
A artista britânica Paris Paloma retorna com o single “Miyazaki”, sucessor de “Good Girl” e “Good Boy”, marcando seu segundo lançamento do ano.
A faixa, produzida por Chloe Kraemer e Joe Rubel, é construída numa instrumentação marcante, guiada por batidas intensas, arranjos de cordas expressivos e um refrão expansivo. Esse cenário sonoro abre espaço para que Paloma reflita sobre o avanço da inteligência artificial e seus efeitos na arte, ressaltando o valor essencial da criação humana. Ao longo dos versos, ela revela a necessidade profunda e quase incontrolável de criar, vista como uma força que dá sentido à existência, ainda que venha acompanhada de dor. “Não sou uma pessoa violenta, mas meu trabalho é uma exceção (…) eu faria isso sem receber nada em troca, sem ser vista, sem agradecimentos / vale mais do que qualquer coisa que eu tenha”, canta.
Paris Paloma disse sobre a música:
“Escrevi esta canção sobre arte, sobre o desejo ardente e urgente de criar arte como minha forma de dar sentido ao mundo e como minha forma de resistir à escuridão e ao ódio. É uma canção desafiadora, sobre defender a necessidade humana da criação artística em um mundo que a desvaloriza cada vez mais diante da IA; por isso, ela leva o nome do renomado diretor Hayao Miyazaki, que certa vez chamou a IA generativa na animação de ‘um insulto à própria vida’. Escrevi esta canção para todos que têm uma necessidade urgente e inexplicável de se expressar por meio de sua arte; é para os pintores, os dançarinos, os escritores, os contadores de histórias, os artesãos, os diretores, os cantores, os músicos, qualquer pessoa que se identifique com essa chama criativa e com a ameaça de que a incompetência gerada por IA possa tomar o lugar da humanidade essencial.”
O videoclipe, dirigido por Georgie Cowan-Turner, apresenta a artista como uma cavaleira medieval, determinada a proteger sua arte como um emblema de resistência e bravura.



