DSCVR ON: Sam Quealy, BYTY, Nathalie Miller, Most Personal e mais

Sam Quealy / Divulgação

O TECO APPLE faz parte do time de influenciadores da plataforma SubmitHub, provavelmente o melhor lugar para garantir escuta, feedback e atenção da maioria dos curadores online de música. Lá, podemos descobrir uma série de novos artistas e músicas enviadas pelos próprios. Nessa curadoria, selecionamos nomes que nos chamam a atenção e merecem um reconhecimento pelo trabalho enviado. Esta é a seção DSCVR ON.

Sam Quealy“Londontown”

Sam Quealy, conhecida como a “princesa do techno-pop”, reafirma seu talento multifacetado como cantora, compositora, dançarina, rapper e performer no single “Londontown”, acompanhado de um videoclipe vibrante e repleto de coreografias. A faixa antecipa o aguardado segundo álbum da artista, previsto para o próximo ano, e mergulha na melancolia e na paixão de perseguir alguém (ou algo) através do tempo e da memória. Com uma mistura de nostalgia e desejo, a canção captura o sentimento de buscar conexão em um mundo acelerado, enquanto versos como “Por favor, querida, eu estou te implorando / pegue um ingresso para o êxtase / se você me encontrar em Londontown” revelam sua narrativa emocional.

Musicalmente, “Londontown” é um convite à pista de dança, combinando batidas eletrônicas pulsantes, baixos intensos e sintetizadores cintilantes com os vocais característicos de Sam. O videoclipe traduz essa energia, mostrando a artista em uma motocicleta e dançando freneticamente até o clímax em um clube tomado pelo calor e pela intensidade da música. Com essa produção, Sam Quealy consolida seu lugar como uma das vozes mais eletrizantes do pop contemporâneo, criando um universo futurista, sensual e irresistível que prepara o terreno para um novo capítulo em sua carreira.

Rockvyn“The Easy Times”

O cantor e compositor alemão Patrick Schmitt (a.k.a. Rockvyn), considerado um dos nomes mais promissores da cena do rock clássico contemporâneo, apresenta “The Easy Times”, lado B de seu single “One Shot Life”. A faixa combina a sonoridade atemporal e envolvente do artista com letras que trazem reflexões profundas sobre os desafios e nuances da era digital.

BYTY“Late Show”

A banda polonesa BYTY, conhecida por sua fusão de lo-fi, nu jazz e art-pop, apresenta o single “Late Show”, extraído do aguardado álbum Chemicals. A faixa destaca-se por sua produção eletrônica refinada, com nuances de trip hop, e é conduzida pela voz expressiva e cheia de personalidade de Kasia Siepka, que imprime emoção e profundidade a cada frase. “Late Show” encerra o disco em um clima cinematográfico, onde a intimidade e a atmosfera se entrelaçam de forma envolvente.

Robots of the 80s“Elevate”

“Elevate”, single do Robots of the 80s em parceria com Silvia Wersing (da banda Chorusgirl), reflete sobre os limites entre humanidade e tecnologia, questionando se a inteligência artificial se tornou a nova fé da era moderna. Inspirada no synthpop e new wave dos anos 80, a faixa combina melodia e ritmo pulsante em uma sonoridade futurista e emocional. O lançamento, que antecipa o álbum Logic Drama, vem acompanhado de um videoclipe animado de Lorenz Foth, que traduz visualmente a tensão entre luz e sombra presente na música

Polartropica & Gilbert Louie Ray“Shiny Things”

“Shiny Things”, fruto da colaboração entre a artista de dream rock Polartropica e o cantor de americana Gilbert Louie Ray, mistura influências de John Denver, Everly Brothers e Beach Boys em uma sonoridade que une banjo, violão acústico e guitarras elétricas. A canção fala sobre a dor que acompanha o fim de um amor e o processo de cura que leva à aceitação e ao perdão. A faixa chega acompanhada de um videoclipe cinematográfico, dirigido por Tristan Pelletier, que apresenta uma divertida aventura de uma pirata lendária do Mar de Salton, filmada no calor intenso do deserto.

Beneb“Distracted”

O artista australiano Beneb, cantor e compositor com mais de uma década de carreira, tem se destacado pela constante reinvenção de sua identidade e conceito musical. Essa capacidade de se renovar evidencia sua versatilidade e habilidade de se adaptar às tendências em cada lançamento. Seu primeiro single do ano, “Distracted”, combina elementos de eletropop e funk, apresentando um instrumental envolvente e cheio de groove, acompanhado de versos acolhedores que exploram a luta interna entre arrependimento e autossuperação.

Scoobert Doobert“best. day. ever.”

