
Após concluir a trilogia formada por Dolores Dala Guardião do Alívio, Fim das Tentativas e Escuro Brilhante, Último Dia no Orfanato da Tia Guga com a turnê ‘Pra Sempre’, o poeta, cantor e escritor Rico Dalasam inicia uma nova fase de sua trajetória musical. “Ser Feliz de Novo” apresenta uma amostra de sua atual pesquisa sonora ao revisitar referências fundamentais para sua maneira de compor e interpretar. O trabalho parte de uma memória afetiva ligada ao pagode, especialmente ao repertório do grupo Boka Loka, e a aproxima da linguagem do rap, dois gêneros que atravessam a formação artística do cantor.
“Se revisarmos meu catálogo poderemos notar que dois gêneros influenciam predominantemente a obra: rap e o pagode, que fazem nuance nos exercícios de rima e de melodia. É pelo pagode que se inicia meu desejo de escrita, e só aos 13 anos que o rap aparece como prática”, explica Rico.
A faixa também marca o primeiro encontro do artista com Pedro Lucas e Enzo DiCarlo na produção e abre caminho para uma nova etapa de sua pesquisa musical, que aponta para os rumos de seu próximo álbum. Ao recuperar melodias, referências e formas de composição que já fazem parte de sua identidade, o projeto assume um caráter mais introspectivo, revisitando suas origens enquanto revela o amadurecimento de sua linguagem. Nesse movimento, novas perspectivas são integradas à sua trajetória em diálogo com seu projeto de pesquisa de mestrado sobre a categoria social Filho, que articula os campos da arte, da sociologia e da psicanálise.
“Neste trabalho, revisito o gênero em uma faixa que é fundante para o meu canto e minha escrita. Obras como a do Boca loka, do Pixote do Araketu e de tantos outros que até hoje ainda marcam minha poética”, complementa.



