DSCVR ON: Dillan Witherow, AR, Hollow Bodies, Alex James e mais

Dillan Witherow / Divulgação

O TECO APPLE faz parte do time de influenciadores da plataforma SubmitHub, provavelmente o melhor lugar para garantir escuta, feedback e atenção da maioria dos curadores online de música. Lá, podemos descobrir uma série de novos artistas e músicas enviadas pelos próprios. Nessa curadoria, selecionamos nomes que nos chamam a atenção e merecem um reconhecimento pelo trabalho enviado. Esta é a seção DSCVR ON.

Dillan Witherow“Memories Of You”

Dillan Witherow é produtor, compositor e multi-instrumentista, com um trabalho que transita entre o indie folk mais intimista e paisagens sonoras ambient. Conhecido por colaborações com nomes como Laufey, Lizzy McAlpine, ele traz uma estética cinematográfica tanto nas composições quanto na construção de seu primeiro EP homônimo, intitulado self titled.

O single “Memories of You” aparece como uma reflexão sensível sobre aquilo que permanece após o término de um relacionamento. Delicada e contemplativa, a música equilibra a melancolia da perda com a beleza das recordações. A faixa também representa o tom emocional do compacto, um projeto pessoal inspirado por memórias familiares e experiências vividas em seu estado natal, Washington. Ao longo do trabalho, Witherow adota uma abordagem introspectiva, explorando temas como ausência, identidade e raízes por meio de uma sonoridade que combina sutileza e atmosfera cinematográfica.

Allegories“Horrible Wonder”

O duo experimental Allegories lança “Horrible Wonder”, um single etéreo e introspectivo que transforma a confusão em catarse ao combinar elementos de indie eletrônico com rock atmosférico. Inicialmente concebida de forma simples no ukulele, a faixa evolui para uma paisagem sonora densa e imersiva, preservando apenas o título e trechos originais da letra. Nesse percurso, a intensidade emocional também se amplia, oscilando entre momentos de clareza e de caos. Os vocais, formados a partir de diferentes gravações e até de uma rara apresentação ao vivo, mantêm intenções distintas em cada parte, criando uma leve dissonância que adiciona profundidade e coesão à composição.

The Next Movement“Love It Or Leave It Alone”

O The Next Movement se firma como um dos projetos de funk mais eletrizantes da Europa, provando que, mesmo em formação de trio, é capaz de criar uma sonoridade intensa e expansiva, digna de uma banda muito maior. Ao transitar com naturalidade entre neo soul, R&B e grooves marcantes, o grupo constrói apresentações cheias de presença, atitude e dinamismo.

“Love It Or Leave It Alone” surge como uma faixa cativante, com forte essência soul e conduzida por um ritmo envolvente e otimista. A canção une mensagens motivadoras a uma estrutura melódica hipnótica, destacando o valor da autenticidade, do amor-próprio e da importância de agir com intenção. Com uma energia contagiante, o single reforça que sentimentos e escolhas só têm significado quando partem de uma verdade genuína.

Hollow Bodies“Traffic”

A banda norte-americana Hollow Bodies se destaca ao unir letras bem-humoradas e críticas a guitarras dinâmicas, explorando diferentes caminhos do indie rock para comentar, com ironia, aspectos da vida nos Estados Unidos. Definindo seu próprio som como “shoegaze-country”, o grupo molda a identidade musical de cada faixa de acordo com a história que deseja contar, resultando em uma sonoridade versátil que remete a nomes como Wilco e Yo La Tengo. “Traffic”, faixa do álbum We’ve Never Been Wrong, transforma o trânsito em uma metáfora para refletir sobre a inércia individual, evidenciando como muitos preferem responsabilizar os outros enquanto procuram validação para si mesmos.

AR“Pardon me”

O artista norte-americano Ali Raza (a.k.a. AR) cresceu cercado por diferentes influências musicais até se encontrar no hip hop. Iniciou sua trajetória com gravações caseiras e, com o tempo, passou a trabalhar em estúdios, aprofundando seus conhecimentos em engenharia de áudio para refinar sua sonoridade. Ao longo da carreira, lançou projetos, colaborou com nomes como Danny Towers e teve a música “Savage” na série ‘Huntress, entrando agora em uma fase mais ousada e exploratória.

