
O TECO APPLE faz parte do time de influenciadores da plataforma SubmitHub, provavelmente o melhor lugar para garantir escuta, feedback e atenção da maioria dos curadores online de música. Lá, podemos descobrir uma série de novos artistas e músicas enviadas pelos próprios. Nessa curadoria, selecionamos nomes que nos chamam a atenção e merecem um reconhecimento pelo trabalho enviado. Esta é a seção DSCVR ON.
• Sam Quealy – “Londontown”
Sam Quealy, conhecida como a “princesa do techno-pop”, reafirma seu talento multifacetado como cantora, compositora, dançarina, rapper e performer no single “Londontown”, acompanhado de um videoclipe vibrante e repleto de coreografias. A faixa antecipa o aguardado segundo álbum da artista, previsto para o próximo ano, e mergulha na melancolia e na paixão de perseguir alguém (ou algo) através do tempo e da memória. Com uma mistura de nostalgia e desejo, a canção captura o sentimento de buscar conexão em um mundo acelerado, enquanto versos como “Por favor, querida, eu estou te implorando / pegue um ingresso para o êxtase / se você me encontrar em Londontown” revelam sua narrativa emocional.
Musicalmente, “Londontown” é um convite à pista de dança, combinando batidas eletrônicas pulsantes, baixos intensos e sintetizadores cintilantes com os vocais característicos de Sam. O videoclipe traduz essa energia, mostrando a artista em uma motocicleta e dançando freneticamente até o clímax em um clube tomado pelo calor e pela intensidade da música. Com essa produção, Sam Quealy consolida seu lugar como uma das vozes mais eletrizantes do pop contemporâneo, criando um universo futurista, sensual e irresistível que prepara o terreno para um novo capítulo em sua carreira.
• Rockvyn – “The Easy Times”
O cantor e compositor alemão Patrick Schmitt (a.k.a. Rockvyn), considerado um dos nomes mais promissores da cena do rock clássico contemporâneo, apresenta “The Easy Times”, lado B de seu single “One Shot Life”. A faixa combina a sonoridade atemporal e envolvente do artista com letras que trazem reflexões profundas sobre os desafios e nuances da era digital.
• BYTY – “Late Show”
A banda polonesa BYTY, conhecida por sua fusão de lo-fi, nu jazz e art-pop, apresenta o single “Late Show”, extraído do aguardado álbum Chemicals. A faixa destaca-se por sua produção eletrônica refinada, com nuances de trip hop, e é conduzida pela voz expressiva e cheia de personalidade de Kasia Siepka, que imprime emoção e profundidade a cada frase. “Late Show” encerra o disco em um clima cinematográfico, onde a intimidade e a atmosfera se entrelaçam de forma envolvente.
• Robots of the 80s – “Elevate”
“Elevate”, single do Robots of the 80s em parceria com Silvia Wersing (da banda Chorusgirl), reflete sobre os limites entre humanidade e tecnologia, questionando se a inteligência artificial se tornou a nova fé da era moderna. Inspirada no synthpop e new wave dos anos 80, a faixa combina melodia e ritmo pulsante em uma sonoridade futurista e emocional. O lançamento, que antecipa o álbum Logic Drama, vem acompanhado de um videoclipe animado de Lorenz Foth, que traduz visualmente a tensão entre luz e sombra presente na música
• Polartropica & Gilbert Louie Ray – “Shiny Things”
“Shiny Things”, fruto da colaboração entre a artista de dream rock Polartropica e o cantor de americana Gilbert Louie Ray, mistura influências de John Denver, Everly Brothers e Beach Boys em uma sonoridade que une banjo, violão acústico e guitarras elétricas. A canção fala sobre a dor que acompanha o fim de um amor e o processo de cura que leva à aceitação e ao perdão. A faixa chega acompanhada de um videoclipe cinematográfico, dirigido por Tristan Pelletier, que apresenta uma divertida aventura de uma pirata lendária do Mar de Salton, filmada no calor intenso do deserto.
• Beneb – “Distracted”
O artista australiano Beneb, cantor e compositor com mais de uma década de carreira, tem se destacado pela constante reinvenção de sua identidade e conceito musical. Essa capacidade de se renovar evidencia sua versatilidade e habilidade de se adaptar às tendências em cada lançamento. Seu primeiro single do ano, “Distracted”, combina elementos de eletropop e funk, apresentando um instrumental envolvente e cheio de groove, acompanhado de versos acolhedores que exploram a luta interna entre arrependimento e autossuperação.
• Scoobert Doobert – “best. day. ever.”
