Courtney Barnett lança as faixas “Mantis” e “Sugar Plum” do álbum ‘Creature of Habit’

Courtney Barnett / Lindsey Byrnes

A cantora e compositora australiana Courtney Barnett apresenta duas novas faixas do quarto álbum de estúdio, Creature of Habit, que chega em 27 de março pelo selo Mom+Pop Music. “Mantis” e “Sugar Plum” ampliam a prévia do disco, sucedendo os singles “Site Unseen”, que conta com a participação de Katie Crutchfield (do Waxahatchee) e “Stay In Your Lane”.

Creature of Habit marca um ponto de virada na carreira de Courtney Barnett. O álbum encara de frente a tentativa de romper padrões de autossabotagem para viver com mais consciência, surgindo após sua mudança da Austrália para Los Angeles e o fim da Milk! Records, selo que manteve por anos. Em meio a transformações pessoais e profissionais, a artista canaliza dúvidas e emoções intensas em canções que refletem esse momento de reavaliação e crescimento criativo.

“Mantis” é apresentada como uma faixa-chave de Creature of Habit, registrando um momento de acaso em que uma louva-a-deus surgiu em seu estúdio e, de forma indireta, despertou a inspiração e o caminho criativo que levariam à finalização do disco. A canção revela Courtney Barnett em um estado mais luminoso, lúcido e melódico, ao retratar um momento de introspecção e recomeço, no qual ela busca sentido na vida ao aceitar a impermanência das coisas, reorganizar os próprios pensamentos e seguir em frente.

““Mantis” é a peça central e microcósmica deste álbum, ela incorpora a mensagem e o significado de cada faixa. É uma canção sobre busca, e me ajudou a encontrar meu caminho através de ‘Creature of Habit’”, diz Courtney Barnett. “Eu estava me sentindo particularmente perdida enquanto trabalhava nessa música. Um dia, eu estava na cozinha, fazendo um café, quando notei um pequeno louva-a-deus verde empoleirado no batente da porta. Eu nunca tinha visto um ali na casa no deserto, então interpretei como um sinal importante do universo.”

Por sua vez, “Sugar Plum” dá continuidade ao fio condutor introspectivo do álbum. A canção mergulha na relação de Courtney Barnett com a insegurança e a autossabotagem. Nos versos, ela retrata alguém sobrecarregado e deslocado, preso a hábitos confortáveis e à própria sensibilidade, mas que ainda guarda a esperança de dias melhores.