
In Ways, o álbum de estreia do quarteto de rock alternativo Slung, é uma fusão criativa das experiências, trajetórias e talentos da banda. Seu som único é moldado pelos riffs ardentes da guitarrista Ali Johnson, pela voz expressiva e versátil de Katie Oldham, pelos graves marcantes do baixista Vlad Matveikov e pela batida potente do baterista Ravi Martin, criando uma experiência imersiva no universo do grupo. Com influências que variam de Baroness e Wednesday a MJ Lenderman, Queens of the Stone Age, e até nuances de Chappell Roan e Fleetwood Mac, eles navegam por diferentes sonoridades, resultando em uma identidade musical rica e diversa.
“Laughter” é uma música intensa, carregada de emoções dolorosas e conflitos familiares, com uma atmosfera densa e opressiva. A interpretação vocal expressiva de Oldham contrasta com a instrumentação caótica e desmedida da banda. Já “Class A Cherry”, uma faixa ao mesmo tempo sensual e sombria, combina influências do grunge, metal e arranjos orquestrais, abordando temas como o trabalho sexual e as relações de poder nesse contexto.
“Come Apart” tem a atmosfera cinematográfica de uma abertura de série como ‘Breaking Bad’ ou ‘True Detective’, transmitindo uma promessa de retorno carregada de obsessão. Suas letras evocam voyeurismo, fogo e desdém, pintando um relacionamento intenso e possivelmente autodestrutivo. Enquanto isso “Collider” explora um universo sombrio, abordando seitas e experiências psicodélicas, com linhas de baixo pesadas que ecoam a densidade de bandas como Deftones e The Smiths. Já “Matador” retrata um conflito interno e um destino inescapável, usando a violência simbólica das touradas espanholas para representar a rendição diante de um fim – musicalmente explosivo e – inevitável.
“Limassol” retrata uma jornada marcada pela nostalgia e pela busca por redenção, em que enfrentar e superar o passado se torna essencial para o autoconhecimento. “Heavy Duty” explora o peso do trauma geracional e das expectativas impostas às mulheres desde cedo, ao mesmo tempo que reflete sobre a própria responsabilidade nesse ciclo de dor. “Thinking About It”, inspirada em antigas cantadas de um conquistador, assume o ponto de vista de uma mulher confiante em seu poder de sedução, mesclando temas como bissexualidade e as ambiguidades da vida. “Nothing Left” é uma canção intensa e melancólica, quase uma balada, que expõe a vulnerabilidade e o desespero diante de um amor destrutivo. Por fim “Falling Down”, fechando o álbum com uma atmosfera etérea e influências shoegaze, fala sobre a ambição por algo maior e o fardo das adversidades, culminando na reconciliação com as próprias raízes.
In Ways” é um álbum dinâmico com uma seção rítmica densa e guitarras incendiárias, com uma sensibilidade pop inegável, que passeia por subgêneros de maneira coesa e intensa.



