A estranha e adorável Lana Del Rey na capa da Q Magazine

quarta-feira, dezembro 28th, 2011

Lana Del Rey aparece sangrando com sua coroa de rainha do baile de formatura – quase numa homenagem ao clássico de Brian De Palma, ‘Carrie – A Estranha’ (1976) – na capa da britânica Q Magazine de fevereiro.

Lana Del Rey - Q

A artista, uma das sensações da Internet nesse ano, trabalha na divulgação de seu disco Born to Die agendado para o dia 31 de janeiro.

Capital Cities entra em clima de final de ano com cover de “Holiday” da Madonna

quarta-feira, dezembro 28th, 2011

O Capital Cities, duo eletro pop norte-americano formado por Ryan Merchant e Sebu Simonian, entra em clima de final do ano com um cover despretensioso de “Holiday”, clássico de Madonna.

Capital Cities

A dupla, responsável pela faixa “Safe and Sound” – uma das músicas mais bacanas de 2011 que poucos ouviram – criou um clipe caseiro utilizando imagens do vídeo “Apache”, dos hippies Tommy Seebach Band.


Clipe de “Holiday”

A versão do Capital Cities está disponível para download no SoundCloud.

Os psicodélicos The Flaming Lips apresentam sua versão para “I Am The Walrus” do The Beatles

quarta-feira, dezembro 28th, 2011

The Flaming Lips

O The Flaming Lips, gangue de músicos psicodélicos liderada por Wayne Coyne, gravou a sua versão para “I Am The Walrus” dos The Beatles. A ideia surgiu quando a banda de Coyne anunciou dois shows na virada do ano ao lado de Yoko Ono e a Plastic Ono Band em Oklahoma City.


“I am the Walrus” pelo Flaming Lips

via stereogum

The XX divulga demo de “Open Eyes”, Sondre Lerche canta “Countdown” de Beyoncé, trechos do DVD ao vivo do Arctic Monkeys, Duffy em música de Natal para ação da Coca-Cola, Macy Gray planeja álbum de covers, Florence and the Machine em remix de Dave Sitek do TV on the Radio, The Vaccines apresenta inédita “No Hope”, cantoras pop são vilãs em HQ do Batman, The Weeknd libera mixtape ‘Echoes of Silence’ para download e videoclipes para a última semana do ano

segunda-feira, dezembro 26th, 2011

The XX ▪ O The XX divulgou a primeira amostra do seu segundo disco. “Open Eyes” (MP3) é uma demo que a banda compartilha com os fãs através do canal da Young Turks e no seu blog.

Acredita-se que o o sucessor de xx (2009), com canções menos introspectivas e mais dançante com influências de club music, chegue às lojas no primeiro semestre de 2012.

▪ No dia 27 de março, a cantora Macy Gray lança o seu álbum Covered. O projeto traz diversas canções na voz da artista, como:“Nothing Else Matters” do Metallica, “Here Comes the Rain Again” do Eurythmics, “Creep” do Radiohead, “Wake Up” do Arcade Fire, entre outros temas.

Katy Perry, Lady Gaga, Madonna e Rihanna viram vilãs em quadrinhos do Batman. (via rolling stone)

“No Light, No Light”, de Florence and the Machine, remixada por Dave Sitek do TV on the Radio.

▪ Assista a dez minutos do DVD do Arctic Monkeys gravado no Don Valley Bowl (Inglaterra) em junho. O trabalho chega às lojas no próximo ano.


Arctic Monkeys – Don Valley Bowl

▪ Depois de House of Balloons e Thursday, Abel Tesfaye (a.k.a. The Weeknd) lança a sua terceira mixtape no ano. Echoes of Silence está disponível para download no site oficial do artista.

The Kills canta a clássica “Silent Night” nos estúdios da BBC.

