TOP 50 de discos de 2013 – # 01-10

sexta-feira, dezembro 27th, 2013

#01. Beyoncé
(BEYONCÉ)

Beyoncé está passos além do cenário pop. Não se trata apenas da falta de marketing para lançar um álbum visual sem aviso prévio e causar comoção mundial, mas o status de diva alcançado numa batalha constante no mundo do entretenimento. Aqui, a cantora abre um diário – nos diversos trechos nostálgicos da garotinha de Houston e com um objetivo claro – num material substancial, confessional, humano e que expõe uma evolução diante do seu antecessor 4 que pregava influências essenciais do R&B e soul.

A artista revela-se extremamente sensual e explícita com a balada R&B “Rocket” – uma versão 2.0 de “Untitled (How Does It Feel)” de D’Angelo que abre com “let me sit this ass on you” -, vulnerável a relações (“Jealous” e “Mine” com a participação de Drake) e reflete a maternidade (“Blue”). O hino feminista “***Flawless” – anos luz do plastificado “Run The World (Girls)” – fortalece a balada “Pretty Hurts” que abre o álbum e os padrões cobrados pela sociedade no competitivo mundo do showbizz. Com a boogie woogie setentista “Blow” e a vibrante “XO”, o material alcança seus momentos mais radiofônicos, mas é o pop sombrio de “Haunted” que deixaria Madonna no vácuo ou correr para uma colaboração urgente com o The Weeknd.

Com toques de hip hop e R&B contemporâneo (“Drunk in Love” e “Superpower” com Frank Ocean), chillwave (em “No Angel”) e pop, BEYONCÉ é uma verdadeira obra da arte pop.

Dica de download: “Blow” (), “Partition” () e “XO” ()

#02. Kanye West
(Yeezus)

O hip hop de Kanye West é tomado pela eletrônica abrasiva e de imperfeições propositais (“I Am a God” e “On Sight”) de deixar o rock industrial do Nine Inch Nails de queixo caído. Não faltam críticas sociais (“New Slaves” na companhia discreta de Frank Ocean), abuso de drogas (“Hold My Liquor”) e revelações sexuais (“I’m In It” com sua pegada dancehall) para montar a sonoridade epiléptica nos contos de horror do rapper. O inferno astral de Yeezus encontra paz com “Bound 2” e o sample de Ponderosa Twins Plus One, numa declaração à Kim Kardashian (“one good girl is worth a thousand bitches”), após inúmeras decepções amorosas (“Blood on the Leaves” com o sample de “Strange Fruit” de Nina Simone e “Guilt Trip”). Brincar de Deus para o egocêntrico West é tarefa fácil em Yeezus.

Dica de download: “Black Skinhead” (), “Bound 2” () e “New Slaves “ ()

#03. Rhye
(Woman)

Antes de apresentar o seu disco de estreia Woman, o Rhye apareceu misteriosamente com faixas soltas na Internet em 2012. Eram canções levadas por uma sensibilidade neo soul feminina tocante aos moldes de Sade com Everything But the Girl ambientada para amantes. Quando o produtor Robin Hannibal (do Quadron) e o músico Milosh assumiram a identidade do duo, o trabalho tornou-se ainda mais admirável por tamanha delicadeza. Cercadas de mistério e sex appeal, com o vocal andrógeno de Milosh e sintetizadores minimalistas guiados por cordas elegantes (“Shed Some Blood” e “3 Days”), suas composições revelam dores (“The Fall”) e amores como canções de ninar (“Verse” e “One Of Those Summer Days”) após uma boa noite de sexo.

Dica de download: “Open” (), “The Fall” () e “3 Days” ()

#04. Vampire Weekend
(Modern Vampires of the City)

Em seu terceiro registro de estúdio, o Vampire Weekend destrincha todas as influências de seu antecessores num material orgânico e conceitual com Nova Iorque como pano de fundo ao encarar a maturidade com uma dose de crise existencial dos 30 (“It’s been twenty years and no one’s told the truth” como cantam em “Obvious Bicycle”). Com o tique taque do relógio com bateria marcial (“Hudson”), a cavalgada indie rock western (“Worship You”), o rockabilly energético a la Buddy Holly (“Diane Young” e que soa aos ouvidos como “Dying Young”), a conversa com Deus (em “Ya Hey”) e a conjuração de influências em “Finger Back” (que soa como a “A-Punk” ou “Cousins” do disco), o grupo de Ezra Koenig compila sua carreira para debater as preocupações naturais do ser humano.

Dica de download: “Ya Hey” (), “Diane Young” () e “Step” ()

#05. Disclosure
(Settle)

Os irmãos Lawrence, responsáveis pelo Disclosure, são detentores de animar qualquer pista de dança com o seu trabalho de estreia. De forma quase erudita viajam pela década de 70 com “Defeated No More”, recebem a aura oitentista com o eletrofunk missionário “When a Fire Starts to Burn” e buscam apelo melódico no trip hop dos 90 em “Help Me Lose My Mind” calcados pela house em sua sonoridade pop moderna e de ritmos irresistíveis. Participações de artistas como Jessie Ware (“Confess to Me”), AlunaGeorge (“White Noise”) e Eliza Doolittle (“You & Me”) garantem uma identidade única ao material imaculado. No início do trabalho, os Lawrence perguntam “como você se mantém motivado no meio de tudo o que está acontecendo?” e uma audição de Settle garante a resposta.

