
Dottie Andersson é uma artista sueca de Småland (ou, como ela mesma brinca, “nasceu na IKEA”) que cresceu em um ambiente musical, estudou bateria e iniciou a carreira tocando com a banda de pop rock Ason, ao lado das irmãs, apresentando-se em festivais e abrindo shows para Milow e Matt Simons, até decidir seguir um novo rumo artístico em 2020.
Inspirada por artistas como Veronica Maggio, Bon Iver, Caroline Polachek e Phoebe Bridgers, Dottie construiu uma sonoridade autêntica e sem concessões, que reflete fielmente sua identidade. Sua música combina uma melancolia delicada com um toque de irreverência sombria e uma personalidade própria, envolta em uma atmosfera cativante. O resultado é uma fusão do refinado pop sueco com elementos de indie e música eletrônica.
“Babycake”, o terceiro single da artista lançado neste ano pelo selo Royal Mountain Records e coproduzido por Ben Jackson-Cook (Rag’n’Bone Man), se desenvolve a partir de um violão, camadas de sintetizadores etéreos, vozes distorcidas e uma percussão delicada. Esses elementos constroem uma atmosfera romântica que sustenta os vocais suaves e melancólicos de Andersson, enquanto ela narra uma relação intensa e quase obsessiva com alguém instável e emocionalmente distante, uma ligação que a fere, mas da qual ela permanece profundamente envolvida.
Anteriormente, a artista apresentou os singles “I love being sad” e “Wind that makes the subway sound”. O primeiro nasceu após o término de um relacionamento e a levou a refletir sobre o quanto valoriza vivenciar suas emoções com intensidade, enquanto o segundo retrata uma separação repentina e dolorosa, marcada por um afastamento frio, mas acompanhada da certeza de que deixará uma lembrança profunda em quem partiu.
