
O TECO APPLE faz parte do time de influenciadores da plataforma SubmitHub, provavelmente o melhor lugar para garantir escuta, feedback e atenção da maioria dos curadores online de música. Lá, podemos descobrir uma série de novos artistas e músicas enviadas pelos próprios. Nessa curadoria, selecionamos nomes que nos chamam a atenção e merecem um reconhecimento pelo trabalho enviado. Esta é a seção DSCVR ON.
• Arii Lopez – “undecided”
A cantora e compositora cubano-jamaicana Arii Lopez apresenta “undecided”, single que aborda as contradições, incertezas e descobertas de quem atravessa os vinte e poucos anos. Transitanto entre alt-R&B, soul e pop, a faixa cria um clima íntimo e confessional com guitarras discretas, melodias suaves e interpretações marcantes, enquanto referências latinas e caribenhas reforçam sua personalidade musical. Ao alternar inglês e espanhol, Arii transforma dúvidas, equívocos e conflitos pessoais em um relato sobre amadurecimento e a busca por compreender a própria identidade.
Primeiro lançamento do projeto Girl Interrupted, previsto para 2027, a canção coloca em perspectiva o conflito entre os desejos do coração e os sinais de alerta da razão. Sem buscar respostas prontas, “undecided” encara a incerteza como uma etapa inevitável do crescimento, revelando a vulnerabilidade de quem ainda procura entender a si mesma e definir seus próximos passos. O trabalho também sinaliza um novo momento na carreira da artista, pautado pela exposição emocional, pelo desenvolvimento pessoal e pela liberdade de transformar sentimentos em música de maneira genuína.
• Iona Luke – “From Dust”
A britânica Iona Luke apresenta a faixa-título do EP From Dust, um encerramento catártico e visceral marcado por guitarras de forte caráter cinematográfico e uma sonoridade que se expande gradualmente. Em meio a uma atmosfera existencial e melancólica, a composição explora as contradições da vida adulta, a dificuldade de encontrar o próprio lugar e a percepção de que tudo nasce do pó e, inevitavelmente, a ele retorna. Com seis faixas, o trabalho mergulha nos dilemas da juventude adulta ao unir lirismo literário, pop alternativo e carga emocional, sob influência de PJ Harvey, Patti Smith e Tori Amos.
• Braille Face – “Pure Entertainment”
Braille Face, projeto solo do produtor, cantor e multi-instrumentista australiano Jordan White, apresenta “Pure Entertainment”, single de Skipping Days, álbum previsto para novembro. Sucessora de “<3”, a faixa mescla pop alternativo e indietrônica em uma construção dominada por sintetizadores e batidas fragmentadas. A composição reflete sobre o desgaste das relações sociais, a transformação da política em espetáculo e o excesso de informações, contrapondo uma sonoridade tensa a vocais de tom melancólico.
• Surzae – “Sanctuary”
A artista Surzae escreve, produz e interpreta suas próprias músicas, transformando experiências pessoais em uma sonoridade guiada pelo movimento e pela pista de dança. “Sanctuary”, seu single de estreia, combina disco tocado por banda, baixo funk, soul, bateria, percussão e flauta, criando um groove orgânico e envolvente. Inspirada por nomes como Bowie, Kate Bush e Björk, a artista transforma uma história sobre permanecer em relações desgastantes em um primeiro manifesto musical sobre libertação, identidade e beleza.
• Queen Rodeo – “Die Cut”
A Queen Rodeo é uma banda norte-americana de indie rock que combina referências do rock alternativo dos anos 1990 à atmosfera sombria do pós-punk. O grupo transita entre guitarras melódicas e passagens de maior intensidade, sustentadas por ritmos pulsantes e vocais intimistas, resultando em uma identidade sonora envolvente, emotiva e cheia de personalidade.
• EFE – “Love”
Após anos atuando em bandas, Simon Choquette criou o EFE para transformar experiências de amor, perda e autodescoberta em canções. Sua sonoridade combina violão, rock alternativo, shoegaze e referências dos anos 1990, enquanto o aguardado EP Fine Line aborda inseguranças afetivas, medo da perda e recomeços por meio de guitarras intensas e vocais melódicos. O single “Love” coloca o violão acústico e a voz em primeiro plano, construindo uma composição dinâmica e contrastante sobre as incertezas de um relacionamento e o temor de perder alguém.
