
O TECO APPLE faz parte do time de influenciadores da plataforma SubmitHub, provavelmente o melhor lugar para garantir escuta, feedback e atenção da maioria dos curadores online de música. Lá, podemos descobrir uma série de novos artistas e músicas enviadas pelos próprios. Nessa curadoria, selecionamos nomes que nos chamam a atenção e merecem um reconhecimento pelo trabalho enviado. Esta é a seção DSCVR ON.
• RIVER – “City of thirst”
A artista sueca de alt-pop RIVER apresenta o single “City of Thirst”, prévia de seu álbum de estreia, A dying source, previsto para 13 de novembro. A faixa combina pop alternativo, atmosferas cinematográficas e melodias sombrias para criar uma sonoridade hipnótica, explorando a tensão entre vulnerabilidade, desejo e tentação. O resultado transforma experiências pessoais da artista em uma narrativa intensa e facilmente identificável.
O videoclipe acompanha essa proposta com uma estética kitsch e surreal, inspirada no filme ‘Assassinos Por Natureza’ (1994), alternando imagens oníricas e cenas visualmente exageradas. Na canção, RIVER aborda o impulso de seguir caminhos de autossabotagem, mesmo quando a intuição indica que determinada pessoa ou situação pode ser prejudicial.
• Brynja Rán – “Don’t You Leave”
“Don’t You Leave” é a terceira música do tão esperado álbum de estreia da artista islandesa Brynja Rán. Com bagagem em soul, funk, jazz e R&B desde a infância, ela combina técnica vocal e instrumental com inspirações em nomes como Amy Winehouse, Lana Del Rey e Billie Eilish. Na faixa, a cantora explora as mudanças que acontecem em uma relação e o apelo emocional para que o outro não vá embora.
• Gregory Douglass – “Bespoke”
Gregory Douglass construiu sua carreira à margem da indústria musical tradicional, apostando desde cedo na independência, em lançamentos próprios, turnês, shows intimistas e no apoio direto dos fãs. Em “Bespoke”, o artista transforma uma relação emocionalmente complexa em uma reflexão sobre conexão, desejo e aceitação, abordando as belezas e as dores dos relacionamentos queer enquanto rompe com a vergonha internalizada. Com piano envolvente, cordas e vocais expressivos, a faixa combina intimidade e delicadeza, aproximando-se da sensibilidade de Tori Amos, da elegância chamber pop de Rufus Wainwright e do calor discreto de Bedouine.
• Riley Max – “Year One”
Aos 21 anos, a cantora e compositora norte-americana Riley Max vem construindo uma trajetória artística multifacetada e apresenta o single e videoclipe “Year One”, uma delicada jornada pelo folk pop inspirada em suas próprias experiências com questões de saúde mental e física. O vídeo combina registros da vida real com curiosas animações em stop motion, criando uma experiência visual envolvente.
• Gooseberry – “D.B. Cooper”
Formado no Brooklyn em 2019, o trio Gooseberry combina rock alternativo, indie e blues em uma sonoridade própria. Com uma faixa divertida e dançante, o grupo aborda com ironia a habilidade da geração Baby Boomer de transformar acontecimentos culturais e histórias pessoais em grandes mitos, usando a lenda de D.B. Cooper como exemplo. “D.B. Cooper” reflete sobre como narrativas repetidas podem ser assimiladas como verdades e moldar a maneira como enxergamos nossas próprias vidas. Musicalmente, essa ideia é reforçada por uma melodia de três compassos, em vez dos tradicionais dois, criando uma sensação proposital de desequilíbrio e sugerindo que há algo estranho na história apresentada.
• Arms & Armour – “Chafe”
A dupla Arms & Armour, formada por Lauren Voss e John Panza em Cleveland, é conhecida por uma fusão densa de pós-punk, industrial, influências góticas e música eletrônica, além de explorar temas como tragédias pessoais, crises políticas, maternidade e envelhecimento. Em “Chafe”, single do álbum The Hunted e com a participação de Dan Boeckner (Wolf Parade, Arcade Fire) na guitarra, o grupo cria uma atmosfera sufocante de resistência e desgaste físico, mostrando que, embora a justiça formal possa ser cumprida, ela não traz verdadeira libertação ou reparação aos indivíduos oprimidos.
• Mini Sants – “Better Angels”
O produtor e DJ Mini Sants desenvolve uma sonoridade marcada por uma atmosfera nostálgica e ensolarada, influenciada por sua relação com o surfe. Misturando indie dance, R&B, disco e pop, ele se une ao projeto Remote Places, da Filadélfia, em “Better Angels”, uma faixa vibrante e sonhadora que combina vocais com referências aos anos 1980 e batidas eletrônicas de inspiração praiana. O resultado é uma jornada energética sobre renovação, equilibrando leveza, brilho e uma dose de aspereza.
• Waves_On_Waves x Crimewave x Waves On Waves After Dark – “We Make Out To She Past Away”
Em “We Make Out To She Past Away”, faixa do álbum Romantic Isolation, o projeto Waves_On_Waves, ao lado de Crimewave e Waves On Waves After Dark, estabelece um código de comunicação único. A música combina uma atmosfera sombria, estética post-punk e toques de horror a melodias envolventes e viscerais, celebrando a cumplicidade de um casal que encontra felicidade em seu próprio universo gótico e isolado, alheio às opiniões externas.
• Kirrilee – “Go Away (Garbage Tip)”
A artista e designer Kirrilee cria um pop voltado aos românticos, aos que pensam demais e aos que vivem as emoções de forma intensa. Com sintetizadores brilhantes e letras confessionais, suas canções transformam experiências amorosas caóticas em narrativas honestas, divertidas e identificáveis. Em “Go Away (Garbage Tip)”, ela aposta na ironia para transformar uma experiência de término em um hino de separação irreverente e bem-humorado, celebrando a capacidade de rir, seguir em frente e deixar para trás aquilo que já não serve.
• Tricky FM – “Apartment”
A artista norte-americana Hana Freed, responsável pelo projeto Tricky FM, desenvolveu uma identidade pautada pela força performática e por uma eletrônica eufórica, abordando questões relacionadas à intimidade, confiança, realização pessoal e autoconhecimento. “Apartment”, single extraído do aguardado álbum Twin Star Fantasy, revela influências de nomes como The Postal Service e Imogen Heap, combinando vocais etéreos a ritmos acelerados e fragmentados de breakbeat.
• Albert Hertz & Soho Rezanejad – “The Clown”
Albert Hertz e Soho Rezanejad apresentam “The Clown”, uma balada slowcore de atmosfera experimental que explora as relações entre amor, luto e autoengano. Com guitarras graves, bongôs sombrios e vocais sobrepostos, a faixa retrata um personagem que tenta esconder a saudade por trás de uma falsa felicidade, enquanto arranjos imprevisíveis reforçam a sensação de instabilidade. No fim, a canção sugere que não é possível escapar dos sentimentos simplesmente fingindo que eles não existem.
• Hide and Shine – “Cascade”
No álbum 9 Seconds Before Revolution, a banda Hide and Shine combina referências do college rock com uma energia indie abrasiva e elementos de alt-pop, equilibrando acessibilidade e uma estética underground sem se prender a tendências passageiras. A abertura, “Cascade”, resume bem essa proposta ao unir melodias marcantes, atitude garage rock, elementos de alt-rock e uma energia pop irreverente, evocando a liberdade criativa de nomes como The Replacements.