Dica de download: “F for You” (), “Latch” () e “White Noise” ()

#06. Arcade Fire
(Reflektor)

Reflektor é como o próprio líder da banda, Win Butler, define-o: “uma mistura de Studio 54 com vudu haitiano”. Agora, acrescente a eletrônica dançante do produtor James Murphy (a mente do LCD Soundsystem) e temos o divórcio da identidade do três trabalhos anteriores do Arcade Fire. O dub de “Flashbulb Eyes”, a festa caribenha de “Here Comes the Night Time”, o rock arte (“Normal Person”) e o toque pós-punk (“Joan of Arc”) representam o primeiro ato de Reflektor que tem como feito animar o seu público. Em sua segunda parte, adotam uma postura mais tranquila e luxuosa como em “Here Comes the Night Time II” e “Supersymmetry”, dando um basta na festa para o início de uma série de revelações fúnebres (“Afterlife”). O resultado é um ato de risco e renovação após a consagração – vindos com um Grammy – de The Suburbs. E o risco vale a pena.

Dica de download: “Normal Person” (), “Afterlife” () e “Reflektor” ()

#07. James Blake
(Overgrown)

Das baladas negras e minimalistas sobre solidão (em “Overgrown” com seus versos “ignore everybody else we’re alone now”) e avassaladoras (como a solitária ao piano “DLM”), o segundo registro de James Blake nos leva por uma jornada emocional com seu vocal angelical. Seja na participação de RZA numa aventura hip hop de texturas eletrônicas (“Take a Fall for Me”), faixas dançantes (“Voyeur”) ou na leveza dubstep soul própria do músico que perde o controle em loops de “hmmmm’s” hipnóticos (“Digital Lion”), o artista assume a responsabilidade do temido segundo disco de estúdio e entrega um trabalho conciso e grandioso.

Dica de download: “Overgrown” (), “Retrograde” () e “Digital Lion” ()

#08. Daft Punk
(Random Access Memories)

Um dos grandes méritos de Random Access Memories está na sua lista de colaborações e como o duo do Daft Punk entra no universo de cada um de seus convidados e não o contrário. Na companhia de Giorgio Moroder apresenta a história da música disco e seus sintetizadores (na biográfica “Giorgio Moroder”), com Pharrel Williams e Nile Rodgers recriam as pistas do Studio 54 (em “Get Lucky” e “Lose Yourself to Dance”), visitam as harmonias do pianista/produtor Chilly Gonzales (em “Within”), abraçam o Julian Casablancas solo de Phrazes For The Young (em “Instant Crush”) e as psicodelias pop do Panda Bear (em “Doin’ It Right”). Em Random Access Memories, Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter são mais acessíveis do que se pode imaginar.

Dica de download: “Doin’ it Right” (), “Instant Crush” () e “Giorgio by Moroder” ()

#09. Arctic Monkeys
(AM)

O Arctic Monkeys entra numa frequência em AM disposto a lançar o álbum mais maduro de sua carreira. Em seu rock inspirado em Black Sabbath (“Arabella”) e moldado pelo R&B (“Mad Sounds”), como assumem, o quinto registro de estúdio dos amigos de Alex Turner talvez não tenha a espontaneidade de materiais anteriores, mas soa brilhante nas letras (“Why’d You Only Call Me When You’re High?”) em que o líder do grupo é submisso a amores sem perder de vista as guitarras encorpadas (“R U Mine?”) e melodias cativantes (“Snap Out of It”) que o acompanham pelas madrugadas como o rock andarilho denso com levada bluesy de “Do I Wanna Know?”.

Dica de download: “One For The Road” (), “No.1 Party Anthem” () e “Why’d You Only Call Me When You’re High?” ()

#10. Autre Ne Veut
(Anxiety)

O produtor Arthur Ashin (a.k.a. Autre Ne Veut) desconstrói o R&B dos anos 80 com sua estética pop alucinogênica de pegada eletrônica (“Ego Free Sex Free”) e de falsetes sensuais (“Play by Play”) como um Justin Timberlake indie tomando conselhos durante uma sessão de terapia. Anxiety vai do pop (“Promises”) à presença guitarras arranhadas ao melhor estilo do Sleigh Bells (“Warning”) para jogar seus dramas amorosos como um adolescente em crise (“Gonna Die” e “A Lie”), sem perder o seu ouvinte em refrões contagiantes e fazê-lo dançar de maneira libidinosa (“I Wanna Dance With Somebody”).

Dica de download: “Ego Free Sex Free” (), “Play by Play” () e “Counting” ()

TOP 50 de discos de 2013 – # 11-20

quinta-feira, dezembro 26th, 2013

#11. John Grant
(Pale Green Ghosts)

John Grant distancia-se da sonoridade do álbum de estreia Queen of Denmark (2010) e explora o universo synthpop (“Black Belt”) com traços de Depeche Mode e Human League que o Scissor Sisters deveria tomar aulas e o LCD Soundsystem sentir-se honrado (“Sensitive New Age Guy”). Com suas texturas eletrônicas e a participação de Sinead O’Connor em três faixas, o músico nos assombra com confissões de relacionamentos complicados (“Why Don’t You Love Me Anymore?”), a vida gay e a batalha contra a AIDS, sem precisar pagar de bom moço – resgatando a antiga forma em “GMF” – e encontrar forças para curar as cicatrizes. “I’m the greatest motherfucker that you’re ever gonna meet”.