▪ Finalmente, o segundo disco do The Ting Tings verá a luz do dia. Depois de uma série de videoclipes divulgados e atrasos na data de lançamento, a dupla oficializa Sounds From Nowheresville para o dia 27 de fevereiro via Columbia Records.

The Ting Tings - Sounds From NowheresvilleConfira as faixas do disco:

01. “Silence”
02. “Hit Me Down Sonny”
03. “Hang It Up”
04. “Give It Back”
05. “Guggenheim”
06. “Soul Killing”
07. “One By One”
08. “Day to Day”
09. “Help”
10. “In Your Life”

▪ Durante uma apresentação no Brixton Academy, os ingleses do The Vaccines tocaram a inédita “No Hope”.

▪ A cantora Duffy e a Coca-Cola te desejam um Feliz Natal com um cover de “Christmas Song” de Nat King Cole.

▪ O norueguês Sondre Lerche fez um cover de “Countdown” (download), de Beyoncé, como presente de Natal para os seus fãs.

▪ O site Musicoteca prepara uma homenagem aos 15 anos do Los Hermanos em 2012. Os clássicos de uma geração vai ganhar uma nova roupagem com interpretações inéditas da nova safra musical brasileira, como: Wado, Chinaman, Do Amor, Tiago Iorc, Velhas Virgens e muitos.

LCD Soundsystem e Stephin Merritt lançaram videoclipes de “Live Alone” (vídeo) e “Dream Again” (vídeo), respectivamente. As faixas, originalmente do Franz Ferdinand, aparecem no EP gravado por amigos da banda.

Kate Nash e os integrantes do The Cribs, Ryan e Ross Jarman, disponibilizaram para download a canção “Last Christmas”, um cover de Wham!, no site da cantora.

Lana Del Rey - Off to the Races ▪ Plus videos: The Maccabees em “Feel to Follow” (assista), uma animação para Jónsi em “Gathering Stories” (assista), o psicodelismo de cores do Panda Bear em “You Can Count On Me” (assista), Lana Del Rey em “Off to the Races” (assista), Cat Power em “King Rides” (assista), Rihanna em “You Da One” (assista), James Blake em “A Case of You” (assista), o exorcismo do Niki & The Dove em “DJ, Ease My Mind” (assista) e David Guetta com Sia “Titanium” (assista).

TOP 50 de discos de 2011 – # 01-10

sexta-feira, dezembro 23rd, 2011

#01. Florence and the Machine
(Ceremonials)

Com suas instrumentações grandiosas, corais de igreja (“No Light, No Light”), tons teatrais (“Shake It Out”), linguagem metafórica (“Seven Devils”) e espiritual (“Only If for a Night”), o pop medieval de Florence Welch volta com o épico sucessor de Lungs (2009) concebido nos estúdios Abbey Road. No mundo espiritual de Ceremonials, o vocal de Welch é uma força da natureza. Contrasta ritmos tribais (“Heartlines”) e sacros (“Leave My Body”), exorciza demônios (“Shake It Out”) e dá passagem a heroínas atormentadas por tragédias pessoais (como Virginia Woolf e Frida Kahlo em “What the Water Gave Me”) para ditar o mantra de seu ritual.

Dica de download: “Lover to Lover” (), “Shake It Out” () e “Leave My Body” ()

#02. Bon Iver
(Bon Iver)

No rústico For Emma, Forever Ago (2008), Justin Vernon pegou sua guitarra, durante um período de isolamento, para registrar a solidão e o fim de um relacionamento. Neste segundo álbum, autointitulado Bon Iver, carrega melodias encantadoras mergulhadas em diversos gêneros musicais – possível influência de sua colaboração em trabalhos de Kanye West e Gayngs. Nota-se na fusão folk / R&B (“Minnesota, WI”), no pop refinado (“Calgary”) ou na atmosfera 80’s de “Beth/Rest”. Se antes as composições eram mais simples, agora são convertidas numa obra sinfônica indie folk que mantém a unidade intimista de sua estreia.