Mantendo uma atmosfera ensolarada e leve, “best. day. ever.”, lançado pelo selo Beformer, é uma faixa que celebra os momentos mais marcantes de um verão inesquecível, combinando guitarras brilhantes, batidas suaves e texturas eletrônicas que remetem ao jangle rock, eletropop e ao bedroom pop contemporâneo, lembrando uma versão acelerada do Metronomy. Nos versos, Scoobert Doobert destaca os pequenos instantes de alegria e a nostalgia das férias de verão, mostrando sua habilidade de transformar situações cotidianas em paisagens sonoras envolventes, emocionantes e repletas de energia.

Nathalie Miller“kansas”

Muito se discute, com razão, sobre o esforço emocional que as mulheres dedicam aos relacionamentos com os homens, muitas vezes sem receber a mesma reciprocidade. Essa desigualdade também se manifesta nas amizades platônicas entre mulheres e homens, nas quais a figura feminina frequentemente assume um papel quase maternal, ouvindo desabafos, oferecendo apoio constante e sendo a pessoa em quem todos confiam, o que pode se tornar mentalmente exaustivo e emocionalmente desgastante. É exatamente essa dinâmica, assim como o processo de se afastar de uma amizade potencialmente tóxica, que está no cerne de “kansas”, single de Nathalie Miller. A faixa é um indie alt-pop cintilante e etéreo, descrita pela própria artista como uma música sobre o término de uma amizade platônica, explorando de forma sensível os limites emocionais e a importância de cuidar de si mesmo.

SZÁRA“The Fall”

A visão sonora de SZÁRA é influenciada por sua experiência cantando em igrejas ortodoxas russas e pela exposição à cultura ocidental durante sua infância em Nova Iorque. “The Fall” é uma faixa vibrante que combina dance pop, progressive house e elementos de trap, refletindo as raízes multiculturais da artista. Com vocais etéreos sobre batidas pulsantes, a música une melodias inspiradas na tradição balcânica a uma produção moderna e refinada, oferecendo uma experiência emocional e envolvente ao abordar temas de transformação e entrega.

Launderette“Nothing to Lose”

O duo de indie rock Launderette estreia com o single “Nothing to Lose”, uma faixa que combina composições introspectivas com influências marcantes do rock clássico dos anos 1970. Os versos refletem sobre a importância de alguém especial na vida, mostrando que, mesmo diante de medos, erros e incertezas, essa presença dá sentido e coragem, tornando tudo mais suportável. Fortemente inspirada por The Rolling Stones, The Eagles e Faces, a canção equilibra de forma envolvente o realismo cru com a vulnerabilidade emocional.

Most Personal“MOST PERSONAL”

O duo norte-americano Most Personal estreia com a faixa que dá nome ao projeto, mesclando elementos de hyperpop com nuances sombrias para criar um estilo próprio, autodenominado gremlin-pop. A música combina letras provocativas com uma produção vibrante, oferecendo uma pausa no terceiro ato antes de atingir um clímax intenso, refletindo como o leve pode rapidamente se transformar em obscuro. De acordo com o duo, a canção explora a vulnerabilidade como estratégia e o ciúme como impulso, revelando verdades desconfortáveis da indústria musical e questionando se os artistas buscam fama ou impacto, enfrentando essas questões sem reservas.

Nicky Buell“savior / savor”

O norte-americano Nicky Buell revela o single savior / savor”. Combinando elementos de hyperpop, dance e sensibilidade dramática do pop (nos minutos finais), a música se apresenta como uma jornada emocional e pessoal sobre o fim de um relacionamento, narrada a partir da perspectiva de quem tentou ser o “salvador”. As letras refletem o desgaste de tentar consertar um amor quebrado, até que se percebe que a escolha mais importante é cuidar de si mesmo. O tema central aborda a dolorosa, mas necessária, transição de quem tenta salvar a relação para quem precisa valorizar as memórias e preservar seu próprio bem-estar, oferecendo uma reflexão sobre maturidade e autopreservação, ressoando com todos que já precisaram se colocar em primeiro lugar em um relacionamento desgastante.

Flora Falls“Shake the Tide”

O duo de indie folk Flora Falls, formado pela australiana Breanna Robertson e pelo canadense Dominique Fricot, retorna com o single “Shake the Tide”. A música foi escrita por três compositores que vivem no exterior e se inspiraram na silenciosa saudade de estar longe da família e dos amigos. A música captura aqueles momentos familiares de aparecer rapidamente em uma chamada de vídeo de aniversário, esperando a hora certa para se conectar entre fusos horários, despedindo-se no aeroporto e torcendo para que sobrinhos e sobrinhas se lembrem de você ao voltar, ou recebendo notícias ruins por último, porque ninguém sabia como compartilhá-las à distância.