Dica de download: “Pale Green Ghosts” ()

#12. My Bloody Valentine
(mbv)

Foram necessários mais de vinte anos para o My Blood Valentine, um dos expoentes do shoegaze, voltar com sua porção de guitarras distorcidas e abafadas (“only tomorrow” e “is this and yes”) num trabalho íntimo e atemporal. Os vocais nebulosos e sussurrados de Bilinda Butcher, soterrados por uma parede de guitarras (“if i am”), não fogem da linha contrastante do álbum Loveless (1991), mas soam como se a turma de Kevin Shields estivesse tirando a poeira de um catálogo intocável sem precisar buscar uma reinvenção para nos deixar sem fôlego.

Dica de download: “only tomorrow” ()

#13. Janelle Monáe
(The Electric Lady)

O soul, funk e R&B conceitual de Janelle Monáe mantém-se clássico e com um pé no futuro. As participações especiais de nomes consagrados como Prince (em “Givin’ Em What They Love”) e Erykah Baduh (no space-funk feminista “Q.U.E.E.N.”) ou da nova safra do gênero com Solange Knowles (no gingante “The Electric Lady”), Speranza Spalding (na soul jazz “Dorothy Dandridge Eyes”) e Miguel (na romântica “PrimeTime” com sample de “Where Is My Mind?” do Pixies) garantem um toque humano nesta obra sci-fi que ruma ao pop eletrizante épico.

Dica de download: “Dance Apocalyptic” ()

#14. David Bowie
(The Next Day)

Dez anos depois do álbum Reality, David Bowie interrompe o hiato e volta com The Next Day. Já larga logo de cara no refrão da faixa título, um rock clássico e em boa forma, a frase “Here I am not quite dying”. O camaleão reflete insanidade (“Love is Lost”), tristeza (“You Feel So Lonely You Could Die”) e solidão no período em que viveu em Berlim nos anos 70 (na melancólica “Where Are We Now?”) sem perder o foco da sonoridade direta (“I’d Rather Be High”), agressiva (“(You Will) Set The World On Fire”) e com essência do pop atual (“How Does the Grass Grow” e “If You Can See Me”) neste retorno.

Dica de download: “The Next Day” ()

#15. Neko Case
(The Worse Things Get, The Harder I Fight, The Harder I Fight, The More I Love You)

O longo título do sexto álbum de Neko Case – conhecida pelo seu trabalho no The New Pornographers – deixa claro que há muito para colocar na mesa e debater, como evoca com o seu “get the fuck away from me” na firme “Nearly Midnight, Honolulu” ou quando bota em questão a supremacia masculina no rock urgente de “Man”. Das viagens solitárias durante as turnês (“I’m From Nowhere”) aos antigos amores à distância (“Calling Cards”), Case aparece com o seu material mais acessível, transparente e maduro (“Night Still Comes”) com um time que vai de Carl Broeme do My Morning Jacket a M. Ward do She & Him.

Dica de download: “Man” ()

#16. Haim
(Days Are Gone)
Days Are Gone é uma homenagem a diversos gêneros da música com espírito espontâneo em suas harmonizações vocais (“Go Slow” e “Running If You Call My Name”) e melodias cativantes prontas para fazer qualquer mortal se apaixonar por estas meninas. Os sintetizadores de aura oitentista da faixa título, o vigor pop (“Don’t Save Me”), a dinâmica R&B (“My Song 5″) e a dramática batalha nos riffs e percussão (“Let Me Go”) garantem uma estreia admirável das irmãs.

Dica de download: “The Wire” ()

#17. Blood Orange
(Cupid Deluxe)

Devonté Hynes (a.k.a. Blood Orange) lança o álbum Cupid Deluxe – o sucessor de Coastal Grooves (2011) – inspirado pela poesia dos subúrbios de Nova Iorque e contemplado por uma atmosfera oitentista para auxiliar a sensibilidade pop/funk (“Uncle Ace” e “No Right Thing”) de composições rodeadas de aflições amorosas (“Time Will Tell”). É de se notar a mente aberta de convidados como David Longstreth (do Dirty Projectors na envolvente “No Right Thing” e que caberia no repertório de Solange), Caroline Polachek (do Chairlift), Samantha Urbani (do Friends), Clams Casino e Adam Bainbridge (a.k.a. Kindness) que se permitem a entrar de cabeça no território de Hynes.