Dica de download: “Michicant” (), “Holocene” () e “Perth” ()

#03. PJ Harvey
(Let England Shake)

“What if I take my problem to the United Nations?”. Neste trabalho conceitual, político e bucólico, PJ Harvey rebusca a história da Inglaterra – e suas guerras, incluindo a Primeira Guerra Mundial – para revelar que o país é origem de seus fantasmas do passado. Como é possível existir amor por uma nação responsável por atos desumanos cometidos em seu nome? Com este embasamento, Harvey conta histórias de carnificina (“The Words that Maketh Murder”), amor/repugnação à Pátria (“England”) e o adeus dos soldados aos seus entes queridos (“Bitter Branches”), armada de sua autoharp e guitarras a postos. Uma verdadeira aula de história na música que a escola não vai te contar.

Dica de download: “The Words that Maketh Murder” (), “England” () e “The Last Living Rose” ()

#04. The Weeknd
(House of Balloons)

A mixtape produzida pelo canadense Abel Tesfaye (a.k.a. The Weeknd) flerta / concentra-se no R&B dos anos 90 em suas inserções eletrônicas turvas, como se estivessem sendo manipuladas pelo How to Dress Well. As composições carregadas de vigor sexual obscuro, em seus contos de luxúria regados a drogas (“House of Balloons / Glass Table Girls”), confrontam expectativas com realidade (“The Morning”) em samples instigantes extraídos de nomes como Beach House e Siouxsie & the Banshees, por exemplo. House of Balloons, assim como nostalgia, ULTRA. (2011) de Frank Ocean, trilha um novo caminho ao gênero.

Dica de download: “Wicked Games” (), “The Morning” () e “The Knowing” () | download do disco

#05. Adele
(21)

21 é como qualquer relacionamento conturbado que acaba. Com seu soul pop romântico, Adele entrega-se de corpo e alma para futricar na ferida. Se em “Rolling in the Deep”, tenta se mostrar forte – vocalmente e nos arranjos produzidos – ao ser rejeitada, no final de sua novela chega ao consenso de que seguirá um caminho amigável em “Someone Like You”. No processo aparecem momentos de negação (“Rumour Has It”), tentativas de volta (“One and Only”) e a aceitação (“Someone Like You”). Na batalha entre a fragilidade e a raiva, com direito a um cover de The Cure (“Love Song”), a inglesa – fenômeno de vendas do ano – prova que não sofre de nenhuma maldição do segundo disco. É apenas o amor que a assusta.

Dica de download: “Turning Tables” (), “Take It All” () e “Rumour Has It” ()

#06. Jay-Z & Kanye West
(Watch the Throne)

O que se pode esperar da união de dois (magnatas) poderosos do hip hop? Uma produção grandiosa, uma coleção de samples calculados (de Nina Simone a Otis Redding), muita adrenalina (“Who Gon Stop Me”), egocentrismo (“Otis”), crítica social (“Murder to Excellence”) e reflexão (“New Day”) seriam respostas. Não bastasse a influência da dupla, o álbum ainda ganha força nas participações especiais de Frank Ocean, Beyoncé, Mr. Hudson, Elly Jackson (La Roux) – com destaque para o momento em que Justin Vernon (do Bon Iver) rouba os versos no funk “That’s My Bitch”.

Dica de download: “Who Gon Stop” (), “Niggas in Paris” () e “Lift Off” ()

#07. Lykke Li
(Wounded Rhymes)

A pureza de menininha do disco de estreia de Lykke Li é abandonada pelo som selvagem e amargurado (para a própria) de Wounded Rhymes. A sueca enfrenta o mundo sem medo das consequências (“Youth Knows No Pain”), fala do poder do sexo feminino (em seu culto de magia negra “Get Some”), mas ao mesmo tempo entrega-se à submissão (“I Follow Rivers”), machuca-se por amor (“Unrequited Love”) e encontra aconchego na solidão (“Sadness is a Blessing”). Em dois anos, Lykke Li amadureceu de forma violenta, carregando novos personagens / traumas em sua bagagem emocional.

