
O TECO APPLE faz parte do time de influenciadores da plataforma SubmitHub, provavelmente o melhor lugar para garantir escuta, feedback e atenção da maioria dos curadores online de música. Lá, podemos descobrir uma série de novos artistas e músicas enviadas pelos próprios. Nessa curadoria, selecionamos nomes que nos chamam a atenção e merecem um reconhecimento pelo trabalho enviado. Esta é a seção DSCVR ON.
• Blond in Car – “Come True”
Blond in Car, projeto de Robin Schorr, apresenta “Come True”, faixa que nasceu enquanto a artista aguardava a possibilidade de colaborar com Melina Duterte (a.k.a. Jay Som). Fã de seu trabalho, Schorr entrou em contato com Duterte e, durante a espera por uma resposta, escreveu a música sobre aquele instante de expectativa e esperança diante de algo que ainda não tinha acontecido. A parceria se concretizou, “Come True”, uma celebração esperançosa, combinando vocais sobrepostos, cordas envolventes e harmonias cintilantes, foi a primeira composição criada pelas duas e acabou dando origem a GLIDER, álbum que teve Duterte como produtora de todas as faixas.
O disco marca uma nova fase para Schorr, que construiu uma comunidade de seguidores ao compartilhar músicas e covers gravados em sua cozinha, além de conquistar espaço com singles como “Come To My Funeral”, “Bad Dad”, com Missy Dabice, e “How To Be a Mystery”, com Jack Newsome. Com lançamento previsto para 04 de novembro, GLIDER reúne temas como amizade, mortalidade, família, ansiedade, afeto e reinvenção, explorando uma perspectiva ao mesmo tempo íntima, bem-humorada e sensível.
• Jenny JAM – “Toy Proof”
A londrina radicada em Los Angeles Jenny JAM mistura soul, pop, jazz e rock clássico para transformar experiências de dor e superação em canções. Em “Toy Proof”, destaque do aguardado álbum Trains, Planes and Airports, ela aborda o fim de um relacionamento enquanto enfrentava o retorno da leucemia da mãe, que a levou de volta ao Reino Unido para cuidar dela. Com vocais intensos, a faixa transforma decepção e autoengano em um relato de resiliência, libertação e fortalecimento pessoal.
• EDISON – “Spread My Wings”
Mike Evans ganhou destaque na cena indie de Londres com Official Secrets Act e CITIZENS!, colaborando depois com nomes como Shock Machine, Alpines, SASAMI e Franz Ferdinand. Em seu projeto EDISON, combina harmonias elaboradas e narrativas emocionais com soul. Em “Spread My Wings”, influências de ELO, Vampire Weekend e Fleet Foxes se encontram em arranjos de cordas integrados à composição. A faixa faz parte de um EP apresentado em versões com banda completa, piano e voz e quarteto de cordas.
• We Junior – “Interference”
Em “Interference”, WE Junior transforma em música os efeitos do excesso de informações, comparações e distrações que nos afastam de nossos objetivos. O artista canadense combina hip hop, jazz, pop, R&B, soul e eletrônica em uma produção contemporânea e envolvente, que equilibra acabamento pop e identidade autoral. A faixa também questiona o adiamento de quem queremos ser e propõe abandonar distrações para fazer escolhas mais alinhadas com uma versão autêntica de nós mesmos.
• Man And Robot Society – “The Reluctant Astronaut”
Man And Robot Society apresenta “The Reluctant Astronaut”, faixa que combina psicodelia inspirada na sonoridade dos anos 1970 com krautrock, sintetizadores e elementos da música eletrônica contemporânea, criando uma atmosfera futurista e cinematográfica. O projeto, inicialmente solo do músico Jeff Hopp, evoluiu para um coletivo internacional e também se expandiu para um podcast de ficção científica que complementa a saga ‘Dreaming Astronaut’. Na música, texturas sombrias, sintetizadores espaciais e uma atmosfera indie de construção gradual traduzem o isolamento das longas viagens pelo espaço e a melancolia de alguém distante do mundo que deixou para trás.
