DSCVR ON: Lo Barnes, BirdyHop, LUC, Zaq Baker e mais

Lo Barnes / Divulgação

O TECO APPLE faz parte do time de influenciadores da plataforma SubmitHub, provavelmente o melhor lugar para garantir escuta, feedback e atenção da maioria dos curadores online de música. Lá, podemos descobrir uma série de novos artistas e músicas enviadas pelos próprios. Nessa curadoria, selecionamos nomes que nos chamam a atenção e merecem um reconhecimento pelo trabalho enviado. Esta é a seção DSCVR ON.

Lo Barnes“Laughing In The Morning Sun”

A britânica Lo Barnes inicia uma nova fase de lançamentos com “Laughing In The Morning Sun”, faixa de atmosfera sombria e carregada de ressentimento. A produção minimalista combina ecos sussurrados, vocais de apoio fantasmagóricos e uma instrumentação precisa para traduzir as marcas deixadas por uma desilusão amorosa. Inspirada pelo dramatismo de nomes como The Shangri-Las e Unloved, além das texturas dos anos 1960, a música parte de uma tensão contida antes de ampliar sua carga emocional na segunda metade.

Segundo Lo Barnes, a composição busca representar o ciclo emocional em que mágoa e raiva muitas vezes escondem uma dor mais profunda. O videoclipe, filmado por Kevin Paul em um estacionamento dos anos 1960 em Margate, acompanha essa transformação ao explorar uma postura inicialmente defensiva que gradualmente dá lugar à vulnerabilidade. Entre sombras e a luz do entardecer, as imagens acompanham o processo de abandonar as barreiras emocionais e encontrar uma relação mais suave com o mundo ao redor.

Emilie Reid“Prince of the Groove”

No single “Prince of the Groove”, a artista inglesa Emilie Reid resgata a atmosfera teatral do funk e pop dos anos 80 em uma faixa marcada por baixo pulsante, metais incisivos e um refrão pensado para as pistas. A música acompanha uma mulher que abandona a rotina ao perceber na música seu verdadeiro propósito, transformando dúvidas e inseguranças em um processo de descoberta pessoal. Entre o groove dançante e uma narrativa de afirmação, a canção representa o momento em que ela finalmente assume a identidade que sempre esteve destinada a construir.

Awake & Dreaming“Underwater”

O duo canadense Awake & Dreaming anuncia o álbum de estreia Inevitable, antecipado pelo single “Underwater”. Inspirado pelas reflexões solitárias das duas da manhã, o trabalho explora a necessidade de abandonar aquilo que nos prende antes que essas cargas emocionais nos consumam. Entre o bedroom pop, indie pop e dark pop, a faixa traduz essa sensação por meio da imagem de alguém submerso e isolado, tentando encontrar uma forma de se comunicar enquanto enfrenta, em silêncio, aquilo que precisa deixar para trás.

Summer Rosee“The Messenger” / “Silver Screen Dream”

Aos 13 anos, a australiana Summer Rosee estreou com “The Messenger”, faixa indie pop de tom emotivo que combina melodias cinematográficas e versos intimistas sobre abandonar culpas e responsabilidades que não lhe pertencem. Aos 14, a cantora lançou “Silver Screen Dream”, single de produção pop luminosa que aborda amor, destino e a importância de viver o presente. A canção constrói um cenário nostálgico e esperançoso, com janelas abertas, música em alto volume e a sensação de suspensão do tempo, convidando o público a se imaginar como protagonista da própria história. Mesmo tão jovem, Rosee revela uma identidade artística ao transformar experiências da adolescência em composições que exploram vulnerabilidade, imaginação e esperança.

Soleil“Rubbish”

A cantora e DJ Soleil dá sequência ao elogiado “Heart Strings” com “Rubbish”, single de R&B e soul que incorpora elementos de blues e funk e destaca seus vocais aveludados e intensos. A faixa transforma o fim de um relacionamento em um manifesto de autoestima e libertação, abordando o momento em que falsas promessas, sinais contraditórios e negligência emocional deixam de ser confundidos com amor. No videoclipe, dirigido por Riccardo Solorzano, a estética cinematográfica ganha tons dourados e uma atmosfera de soul retrô, acompanhando Soleil em diferentes cenários e reforçando a postura confiante presente na canção.

BirdyHop“Empty Pages”

Formado pelos irmãos Chris e James Goldsmith, o BirdyHop retorna após sete anos com “Empty Pages”, faixa de indie rock melódico que combina guitarras, baixo pulsante, piano e mellotron a uma influência evidente da new wave e da tradição britânica de canções marcantes. Gravada quase inteiramente em um único dia nos estúdios Abbey Road, a música preserva uma sonoridade espontânea e orgânica, enquanto aborda temas como memória, ausência e as transformações provocadas pelo tempo e por períodos de mudanças pessoais.

Pool Girl“Frannie You’ll Be Alright!”

