O quarteto paulista de rock psicodélico BIKE lança o álbum ‘Arte Bruta’

Divulgação / Bel Gandolfo

O quarteto paulista de rock psicodélico BIKE lança o quinto álbum de estúdio da carreira, intitulado Arte Bruta, com produção do multi-instrumentista Guilherme Held (conhecido por trabalhos com Criolo e Jards Macalé), através dos selos Quadrado Mágico e Before Sunrise Record.

Arte Bruta representa o resultado do processo de autoanálise pelo qual o coletivo passou nos últimos anos, culminando no salto mais ousado da carreira do grupo. Este trabalho levou mais tempo para ser composto e gravado, resultando em um material intrincado e consumado, que pode ser apreciado a cada minuto de prazer auditivo.

Inicialmente, assim como a maioria dos álbuns da banda, Arte Bruta foi concebido com um título e uma ideia megalomaníaca: lançar o álbum em vinil com apenas duas longas composições. Contudo, durante o tempo de inatividade provocado pela pandemia, o projeto foi expandido para algo ainda maior, embora o título original tenha permanecido. Este faz alusão ao choque entre a sofisticação artística e a dureza da brutalidade. O termo “art brut”, de origem francesa, é frequentemente associado a um movimento artístico, designando criadores que não têm consciência de que sua criação pode ser considerada como arte.

Embora a psicodelia seja uma característica marcante da banda, em Arte Bruta as referências musicais e líricas ultrapassam as referências lisérgicas dos registros anteriores (“O Torto Santo”) numa onda de explosão criativa. O álbum apresenta um filtro afro-brasileiro presente em todo o trabalho, além de ecos do rock psicodélico dos anos 60, tropicalismo e pós-tropicalismo dos anos 70, rock progressivo alemão e a estruturas rítmicas do krautrock (“Santa Cabeça”).

“Nós avançamos em relação ao nosso som nos álbuns anteriores. Conseguimos misturar tudo de mais legal que já havíamos feito com referências novas e antigas que ainda não apareceram em outros discos. Também adicionamos novos elementos e instrumentos artesanais nas músicas. A ideia era soar artístico e cru ao mesmo tempo”, revela o vocalista e guitarrista Julito Cavalcante.

Arte Bruta representa o processo de autoanálise que essa coleção de canções passou nos últimos anos, resultando no salto mais ousado da carreira do grupo.