
Daughn Gibson, nome artístico de Josh Martin, é um cantor e compositor que mescla o country clássico e a americana com recursos eletrônicos, incluindo sintetizadores, samples e ritmos programados. Em seu álbum de estreia, All Hell (2012), ele já evidencia essa combinação ao unir referências do country a camadas eletrônicas. Nos trabalhos seguintes, como Me Moan (2013) e Carnation (2015), essa estética se expande, incorporando uma abordagem mais mais pop e contemporâneo.
Agora, músico anuncia Lake Mary not mysterious – desconsiderando a coletânea de EPs reunida em The Burgundy Daughns (2024) -, seu primeiro disco em mais de uma década, com lançamento previsto para 08 de maio. Inspirado pela Flórida, o projeto não se prende a uma tradição específica, surgindo a partir de percepções pessoais, do filme ‘Crime em Palmetto’ e de uma obra de Charles Willeford.
O primeiro single, “Sacred Life”, guiado por batidas eletrônicas enevoadas e uma ambiência que remete a uma balada country rock, abre espaço para o barítono marcante de Gibson interpretar a busca por recomeço e fuga de si mesmo. A narrativa recusa notoriedade e prestígio, mas revela um personagem aprisionado em decisões equivocadas e em um sentimento persistente de culpa, que dificulta qualquer possibilidade de redenção genuína.
Capa e repertório de Lake Mary not mysterious:

01. “So Good, I Was”
02. “Cocoa Beach”
03. “Sacred Life”
04. “Quang Nam”
05. “Last Night At Sugar’s Bar”
06. “Wide Open Lines”
07. “Dead In The Ballroom”
08. “Saint Paul”
09. “Cold Lie”
10. “Bala Cynwood”