A artista, produtora e DJ Allie Nixon (a.k.a. Pool Girl) promove “Frannie You’ll Be Alright!”, faixa dedicada à sua melhor amiga, Frannie. A composição transforma a amizade em uma mensagem de apoio, cumplicidade e força para enfrentar as dificuldades da vida. Na sonoridade, Nixon preserva a atmosfera onírica de seus trabalhos ao combinar sintetizadores cintilantes e discretamente distorcidos, guitarras com influência surf e uma batida constante, criando um ambiente íntimo e envolvente. O lançamento sucede “Crab” e “Call It What You Want”, presentes no álbum Melancholic Beach Town, que também aborda temas ligados a mudanças, deslocamentos e nostalgia.

Rasmus Weirup“Wilmersdorfer Techno”

O músico e escritor dinamarquês Rasmus Weirup compartilha “Wilmersdorfer Techno”, faixa de destaque de Fehrbelliner Platz, álbum criado durante um intenso período vivido em Berlim. Gravado em um pequeno quarto alugado próximo à praça que dá nome ao disco, o trabalho combina referências de techno, electroclash, EBM e industrial com uma atmosfera melancólica inspirada pelas primeiras horas da manhã após noites de festa. A faixa se destaca pelo caráter mais vibrante do repertório, unindo batidas industriais a versos baseados em “Wie lange noch?”, composição de Kurt Weill escrita para Lotte Lenya em 1944, enquanto o título brinca com o contraste entre a energia do techno e a atmosfera tranquila de Wilmersdorf, uma das regiões menos agitadas da capital alemã.

Duane Hoover“Changing Rooms And Shifting Skies”

O músico Duane Hoover revisita referências que atravessam a história do rock e do pop em Sharade Parade, seu terceiro álbum, transformando influências de nomes como The Kinks, The Animals, The Beatles, Buddy Holly e Roy Orbison em uma linguagem própria. O disco transita entre rock guiado por guitarras, pop de melodias marcantes, momentos acústicos e baladas de piano, aproximando a energia da British Invasion, do glam rock e do mod de uma abordagem contemporânea. Em “Changing Rooms And Shifting Skies”, o artista retrata a aceitação dolorosa do fim de um relacionamento, marcada pelo abandono das defesas emocionais, pela compreensão de que o sentimento não é necessariamente recíproco e pela escolha de guardar a lembrança do que foi vivido com carinho, enquanto o coração encontra tempo para cicatrizar.

SP’s“Nekrogeddon”

A banda californiana de alt-punk garage SP’s apresenta “Nekrogeddon”, faixa marcada por guitarras distorcidas, bateria explosiva e vocais provocativos, que assume o tom mais político do próximo álbum do grupo. A canção parte da ideia de uma sociedade caminhando para a própria destruição e combina críticas à inteligência artificial, à desigualdade social, à exploração do corpo e ao fracasso das estruturas responsáveis pelo bem-estar coletivo. O baixo, tratado pelo grupo como o “personagem principal” da música, acrescenta uma atmosfera sombria com ecos de Black Sabbath, enquanto o refrão contrasta o peso dos versos com um convite à intimidade e ao afeto. Entre o caos e a sensação de impotência diante dos problemas do mundo, “Nekrogeddon” encontra no contato humano uma forma de resistência e conforto.

LUC“Glow”

A dupla norte-americana LUC, formada pela cantora e compositora Kari Kimmel e pelo produtor Joe Corcoran, apresenta “Glow”, single que combina texturas da música eletrônica, elementos de garage e uma abordagem pop futurista em uma produção que equilibra experimentação e apelo melódico. Definida pelo duo como “LA Garagetronic”, a sonoridade reúne loops percussivos, guitarras, efeitos pouco convencionais e vocais marcantes para construir uma atmosfera que transita pelo alternative rock e alt-pop. A faixa aborda a contradição entre alcançar o reconhecimento desejado e, ainda assim, experimentar solidão, pressão e insegurança diante dos holofotes, transformando a ideia de “brilhar” em uma metáfora para preservar a própria identidade. Musicalmente, “Glow” ainda incorpora referências às atmosferas eletrônicas do Nine Inch Nails e ao universo pop de Prince, especialmente em sua estética oitentista e psicodélica.

Zaq Baker“WHAT GOES DOWN”

O músico de indie pop Zaq Baker divulga Your Heart Will Thank You, álbum que combina diferentes vertentes do eletropop em uma produção que alterna entre momentos de energia inquieta, passagens serenas e faixas guiadas por uma sensação contagiante de alegria, com o single “WHAT GOES DOWN”. Ao longo do disco, o artista também reduz os arranjos para revelar composições mais orgânicas e confessionais, reforçando o caráter íntimo de suas letras e melodias. Baker transforma experiências pessoais em canções que equilibram cansaço, afeto e esperança, resultando em um trabalho de atmosfera acolhedora e emocionalmente próxima.

Timothy Ivan“Know the Talk”

“Know the Talk” é uma faixa de art-pop noturna construída a partir de sintetizadores analógicos, bateria ao vivo, baixo e saxofone, criando uma atmosfera densa e envolvente que ganha força em um refrão amplo e melancólico. Com vocais contidos que contrastam com a dimensão instrumental, Timothy Ivan retrata alguém preso a um relacionamento que limita seus caminhos, enquanto insiste em negar uma realidade que já é evidente para quem está ao redor. O arranjo cresce de maneira gradual, incorporando uma estética sombria e elementos de new wave que reforçam o clima introspectivo e carregado da composição.