Fiona Apple lança “Horns of a Bull”, tema de abertura da minissérie ‘Lucky’

Fiona Apple / Dan Monick

A cantora e compositora Fiona Apple retorna com a inédita “Horns of a Bull”, criada especialmente para a abertura da minissérie ‘Lucky’, produção da Apple TV estrelada por Anya Taylor-Joy e baseada no romance homônimo de Marissa Stapley.

A música foi produzida por Fiona ao lado de sua baterista, Amy Aileen Wood, cuja esposa, Cassie Pappas, integra a equipe responsável pela série. Taylor-Joy explicou que buscava uma trilha conduzida principalmente por mulheres e com uma identidade ligada ao rock. Segundo a atriz, a voz intensa e áspera de Apple representa com precisão a atmosfera da narrativa. O ator Timothy Olyphant também destacou o impacto da sequência de abertura, afirmando que a participação da artista estabeleceu imediatamente o tom da produção e reforçou sua percepção de que estava diante de uma obra especial.

A faixa, um número à la James Bond com o DNA de Fiona Apple, começa lentamente e acelera de forma gradual, conduzida por uma percussão crua e pulsante, acordes espaçados de piano, sintetizadores atmosféricos e a voz rouca e visceral (com direito a rosnado) da artista. Nos versos, a artista retrata alguém moldado desde cedo pelo medo e pelas estruturas de poder, que transforma essa ameaça em resistência enquanto se pergunta se ainda há tempo para viver de acordo com os próprios desejos.

A trilha sonora oficial da minissérie é composta por músicas originais de Isabella Summers, também conhecida como Isa Machine, integrante do Florence and the Machine.

No início do mês, Fiona Apple – que trabalha no álbum sucessor de Fetch the Bolt Cutters – atualizou os fãs sobre sua produção musical e revelou que enfrenta dificuldades para escrever sobre a sucessão de tragédias e injustiças que assolam o mundo. Em um vídeo publicado por sua amiga Zelda Hallman, a artista afirmou que busca uma maneira honesta de abordar temas como as guerras em Gaza e no Sudão, a violência contra pessoas trans, mulheres e imigrantes, a perda de direitos civis e o desaparecimento de crianças indígenas e negras. Embora questione se é a pessoa mais adequada para tratar dessas questões, Apple garantiu que não está indiferente e continuará tentando transformar essa realidade em música.