Dica de download: “Get Some” (), “Jerome” () e “Sadness is a Blessing” ()

#08. Beyoncé
(4)

Esqueça duas coisas: o fato de Beyoncé ser um fenômeno pop e o baixo índice de vendas obtidos com 4, já que estamos falando da dona do hit “Single Ladies”. Aqui, deparamo-nos com o trabalho mais honesto da artista, pregando influências R&B e soul essenciais em sua carreira – como Prince (na sensualidade e guitarra de “1+1”), Stevie Wonder (“Love on Top” / “Rather Die Young”) e a família Jackson (“End of Time”) – e participações influentes de Kanye West e Andre 3000 (do Outkast) em “Party”. A coroa de rainha do R&B contemporâneo é feita para Beyoncé.

Dica de download: “Countdown” (), “Love on Top” () e “End of Time” ()

#09. St. Vincent
(Strange Mercy)

A multi-instrumentista Annie Clark (a.k.a. St. Vincent) acerta o ritmo / peso de sua guitarra elétrica frenética (“Northern Lights” / “Chloe in the Afternoon”) ao tom de sua voz estrídula e doce. Destila pop (“Cheerleader”) e grooves eletrônicos (“Surgeon”) de suas melodias para chegar na melhor fase de sua carreira com este terceiro álbum de estúdio. Encontra um balanço perfeito entre seu lado obscuro e pessoal, audacioso e puro, num universo de estranhezas e conflitos sonoros.

Dica de download: “Cheerleader” (), “Cruel” () e “Surgeon” ()

#10. Nicole Atkins
(Mondo Amore)

Após o lançamento de seu disco de estreia, Neptune City (2007), o mundo de Nicole Atkins virou de cabeça para baixo. Sua banda (The Sea) a abandonou, sua gravadora (Columbia) encerrou os trabalhos com ela e seu namorado a deixou. É aí que Mondo Amore, lançado pelo selo independente Razor & Tie, difere-se do seu antecessor. Enquanto Neptune City é um registro de lamentações e lembranças de sua cidade natal, Mondo Amore é um álbum de emoções, esperanças e penoso. Neste tornado de sentimentos, Atkins exorciza demônios no rock (na temperamental “You Come to Me”), no blues (“War is Hell”), no country (“My Baby Don’t Lie”) e no soul (“Cry Cry Cry”).

Dica de download: “Vultures” (), “Cry Cry Cry” () e “My Baby Don’t Lie” ()

TOP 50 de discos de 2011 – # 11-20

quinta-feira, dezembro 22nd, 2011

#11. Foo Fighters
(Wasting Light)

O sétimo registro do Foo Fighters é o melhor disco da banda desde The Colour and the Shape (1997). O peso das composições se deve à produção de Butch Vig, responsável pelo clássico Nevermind do Nirvana. Outra referência é a participação de Krist Novoselic – colega de Grohl no grupo de Kurt Cobain – no baixo em “I Should Have Known”. Da explosiva “White Limo” aos riffs matadores de “Rope”, o trabalho – gravado de forma analógica numa garagem – é a prova de que a aura rock dos rapazes está mais iluminada do que nunca.

Dica de download: “Arlandria” ().

#12. Laura Marling
(A Creature I Don’t Know)

Com apenas 21 anos, A Creature I Don’t Know – o terceiro trabalho de Laura Marling – é mais um trabalho extraordinário e ambicioso no currículo da jovem artista. Levadas pelo folk, as composições são peças extremamente pessoais (como em “Salinas” sobre sua infância e sua mãe) contrapondo delicadeza (“Night After Night”) com momentos turbulentos e relações devastadoras (“The Beast”). Marling é uma menina grande no cenário folk atual.