Mantendo uma atmosfera ensolarada e leve, “best. day. ever.”, lançado pelo selo Beformer, é uma faixa que celebra os momentos mais marcantes de um verão inesquecível, combinando guitarras brilhantes, batidas suaves e texturas eletrônicas que remetem ao jangle rock, eletropop e ao bedroom pop contemporâneo, lembrando uma versão acelerada do Metronomy. Nos versos, Scoobert Doobert destaca os pequenos instantes de alegria e a nostalgia das férias de verão, mostrando sua habilidade de transformar situações cotidianas em paisagens sonoras envolventes, emocionantes e repletas de energia.
• Nathalie Miller – “kansas”
Muito se discute, com razão, sobre o esforço emocional que as mulheres dedicam aos relacionamentos com os homens, muitas vezes sem receber a mesma reciprocidade. Essa desigualdade também se manifesta nas amizades platônicas entre mulheres e homens, nas quais a figura feminina frequentemente assume um papel quase maternal, ouvindo desabafos, oferecendo apoio constante e sendo a pessoa em quem todos confiam, o que pode se tornar mentalmente exaustivo e emocionalmente desgastante. É exatamente essa dinâmica, assim como o processo de se afastar de uma amizade potencialmente tóxica, que está no cerne de “kansas”, single de Nathalie Miller. A faixa é um indie alt-pop cintilante e etéreo, descrita pela própria artista como uma música sobre o término de uma amizade platônica, explorando de forma sensível os limites emocionais e a importância de cuidar de si mesmo.
• SZÁRA – “The Fall”
A visão sonora de SZÁRA é influenciada por sua experiência cantando em igrejas ortodoxas russas e pela exposição à cultura ocidental durante sua infância em Nova Iorque. “The Fall” é uma faixa vibrante que combina dance pop, progressive house e elementos de trap, refletindo as raízes multiculturais da artista. Com vocais etéreos sobre batidas pulsantes, a música une melodias inspiradas na tradição balcânica a uma produção moderna e refinada, oferecendo uma experiência emocional e envolvente ao abordar temas de transformação e entrega.
• Launderette – “Nothing to Lose”
O duo de indie rock Launderette estreia com o single “Nothing to Lose”, uma faixa que combina composições introspectivas com influências marcantes do rock clássico dos anos 1970. Os versos refletem sobre a importância de alguém especial na vida, mostrando que, mesmo diante de medos, erros e incertezas, essa presença dá sentido e coragem, tornando tudo mais suportável. Fortemente inspirada por The Rolling Stones, The Eagles e Faces, a canção equilibra de forma envolvente o realismo cru com a vulnerabilidade emocional.
• Most Personal – “MOST PERSONAL”
O duo norte-americano Most Personal estreia com a faixa que dá nome ao projeto, mesclando elementos de hyperpop com nuances sombrias para criar um estilo próprio, autodenominado gremlin-pop. A música combina letras provocativas com uma produção vibrante, oferecendo uma pausa no terceiro ato antes de atingir um clímax intenso, refletindo como o leve pode rapidamente se transformar em obscuro. De acordo com o duo, a canção explora a vulnerabilidade como estratégia e o ciúme como impulso, revelando verdades desconfortáveis da indústria musical e questionando se os artistas buscam fama ou impacto, enfrentando essas questões sem reservas.
• Nicky Buell – “savior / savor”
O norte-americano Nicky Buell revela o single savior / savor”. Combinando elementos de hyperpop, dance e sensibilidade dramática do pop (nos minutos finais), a música se apresenta como uma jornada emocional e pessoal sobre o fim de um relacionamento, narrada a partir da perspectiva de quem tentou ser o “salvador”. As letras refletem o desgaste de tentar consertar um amor quebrado, até que se percebe que a escolha mais importante é cuidar de si mesmo. O tema central aborda a dolorosa, mas necessária, transição de quem tenta salvar a relação para quem precisa valorizar as memórias e preservar seu próprio bem-estar, oferecendo uma reflexão sobre maturidade e autopreservação, ressoando com todos que já precisaram se colocar em primeiro lugar em um relacionamento desgastante.
• Flora Falls – “Shake the Tide”
O duo de indie folk Flora Falls, formado pela australiana Breanna Robertson e pelo canadense Dominique Fricot, retorna com o single “Shake the Tide”. A música foi escrita por três compositores que vivem no exterior e se inspiraram na silenciosa saudade de estar longe da família e dos amigos. A música captura aqueles momentos familiares de aparecer rapidamente em uma chamada de vídeo de aniversário, esperando a hora certa para se conectar entre fusos horários, despedindo-se no aeroporto e torcendo para que sobrinhos e sobrinhas se lembrem de você ao voltar, ou recebendo notícias ruins por último, porque ninguém sabia como compartilhá-las à distância.



