
O primeiro longa da série ‘TRON: Uma Odisseia Eletrônica’, teve sua trilha composta pela pioneira dos sintetizadores Wendy Carlos, enquanto a sequência ‘TRON: O Legado’ (2010) contou com a assinatura musical do Daft Punk. Agora, quinze anos depois, o terceiro capítulo da franquia, ‘TRON: Ares’, surge como um dos trabalhos mais marcantes do Nine Inch Nails, irradiando tensão, melancolia e intensidade enquanto a essência analógica se choca com o medo digital. Este projeto também marca a primeira trilha sonora oficial da banda – embora Trent Reznor e Atticus Ross (membro oficial desde 2016) já tenham criado 20 trilhas sob seus próprios nomes, conquistando dois Oscars, três Globos de Ouro, um Grammy e um Emmy.
Essa foi uma sugestão do diretor Joachim Rønning ao apresentar o projeto. “A forma como isso se manifestou criou um conjunto diferente de regras”, disse Reznor. “Quando começamos a trabalhar na trilha, às vezes dizíamos: ‘Bem, isso é uma trilha do Nine Inch Nails’ [que fica evidente no single “As Alive As You Need Me To Be”, que soa um clássico da banda]. Isso trouxe uma sensação distinta para a maneira como abordamos o projeto.”
‘TRON: Ares’ distancia-se das trilhas premiadas pela dupla. Para o filme, no qual a humanidade se depara com seres de inteligência artificial pela primeira vez, o Nine Inch Nails cria uma arquitetura sonora construída a partir de sintetizadores pulsantes, texturas distorcidas, melodias hipnotizantes e sem orquestras. O álbum explode com a força total do grupo, ultrapassando limites e redefinindo o que uma trilha sonora pode ser.
Em 2008, Reznor e Ross iniciaram uma carreira prolífica na composição de trilhas para cinema. O primeiro projeto, ‘A Rede Social’ de David Fincher, rendeu ao duo um Oscar e um Globo de Ouro. Desde então, compuseram para uma grande variedade de filmes e séries, incluindo ‘Watchmen’ para a HBO, que lhes garantiu um Emmy de Melhor Composição Musical para Série. A trilha do filme animado ‘Soul’ (2020) recebeu diversos prêmios, entre eles Oscar, Grammy, Globo de Ouro e BAFTA. No mesmo ano, a trilha de ‘Mank’, também de Fincher, foi indicada a várias dessas premiações. Entre os projetos mais recentes estão ‘Império da Luz’ de Sam Mendes, ‘O Assassino’ de Fincher e três trabalhos com o diretor Luca Guadagnino – ‘Até os Ossos’, ‘Rivais’ e ‘Queer’.



