
Quatro anos após o álbum de estreia I’m Good. The Crying Tape, a cantora e produtora alemã Nalan anuncia o disco 2009, que será lançado em 24 de abril pelo selo Mansions and Millions. Com nove faixas, o projeto foi desenvolvido principalmente entre Istambul e Berlim e constrói uma versão fictícia do ano de 2009, inspirada em arquivos pessoais de câmera digital da época e nas memórias despertadas durante o processo criativo. O resultado oscila entre o nostálgico e o sombrio: enquanto algumas músicas evocam leveza e saudade, outras mergulham em tons mais melancólicos e introspectivos, refletindo essa dualidade presente também na estética do álbum.
Musicalmente, Nalan expande o estilo alt-pop futurista apresentado em sua estreia, combinando elementos eletrônicos experimentais com uma abordagem mais orgânica e performática. Sintetizadores marcantes e guitarras dedilhadas criam contrastes fascinantes, abrindo espaço para vocais que variam entre o destaque e a sutileza ao fundo. As letras transitam entre o autobiográfico e o ficcional, abordando temas como desejo, crescimento, paixões e vazio emocional.
Em “Ok”, a artista desenvolve a história de alguém que tenta, sem sucesso, ajudar uma pessoa próxima a continuar vivendo. De forma honesta e metafórica, a música retrata o desgaste emocional que se infiltra no cotidiano até se tornar insustentável. Diante da impotência de mudar a situação, Nalan decide voltar o olhar para si mesma antes de também se perder. Ao sair para caminhar, ela nos conduz por suas ruas enquanto observa o pôr do sol e imagina estar em Nova Iorque, mergulhando em lembranças do início dos anos 2000 através de uma eletrônica experimental, como o primeiro beijo e as noites em bares fingindo ser mais velha.
Já “59:1 (fiftynine to one)” faz referência ao clube homônimo de Munique, fechado em 2013, onde a artista viveu parte da juventude frequentando shows, e reúne, além de sua banda atual, colaborações de músicos da cena indie e punk local da época, como Hisahi Yamamoto, Attila Sarıtaş e Martin Brugger.
“I Like You” captura com leveza o início de uma paixão por meio de versos falados, sintetizadores suaves e batidas delicados, enquanto “Stars”, guiada pelo violão acústico, revela um lado mais delicado e íntimo da artista.
Capa e repertório de 2009:

01. “Apple”
02. “59:1 (fiftynine to one)”
03. “I Like You”
04. “Ok”
05. “Down the Drain”
06. “Heavy Metal”
07. “I’ve got Nothing to Say”
08. “Stars”
09. “Everything was Easy in 2009”
