a atriz Tainá Müller revela que na época dos ensaios brincava no violão e cantava a música (por ser grande fã da cantora Cat Power que já interpretou a composição em seu álbum Moon Pix). A “performance” chamou a atenção do diretor Beto Brant que a permitiu cantar a faixa no projeto – o trecho pode ser conferido no trailer.


Trailer de Cão Sem Dono

Cão Sem Dono foi eleito o melhor filme no último Festival de Recife. A produção venceu pela escolha do júri oficial e também pela crítica, além de render o prêmio de melhor atriz à Tainá Múller.

O filme entra em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro, dia 15 de junho.

Cão Sem Dono (Brasil, 2007)
Direção: Beto Brant
Com: Júlio Andrade, Tainá Müller, Roberto Oliveira, Marcos E. Contreras. 82 min.

Fujiya & Miyagi – “Ankle Injuries”

quinta-feira, 10 maio de 2007 02:45

O trio britânico, e não um duo, do Fujiya & Miyagi é formado por Steve Lewis (Fujiya), David Best (Miyagi) e Matt Hainsby. O estilo dance punk, com pitacos de Kraftwerk, tem suas melodias guiadas por guitarra, teclado e baixo bem marcado – seguindo uma linha similar ao Hot Chip.

Nessa semana lançaram o vídeo do novo single “Ankle Injuries”, do álbum Transparent Things. Trata-se, no mínimo, de um trabalho visionário dirigido por Wade Shotter, com imagens em movimento formadas a partir de dados de tabuleiro.


Clipe de “Ankle Injuries”

Michel Gondry, diretor de “Feel in Love with a Girl” (vídeo) do White Stripes, deve ter ficado bastante orgulhoso.

Antes eu era assim…

quarta-feira, 9 maio de 2007 12:58

Série de anúncios criados pela Agência La Comunidad, de Miami, para divulgar a edição especial dos 500 melhores discos de todos os tempos, da Rolling Stone.


– Antes dele descobrir o OK Computer do Radiohead.


– Antes dele descobrir o Nevermind do Nirvana.


– Antes dela descobrir o Disintegration do The Cure.

O dirty pop do Chungking em “Love is Here to Stay”

terça-feira, 8 maio de 2007 15:05

Chungking

O “dirty eletro” do Chungking está de volta. O álbum Stay Up Forever, com lançamento previsto para julho, é uma celebração ao pop. O duo, Sean Hennessey e Jessie Banks, explica em seu site oficial: “Somos ‘Goldfrapp e The Banshees’ encontrando o ‘Twisted Scissor Sisters’ numa discoteca”.

O álbum busca uma perspectiva obcecada pelos hits dos anos 70 e uma paixão exclusiva por The Pretenders, Grace Jones e Kate Bush. O single da dançante “Love is Here to Stay” é a prova desta mistura fina garantida pelo grupo.


Clipe de “Love is Here to Stay”

Novas canções podem ser conferidas no MySpace do Chungking.

Veto – “Can You See Anything?”

terça-feira, 8 maio de 2007 07:29


Clipe de “Can You See Anything?”

Os dinamarqueses do Veto lançaram o seu primeiro álbum ano passado. O trabalho intitulado de There’s a Beat in All Machines é conciso no rock progressivo fundido aos elementos eletrônicos. O vocal de Troels Abrahamsem remete o timbre de Jeff Buckley, de acordo com a crítica.

As influências do grupo vão de The Cure à Bloc Party. E, possivelmente, uma base eletrônica absorvida dos álbuns do Radiohead.

Conheça mais da banda, no MySpace dos caras.

Review: Feist – ‘The Reminder’

domingo, 6 maio de 2007 23:01

Feist é o projeto solo da canadense Leslie Feist, conhecida também pelo seu trabalho no Broken Social Scene. The Reminder é o terceiro álbum da garota, que já havia lançado Let It Die (2004) e Monarch (1999).

O vocal é um encontro de sensualidade com intimidade. As composições, em sua maioria com uma base acústica fundida ao folk, pop e jazz – encontram simplicidade nas letras – como em “1 2 3 4”, na qual canta “1, 2, 3, 4 / tell me that you love me more”.

É um trabalho mais elaborado que os anteriores. Com momentos de delicadeza (“So Sorry”) e outros com uma pegada pop despretensiosa (“My Moon, My Man”/“I Felt It All”) conquistando seu ouvinte.

Em “Brandy Alexander”, canta os primeiros versos seguidos apenas do ritmo dos estalos dos dedos até que acordes generosos surgem no piano e cordas transformam a composição em algo maior. O mesmo pode ser dito da atmosfera jazzística criada em “The Limit to Your Love”. O deslize fica por conta do folk experimental “Sealion”, uma reinterpretação equivocada de “See-Line Woman”, originalmente de Nina Simone.

No entanto, o resultado final é positivo. O álbum fecha com a melancólica “How My Heart Behaves”, na qual Leslie divide o vocal com Jamie Lidell, contando com acordes de piano e harpa.

The Reminder é o típico disco para se escutar sozinho num quarto escuro, deixar-se envolver pelas melodias e imaginar uma mão delicada acariciando seu rosto.


Clipe de “1 2 3 4”

Dica de download: “Brandy Alexander” (), “Past in Present” () e “My Moon, My Moon” ()