Dica de download: “Sophia” ()

#13. Anna Calvi
(Anna Calvi)

Os acordes sombrios e virtuosos extraídos da guitarra, o vocal contralto robusto e as letras de amor/morte de Anna Calvi foram peças chave para conquistar os ouvidos de músicos como Nick Cave e Brian Eno – este último, considera-a a artista mais visionária desde Patti Smith. Seja contrastando o flamenco (nos acordes de “The Devil” e “Morning Light”) com o rock, tateando PJ Harvey (“No More Words”) – em texturas nebulosas influências pelo cinema de David Lynch – ou no vocal tumultuoso quase sussurrado, a estreia de Calvi é irrepreensível.

Dica de download: “Blackout” ()

#14. Shelby Lynne
(Revelation Road)

A mais pura essência de Shelby Lynne está nas onze faixas de Revelation Road. Com mais de vinte anos de estrada, a cantora assina, produz e se responsabiliza por todas as notas emitidas no trabalho. O toque pessoal transforma sua infância em poema (“I’ll Hold Your Head”), vasculha fantasmas do passado (“Heaven’s Only Days Down the Road”, sobre a morte da mãe, assassinada pelo pai em sua frente) e relações amorosas fracassadas (“Woebegone”). Composições complexas levadas por uma agradável naturalidade em acordes regados de alt-country.

Dica de download: “Revelation Road” ()

#15. The Kills
(Blood Pressures)

Existe uma mágica intensa no ‘casamento musical’ de Alison Mosshart e Jamie Hince. O blues punk atemporal de guitarras sujas (“Future Starts Slow”) e distorcidas (“Baby Says”), com cara de fundo de quintal e estética analógica, encontra exílio na voz dilacerante e sensual (“DNA”) de Mosshart. Diante de tanta barulheira, melodias claustrofóbicas e sombrias, sobra espaço para momentos de introspecção e calmaria, como em “The Last Goodbye” com Alison abrindo o coração sobre uma relação com o fim marcado. O sangue do The Kills ainda pulsa com força.

Dica de download: “Baby Says” ()

#16. EMA
(Past Life Martyred Saints)

“Fuck California, you made me boring”. O disco de estreia de Erika M. Andersen, ex-integrante do noise folk Gowns, é levado por letras provocativas, densas e que expõe sua fragilidade diante de relacionamentos frustrados, como quando canta em tom delicado “I wish that every time he touched me left a mark” em “Marked”. Os elementos eletrônicos sem exageros encontram fuga no rock revigorante de PJ Harvey e Kim Gordon (Sonic Youth), mas é na falta de otimismo e perspectivas de EMA (“tenho apenas 22 anos e não me importo em morrer”) que ganha seu ouvinte.

Dica de download: “California” ()

#17. James Blake
(James Blake)

A essência dubstep, a sonoridade minimalista (“The Wilhelm Scream”) e as distorções sonoras (“Why Don’t You Call Me?”) são a base do álbum homônimo de James Blake. Mesmo com todos artefatos eletrônicos, o músico ainda cativa seu ouvinte (sem os vocoders) nas composições conduzidas por acordes de piano, como “Limit to Your Love” (originalmente de Feist) e “Give Me My Month”, com a destreza vocal melancólica de Antony and the Johnsons. Um talento promissor.

Dica de download: “The Wilhelm Scream” ()

#18. Girls
(Father, Son, Holy Ghost)

Em Father, Son, Holy Ghost, a dupla Christopher Owens e Chet “JR” White deixa os vícios de lado para falarem de sentimentos e esperanças, como demonstram na faixa que abre o disco, o rockabilly afetuoso de “Honey Bunny”. O contraste de guitarras melódicas (“My Ma”), órgãos / coros gospel (“Vomit”) e a energia do psy-rock (“I Die”) elevam o estado de espírito do duo neste trabalho compassivo.

