
O TECO APPLE faz parte do time de influenciadores da plataforma SubmitHub, provavelmente o melhor lugar para garantir escuta, feedback e atenção da maioria dos curadores online de música. Lá, podemos descobrir uma série de novos artistas e músicas enviadas pelos próprios. Nessa curadoria, selecionamos nomes que nos chamam a atenção e merecem um reconhecimento pelo trabalho enviado. Esta é a seção DSCVR ON.
• Charlotte OC – “Romeo”
Após seu retorno com “God, We Tried” no início deste ano, Charlotte OC anuncia seu novo EP, Seriously Love, Go Home, e libera o single “Romeo” – uma faixa poderosa e envolvente que contrasta com a dor explorada em seu lançamento anterior. Enquanto “God, We Tried” mergulhava no luto e em amores desencontrados, “Romeo” surge como uma resposta calorosa e redentora: fala do acaso de encontrar alguém no momento perfeito.
Com uma produção sugestiva e a voz intensa de Charlotte, a música traduz a rara sensação de sincronia romântica depois do caos. Uma canção marcada por guitarras sedutoras e uma entrega vocal cheia de atitude. Entre sussurros roucos e notas agudas, Charlotte exala um rock ’n’ roll reminiscente de Patti Smith. “É sobre reconhecer sua própria imagem no outro, mesmo que nenhum dos dois seja exatamente um ‘anjinho'”, brinca ela. “Às vezes, dois erros se completam e criam algo mais forte — uma conexão que ninguém consegue acompanhar”.
Sobre o videoclipe, dirigido por Stewart Baxter, a artista revela: “Quis retratar como nos acostumamos a destruir tudo à nossa volta quando o caos é tudo que conhecemos. Mas também capturar o instante em que alguém aparece e, sem perceber, vocês começam a se encontrar no meio. Não há gestos grandiosos, apenas a quieta decisão de crescer, curar e reconstruir juntos o que antes parecia perdido”.
• Eyes of Eris – “Light and Sound”
O duo carioca de retro synthwave Eyes of Eris, formado por Carolina Souza e Thiago Locke, cria uma mistura única entre a energia vibrante do Rio de Janeiro e a estética neon e nostálgica dos anos 80. Sua música é uma verdadeira viagem no tempo, inspirando-se em trilhas de filmes cult, jogos retrô e memórias de verões inesquecíveis – tudo envolto em camadas de sintetizadores reluzentes e batidas que capturam a essência de uma era marcada por paixões intensas e noites eternas. “Light and Sound”, seu segundo single e sucessor de “Sunset Drive 85”, é uma explosão de melodias eletrônicas, nos sintetizadores cintilantes e batidas intensas, e vocais delicados, que narra aqueles momentos da vida em que nos sentimos perdidos e silenciados pela escuridão. O refrão, porém, surge como um grito de libertação – representando a ruptura desse ciclo e o retorno da luz, da coragem e da vontade de recomeçar.
• Olivia Fries-Farr – “Rescind / I Can’t Only Blame You”
A artista norte-americana Olivia Fries-Farr transita entre múltiplos gêneros, criando, compondo e produzindo suas próprias músicas e letras. O single “Rescind / I Can’t Only Blame You”, sucessor de “See You Again” e “The Wall”, é a terceira prévia do álbum Ubiquitous Vol. II, projeto que explora o art-rock e o chamber pop com influências de Pink Floyd, The Doors e Radiohead. A estética é whimsigothic – um equilíbrio entre elementos sombrios e góticos com um toque lúdico e mágico, criando um visual que é ao mesmo tempo misterioso e encantador. Na letra, a artista reflete sobre o ato de romper ciclos tóxicos e se libertar de relações que só causam dano. Uma jornada sonora intensa, cheia de camadas emocionais e experimentação.
• Electric Phantoms – “Letting Go”
O projeto britânico Electric Phantoms apresenta o single “Letting Go”, sucessor de “After The End”, um indie alternativo que flerta com universos de Thom Yorke, Beach House e M83. Com uma produção repleta de camadas eletrônicas e sintetizadores atmosféricos, a música cria um ambiente imersivo, conduzido por batidas pulsantes. A letra explora uma jornada cósmica de desapego, em que a alma encontra serenidade ao se libertar, nos vocais etéreos. Mesmo nas sombras, a melodia sugere um caminho iluminado pela luz e pelo amor.
• Connor McGlave – “Better Man”
O cantor e compositor escocês Connor McGlave apresenta o single “Better Man”, uma emocionante canção indie folk que revela sua sensibilidade artística. Com melodias profundas, letras sinceras e uma narrativa intimista, a música antecipa um EP que promete consolidar sua evolução criativa. Em “Better Man”, McGlave expõe sua vulnerabilidade, confrontando suas falhas e escolhendo crescer, em vez de permanecer no mesmo lugar. A faixa aborda temas como autoconhecimento, maturidade e a jornada de se tornar uma versão melhor de si mesmo — não apenas para aqueles ao seu redor, mas principalmente para seu próprio crescimento.
