Syot celebra vínculos duradouros no EP de estreia ‘Flowers in the end’

Syot / Divulgação

O quarteto Syot, formado por músicos da Alemanha e da Holanda, apresenta o EP de estreia Flowers in the end, trabalho que transita entre disco, soul, indie e pop psicodélico. Ao longo das cinco faixas, o grupo reúne sintetizadores Juno, guitarras de inspiração funk, percussão orgânica, ecos de fita, cowbells e camadas de falsete, dando a cada composição uma personalidade distinta, embora todas compartilhem o mesmo universo emocional. As letras abordam romances conturbados, solidão, desencontros e laços afetivos, com atenção especial às amizades que resistem mesmo quando outras relações e certezas começam a desaparecer.

O título Flowers in the end representa justamente as pessoas queridas que permanecem presentes diante de decepções, transformações e períodos de incerteza. Integrado por Kai Mundo van Dijk (voz e baixo), Oscar van de Steeg (voz e teclados), Henri Ditz (guitarra) e Tino Kassubek (bateria), o Syot desenvolveu o projeto ao lado do produtor Yves Lennertz, conhecido por colaborações com Collignon e YĪN YĪN. Sebastian Jones ficou responsável pela mixagem, enquanto Paul Gold, que já trabalhou com nomes como Grizzly Bear e LCD Soundsystem, assinou a masterização. Parte do repertório surgiu de antigas demos registradas entre aulas, antes mesmo da consolidação do conjunto, e ganhou novas formas em estúdio sem abandonar a espontaneidade e as pequenas imperfeições das versões originais.

“Love is overrated” aproxima disco e funk dos anos 1970 em uma canção descontraída sobre tentar desacreditar o amor depois de uma desilusão, apesar do desejo persistente de criar uma conexão com alguém. Já a faixa-título transita pelo soul e pelo pop psicodélico ao expressar o desejo de ajudar alguém querido a superar a tristeza, valorizando sua presença e permanência. “Strangers” aposta em rock acelerado e percussão vibrante para retratar o receio da intimidade provocado por um encontro inesperado capaz de romper barreiras emocionais, enquanto “Blame” envolve guitarras acústicas e baixo hipnótico em uma atmosfera melancólica sobre a dificuldade de se desprender de lembranças de um instante impossível de reviver.

Com Flowers in the end, o Syot transforma vulnerabilidade, incertezas e vínculos duradouros em um repertório diverso e coeso, consolidando uma identidade musical própria logo em seu primeiro lançamento.