Dica de download: “Vomit” ()

#19. Real Estate
(Days)

Com ares de nostalgia (“things won’t be like they were before”), Days – o segundo registro do Real Estate – vaga entre o agridoce do indie pop (“It’s Real”) e a despretensão do surf rock (“Three Blocks”), quando não se permite à sessões exclusivamente instrumentais (“Kinder Blumen”). As melodias econômicas, com guitarras melódicas levadas ao estilo Beach Boys, têm efeito imediato.

Dica de download: “It’s Real” ()

#20. Telekinesis
(12 Desperate Straight Lines)

Após ser o único integrante a dar continuidade aos trabalhos do Telekinesis e terminar um relacionamento à distância que deu origem ao seu disco de estreia, Michael Lerner encontrou porto seguro na produção de Chris Walla (guitarrista do Death Cab For Cutie). Em canções de curta duração, Lerner – a banda de um homem só – cria um indie power pop sensível sobre as dores do amor, raiva e esperança em peças musicais prontas para te fazer bater o pé no chão de empolgação.

Dica de download: “Car Crash” ()

TOP 50 de discos de 2011 – # 21-30

quarta-feira, dezembro 21st, 2011

#21. Kate Bush
(50 Words for Snow)

Nesse trabalho conceitual, inspirado em contos de inverno, Bush recorre a figuras lendárias (em “Wild Man” em busca do abominável homem das neves), amores impossíveis (em “Misty” e a relação com um boneco de neve) e que percorrem o tempo (em “Snowed in at Wheeler Street” cantando com Elton John). Produz uma narrativa imaginária levada por orquestrações refinadas, construídas por delicados acordes de piano, e deixa auditível sua contribuição (e inspiração) ao universo pop.

Dica de download: “Snowed in at Wheeler Street” ()

#22. Fleet Foxes
(Helplessness Blues)

Dica de download: “Bedouin Dress” ()

#23. M83
(Hurry Up, We’re Dreaming)

Com a saída de Nicholas Fromageau do M83, sobrou para Anthony Gonzalez carregar o projeto sozinho. Ele nos pega pela mão e nos encaminha para seu mundo particular de sonhos. Num pop ambiente onírico (“Claudia Lewis”) de sintetizadores refinados (“Midnight City”) e cordas sentimentais (“Wait”), somos apresentados aos seus personagens fantásticos. O início de sua hipérbole sonora conta com a presença eminente de Zola Jesus (“Intro”), encontra inspiração nos anos 80 e escapes em Simple Minds (“Reunion”) no trajeto.

Dica de download: “Steve McQueen” ()

#24. Kurt Vile
(Smoke Ring For My Halo)

Dica de download: “Baby’s Arms” ()

#25. tUnE-yArDs
(Whokill)

Em seu segundo registro, Merrill Garbus – a única integrante fixa do tUnE-yArDs – aposta num híbrido de afropop, funk, ritmos havaianos e reggae. Nesta selva sonora, de colagens eletrônicas e efeitos animados, há espaço para cantar o sexo (“Powa”), o abuso de poder (“Riotriot”) e abordar questões sociais (“My Country”). A brincadeira de Garbus é mais séria do que soa.

Dica de download: “Bizness” ()

#26. The Black Keys
(El Camino)

Dica de download: “Lonely Boy” ()

#27. Björk
(Biophilia)

Biophilia é o trabalho mais ambicioso da carreira de Björk. Aqui, ela reinventa-se através dos dispositivos touch / tablets e dá vida ao seu projeto multimídia. Narra a relação homem x universo em canções que percorrem seu DNA “digital”, expondo os efeitos fatais do amor (“Virus”), medos (“Crystalline”) e conflitos pessoais (“Mutual Core”) com embasamento universal e mitológico (“Cosmogony”).