Dica de download: “You’re Not Good Enough” ()

#18. The Knife
(Shaking the Habitual)

Karin Dreijer Andersson e Olof Dreijer, os irmãos responsáveis pelo The Knife, voltam em Shaking the Habitual com sua eletrônica esquizofrênica (“Full of Fire”) e sonoridade desafiadora (“Fracking Fluid Injection”) praticamente calculada. O trabalho é moldado para transformar pistas de dança em cenários macabros no seu abuso de sintetizadores tribais e ritualísticos (“Without You My Life Would Be Boring”) guiados pelo vocal exorcizado (“Wrap Your Arms Around Me”) de Andersson em temas que envolvem gênero, feminismo e políticas sexuais. Shaking the Habitual é uma criança levada da união de Aphex Twin com Kate Bush criada em um universo particular.

Dica de download: “Raging Lung” ()

#19. Savages
(Silence Yourself)

O post-punk sensação das meninas do Savages é firme na sonoridade explosiva e precisa que busca influências nítidas aos ouvidos de Joy Division e Siouxsie and the Banshees. Com sua energia visceral (“Shut Up”), feroz (“I Am Here”), paranóica (“Husbands”) e regada de luxúria (“Strife”), as guitarras cortantes (“Waiting for a Sign”) e os baixos sem tréguas de Silence Yourself exalam fúria dramática. E sim, são capazes de deixar muitos meninos com inveja da atitude e presença destas roqueiras.

Dica de download: “Husbands” ()

#20. Waxahatchee
(Cerulean Salt)

O rock lo-fi do Waxahatchee, projeto solo de Katie Crutchfield, canaliza ressentimentos em Cerulean Salt e soa familiar a obras reveladoras dos anos 90. As guitarras e versos confessionais (“Hollow Bedroom” e “Blue Pt. II”) parecem ser presenciadas por uma Liz Phair da era “Exile in Guyville” (em “Misery Over Dispute”) e Veruca Salt, através de melodias que procuram manter o encanto e serenidade nas batidas simples (“Coast to Coast”) para acompanhar um turbilhão de arrependimentos tratados como morte de espírito.

Dica de download: “Misery Over Dispute” ()

TOP 50 de discos de 2013 – # 21-30

quarta-feira, dezembro 25th, 2013

#21. Sky Ferreira
(Night Time, My Time)

A aguardada estreia da it girl do pop cumpre o seu papel muito além do esperado sem recorrer a nenhuma das faixas do elogiado EP Ghost. Sky Ferreira soa como uma versão repaginada de The Runaways (“Boys”) e Cyndi Lauper (“Love In Stero”) num trabalho completo. Explora o rock psicodélico dos anos 70 e a new wave dos 80 (“24 Hours”) na sua leva de guitarras pesadas com tendência nervosa (“Nobody Asked Me (If I Was Okay)” e “Heavy Metal Heart”) e atmosfera nebulosa (“Night Time, My Time”).

Dica de download: “Nobody Asked Me (If I Was Okay)” ()

#22. The National
(Trouble Will Find Me)

Para suas canções que abordam “questões como a morte e morrer”, o The National ainda se supera em melodias contrastantes sem perder a intensidade própria (“Sea of Love”) na companhia do barítono marcante de Matt Berninger, peça fundamental que capta as emoções das composições. Guitarras expressivas, instrumentações distintas e melancolia exposta (“Don’t Swallow the Cap” e “Pink Rabbits”) embelezam a tristeza de Trouble Will Find Me, mesmo mantendo-se fiel a trabalhos anteriores.

Dica de download: “Graceless” ()

#23. Anna Calvi
(One Breath)

Em seu segundo registro de estúdio, a cantora/guitarrista Anna Calvi lança feitiços prorrogados em seu rock sombrio e fantasmagórico (“Sing to Me”) que caberiam perfeitamente na atmosfera particular de PJ Harvey e ilusória de Beth Gibbons. A barulheira virtuosa da artista vai em busca de uma identidade perdida (“Eliza”) rodeada de circunstâncias teatrais (“Cry”) e cinematográficas (“Carry Me Over”) impressas em suas melodias abastecidas de um fôlego sem fim.

Dica de download: “Suddenly” ()

#24. Laura Marling
(Once I Was an Eagle)

O folk engajado e polido de Laura Marling, com trejeitos de Joni Mitchell e Nick Drake, soa cada vez mais maduro, solitário e até mesmo sensual. Há resistências (“Master Hunter”) e desconfianças (“Once”) em suas narrativas para invocar relações vulneráveis de maneira poética (“Little Love Caster”) em seus contos apresentados por melodias dinâmicas para amenizar o sofrimento.

Dica de download: “Master Hunter” ()

#25. M.I.A.
(Matangi)

M.I.A. continua politicamente firme em Matangi sem perder sua propriedade em ritmos contagiantes que percorrem o mundo (“Matangi”) e simbolismos culturais. A fuga constante dos refugiados de guerra (“atTENTtion”), a batida alucinógena com leve inspiração religiosa de “Charmless Man” do Blur (“Come Walk With Me”) e as garotas de atitude (“Bad Girls”), são tiroteios em seus versos de batidas frenéticas (“Bring the Noize”). O quarto disco de estúdio – com seus atrasos por problemas com a gravadora – demorou mais do que deveria para ver a luz do dia e encontrar-se livre.