“Pardon me” apresenta uma estética alt-R&B e aborda a nostalgia de viver uma paixão intensa. A faixa combina sintetizadores atmosféricos, graves 808 aconchegantes, batidas sutis e vocais suaves sobrepostos, criando um clima envolvente e contemplativo que reflete o processo de se distanciar para se reconectar com o amor e com a própria essência.

Color Palette“Barcelona”

A banda de indie Color Palette, liderada pelo cantor e compositor Jay Nemeyer, lança o single “Barcelona”, que antecipa seu terceiro álbum de estúdio. O grupo cria atmosferas sonoras cativantes, guiadas por linhas vocais e guitarras luminosas com forte inclinação pop. Na canção, os versos retratam a experiência de viajar e viver um romance na cidade espanhola, valorizando instantes simples e marcantes ao lado de alguém especial, em um cenário que evoca liberdade, paixão e descobertas.

ANOTR“Talk To You”

A dupla holandesa de DJs e produtores ANOTR, formada por Jesse van der Heijden e Oguzhan Guney, se destaca por sua house vibrante que incorpora elementos de disco, soul, funk e jazz. O single “Talk To You”, que conta com a participação do artista 54 Ultra nos vocais e guitarras, aposta em uma estética eletro-disco com toque nostálgico, unindo grooves de funk, sintetizadores rítmicos e vozes envoltas em reverb sobre uma base house refinada.

Tablefox“Into Your Eyes”

A banda neozelandesa de rock alternativo Tablefox retorna à cena apresentando “Into Your Eyes”. A canção parte da ideia de que, por mais que tentemos filtrar o que dizemos, o olhar acaba revelando o que sentimos de verdade. Com uma sonoridade intensa, a faixa traz guitarras marcantes, energia direta e versos carregados de urgência, explorando o conflito entre discurso e emoção. O resultado é um som cru e expressivo, que evidencia fragilidade e o rompimento das defesas emocionais.

Boni“Big City”

O produtor e compositor canadense Boni apresenta o álbum III, um projeto alt-eletrônico multifacetado que combina grooves hipnóticos de trip hop, texturas inspiradas no IDM e a crueza do alt-rock conduzido por guitarras, criando uma sonoridade consistente que transita entre delicadeza e intensidade. A faixa de abertura, “Big City”, surge como uma house distorcida, estruturada a partir de camadas de timbres ácidos que se sobrepõem a um loop de piano com influência blues.

Basciville“Love In The Time Of The State”

A dupla irlandesa de folk-rock Basciville lança o álbum Love In The Time Of The State, de singles como “Saintmaking”“Nothing Surprises (Me Anymore)”, pelo selo Faction Records. O trabalho surge como uma obra intensa e emocional, moldada pelas tensões e paradoxos da vida contemporânea. A faixa-título concentra a carga emocional do álbum ao transmitir, com um tom ao mesmo tempo exausto e resiliente, a ideia de que conexão e empatia ainda são atos de resistência em um mundo cada vez mais fragmentado.

Duane Hoover“After the Storm in Your Mind”

Duane Hoover retorna com “After the Storm in Your Mind”, single que dá início à divulgação do álbum Sharade Parade, sucessor de Magic Mirror Story Book, com lançamento previsto para o dia 08 de maio. A música traz uma mensagem de encorajamento e resistência, percorrendo com fluidez referências que vão do twang característico dos anos 50 ao pop psicodélico experimental dos anos 70, somadas a uma energia crua inspirada no punk.

Alex James“Figure It Out Now”

A banda Alex James revela o single “Figure It Out Now”, parte do EP The Outcast, marcando seu retorno após uma pausa por questões de saúde. Liderado por Alex James Kennedy, músico de 28 anos que vive com distrofia muscular de Duchenne (DMD), o grupo transforma desafios pessoais em arte, usando a música para promover inclusão e conscientização sobre acessibilidade na indústria musical. O trabalho traz uma abordagem moderna do rock clássico, explorando sentimentos de isolamento e a busca por pertencimento, enquanto o single reflete a pressão social por sucesso e a jornada de superação de Alex, que escolhe evoluir no próprio tempo, com uma sonoridade dinâmica e em constante construção.