Dica de download: “Thunderbolt” ()

#28. Arctic Monkeys
(Suck It and See)

Dica de download: “Brick by Brick” ()

#29. Feist
(Metals)

Feist não se deslumbrou com o sucesso de The Reminder (2007). Em Metals, nada contra a correnteza em busca de um toque caseiro (“Cicadas and Gulls”) levado por melodias simples e aconchegantes. A balada de tamborins “Undiscovered First”, a intimista “Bittersweet Melodies”, a melancólica “How Come You Never Go There” com vestígio de jazz e o blues relaxante de “Anti-Pioneer” – acompanhadas do vocal agradável e mágico de Leslie – combinam simplicidade e perfeição.

Dica de download: “A Commotion” ()

#30. The Decemberists
(The King Is Dead)

Dica de download: “Down by the Water” ()

TOP 50 de discos de 2011 – # 31-40

terça-feira, dezembro 20th, 2011

#31. Austra
(Feel It Break)

Com seu synth pop gótico, a estreia desse trio canadense encontra força na voz sublime, versátil e dramática de Katie Stelmanis. Os elementos eletrônicos abrangentes e dançantes adicionados ao vocal operático de Stelmanis, resultam num pop noir com resquícios de Cocteau Twins (“Hate Crime”), Kate Bush (“The Choke”) e Karin Dreijer Andersson (“Darken Her Horse” / “The Future”).

Dica de download: “Lose It” ()

#32. Katy B
(On a Mission)

Dica de download: “Katy on a Mission” ()

#33. Ghostpoet
(Peanut Butter Blues & Melancholy Jam)

“A vida é muito curta para guardar rancores (…) a vida é muito longa para não fazer planos” são frases que o inglês – de origem nigeriana e dominicana – Obaro Ejimiwe (a.k.a. Ghostpoet) relata em tom biográfico no seu trabalho de estreia. Os excessos de bebida e crises existenciais (“Cash and Carry Me Home”) ganham força no seu hip hop experimental e eletrônico que remete um The Streets linear e melódico (“Survive It”) com momentos minimalistas de James Blake.

Dica de download: “Liiines” ()

#34. Atlas Sound
(Parallax)

Dica de download: “Terra Incognita” ()

#35. R.E.M.
(Collapse Into Now)

A turma de Michael Stipe despede-se do mundo da música em alto estilo com Collapse Into Now. Os titãs do rock diversificam sonoridades com as participações especiais de Patti Smith (“Blue”), Eddie Vedder (“It Happened Today”) e Peaches (na furiosa “Alligator Aviator Autopilot Antimatter”). O trabalho compila o que de melhor o trio produzido ao longo de 30 anos, como por exemplo “Überlin” que poderia facilmente ser encaixada no repertório de Out of Time (1991).

Dica de download: “Alligator Aviator Autopilot Antimatter” ()

#36. Wilco
(The Whole Love)

Dica de download: “Capitol City” ()

#37. The Joy Formidable
(The Big Roar)

As guitarras urgentes, os riffs sujos inspirados no grunge dos anos 90 e as melodias pop explosivas são acompanhadas com destreza pelo vocal doce / infantil de Ritzy Bryan. Até nas composições mais leves (“Whirring” e “I Don’t Want To See You Like This”), o trio encontra uma forma de desviar sua energia para a barulheira sem perder o equilíbrio.

Dica de download: “Cradle” ()

#38. TV On The Radio
(Nine Types of Light)

Dica de download: “Caffeinated Consciousness” ()

#39. Zola Jesus
(Conatus)

Zola Jesus é um furacão de sonoridades sombrias (“Vessel”) e pulsantes (“Hikikomori”) no seu habitat gótico, eletro e industrial. Há uma dramaticidade sobrenatural em seu vocal, transformando suas composições em rituais de percussão marcante (“Shivers”), sintetizadores quase dançantes (“Seekir”) e discretos instrumentos de corda (“Avalanche”). Destaque para “Skin” conduzida ao piano pela própria artista.

