Sophia Stel explora relações, solidão e amadurecimento no EP ‘How to Win At Solitaire’

Sophia Stel / Divulgação

A artista e produtora canadense Sophia Stel se sobressai por sua abordagem musical sensível e intensa, abraçando a incerteza e criando faixas que transitam entre introspecção e ambiguidade, valorizando a sensação e a autenticidade acima da perfeição técnica. Em seu segundo EP, How to Win At Solitaire, registrado em um estúdio improvisado em Vancouver e evidenciando sua independência artística, Stel reflete sobre experiências pessoais, como términos de relacionamento, que dão origem à urgência emocional presente nas canções.

“Everyone Falls Asleep In Their Own Time” apresenta uma atmosfera eletrônica etérea, combinando sintetizadores texturizados, guitarras com influências shoegaze e a voz profunda de Stel, que transmite uma sensação de entrega e devoção, resultando em uma produção que lembra artistas como Oklou, 070 Shakes e Ethel Cain. Já “Taste” é uma balada melancólica, marcada por sintetizadores suaves, que nasceu durante um período de término de relacionamento, refletindo o desejo da artista de que sua ex-namorada fosse feliz em sua nova fase, enquanto ela mesma buscava aceitar e seguir em frente.

“All Seven Seasons” explora uma sonoridade lo-fi, com guitarras e bateria em loops levemente ásperos, acompanhando versos que retratam a luta para preservar um amor, enfrentando inseguranças e buscando conexão mesmo diante de dúvidas e obstáculos. Por sua vez, “I’d Rather Be Your Than Mine” adota uma abordagem mais intimista e emotiva, combinando teclados, sintetizadores e a voz da artista para expressar desejo e apego profundo, refletindo sobre a dificuldade de se desprender de alguém enquanto se aceita que a outra pessoa siga seu caminho.

“All My Friends Are Models” é uma faixa alt-pop com uma atmosfera noturna que se encaixaria no repertório de Sky Ferreira, combinando guitarras intensas, sintetizadores hipnóticos, toques de piano e batidas marcantes, criando o cenário perfeito para os vocais etéreos de Stel e um refrão envolvente. Com letras confessionais, a música aborda a solidão por trás das aparências de uma vida artificial, o vazio de simular felicidade nas redes sociais e a serenidade encontrada ao aprender a se sentir bem na própria companhia. Já “Solitaire” se apresenta como uma balada pop eletrônica intimista, explorando o amadurecimento, o enfrentamento de desapontamentos e a aceitação de escolhas e distâncias nas relações.

How to Win At Solitaire consolida Sophia Stel como uma artista sensível e autêntica, capaz de transformar experiências pessoais em músicas emocionalmente densas que conectam introspecção, vulnerabilidade e maturidade.