Olof Dreijer, do The Knife, revela as faixas “Plastic Camelia” e “Laurel” do álbum solo

Olof Dreijer / Bo Bannink

Olof Dreijer, integrante do The Knife, revela os singles “Plastic Camelia” e “Laurel”, que sucedem “Echoed Dafnino” e antecipam o álbum solo Loud Bloom, previsto para o dia 08 de maio via dh2.

No disco, o artista reformula a house e a música de pista, convertendo esses estilos em composições vibrantes e imprevisíveis. Inspirado pela escritora nigeriana Akwaeke Emezi, especialmente por sua habilidade em abordar ideias ousadas e progressistas aliadas a uma ficção científica visionária sob uma ótica romântica e acessível, Dreijer parte de batidas familiares de drum machines e estruturas típicas das pistas para recriá-las em faixas que equilibram um groove instintivo com propostas sonoras inventivas.

A influência afro latina aparece com mais clareza na percussão feita com instrumentos de madeira e nos sintetizadores efervescentes de “Plastic Camelia”, que revisita a faixa “Camelia”, presente no EP Rosa Rugosa. O álbum também reserva passagens mais contemplativas, como os arranjos de sintetizadores sem batida em “Laurel”.

Isso também se reflete em sua produção visual, marcada por abstrações em acrílico luminosas que reforçam sua identidade em todas as plataformas consolidadas com as quais já trabalhou. Ao lado da direção artística vibrante e cheia de cor de sua parceira, a diretora criativa e figurinista brasileira Suelem De Oliveira Da Silva, Dreijer reafirma de forma sutil sua postura queer, em contraste com as forças machistas presentes na música de pista e no mundo em geral. Trata-se de uma continuidade natural de uma trajetória pautada pelo engajamento em causas como o antirracismo e a defesa dos direitos de solicitantes de asilo. Ainda que Loud Bloom seja, sobretudo, uma expressão de alegria, as convicções políticas de Dreijer orientam suas escolhas criativas em todos os momentos.