Dica de download: “Avalanche” ()

#40. Battles
(Gloss Drop)

Dica de download: “Ice Cream” ()

TOP 50 de discos de 2011 – # 41-50

segunda-feira, dezembro 19th, 2011

#41. Cults
(Cults)

A doçura na voz de Madeline Follin e as sonoridades – lúdicas – inspiradas em grupos dos anos 60 (como anuncia “You Know What I Mean”), conduzem o ouvinte a um universo indie nostálgico. Com letras sobre amores impossíveis (“Bumper”) e crises existenciais (“Walk at Night”), a dupla do Cults não perde os ânimos com suas melodias ensolaradas e confortantes.

Dica de download: “Abducted” ()

#42. Radiohead
(The King Of Limbs)

Dica de download: “Codex” ()

#43. Dënver
(Música, Gramática, Gimnasia)

Com suas histórias de amor e referências literárias, o duo chileno do Dënver complementa suas composições de um eletro pop dançante, hipnótico e juvenil. Com melodias fantásticas, sustentadas por guitarras e teclados, buscam referências na música disco do anos 70 (“Mi Primer Oro” e “Olas Gigantes”) e inspiram-se em trabalhos do New Order (“Los Adolescentes”) para conceber um som autêntico e universal.

Dica de download: “Los Adolescentes” ()

#44. The Roots
(Undun)

Dica de download: “One Time” ()

#45. Raphael Saadiq
(Stone Rollin’)

O cantor / instrumentista / produtor Raphael Saadiq é de outra era por produzir melodias reforçadas por uma pegada soul (“Go to Hell”), pulsante (“Heart Attack”) e envolvedora (“Radio”). Stone Rollin’ é uma passagem nas mãos para viajar no tempo, direto para a era de ouro da Motown.

Dica de download: “Day Dreams” ()

#46. Joan as Police Woman
(The Deep Field)

Dica de download: “Chemmie” ()

#47. Grouplove
(Never Trust A Happy Song)

Abusando da criatividade para falar sobre as dores do amor, o quinteto do Grouplove procura não se abalar facilmente pelo sentimento. São eufóricos nas melodias (“Itchin’ On a Photograph” e “Colours”), moldadas pelo folk rock, e revelam também viverem bons momentos (“Naked Kids”) para compilar seu disco de estreia.

Dica de download: “Tongue Tied” ()

#48. The Vaccines
(What Did You Expect From the Vaccines?)

Dica de download: “If You Wanna” ()

#49. Oh Land
(Oh Land)

O eletro pop da dinamarquesa Nanna Øland Fabricius (a.k.a. Oh Land), com seu vocal etéreo, flerta sintetizadores com o pop (“Sun of a Gun”), o dubstep (“Wolf & I”) e na intimistas – com seus violinos – “Perfection”. Com diferentes texturas e atmosferas, temos um trabalho de pop eclético.

Dica de download: “Lean” ()

#50. Noah and the Whale
(Last Night On Earth)

Dica de download: “L.I.F.E.G.O.E.S.O.N.” ()

No país das maravilhas de Nicole Atkins em “Hotel Plaster”

domingo, dezembro 18th, 2011

Nicole Atkins

A cantora/compositora Nicole Atkins segue com a promoção do seu álbum Mondo Amore, lançado em fevereiro, e agora a balada “Hotel Plaster” é a opção da artista após os videoclipes de “My BabyDon’t Lie” e “Vultures”.

Na canção, uma garota entra num mundo paralelo para tomar um chá na floresta com Atkins e seus convidados, lembrando a passagem de ‘Alice no País das Maravilhas”


Clipe de “Hotel Plaster”

“O vídeo é sobre ouvir o chamado em busca de uma vida autêntica, permitindo-se que os aspectos de si que estavam adormecidos voltem à vida”, disse Atkins para a Rolling Stone.