DSCVR ON: Strange Pink, Tricky FM, Casii Stephan, Ginevra Benettini e mais

Strange Pink / Divulgação

O TECO APPLE faz parte do time de influenciadores da plataforma SubmitHub, provavelmente o melhor lugar para garantir escuta, feedback e atenção da maioria dos curadores online de música. Lá, podemos descobrir uma série de novos artistas e músicas enviadas pelos próprios. Nessa curadoria, selecionamos nomes que nos chamam a atenção e merecem um reconhecimento pelo trabalho enviado. Esta é a seção DSCVR ON.

• Strange Pink – “Paranoia”

O Strange Pink lança o EP Guest Room, trabalho que aprofunda a combinação característica do trio entre as atmosferas enevoadas do dream pop e composições de forte carga emocional. Antecipado pelo single “Paranoia”, inspirado, segundo o vocalista e guitarrista Sam Forrest, na imagem onírica de alguém atravessando um deserto dentro da própria mente, o lançamento explora questões relacionadas à identidade, à percepção dos espaços e às pressões da vida contemporânea.

O título do EP faz referência às transformações dos ambientes domésticos, com antigos quartos de hóspedes convertidos em escritórios, academias, estúdios musicais e espaços artísticos. Formado por Sam Forrest, ex-integrante do Nine Black Alps, ao lado do baixista Eddie Logie e do baterista Dom Smith, o grupo reúne diferentes experiências musicais e pessoais em uma sonoridade introspectiva, marcada por texturas atmosféricas e nuances emocionais.

• Lewis Parke – “Clockwork”

O cantor e compositor neozelandês Lewis Parke apresenta “Clockwork”, uma faixa que combina indie pop e melodias de apelo radiofônico. Escrita, interpretada e produzida pelo próprio artista, a canção aborda a busca por conquistas, os desafios encontrados ao longo do caminho e a persistência necessária para seguir em frente. Entre as inseguranças e a vontade de alcançar o sucesso, Parke transforma conflitos pessoais em uma composição sincera e inspiradora, marcada pela leveza e pela determinação.

• Tricky FM – “Feather” / “Thread to Pull”

Tricky FM, nome artístico de Hana Freed, vem conquistando espaço na cena underground com uma sonoridade eletrônica independente que combina samples digitais, vocais processados e batidas marcantes. O álbum Twin Star Fantasy, produzido pela própria artista, apresenta uma atmosfera onírica que explora o universo do computer core e a construção de sua identidade no palco. Em singles como “Feather”, Tricky FM contrapõe a intensidade de uma conexão significativa às justificativas banais para deixá-la para trás, abordando questões de identidade e perda após uma despedida. Já “Thread to Pull” retrata a dificuldade de superar um antigo amor e o conflito entre continuar esperando por alguém e seguir em frente.

• B Dayton – “Voyeurs Next Door”

O cantor e compositor norte-americano B Dayton combina melodias pop com elementos de dance pop, soul e música alternativa, explorando em suas letras temas como relacionamentos, perdas, identidade e amadurecimento. No single “Voyeurs Next Door”, o artista aposta em um synthpop sombrio e teatral para abordar a obsessão e a adrenalina de estar sob o olhar de alguém. Entre sintetizadores reluzentes, referências ao pop dos anos 1980 e uma atmosfera de suspense que remete ao filme ‘Janela Indiscreta’, segundo o próprio, a faixa apresenta um refrão que evoca o estilo de Michael Jackson.

• Missing Pet – “Plastik Love”

O artista canadense Adam Platek, conhecido como Missing Pet, apresenta o EP Pitch Darkness, composto por cinco faixas que exploram as contradições dos relacionamentos em uma sociedade movida pelo consumo e pela busca constante por algo melhor. Com sintetizadores nostálgicos, atmosferas darkwave e vocais intimistas, o trabalho aborda o desejo, a solidão e a dificuldade de construir conexões duradouras em um cenário no qual tudo parece substituível. Um dos destaques, “Plastik Love”, reflete sobre como a lógica consumista influencia a maneira de amar, combinando texturas eletrônicas e letras que questionam o conflito entre buscar uma relação genuína e continuar à procura de uma opção aparentemente mais interessante.

• Casii Stephan – “Happy”

Casii Stephan é uma artista que transita por diferentes gêneros musicais, utilizando a sonoridade como ferramenta para contar histórias e expressar emoções. Entre o pop, o soul, o rock e o folk, a cantora e compositora aborda temas como amor, perda, luto e questões sociais, além de questionar padrões relacionados ao sexismo e ao etarismo. Em seu single “Happy”, reflexões existenciais que surgem durante a madrugada ganham forma em meio a um refrão marcante, vocais calorosos e uma produção de atmosfera retrô e ensolarada, assinada por Chad Copelin (SPORTS, BRONCHO). A faixa antecipa o álbum de estreia, Let Her Have Her Flowers, previsto para o primeiro semestre de 2027. Inspirado pela morte de seu pai, o disco propõe reflexões sobre como conviver com a ausência de quem partiu e reconhecer o valor das pessoas que continuam ao nosso lado.

• Eventually Flowers – “As You Grow”

Eventually Flowers é o projeto de Tom (Tender Glue) e Janise (Lavender Bones), que transformaram a afinidade musical em uma parceria iniciada com “Small Place Conversations”. O single “As You Grow” explora as contradições humanas a partir de uma lembrança de infância em que o tio de Tom salvou sua vida, apesar de seu passado controverso. A experiência dá origem a uma reflexão sobre a coexistência entre bondade e crueldade, mostrando como o amadurecimento envolve reconhecer e aceitar as ambiguidades da natureza humana.

• Julia Gartha – “Not In The Room”

A cantora, compositora e produtora canadense Julia Gartha apresenta California’s Killing Me, EP de seis faixas que combina pop, indie folk e produção contemporânea para transformar experiências pessoais em reflexões sobre pertencimento, nostalgia e o desejo de recomeçar. Produzido e coescrito por Caleb Dee, o trabalho surgiu durante um período de estagnação vivido pela artista em Los Angeles, marcado pelo conflito entre o apego à cidade e a vontade de seguir um novo caminho. Entre as faixas, “Not In The Room” aborda as inseguranças de um relacionamento à distância com alguém que demonstra pouco afeto, levantando questionamentos sobre a reciprocidade dos sentimentos. Ao longo do EP, Julia transforma os dilemas do presente, as saudades do passado e as incertezas em relação ao futuro em seis composições intimistas.

• Ginevra Benettini – “Dew”

Em seu single de estreia, “Dew”, a italiana Ginevra Benettini combina violão delicado e vocais intimistas com batidas eletrônicas, sintetizadores e camadas de pop alternativo sombrio, criando uma sonoridade intensa e envolvente. A faixa cresce gradualmente até atingir um clímax marcante, destacando a expressividade e a ousadia de uma artista que equilibra sensibilidade e experimentação.

• willoh – “OMNICHORD”

A artista willow combina synthpop, punk e rock alternativo em uma sonoridade experimental de forte intensidade emocional. Agora, ela apresenta o EP BUCK, acompanhado do single “OMNICHORD”, uma faixa que mistura vocais processados por vocoder e gravações cruas para explorar a dificuldade de deixar o passado para trás.

• dB Trooper – “A New Life”

O artista de indie rock dB Trooper explora a possibilidade de recomeçar em “A New Life”, uma faixa envolvente que combina uma atmosfera otimista com imagens inusitadas e situações excêntricas. A música celebra as surpresas, os encontros inesperados e as peculiaridades que surgem ao longo do caminho, mostrando como as imperfeições e os desvios tornam a jornada da vida uma experiência única.