Alice Low anuncia o EP de estreia, ‘Transatlantic Sugar’, com o single “Fruitcake”

Instagram / Alice Low

Alice Low é uma cantora galesa que está ganhando destaque por sua coragem e habilidade. Em seu single de estreia “Ladydaddy”, ela celebra a verdadeira identidade como mulher trans em uma música pop psicodélica e art rock com quase 14 minutos de duração. Apesar dos desafios enfrentados no processo de transição de gênero, Low manifesta força e ousadia ao dividir sua história com o mundo.

Low, que já abriu shows para artistas como Cate Le Bon e black midi, está prestes a lançar o EP de estreia, Transatlantic Sugar, em 21 de abril pela Clwb Music. Com o anúnico, ela apresenta o single “Fruitcake”, uma mistura de pop glam e psicodelia à la Bowie com sons do passado e presente, que retrata a experiência de crescer em uma comunidade transfóbica e rejeitar o preconceito.

Em comunicado, conta:

“Eu cresci em uma cidade homofóbica de verdade, e aquele abuso me penetrou. Minha espinha permanentemente se curvou com a pressão. Cada vez que eu me aproximava do prazer, a violência voltava e eu me tornava minha própria tirana. “Fruitcake” é a rejeição de preconceito e a felicidade do sexo vulnerável”.

Anteriormente, Low apresentou a faixa “Cry-Baby”, um número avant pop melódico com ganchos dançantes e vocais soberanos, em que reflete medos e ansiedades durante a transição, o que a ajudou a desenvolver suas habilidades como musicista e produtora. “Em questão de sexo eu me divirto / você sabe, eu só estava pedindo uma pequena fatia / eu estava com medo como uma cadela, eu juro / eu só sou boa para uma coisa (…) e eu choro “sou um homenzinho frágil”, canta.

“”Cry-Baby” foi a última gravação que fiz antes de crescer os seios. Eu estava com medo, não apenas das mudanças que estava prestes a enfrentar, mas também da perda de mim mesma e da dor da minha masculinidade. Como homem, eu exalava inconscientemente meu privilégio por toda a minha vida, e foi só quando estava prestes a perder esse privilégio que comecei a reconhecê-lo. Esses medos se manifestam claramente em “Cry-Baby”. Quanto mais perto eu chegava do conforto em minha feminilidade, mais longe eu chegava de se sentir confortável no supermercado, ou no bar, ou caminhando para casa à noite”.

O videoclipe que acompanha também mostra o humor irônico e a identidade visual de Alice.

Capa e repertório de Transatlantic Sugar:

01. “Cry Baby”
02. “Show Business”
03. “The Master”
04. “Never Girls”
05. “Fruitcake”
06. “Transatlantic Sugar”