Astral Bakers revela uma evolução íntima no álbum ‘Vertical Life’

A banda francesa de indie Astral Bakers retorna com seu tão aguardado segundo álbum, Vertical Life, sequência do aclamado trabalho de estreia de 2024, The Whole Story. Enquanto o primeiro disco explorava uma paleta grunge suave entrelaçada com folk e rock atmosférico, Vertical Life consolida a identidade do grupo como um verdadeiro coletivo, com quatro vozes moldando um único som.

Gravado nos Estados Unidos com o renomado produtor Sam Evian  (Hannah Cohen, Kate Bollinger), o registro abandona a superprodução em favor da espontaneidade e da sinceridade. Ele captura a energia crua da banda e a interação entre seus membros, transformando pequenas imperfeições em parte da textura sonora, fazendo com que cada faixa pareça uma página arrancada de um diário vivo.

Depois de divulgar canções como a transformadora “A Dog in a Manger” e a introspectiva faixa-título, o grupo aposta em “Healing”. A música, composta por Ambroise para confortar uma amiga em dificuldade, celebra a amizade e a passagem do tempo. Com influências tanto do estilo de composição de Adrianne Lenker quanto das sonoridades hipnóticas de The War on Drugs, a faixa abre o segundo álbum do Astral Bakers.

Desta vez, Ambroise, Theodora, Nico e Zoé vão além dos holofotes individuais para criar uma linguagem musical compartilhada. As guitarras cintilam e estalam, o baixo ancorado traz profundidade cinematográfica e a bateria oscila entre contenção e fluidez onírica. Os vocais se entrelaçam como um coro, frágeis e ousados na mesma medida, navegando entre a introspecção indie e a catarse inspirada pelo grunge.

Com Vertical Life, o Astral Bakers se afirmam não apenas como um projeto do momento, mas como uma banda em plena evolução. O título reflete a tensão central do álbum, mostrando a verticalidade como ascensão e vertigem, um equilíbrio entre o enraizamento e a liberação.