
A artista britânica Paris Paloma apresenta o single “Good Girl”, dando sequência ao lançamento de “Good Boy”. Produzida em parceria com Chloe Kraemer, a faixa começa com uma fala da cantora, trazendo pensamentos firmes sobre identidade física e valorização pessoal. Ao longo da canção, a sonoridade pop dançante se destaca, servindo como base para uma crítica aos modelos prejudiciais de aparência promovidos por uma cultura influenciada pela perspectiva masculina.
Enquanto “Good Boy” discute de que forma o sistema patriarcal também afeta os homens, “Good Girl” mergulha de maneira mais intensa na ligação delicada entre o próprio corpo da artista e os padrões sociais do que é visto como belo.
“Essa crença é tão arraigada que chega a ser quase bíblica: ser magra é ser amada, parecer jovem é ser feliz, depilar-se é ser sexy; lutar contra todos os impulsos naturais do seu corpo significa ter a vida sob controle”, compartilha ela. “Por trás de tudo isso, está a mensagem mais urgente de todas: o olhar masculino é o objetivo supremo, a coisa mais importante a ser conquistada. Dá vontade de chutar, gritar, contorcer-me e me debater de tanta agonia que essa cultura não trate os corpos das mulheres como o que eles são: mamíferos, animais, seres humanos.”
Ao abordar a cultura das dietas, os procedimentos estéticos e a influência das redes sociais, a artista afirma que “Good Girl” simboliza o esforço constante para resistir à autodestruição em nome de uma aceitação social muitas vezes mascarada de autoestima e empoderamento.
No videoclipe, ao lado do ator Richard Armitage (de ‘O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos’), a cantora retrata como, com frequência, as mulheres ainda são vistas como objetos decorativos, destinadas a serem observadas, e não verdadeiramente acolhidas. A direção é de Georgie Cowan-Turner.



