
A artista iraniano-holandesa Sevdaliza prepara o lançamento do seu terceiro álbum, HEROINA, em outubro. Depois de divulgar a faixa-título, ela apresenta o single “Messiah”, que integra a campanha de promoção do trabalho.
Transitando entre o celestial e o transgressor, a faixa absorve a religiosidade do canto gregoriano, a sensualidade do reggaeton e a vibração do pop latino para exaltar o que há tempos foi censurado: a autonomia da mulher, o desejo LGBTQ+ e um desejo que se recusa a ser domado. Nos versos, Sevdaliza expressa um misto de devoção espiritual e desejo humano, misturando referências religiosas (“Messias”, “Deus”, “anjos”) com anseios passionais, culminando na ideia de que o amor e a liberdade divina se entrelaçam.
“”Messiah” é um hino para cada mulher, alma queer e belo desajustado que foi instruído a silenciar sua fome, esconder sua pele ou duvidar de sua própria divindade”, revela Sevdaliza. “Transformo essa vergonha em evangelho: o corpo vira templo, o prazer vira profecia, e o amor — livre de regras ou rituais — se ergue como a única religião verdadeira”.
Dirigido por Tanu Muiño, o videoclipe é uma experiência visual ousada e repleta de simbolismos. Mantendo sua estética singular, Sevdaliza mais uma vez transgride convenções artísticas. A obra ultrapassa os limites da mera exibição, transformando-se em uma experiência imersiva em um universo ritualístico e provocador. Em cenas impactantes, a artista executa movimentos sensuais sobre uma cruz e se assenta no colo de Jesus durante uma recriação da Santa Ceia.