Dica de download: “Y.A.L.A.” ()

#26. CHVRCHES
(The Bones of What You Believe)

O synthpop preciso e açucarado dos escoceses CHVRCHES ameniza as dores de suas composições amargas – “I’m in misery” como refletem em “The Mother We Share” – através da vivacidade de sua eletrônica homogênea (“Under the Tide”) e do vocal meigo de Lauren Mayberry que absorve a força de suas letras (“Gun”). The Bones of What You Believe funciona como uma grande compilação de singles prontos para conquistar ouvintes pelas ondas do rádio.

Dica de download: “Gun” ()

#27. Majical Cloudz
(Impersonator)

O duo canadense responsável pelo Majical Cloudz desenha uma eletrônica sentimental de sintetizadores em loops estáticos e instrumentações minimalistas para envolver seu ouvinte numa atmosfera fria que cerca as pequenas declarações existenciais (“I want to feel like somebody’s darling” na faixa título) em Impersonator. Através do vocal abatido de Devon Welsh, que chega a se comparar a um inseto (“Bugs Don’t Buzz”), existe uma aura de fraqueza que busca força nas harmonias carregadas de comoção catártica.

Dica de download: “Childhood’s End” ()

#28. Lorde
(Pure Heroine)

Com seu disco de estreia Pure Heroine, a adolescente Ella Yelich-O’Connor (a.k.a. Lorde) já vive o sucesso de gente grande ao revelar-se uma poetisa através de seu pop minimalista de percussões espaçadas e traços do hip hop. A garota completa o material com ambições, medos e ansiedades da vida juvenil e fantasias de realeza (“Royals” e “Buzzcut Season”) em sua rotina de transformações diárias num ambiente novo (“Team” e “A World Alone” em que canta “maybe the Internet raised us, or maybe people are jerks”). Resta apenas um futuro incerto para o talento nato da cantora.

Dica de download: “Ribs” ()

#29. Queens of the Stone Age
(…Like Clockwork)

O rock robusto e preciso do Queens of the Stone Age em …Like Clockwork recebe um impulso através de sua lista de colaboradores. Nomes como Dave Grohl (Foo Fighters), Mark Lanegan, Nick Oliveri, Alex Turner (Arctic Monkeys) e Jake Shears (do Scissor Sisters na funkeada “Smooth Sailing”) acrescentam ao resultado final do trabalho da turma de Josh Homme. Isto tudo, sem perder a qualidade das guitarras distorcidas – “Fairweather Friends” com o piano inspirado de Elton John e “Kalopsia” com a eletrônica e vocal de Trent Reznor – com melodias que mantém a consistência sombria (“The Vampyre of Time and Memory”) do grupo.

Dica de download: “I Appear Missing” ()

#30. Foals
(Holy Fire)

Com melodias que vagam com influência do funk groove (“Inhaler”), riffs dançantes (“My Number”) e percussão tribal/tropical (“Out of the Woods”), o Foals demonstra uma pegada mais pop e redondinha (“My Number”) em Holy Fire para construir o seu rock emotivo. O grupo de Yannis Philippakis encontra-se numa estrada entre o universo indie e cada vez mais próximo do mainstream. Mas, isso não é necessariamente ruim, já que a qualidade do material continua notável.

Dica de download: “My Number” ()

TOP 50 de discos de 2013 – # 31-40

terça-feira, dezembro 24th, 2013

#31. Postiljonen
(Skyer)

O dream pop do Postiljonen, formado por dois suecos e uma norueguesa, molda de forma genuína suas composições celestiais com a fórmula do Air France e do M83. Numa combinação harmônica e melódica, seus sintetizadores mansos sustentam delicadeza etérea numa atmosfera lúdica (“On the Run”) e de solenidade (“We Raise Our Hearts”) com influências do pop – e dos saxofones – dos anos 80 (“Atlantis”).

Dica de download: “Supreme” ()

#32. Charli XCX
(True Romance)

O caráter pop gótico intoxicante e atraente de Charli XCX em True Romance coloca em encontro universos populares e alternativos da música. Dos elementos industriais (“Nuclear Season”), comerciais (“Set Me Free”) ou no rebuscado sample de “You” do Panda Bear – na esquizofrênica “You (Ha Ha Ha)” -, o registro demonstra caráter autêntico nas sonoridades hipnóticas (“Take My Hand”) e baladas sombrias abastecidas de ironia (“Stay Away”).

Dica de download: “You’re the One” ()

#33. London Grammar
(If You Wait)

O trio inglês London Grammar, em seu corpo pop eletrônico minimalista e abraçado pela grandiosidade vocal de Hannah Reid (“Stay Awake” e “Strong”), domina a fragilidade de If You Wait construindo belas composições na riqueza de seus instrumentos com uma força sobrenatural como se houvesse um casamento entre o Florence and the Machine e o The xx.

Dica de download: “Wasting My Young Years” ()

#34. Young Galaxy
(Ultramarine)

O synthpop pulsante de loops brilhantes dos canadense do Young Galaxy proporciona uma viagem astral emocionante e eufórica em Ultramarine. Na companhia do vocal dramático de Catherine McCandless, o grupo procura instituir uma sonoridade dançante e acessível (“Pretty Boy” e “Fever”) que percorre pelo tempo (na grooveada “Out the Gate Backwards”) sem perder a virtude sonhadora e particular do material.

