
O TECO APPLE faz parte do time de influenciadores da plataforma SubmitHub, provavelmente o melhor lugar para garantir escuta, feedback e atenção da maioria dos curadores online de música. Lá, podemos descobrir uma série de novos artistas e músicas enviadas pelos próprios. Nessa curadoria, selecionamos nomes que nos chamam a atenção e merecem um reconhecimento pelo trabalho enviado. Esta é a seção DSCVR ON.
• Night Teacher – “Never Better”
Night Teacher, projeto da cantora e compositora Lilly Bechtel e do produtor Matt Wyatt, anuncia o lançamento do segundo álbum, Year of the Snake, previsto para 31 de outubro pelo selo First City Artists. O título do disco faz referência ao Ano da Serpente no Zodíaco Chinês de 2025, um período marcado por transformações. O álbum surge como um convite luminoso ao crescimento, revelando os instintos e motivações que nos impulsionam e lembrando de cultivar paciência e espaço para o processo.
A primeira faixa divulgada, “Never Better”, traz uma homenagem envolvente, descontraída e cheia de groove aos desafios do constante esforço de autoaperfeiçoamento. Nos versos da balada indie pop e irônica, Bechtel reflete sentimentos de desconexão, frustração e autoquestionamento, misturados com tentativas de seguir em frente e melhorar a si mesmo apesar de perder repetidamente no “jogo” da vida.
• In The Pines – “Sunbeam Dream”
A banda norte-americana In The Pines combina de maneira surpreendente psicodelia, prog rock, shoegaze e blues, criando uma paisagem sonora ampla repleta de letras e melodias que equilibram a inquietação juvenil e uma profundidade mística. Para divulgar o álbum Sunbeam Dream, com lançamento previsto para 12 de setembro, o grupo apresenta a faixa-título do projeto. Assim como seus versos, que evocam a sensação efêmera de beleza e luz que ilumina a vida e a torna mais intensa, a música traz uma sonoridade enérgica e instigante, com guitarras potentes guiadas por um hipnótico groove de sintetizadores, baixo e percussão.
• Sheykh Forever – “Where is my baby?”
Sheykh Forever, projeto do multi-instrumentista e produtor iraquiano Mostafa Al, combina passado e futuro em músicas cativantes, unindo disco, rock e indie pop com funk envolvente. O single “Where is my baby?”, sucessor de “Sleeping Dogs”, revela uma sonoridade pop experimental em uma faixa intensa e acelerada, alternando entre batidas paranoicas e momentos apaixonados, com os pedidos etéreos de KER no centro. Gravada inteiramente em casa por Mostafa com equipamentos vintage, a música antecipa seu álbum completo a ser lançado ainda este ano.
• Menthüll – “CERAMICA”
O duo canadense de darkwave Menthüll cria camadas de sintetizadores densos, linhas de baixo envolventes e vocais em francês que atravessam a música com sofisticação e tensão. Em “CERAMICA”, a dupla revela uma atmosfera enigmática, combinando sons sombrios, baixos pulsantes e uma interpretação vocal delicada que transmite uma melancolia intensa, conectando sentimentos de tristeza à contemplação de lugares desconhecidos e à textura da terra e do barro.
• Tchotchke – “Playin’ Dumb”
A banda de rock Tchotchke, formada por Anastasia Sanchez (bateria e vocais), Eva Chambers (baixo e vocais) e Emily Tooraen (guitarra e vocais), apresenta o álbum Playin’ Dumb, produzido pelos irmãos do The Lemon Twigs. Para promover o projeto, o grupo lança o videoclipe da faixa-título, uma música que remete aos girl groups dos anos 1950, combinando simplicidade, harmonias marcantes e sonoridades profundas, enquanto explora de forma divertida a ideia de fingir ingenuidade.
• Allegories – “Stay Out Of The Basement”
O duo experimental de indie eletrônico Allegories retorna com “Stay Out Of The Basement”, uma faixa alt-pop travessa que mistura uma produção rica e inovadora com uma narrativa irônica, imaginando um mundo onde os pais curiosos do crush enfrentam destinos sombrios por bisbilhotar durante momentos íntimos.
• ALÍSI – “TRACE UR OUTLINE”
O single “TRACE UR OUTLINE”, da artista londrina de origem brasileira e portuguesa ALÍSI, transforma o sofrimento amoroso em uma experiência sonora cinematográfica e etérea. Produzido por Blake Bigfoot, o tema combina guitarras melancólicas, baixo envolvente e uma batida sutil, destacando os vocais íntimos da artista e sua letra introspectiva, que explora as dores de um coração partido, memórias e autodescoberta. Com uma sonoridade indie pop onírica e camadas cinematográficas, a faixa lembra artistas como Clairo e The Japanese House.
• Foreign Air – “Save Us” / “Awkward Bones”
O enigmático duo de indie pop Foreign Air divulga “Save Us”, single extraído do álbum Such That I May Glow, carregado de urgência e emoção. Com batidas marcantes e arranjos de cordas expansivos, a faixa expressa angústia e a busca por salvação em meio ao caos interno e externo. O videoclipe apresenta paisagens decadentes e desoladas, refletindo essa procura por sentido e conexão, enquanto as imagens surreais transmitem os temas de isolamento e fragilidade presentes na canção.
Já “Awkward Bones” combina cordas minimalistas e batidas eletrônicas inspiradas nos anos 80 com um refrão grandioso de alt-rock, abordando timidez, vulnerabilidade e o desejo de se conectar com alguém, mesmo diante da insegurança.
• Faint Tape – “For the Loop”
O trio Faint Tape apresenta o EP Ghost B-Sides e revela o single “For the Loop”. A faixa mergulha em um groove eletrônico lo-fi, destacando vocais femininos delicadamente sobrepostos, batidas levemente distorcidas, pulsos hipnóticos de sintetizador e sutis glitches que conferem textura à produção. O resultado é uma sonoridade que transita entre a nostalgia e a renovação, equilibrando delicadeza, energia e uma atmosfera envolvente.
• Messy Eater – “All Out Of Time”
O britânico Pete Bott, conhecido como Messy Eater, frequentemente é comparado a Gorillaz, Beck, The Flaming Lips, Beastie Boys e The Avalanches. Ele combina observações irônicas sobre a vida contemporânea com refrões marcantes e uma sonoridade singular, inteiramente autoral e produzida por ele mesmo. Em “All Out Of Time”, single extraído do EP Southern Time, o artista explora um groove hip hop envolvente, enriquecido por samples estalados de órgão e harmônica, e letras bem-humoradas que revelam seu olhar irônico sobre o cotidiano.
• Bad Self Portraits – “I Think I’m Going to Hell”
A banda de indie rock Bad Self Portraits lança o single final do seu aguardado álbum de estreia: a faixa-título catártica e introspectiva “I Think I’m Going to Hell”. A música apresenta o grupo em seu momento mais cru e sensível. Composta pela vocalista principal, Ingrid Howell, a canção narra uma memória marcante da infância sob a perspectiva de uma ansiedade religiosa e um TOC não diagnosticado.
• Diana Vickers – “Ice Cream”
Após mais de dez anos sem lançamentos solo, Diana Vickers retorna ao pop com o aguardado single “Ice Cream”, um hino suave e contagiante a todos que precisam de um desabafo de verão. Produzida por Dee Adams (Tom Grennan, Baby Queen) e James Earp (Lewis Capaldi, Maisie Peters), a canção é um pop divertido e cheio de humor irônico: repleto de sintetizadores, charme e atitude, remetendo aos primeiros hits de Vickers enquanto pisca o olho para as pistas de dança queer.



