9 discos para ouvir hoje: Röyksopp, SOFI TUKKER, Let’s Eat Grandma, Bloc Party e mais

Confira alguns dos principais lançamentos da semana para atualizar a sua playlist de discos favoritos. Entre eles estão os novos trabalhos de: Röyksopp, Toro y Moi, Let’s Eat Grandma, Bloc Party, SOFI TUKKER, The Knocks, Kehlani, Tomberlin e Melody’s Echo Chamber.

RöyksoppProfound Mysteries
(Dog Triumph)

Sete anos após seu último disco de estúdio, The Inevitable End, e sua despedida do formato tradicional de álbum, o duo Röyksopp retorna com um universo criativo expandido e um projeto conceitual extraordinário – colaborando com artistas visuais, como Jonathan Zawada e Kasper Häggström, e criando filmes e instalações virtuais que complementam as músicas. São números intensos e atmosféricos (“How The Flowers Grow”, “(Nothing But) Ashes”), dramáticos (“If You Want Me”), hipnóticos (“Impossible” com Alison Goldfrapp) ou de extrema euforia que contemplam as pistas de dança (“Breathe” com Astrid S, “This Time, This Place…” com Beki Mari). Embora, Torbjørn Brundtland e Svein Berge tenham jurado não lançar “álbuns de estúdio tradicionais”, esta nova proposta em suas carreiras é comovente e encantadora.

Toro y MoiMAHAL
(Dead Oceans)

O sétimo álbum de estúdio do produtor Chaz Bear (a.k.a. Toro y Moi) é uma jornada eclética e deslumbrante. O disco incorpora gênero e som – abrangendo o rock psicodélico desalinhado dos anos 1960 e 1970 (“Déjà Vu”), funk groove (“The Loop”) e os sons arejados do post-rock dos anos 1990 (“Foreplay”) – levando o ouvinte a uma expedição auditiva, como se estivesse na carona e trocando de estação no rádio do Jeepney filipino que ilustra a capa do disco. MAHAL também é uma experiência inconfundível, remetendo a trabalhos anteriores do artista enquanto percorre um novo caminho de maneira que apenas ele sabe conduzir.

Let’s Eat GrandmaTwo Ribbons
(Transgressive Records)

O duo pop experimental Let’s Eat Grandma, de Rosa Walton e Jenny Hollingworth, volta com o terceiro disco de estúdio, o sucessor de I’m All Ears. Coproduzido com David Wrench (Frank Ocean, The xx), o trabalho equilibra faixas de teor eufórico de batidas pulsantes e sintetizadores iluminados com momentos plácidos em guitarras dedilhadas. São músicas ilustradas por conflitos pessoais – até mesmo adversidades entre as integrantes (“Happy New Year”) -, crises existenciais, romances (“Hall of Mirrors”) e perdas (“Two Ribbons”, “Watching You Go”) numa declaração pop sensível que captura o sentimento de amizade e confiança entre as artistas.

Bloc PartyAlpha Games
(Infectious / BMG)

Produzido por Nick Launay e Adam Greenspan – duo responsável por trabalhos do Arcade Fire e Yeah Yeah Yeahs -, as doze faixas cativantes de Alpha Games perambulam do intenso e conflituoso (“Traps”, “Day Drinker”) ao melódico e introspectivo (“If We Get Caught”, “The Peace Offering”). O registro é uma injeção de adrenalina para o Bloc Party voltar ao terreno pós-punk alarmante (“Sex Magik”) que os consagrou nos inícios dos anos 00, especular novos conceitos (na glam rock “The Girls Are Fighting”) e buscar um renascimento dezessete anos após a estreia.

SOFI TUKKERWET TENNIS
(Ultra Music)

O duo dance pop SOFI TUKKER volta com as batidas eletrônicas, guitarras elétricas, sabor tropical e animação. Mais ambicioso que a estreia Treehouse, WET TENNIS é um atestado de crescimento e evolução no som da dupla ao experimentar de forma catártica estilos musicais, do jazz (“Wet Tennis”) ao drum ‘n’ bass (“Freak”) ou no sample de “Tom’s Diner” em “Summer in New York”, e se beneficiar das parcerias com Amadou & Mariam (“Mon Cheri”), o DJ turco Mahmutt Orhan (“Forgive Me”), John Summit (“Sun Came Up”) e BOII (“Hold”). É uma coleção refrescante e sem fronteiras de músicas para dançar.

The KnocksHISTORY
(Big Beat Records)

O terceiro disco do duo eletrônico The Knocks, dos produtores Ben “B-Roc” Ruttner e James “JPatt” Patterson, é uma viagem nostálgica e eclética guiada pelo funk, groove, house e disco. Com parcerias ilustre de MUNA (“Bodies”), Cold War Kids (“Nobody But Me”), Foster the People (“All About You”), Dragonette (“Slow Song”), Mallrat (“R U High”), Totally Enormous Extinct Dinosaurs (“Walking On Water”), entre outros, HISTORY é a forma mais confiante e sinérgica da dupla até o momento.

Kehlaniblue water road
(Atlantic Records)

blue water road é uma jornada emocional, sexual e espiritual do início ao fim. Um convite para visualizar e deixar para trás a melancolia do passado e abraçar um futuro brilhante. São números R&B e soul conduzidos por orquestrações calorosas, com particularidades de chamber pop e folk, para proceder temas como romances que nunca aconteceram (“little story”), conflitos amorosos (“get me started”), infidelidades e perdas pessoais (“altar”) com caráter confessional, mas com uma clareza emocional na busca do amor próprio, no vocal terno de Kehlani. O registro conta com participações especiais de Justin Bieber, Blxst, Jessie Reyez, Syd, Thundercat e Ambré.

Tomberlini don’t know who needs to hear this…
(Saddle Creek)

Sarah Beth Tomberlin (a.k.a. Tomberlin) retorna com i don’t know who needs to hear this…, o sucessor da estreia At Weddings e do EP Projections – um dos nossos favoritos de 2020. Explorando temas como sonhos, desilusões (“born again runner”), crises existenciais e romances caóticos (“happy accident”), as canções são edificadas em uma musicalidade folk gentil e delicada. São violões acústicos, sintetizadores à deriva, percussão pincelada, notas soltas de piano, saxofones e clarinetes, permitindo que o principal instrumento seja o vocal cativante e afinado da artista.

Melody’s Echo ChamberEmotional Eternal
(Domino)

Diferente do álbum anterior, o terceiro álbum de estúdio de Melody Prochet (a.k.a. Melody’s Echo Chamber) traz uma coleção profundamente humana de canções repletas de momentos prolongados de transcendência sonora. Um disco que exibe claramente uma maturidade, mas ainda vê o mundo com uma maravilha infantil. Com um vocal sussurrado e ofegante, alternando facilmente entre o inglês e o francês nativo, um som pop psicodélico com traços de tropicália e instrumentações hipnóticas, Emotional Eternal iradia uma alegria concedida pelos santuários naturais em que a artista encontra consolo e frustra a desilusão (“Personal Message”).