Dica de download: “Pretty Boy” ()

#35. Phosphorescent
(Muchacho)

O indie country de leves inserções eletrônicas de Matthew Houck, responsável pelo Phosphorescent, renova-se em seu sexto registro de estúdio. Com simplicidade em seu loops orgânicos, Muchacho reflete um relacionamento doloroso (“Song for Zula”) como se o Fleet Foxes estivesse embriagado e desembocasse numa aventura psicodélica sem volta.

Dica de download: “Ride On / Right On” ()

#36. Juana Molina
(Wed 21)

A argentina Juana Molina assume todos os papéis e responsabilidades em Wed 21. Produz, compõe e executa todos os instrumentos no registro que colore a sua ‘folktrônica’ universal que rompe as barreiras da linguagem e leva seu ouvinte a universos mágicos criados sonicamente de maneiras complexas.

Dica de download: “Eras” ()

#37. Justin Timberlake
(The 20/20 Experience)

De boyband no ‘N Sync ao pop R&B classudo no caprichoso The 20/20 Experience, Justin Timberlake tornou-se um sujeito a levar-se a sério aos poucos. Dos arranjos refinados de “Suit & Tie” a levada latina de “Let The Groove Get In” – e até com uma brasilidade de Sérgio Mendes (“Strawberry Bubblegum”) -, o rapaz vai em busca de uma identidade sem renegar suas origens de metáforas sexuais (“Tunnel Vision” com Timbaland) ao escapar de sua zona de conforto.

Dica de download: “Don’t Hold The Wall” ()

#38. Nine Inch Nails
(Hesitation Marks)

O Nine Inch Nails regressa à boa forma em Hesitation Marks quebrando um silêncio de quase cinco anos. Sem perder a sua identidade (“Copy of A”) e ainda soar mais pop (“Everything” e “Satellite”), o registro traz a essência do melhor que a turma de Trent Reznor realizou ao longo de vinte anos de forma revigorante e sintetizada.

Dica de download: “Satellite” ()

#39. Deptford Goth
(Life After Defo)

O pop experimental e sensível de Daniel Woolhouse (a.k.a. Deptford Goth) flerta com o eletro, R&B, dubstep e house remetendo a identidade de nomes como James Blake, The xx e How to Dress Well. Sua coleção de composições são um “meio termo entre o real e o sintético”, como define, num passeio complexo com sua melancolia à flor da pele (“Guts No Glory”) em busca de salvação.

Dica de download: “Feel Real” ()

#40. NO CEREMONY///
(NO CEREMONY///)

A eletrônica futurista e claustrofóbica do trio NO CEREMONY/// explora elementos da música experimental, dance (“HOLDONME”), rock (“HEARTBREAKER” com a participação do guitarrista do The Pixies) e do folk (“HEAVYHOUR”) nesta eclética estreia. Na companhia de sintetizadores denodados (“PARTOFME”), acordes eficazes no piano (“AWAYFROMHERE”) e o vocal sedutor de Victoria Hamblett, as canções transformam-se em verdadeiros rituais sentimentais (“DELIVERUS”).

Dica de download: “WARSONGS” ()

TOP 50 de discos de 2013 – # 41-50

segunda-feira, dezembro 23rd, 2013

#41. iamamiwhoami
(bounty)

O segundo álbum da figura enigmática iamamiwhoami, projeto multimídia da sueca Jonna Lee, revela-se uma força da natureza em seu synthpop onírico (“y”) com traços da eletrônica industrial (“o” e “;john”) e do trip hop (“clump”). As canções, extraídas das primeiras aparições da misteriosa Lee em vídeo, são peças fantasiosas (“u-1”) e místicas (“t”) perfeitas para um ritual de proporções épicas numa pista de dança.

Dica de download: “;john” ()

#42. Toro Y Moi
(Anything In Return)

Chaz Bundick (a.k.a. Toro Y Moi) carrega o peso do gênero chillwave em seu currículo e quando seu nome entra em cena. Com Anything In Return, o músico/produtor propõe-se a explorar seus limites num trabalho direcionado ao pop, construindo sintetizadores (“Say That”) com sabor de R&B dos clubes dos anos 90 (“Harm in Change”) com um impulso dream pop extasiante (“Touch”) em amargas baladas de amor (“Cake”).

Dica de download: “Harm in Change” ()

#43. Eleanor Friedberger
(Personal Record)

Eleanor Friedberger – a cara metade do The Fiery Furnaces – lança o seu segundo disco solo e em questão de um ano de Last Summer, reinventa-se. Com influência rock pop dos anos 60/70 para guiar histórias melancólicas e de amor, a artista revela força em seu talento como compositora (em frases como “I’m the ghost of ex-girlfriends” em “I Am the Past”) para aguçar sua complexidade emocional na companhia de melodias nostálgicas de altos e baixos.

Dica de download: “Stare at the Sun” ()

#44. The Weeknd
(Kiss Land)

O R&B sombrio e erótico de Abel Tsefaye (a.k.a. The Weeknd), popularizado por uma série de mixtapes, perde o controle numa tempesta de emoções em Kiss Land. Suas desilusões amorosas (“Live For” com Drake e “Pretty”), problemas com drogas (“Love in the Sky”) e críticas sociais transformam-se em pequenos contos que soam como uma trilha sonora perturbadora de um filme de John Carpenter.

