FRIMES lança o álbum ‘Brasileirinha’ e transforma arte em lenda pop no videoclipe de “Monalisa”

FRIMES / Jessica Lauane

Com uma personalidade marcante e uma identidade sonora bem definida, FRIMES apresenta seu primeiro álbum, Brasileirinha, um trabalho que mergulha nas raízes da música brasileira sem abrir mão de uma abordagem contemporânea e provocativa. Com dez faixas (nove inéditas e o já conhecido forró melody “Prosty”), o disco revisita diferentes ritmos do país a partir da visão singular da artista, misturando elementos de eletrônica, pop e performance sonora. O resultado é uma obra que equilibra tradição e experimentação, reinterpretando gêneros brasileiros com uma estética urbana, ousada e autoral.

Mais do que um simples título, Brasileirinha surge como uma verdadeira afirmação artística, explorando diferentes camadas de identidade, sensualidade, deboche e potência criativa. O álbum transita por diversas sonoridades: do pop rock com clima dos anos 2000, com influências do N.E.R.D. e guitarras potentes, em “Maior Lazer”, com Pabllo Vittar chamando o nome da artista, ao tecnobrega de “Biscoiteiro” e à atmosfera tropical house de “Malícia”.

“Ímola”, referência nome utilizado por Andressa Urach durante o período em que atuou como garota de programa, aposta em um pop sensual com referências aos trabalhos de Britney Spears e Timbaland, enquanto “De Saia Jeans” apresenta uma versão safada de “Billie Jean”, clássico de Michael Jackson. Encerrando esse percurso sonoro, a parceria com Jup do Bairro no funk “Proposta” marca a abertura oficial da era de estúdio da artista, consolidando-a como uma das vozes que ajudam a renovar a música brasileira contemporânea.

No videoclipe de “Monalisa”, FRIMES assume o papel da própria. A ideia parte de um dos episódios mais marcantes da história da arte: o famoso roubo da pintura de Leonardo da Vinci no Museu do Louvre, acontecimento que acabou contribuindo para transformar a obra na mais conhecida do mundo. No entanto, a narrativa ganha aqui um tom pop e sobrenatural. Na trama criada, sempre que a Mona Lisa é colocada em exibição, objetos começam a desaparecer misteriosamente do ambiente.

A canção explora um trocadilho tipicamente brasileiro e bem-humorado: “Mona” (gíria para uma pessoa gay) e “Lisa” (sem dinheiro). Esse jogo de palavras dialoga com a história apresentada no vídeo, em que a Mona Lisa surge como um fantasma irreverente, ao mesmo tempo vingativo e sarcástico.

A direção é de Lucas Sá, que também assina o roteiro ao lado da própria artista, repetindo a parceria iniciada no videoclipe de “Fadinha”. A direção de arte é de Jacksciene Guedes, enquanto a fotografia fica a cargo de Ruy Castro e Gabriel Bruno, criando uma estética que mistura humor, mistério e exagero. O trabalho ainda conta com a participação das atrizes Maria Alice Sá, Acaique e Andressa Sodré, que dividem o protagonismo com FRIMES neste mini filme cheio de irreverência.