• Loren Berí – “Stagehand”
O cantor e compositor nova-iorquino Loren Berí apresenta o single “Stagehand”, que une elementos refinados da música de câmara a melodias indie cativantes, em uma composição de caráter inventivo e interpretação marcante. A canção reflete sobre o abandono de personas construídas e exageradas e o encontro com a tranquilidade de assumir a própria identidade, explorando a sensação de permanecer nos bastidores enquanto a vida parece acontecer no centro do palco.
• fina – “My Old Man”
Jack Jobst, conhecido artisticamente como fina, é compositor, multi-instrumentista e produtor do Brooklyn, onde desenvolve uma identidade musical que transita entre o indie e o pop eletrônico. No próximo EP, Daydreaming, previsto para o fim do ano, ele converte vivências pessoais em seis canções confessionais, assumindo a execução de todos os instrumentos. Em “My Old Man”, presta homenagem ao pai, diagnosticado com demência precoce, enquanto aborda a dor e a complexidade emocional de testemunhar seu gradual desaparecimento.
• DEAD STAR TALK – “Saint & Sin”
DEAD STAR TALK compartilha “Saint & Sin”, quarto single do álbum Now Then Always Forever / Forever Always Then Now, previsto para março de 2027. De atmosfera melancólica e desenvolvimento gradual, a canção aborda a dualidade entre o bem e o mal que existe em cada indivíduo, refletindo sobre a importância de aceitar as próprias imperfeições. Inspirada pela manhã seguinte a uma celebração familiar, a composição reúne os vocais de Christian Holl Buhl e Günes Svarre Kocak a violões e guitarras elétricas, em uma produção registrada com Flemming Rasmussen no Sweet Silence Studios, em Copenhague.
• Logan Lynn – “Before The Wrecking Ball”
Ao longo de uma carreira de 25 anos, Logan Lynn consolidou-se como compositor, produtor, cineasta, personalidade de TV, empresário musical e ativista, conhecido por unir batidas marcantes, melodias envolventes e letras irreverentes. “Before The Wrecking Ball”, faixa extraída do álbum The Pain and The Power, retrata um amor que ainda persiste, mas está ameaçado pelo fim, usando a imagem de uma bola de demolição como metáfora para a fragilidade da relação. A música explora a contradição entre acreditar na própria liberdade e perceber-se emocionalmente preso, revelando a vulnerabilidade de quem permanece entre o afeto e a incerteza.
• Boa Morte – “Bird That Flies”
Formado em Cork, na Irlanda, o Boa Morte ganhou destaque com seu álbum de estreia, Soon It Will Come Time to Face the World Outside, lançado em 2002. A banda transita entre alt-folk, ambient, drones e sintetizadores, combinando interpretações carregadas de emoção, harmonias envolventes e estruturas pouco convencionais. Em “Bird That Flies”, o grupo parte de uma introdução marcada pelo baixo pulsante e por camadas harmônicas amplas para, aos poucos, conduzir a composição a um espaço mais introspectivo e atmosférico, antecipando a sonoridade do álbum Signal.
• Meadow – “Yon”
Meadow é um quarteto da região da Baía de São Francisco que combina o post-hardcore dos anos 1990 às texturas do shoegaze contemporâneo, criando uma sonoridade atmosférica, melancólica e intensa. Registrado em 2025, o álbum de estreia captura uma fase inicial do grupo, sustentada por guitarras abrasivas, bateria vigorosa e linhas de baixo robustas. Depois de mudanças na formação e um período de hiato, a banda retomou a produção com novos integrantes e uma direção mais experimental. O trabalho será lançado em setembro pela Cherub Dream Records, tendo “Yon”, descrita como uma das composições mais bonitas do quarteto, como primeiro single.
• Nation Haven – “Fall Apart”
Nation Haven apresenta “Fall Apart”, faixa que prepara o lançamento de seu álbum de estreia ao transformar dor, incerteza e perdas em um caminho de renovação. A produção, de caráter cinematográfico, parte de piano e voz e ganha novas camadas com baterias, cordas e trompas. Ao longo da composição, o artista revisita sua própria trajetória de cura e aborda questões como perdão, autoconhecimento e a importância de deixar o passado desmoronar para dar lugar a um novo começo.


