Safety Trance lança álbum de estreia com participações de Arca, Eartheater, Sega Bodega e outros artistas

Safety Trance / Divulgação

O produtor venezuelano Safety Trance lança o álbum de estreia sacrificio, concretizando sua proposta de transformar a música de pista de dança em uma catarse ritualística. No trabalho, o artista, cujo nome verdadeiro é Luis Garban, transforma o ambiente do clube em um espaço de liberação emocional, onde dor, desejo e sombras são entregues e transformados por meio do ritmo e do movimento.

Inspirado por vertentes como o reggaeton de origem, witch house, rap de Memphis e a música eletrônica contemporânea, o álbum consolida uma identidade singular dentro da cena experimental. Ao longo do trabalho, ele funde dembow com texturas industriais, melodias trance e elementos de hard techno, criando conexões entre o underground latino e sonoridades eletrônicas mais densas. O disco percorre diferentes colaborações e atmosferas, passando por uma abertura glitchy ao lado de Arca em “the beat drops”, momentos de eletrônica sensual em “most of me (is elsewhere)” com Eartheater e Sega Bodega, faixas voltadas para a pista como “no me quiero dormir” com a argentina Six Sex e “puxa saco” com a galego-brasileira Lua de Santana, além de participações de Lolahol (projeto musical de Lourdes Maria Ciccone Leon, filha de Madonna) e do trio mexicano Meth Math.

Safety Trance vem construindo um caminho próprio na música eletrônica experimental ao combinar reggaeton com abordagens inovadoras, chamando a atenção de artistas como Dorian Electra e Sega Bodega. Figura importante na produção de obras vanguardistas recentes, ele atua no encontro de dois universos sonoros distintos. De um lado, a agressividade industrial e orientada ao techno do projeto Cardopusher. De outro, sua reinvenção do club latino sob o nome Safety Trance, reformulando o reggaeton em chave experimental e conquistando públicos ao redor do mundo.