
Após apresentar uma versão de “Famine”, faixa originalmente de Sinead O’Connor, em um show esgotado no Roundhouse, Kate Nash agora lança a faixa como single e inclui um verso inédito de sua autoria, reforçando a importância de reconhecer o passado para promover cura, compreensão e evolução. Na gravação, a artista também toca flauta irlandesa, instrumento que marcou o início de sua trajetória musical, como um gesto simbólico que reconecta sua própria história musical a esse marcante episódio histórico entre Irlanda e Inglaterra.
Com dupla nacionalidade, já que sua mãe nasceu em Dublin, Nash sempre manteve uma forte ligação com suas raízes irlandesas, frequentemente exploradas em seu trabalho. Após a morte de Sinéad O’Connor em 2023, ela revisitou sua discografia e se impactou com “Famine”, uma canção que combina spoken word, hip hop e sentimento ao abordar a Grande Fome, rompendo o silêncio histórico em torno de uma das feridas mais profundas da Irlanda.
Kate ressalta a importância da capacidade de O’Connor de trazer à tona uma história que ela mesma nunca havia aprendido na escola e em casa. Ao reinterpretar a música, sua intenção é manter viva essa mensagem, destacando que, para que exista cura, é necessário lembrar, passar pelo luto e, a partir do conhecimento e da compreensão, alcançar o perdão.
O videoclipe, codirigido por ela, conta com a participação da artista e ativista Tia O’Donnell, que bordou a frase “The English Don’t Know Their History” (“Os ingleses não conhecem a sua história”) em um edredom, posteriormente exibido do lado de fora do Parlamento e em outros locais.



