Ruby Gill reflete sobre viver a intimidade que sempre desejou no single “Touch Me There”

Ruby Gill / Kira Puru

A cantora, compositora, pianista e guitarrista australiana Ruby Gill anuncia seu segundo álbum, Some Kind of Control, com lançamento previsto para 28 de março, acompanhado da faixa inédita “Touch Me There”. Além do single homônimo lançado em novembro, Some Kind of Control descama as camadas restantes de Gill para revelar um trabalho visceralmente íntimo, focado no corpo, mas com relevância global – “mais ousado, solto, gay e ainda mais cru”. Um conjunto poderoso de músicas que exploram o controle sobre o próprio corpo, a identidade queer e a política, refletindo uma sagacidade confiante e uma honestidade implacável que só podem surgir com o tempo e uma dedicação a ir até o fim de cada sentimento.

“Touch Me There” é considerada a criação mais especial de Gill, representando o momento em que ela se aceitou plenamente, silenciando o “diabo que senta no meu ombro e tenta me convencer de que sou um anjo”, como ela canta nos versos. Composta à beira de um rio, sem a intenção de que alguém a escutasse, a música apresenta vocais suaves acompanhados por um violão sereno, mergulhando em uma introspecção profunda sobre as barreiras que impediam Gill de viver a intimidade que desejava. A canção culmina em uma libertação ao admitir: “eu não tenho beijado as pessoas que quero”, com coros de apoio de sua família escolhida, incluindo artistas como Annie-Rose Maloney, Hannah McKittrick e Angie McMahon.

O videoclipe, dirigido por Bridgette Winten e filmado no Pony Club Gym, em Naarm, celebra a intimidade física e emocional, bem como a força da identidade queer. A produção retrata lésbicas, mulheres, pessoas trans e não binárias se exercitando, com o intuito de exaltar os corpos e a resistência de ser queer. A obra busca transmitir uma sensação de sensualidade e emoção, como descreve Gill: “é o meu tipo favorito de intimidade”.