• Bass Envy – “Not From Around Here”
Bass Envy é o projeto do músico Jack Skuller, que abandona as guitarras para construir sua sonoridade a partir de grooves marcados pelo baixo. Influenciado pelo blues, rock dos primórdios e pelo pós-punk experimental da banda MOOT, liderada por seu pai, Skuller combina minimalismo, percussão pouco convencional, vocais crus e linhas de baixo hipnóticas com riffs de inspiração blues e melodias pop. O resultado é uma faixa sombria, envolvente e contemporânea, situada entre o rock alternativo e o groove, com referências que remetem a nomes como Beck, Morphine e Tom Waits, mas preservando uma identidade própria.
• henry o henry – “There”
“ There” é um dos destaques de Apocrypha, álbum de estreia de henry o henry. A faixa explora a relação entre sentimentos intensos e o impulso de transformá-los em música, refletindo sobre como uma criação pode permanecer mesmo depois que as emoções que a inspiraram passam. Nascido em Dublin e radicado nos Estados Unidos há três décadas, o artista mantém uma trajetória distante das redes sociais e escreveu boa parte do disco em um violão de brechó bastante simples, com o braço reparado e cordas baixas que produziam distorções imprevisíveis.
• DAISY CONFUSED – “Careful My Boy”
Entre o art-rock, a neo psicodelia e o rock alternativo, a berlinense DAISY CONFUSED cria canções que transitam entre sonho e realidade, combinando referências do rock psicodélico clássico e do alternativo dos anos 1990 com uma produção contemporânea. Vocais crus, melodias hipnóticas, texturas distorcidas e elementos de R&B e trip hop formam uma sonoridade envolvente e discretamente sombria. Em “Careful My Boy”, harmonias vocais e um piano de inspiração nos Beatles dão lugar a uma base rítmica mais pesada e sensual, criando contraste com a melancolia e a tensão das letras.
• Allegories – “Pure Comedy”
O duo experimental Allegories apresenta “Pure Comedy”, single etéreo e intenso que transita entre esperança e pessimismo, intimidade e agressividade, combinando dream pop, indie rock e elementos eletrônicos. A faixa foi desenvolvida ao longo do processo de criação do álbum By Accident, On Purpose, com diferentes versões e fragmentos de fases anteriores incorporados à gravação final, refletindo a variedade sonora do disco, que chega em 16 de outubro.
• Astrid Swan – “Leveling Up”
Cinco anos após D/other, álbum que Astrid Swan imaginava ser seu último trabalho, a artista finlandesa inicia um novo ciclo musical com “Leveling Up”. Nesse período, ela publicou o romance ‘Noitarakastaja’ (2024) e deu continuidade às pesquisas acadêmicas, enquanto passou a refletir sobre os motivos para continuar criando depois de ter encarado a possibilidade da própria morte. Com o processo de composição mais lento, Swan busca novas direções, questiona a necessidade de produzir mais música e procura transformar silêncios, ausências e experiências pessoais em matéria para suas próximas canções, ao mesmo tempo em que segue trabalhando com sua banda de longa data.
• ARK IDENTITY – “SIT”
O artista e produtor de Toronto ARK IDENTITY, projeto de Noah Mroueh, apresenta “SIT”, single de inspiração new wave que transforma o desgaste causado pela polarização, redes sociais e excesso de notícias em um convite à reflexão. Com ritmos pulsantes, sintetizadores e crescente intensidade, a faixa contrapõe o caos externo à necessidade de desacelerar e pensar por conta própria. A darbuka, incorporada à produção como referência à herança libanesa de Noah, reforça sua identidade sonora. Mais do que uma ordem, “SIT” propõe a pausa como uma forma de resistência e uma maneira de recuperar perspectiva diante do ruído cotidiano.
• chariot tax – “hail mary style”
“Hail Mary Style”, single de estreia de chariot tax, é uma faixa pop psicodélica e envolvente, guiada por guitarras e sintetizadores que evocam o calor de um pôr do sol em Santorini. A produção combina elementos twee com referências que passam por Gorillaz, MGMT e Tame Impala, equilibrando guitarras acolhedoras e synths vibrantes em uma sonoridade leve, ensolarada e irresistivelmente dançante ao retratar insegurança e confusão emocional diante de um relacionamento.