Dica de download: “Belong to the World” ()

#45. V V Brown
(Samson & Delilah)

V V Brown reinventa-se no álbum Samson & Delilah ao se desligar do estilo pop retrô que a lançou em Travelling Like the Light (2009). Explorando sonoridades eletrônicas soturnas oitentistas (“Nothing Really Matters”), a sujeira dubstep (“Igneous”) ou o eletro gótico com influência de Crystal Castles (“I Can Give You More”), a artista retoma sua carreira de forma versátil sem moldar-se aos padrões mais apropriados e fáceis do cenário pop.

Dica de download: “The Apple” ()

#46. Quadron
(Avalanche)

Os dinamarqueses do Quadron, formado pela cantora Coco Maja Hastrup Karshøj e o produtor Robin Hannibal, exploram os territórios do pop envolvidos de romance, groove envolvente e R&B dinâmico em Avalanche. O material mantém-se elegante e charmoso do início ao fim, seja numa homenagem a Michael Jackson (“Neverland”) ou na participação inesperada do rapper ‘boca suja’ Kendrick Lamar revelando uma faceta romântica (“Better Off”).

Dica de download: “Hey Love” ()

#47. Cayucas
(Bigfoot)

O indie pop rock ensolarado do Cayucas, projeto de Zach Yudin, soa como um encontro entre Beach Boys, The Drums e Vampire Weekend num final de tarde de domingo. Bigfoot, com suas letras e melodias praianas (“Cayucos” e “A Summer Thing”) inspiradas pela surf music dos anos 60 e percussões que viajam pelo mundo (“Ayawa ‘kya”), é uma estreia agradável para relembrar verões passados.

Dica de download: “East Coast Girl” ()

#48. Cold War Kids
(Dear Miss Lonelyhearts)

Em Dear Miss Lonelyhearts, o Cold War Kids exala uma sensibilidade pop apagada em seus trabalhos anteriores. Da inspiradora e grandiosa “Miracle Mine”, com seu piano saltitante que guia a faixa por completo, ao blues de “Tuxedos”, há uma consciência de renovação e euforia (“Lost That Easy”) da trupe de Nathan Willett, sem perder a identidade da aclamada estreia Robbers & Cowards de 2006 (“Jailbirds”).

Dica de download: “Lost That Easy” ()

#49. The Neighbourhood
(I Love You)

Com melodias lúgubres e cinematográficas que vagam pelo indie pop, rock e hip hop, o quinteto do The Neighbourhood desenha histórias de suspense no melhor estilo Hitchcock para cada uma das composições ecoantes de I Love You. Com sua natureza pessimista e pop noir, popularizada pela figura de Lana Del Rey, o grupo apresenta contos de amor e rebelião carregados de sensualidade, angústia e preparados para desconstruir o american way of life.

Dica de download: “Female Robbery” ()

#50. Capital Cities
(In A Tidal Wave Of Mystery )

A estreia do duo eletropop Capital Cities tem como objetivo acondicionar e ganhar as rádios com sua sonoridade extremamente espontânea. Com o hit preparado “Safe and Sound”, a eletrônica dançante de “Patience Takes Us Nowhere Fast”, a atmosfera oitentista nos sintetizadores pulsantes de “Kangaroo Court” e a essência disco moderna de “Origami”, estão prontos para conquistar diversos públicos. Do alternativo ao mainstream.

Dica de download: “Farrah Fawcett Hair” ()

Katy B reaproveita cenário do Disclosure e lança videoclipe de “Crying for No Reason”

domingo, dezembro 22nd, 2013

Katy B

A britânica Katy B trabalha na promoção do álbum Little Red com a balada “Crying for No Reason”, preenchida por uma eletrônica mais tranquila que a habitual, depois de apresentar canções como “5 AM” e “I Like You” do registro.

O trabalho é dirigido por Sophie Muller (de “Push & Shove” do No Doubt) e Ross McDowell. No entanto, a sensação é que McDowell reaproveita o cenário e a ideia do seu trabalho com o Disclosure em “F for You” ao colocar a cantora no mesmo ambiente para gravar o material carregado de efeitos visuais.


Clipe de “Crying for No Reason”

Little Red chega às lojas em fevereiro.

Disclosure e suas danças sobrenaturais no videoclipe de “Voices”

domingo, dezembro 22nd, 2013

Disclosure - Voices

Os irmãos Lawrence (a.k.a Disclosure) apresentam mais um tratamento visual para o seu elogiado álbum Settle através do single “Voices”, que tem os vocais de Sasha Keable, para acompanhar peças como “F for You”, “When a Fire Starts to Burn” e “White Noise”.

No videoclipe dirigido por WIZ (de “Supersoaker” do Kings of Leon), um grupo de presos mascarados – e assustadores – vivem em um universo paralelo através de suas coreografias de caráter sobrenatural.


