
A artista de pop sueca Robyn anuncia a chegada do nono álbum de estúdio, Sexistential, com lançamento marcado para 27 de março pelo selo Young.
Descrito como o trabalho mais pulsante de sua carreira, Sexistential soa como o retorno de uma das artistas mais influentes da música contemporânea ao seu próprio centro criativo. Depois da imersão clubber e introspectiva de Honey (2018), o novo disco reúne nove faixas pop cheias de energia e humor, que dialogam diretamente com a trilogia Body Talk. Segundo a própria Robyn, o álbum foi pensado para soar “como uma nave espacial atravessando a atmosfera em altíssima velocidade e caindo em uma aterrissagem forçada”. “Foi assim que me senti, como se eu tivesse vivido todas essas experiências buscando longe demais no espaço, e agora estivesse colidindo de volta comigo mesma”, explica.
Produzido majoritariamente ao lado do parceiro de longa data Klas Åhlund, Sexistential aposta em uma abordagem direta e intensa, provocando reflexões tanto sobre o prazer emocional quanto o físico, entre desejo, delicadeza e urgência. O título nasceu como uma brincadeira interna, até que Robyn percebeu que ele sintetizava tudo o que queria expressar. “Explorar minha vida sensual é a mesma sensação que sinto quando faço uma boa música”, explica. “É um tipo de vibração sensível e belíssima que exige muito trabalho para se manter em equilíbrio. Sinto que o propósito da minha vida é permanecer excitada; nem precisa ser sobre sexo, mas sobre sentir sensualidade e atração pelas coisas de que eu gosto, e não deixar que nada tome conta disso”.
Para marcar o anúncio, Robyn libera duas novas músicas do álbum. Dando continuidade ao impacto do elogiado single inicial “Dopamine”, as faixas “Talk To Me” e “Sexistential” reforçam um dos retornos mais celebrados da década. “Talk To Me”, produzida por Klas Åhlund e Oscar Holter, com coautoria de Max Martin (a primeira colaboração entre eles desde “Time Machine”), é pura diversão, livre de amarras. A canção remete a uma Robyn tentando criar algo no espírito de Prince ou Gap Band, mas com uma produção absolutamente contemporânea. “Eu a escrevi durante a pandemia, quando não havia nenhuma possibilidade de contato físico”, diz Robyn. “Eu gosto de quem fala – isso me excita”.
Já a faixa-título, cocriada e coproduzida com Åhlund, talvez seja o primeiro rap da história sobre um encontro casual vivido durante uma gravidez de dez semanas decorrente de uma fertilização in vitro. A ideia surgiu como resposta a um comentário de André 3000, que disse acreditar que ninguém gostaria de ouvi-lo rimar sobre uma colonoscopia. Robyn, que adoraria escutar algo assim, decidiu não se conter. “Esse foi o meu sinal”, diz ela. “Eu tenho que fazer isso, eu tenho que escrever um rap sobre FIV”.
Capa e repertório de Sexistential:

01. “Really Real”
02. “Dopamine”
03. “Blow My Mind”
04. “Sucker For Love”
05. “It Don’t Mean A Thing”
06. “Talk To Me”
07. “Sexistential”
08. “Light Up”
09. “Into The Sun”



