
A cantora e compositora britânica Paris Paloma apresenta “I Cry in Front of Paintings”, faixa que fecha o repertório de seu segundo álbum de estúdio, The Fatal Flaw, com lançamento previsto para 04 de setembro pela Nettwerk Music Group.
Em continuidade ao universo explorado em “Pre-Raphaelite” e “Miyazaki”, a canção reflete a forte ligação da artista com a arte, a mitologia e o mundo natural. Para Paris, a composição representa uma passagem para um estado de maior ternura, proteção e afeto, depois de atravessar uma fase marcada por inseguranças, conflitos internos e questionamentos sobre seu próprio valor.
Coproduzida por Chloe Kraemer, a faixa aposta em uma abordagem mais contida, conduzida por vocais etéreos e uma interpretação marcada pela intimidade. A delicadeza da performance contrasta com a grandiosidade de alguns momentos da instrumentação, ampliando a carga emocional da composição. Entre as referências que permeiam a obra estão Emma, de Jane Austen, e o mito de Orfeu e Eurídice, utilizados para traduzir o receio de perder alguém justamente quando o vínculo afetivo alcança sua maior intensidade.
Paris Paloma disse sobre a música:
““I Cry iIn Front of Paintings” é a libertação no final do álbum. É o passo lento e decidido, seguido da queda em direção à gentileza, segurança e amor. Vem depois da jornada amarga, aterrorizante e apaixonada onde você se descobre, questiona o que merece e finalmente consegue aceitar. Quando eu tinha 17 anos, fiquei em frente a uma pintura de Rothko, sem entender por que não conseguia chorar como as outras pessoas. Aos 23, fiquei em frente a um amor e não entendia por que não conseguia amá-lo como eu queria. Nas duas vezes, me culpei, preocupada por ser incapaz de amar, incapaz de apreciar arte. “I Cry in Front of Paintings” é o alívio da epifania emocional, onde você encontra o amor, encontra a compreensão, só que não onde você pensava ou esperava. É sobre a sensação de que você sempre esteve destinada a encontrá-lo, quando estivesse pronta para ele, quando fosse capaz de aceitar o amor que merece.”
O videoclipe, dirigido por Phoebe Fox, segue a mesma proposta intimista e coloca Paris diante da câmera em uma narrativa visual minimalista.