• Salarymen – “Truth”
O duo australiano Salarymen cria uma fusão perfeita entre o vintage e o contemporâneo, desenvolvendo um estilo de indie rock singular e cativante. Seu novo single “Truth”, sucessor de “Just Because You Can”, apresenta uma crítica sagaz ao cenário político americano e à epidemia de desinformação digital – tudo isso envolto em melodias indie energéticas e irresistíveis. Com letras ácidas como “você foi enganado por um palhaço e os criminosos fizeram uma reverência”, a dupla não disfarça sua referência ao polêmico ex-presidente que permanece em evidência. Inspirados pela sonoridade de artistas como Foxygen, Mac DeMarco, Rex Orange County, Djo e Clairo, Renee e Thom alternam vocais complementares que criam uma dinâmica especial, enquanto os teclados refinados de Harvey Geraghty (The Lazy Eyes) acrescentam camadas ricas à produção. “Truth” é um manifesto sobre como a verdade se tornou um conceito maleável na era pós-fatos – tudo entregue com o equilíbrio perfeito entre conteúdo contundente e sonoridade vibrante.
• Kerry Charles – “Slow Bleeding”
Entre o cômico e o íntimo, Kerry Charles constrói uma figura artística que mescla verdade e teatralidade. Com uma abordagem que oscila entre o sarcástico e o emotivo, sua música é uma combinação cativante de synthpop suave, R&B sensual e nuances de rock sofisticado. Influenciado por lendas como Prince, Hall & Oates e Steely Dan, o cantor alia seu falseto delicado a arranjos eletrônicos refinados e solos de sax marcantes. “Slow Bleeding” é uma faixa envolvente e sensual, na qual Charles explora o desgaste e a irritação do cotidiano, buscando refúgio na presença de alguém especial e convidando essa pessoa a dividir suas angústias e emoções.
• Pictureplane – “Heaven is a State of Mind”
Pictureplane, projeto do artista Travis Egedy, mistura a intensidade do punk, a estética futurista das raves e uma pitada de melancolia gótica. Com álbuns aclamados, como Thee Physical e Dopamine, colaborações com bandas como HEALTH e Crystal Castles, e até uma marca de roupas underground (Alien Body), ele apresenta o single “Heaven is a State of Mind”. A faixa mergulha no darkwave com uma produção expansiva e sombria, reinventando o pop gótico para a era contemporânea. Entre batidas pulsantes, vocais carregados de emoção e camadas texturizadas de sintetizadores, a música captura a dramaticidade do Depeche Mode com um toque industrial, enquanto explora temas como transcendência espiritual e a potência das crenças individuais.
• Kylie Rothfield – “Lover Like That”
A cantora e compositora Kylie Rothfield apresenta “Lover Like That”, uma música indie alt-pop tranquila que fala sobre um relacionamento tóxico sem compromisso, onde ela percebe que a outra pessoa não está pronta para algo sério e entende que não consegue ser só um caso casual – um “lover like that”. Com guitarras suaves e vocais etéreos, a faixa traz essa melancolia da descoberta dolorosa. Inspirada em artistas como Djo, Chappel Roan e Allen Stone, a música foi coescrita e produzida por Kylie Rothfield e pela artista queer alt-pop Mothé.
• Two Passengers – “Ice Cream”
O duo de alt-pop Two Passengers, formado por Markus Birkle e Maximilian Schlichter, finalmente começa a moldar seu tão esperado álbum de estreia. A obra retrata uma busca intensa pelo amor, percorrendo noites de festa, encontros fugazes, desilusões e os tombos que a vida inevitavelmente nos reserva. Entre as faixas está “Ice Cream”, uma mistura cativante de synthpop e soul que celebra a felicidade efêmera, a doce nostalgia e os pequenos instantes que reacendem o brilho do verão na memória.
• Monotronic – “Close Enough”
Monotronic é um grupo de músicos de Nova Iorque que combina uma ampla variedade de gêneros e estilos para criar um som único. Fundada em 2016 pelo guitarrista e produtor Ramsey Elkholy, que atua como líder e principal compositor, a banda apresenta uma sonoridade que mistura música indie e eletrônica, com marcantes influências de música mundial. No single “Close Enough”, sucessor de “Everything Moves” e “Looking Away”, a banda mergulha no universo neo soul para narrar uma relação paradoxal. A canção retrata a tensão entre o desejo de conexão e as barreiras emocionais que mantêm os amantes em um limbo – onde a paixão idealizada nunca coincide exatamente com a realidade vivida.