Clipe de “Voices”

via DisclosureVEVO

TOP 10: videoclipes de 2013

sexta-feira, dezembro 20th, 2013

#01. Is Tropical“Dancing Anymore”
Direção: Megaforce

Is Tropical - Dancing Anymore

O eletropop do Is Tropical proporciona um soft porn com testosterona a todo vapor, fantasias sexuais, mente fértil e muita masturbação – com cenas regadas a sexo em 3D – com um garoto no auge da puberdade para acompanhar o delicioso e sensual single do álbum I’m Leaving. E claro, sem perder o bom humor.



Indochine - College Boy #02. Indochine“College Boy”
Direção: Xavier Dolan

O terror do bullying sem cor. Um garoto perseguido de forma violenta por seus colegas de aula gera tensão extrema quando ele é crucificado (literalmente) no pátio da instituição.



Duck Sauce - It's You #03. Duck Sauce“It’s You”
Direção: Philip Andelman

Numa barbearia , o Duck Sauce dá vida aos seus cortes de cabelo num audiovisual dançante, moldado por clássicos da Motown, de deixar os fios da cabeça em pé.



Django Django - WOR #04. Django Django“WOR”
Direção: Jim Demuth

Uma versão hardcore de “Bad Girls” com muita coragem. Um grupo de pilotos indianos coloca a vida em jogo, num parque de diversões improvisado, para entreter sua plateia. Pura adrenalina.



Passion Pit - Carried Away #05. Passion Pit“Carried Away”
Direção: Ben Brewer & Alex Brewer

Uma relação de amor e ódio entre Michael Angelakos e a atriz Sophia Bush. Com muita criatividade e bom humor, o casal equilibra um relacionamento em crise.



David Bowie - The Next Day #06. David Bowie“The Next Day”
Direção: Floria Sigismondi

Padres e cardeais que frequentam bares com garotas submissas, Bowie no palco vestido de Messias e Marion Cotillard com as chagas de Cristo, só poderia resultar em polêmica.


Yeah Yeah Yeahs - Sacrilege #07. Yeah Yeah Yeahs“Sacrilege”
Direção: Megaforce

Numa pacata cidade, a jovem Lily Cole protagoniza um jogo de tortura através de uma trama agonizante que se constrói na edição de trás para frente aos moldes de ‘Amnésia’ (2000).



Fiona Apple - Hot Knife #08. Fiona Apple“Hot Knife”
Direção: Paul Thomas Anderson

Fiona Apple e sua irmã, Maude Maggart, divertem-se neste “cabaret tribal” de cenários escuros, telas divididas e contrastes de cor. Tudo imaginado pelo cineasta Paul Thomas Anderson.



Gesaffelstein - Pursuit #09. Gesaffelstein“Pursuit”
Direção: Fleur & Manu

Passado, presente, vida, morte, poder e revolução. Neste trabalho perturbador, em que a câmera passeia de forma infinita, é a linguagem política social camuflada que gera força.



Shugo Tokumaru - Katachi #10. Shugo Tokumaru“Katachi”
Direção: Kijek/Adamski

Um stop motion impressionante e colorido, em camadas de papel, promove o estilo pop psicodélico de Tokumaru com uma pitada artística flexível.



BONUS TRACK:

Vampire Weekend - Diane Young #11. Vampire Weekend“Diane Young”
Direção: Primo Kahn

O Vampire Weekend organiza sua Santa Ceia Pop na cia do duo Chromeo, a bonitinha Sky Ferreira, Santigold, o intelectual Dave Longstreth e Hamilton Leithauser para agregar valor.



TOP 10 – videoclipes: 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008

Moby lança lyric video para “Almost Home” para incentivar a adoção de animais

sexta-feira, dezembro 20th, 2013

Moby - Almost Home

Moby promove o álbum Innocents com uma lista invejável de convidados, como: Wayne Coyne (em “The Perfect Line”), Skylar Grey (em “The Last Day”) e Cold Specks (em “A Case for Shame”).

Para ilustrar sua parceria com o músico indie folk Damien Jurado em “Almost Home”, o artista lança um lyric video de cunho social com cães e gatos abandonados e em poder da Best Friends Animal Society. Enquanto Moby apresenta a letra da canção numa folha, diversos bichinhos em busca de um lar aparecem em cena para despertar a sociedade para a adoção.


Lyric video de “Almost Home”

via Moby

Sisyphus, projeto de Sufjan Stevens com Son Lux e Serengeti, prepara álbum e divulga a faixa “Calm It Down”

sexta-feira, dezembro 20th, 2013

Sisyphus

O supergrupo formado por Sufjan Stevens, Ryan Lott (a.k.a. Son Lux) e o rapper Serengeti, uma vez conhecido como s / s / s e responsável pelo single “Beyond Any Doubt” do EP Beak & Claw, está de volta com um novo nome: Sisyphus.

O disco autointitulado chega às lojas em março pelos selos Asthmatic Kitty/Joyful Noise e a primeira amostra do registro aparace com o lyric video de “Calm It Down”.

Com essência psicodélica e batida funkeada com brilho groove, a faixa ganha força nos versos motivacionais de Serengeti – num hip hop eletrônico espacial com influência de LCD Soundsystem – que abre caminho para Sufjan Stevens moldar a composição com elegância e propriedade de seu currículo para finalizar a composição com vocal meigo junto a acordes inspiradores e delicados ao piano.


Lyric video de “Calm It Down”

via SisyphusVEVO