DSCVR ON: Obed Padilla, Sarah Smith, Mija, SHEAL e mais

Obed Padilla / Divulgação

O TECO APPLE faz parte do time de influenciadores da plataforma SubmitHub, provavelmente o melhor lugar para garantir escuta, feedback e atenção da maioria dos curadores online de música. Lá, podemos descobrir uma série de novos artistas e músicas enviadas pelos próprios. Nessa curadoria, selecionamos nomes que nos chamam a atenção e merecem um reconhecimento pelo trabalho enviado. Esta é a seção DSCVR ON.

• Obed Padilla – “I DON’T GET HIGH ANYMORE”

O artista mexicano Obed Padilla, radicado na Califórnia, apresenta o single “I DON’T GET HIGH ANYMORE”, lançado pela Big Family Music. A faixa inaugura seu próximo projeto, segunda parte de uma série em que o artista investiga diferentes fases, sentimentos e experiências de um relacionamento a partir de sua própria linguagem musical. Com violões suaves, instrumentação calorosa e uma atmosfera ensolarada e levemente melancólica, a canção combina vocais envolventes a uma produção descontraída, mas pulsante, criando um equilíbrio entre leveza e movimento.

“I DON’T GET HIGH ANYMORE” dá sequência ao universo apresentado em RODEO CLOWN – ACT I, EP lançado no início deste ano e inspirado nas cinco fases do luto. Agora, Obed direciona seu olhar para os sete pecados capitais, atribuindo cada faixa a um deles e relacionando essas experiências a diferentes momentos vividos em um relacionamento. O trabalho amplia a narrativa construída pelo músico ao longo dos dois projetos, usando o formato de EP para explorar as contradições do amor, suas consequências e as marcas deixadas pelas relações. A faixa funciona como o primeiro capítulo dessa etapa, antecipando outras canções que irão revelar aos poucos os próximos elementos dessa história.

• Sarah Smith – “Point of No Return”

A artista pop nova-iorquina Sarah Smith apresenta “Point of No Return”, seu segundo single, sucessor da estreia “No Hard Feelings”. A faixa combina eletropop sombrio e vibrante para explorar desejo, ansiedade, autossabotagem e o conflito entre buscar segurança e rejeitá-la. Produzida por Carlos Ruiz, com participação do irmão gêmeo e coautor Jason Smith, a música reflete as influências de CHVRCHES, Robyn, Marina and the Diamonds e Kylie Minogue, além da new wave dos anos 1980 e do pop da era Tumblr.

• May Payne – “Martha, I’m Sorry”

A cantora e compositora britânica May Payne anuncia o EP Keeper, previsto para 13 de novembro, acompanhado pelo lançamento de “Martha, I’m Sorry”. Com quase oito minutos, a faixa mergulha em temas como amor, culpa e a dificuldade de terminar uma relação ainda marcada pelo afeto, após Payne se ver pela primeira vez no papel de quem precisava tomar essa decisão. Escrita no dia seguinte ao término, a canção, um indie folk de tom delicado, traduz o conflito emocional desse momento e ganha uma construção sonora que parte da intimidade para uma dimensão mais expansiva.

• princefarming – “You Win The Trophy”

princefarming, projeto solo de indie rock comandado por Michael Wynn (Vicky von Vicky, Melted Wings), apresenta Bleeding Star, EP de três faixas que revisita composições feitas há mais de 15 anos. O lançamento reúne duas músicas antigas remixadas e remasterizadas e a inédita faixa-título. Entre os destaques está “You Win The Trophy”, single alternativo que explora o lado sombrio da busca pelo sucesso em Los Angeles, abordando ambição, excessos, vícios, frustrações e esgotamento.

• Mija – “Hard Disco”

A DJ, produtora e vocalista alemã MIJA revela o EP Hard Disco, com quatro faixas que cruzam disco, techno, hardgroove e Eurodance em uma abordagem eufórica e voltada para a pista. Inspirado tanto pela nostalgia quanto pela energia dos clubes de Berlim, o trabalho atualiza referências clássicas do disco com uma sonoridade mais intensa, divertida e experimental. MIJA assumiu todas as etapas da produção, escrevendo, cantando, produzindo e mixando o EP de forma independente. “Feels Good” inicia o trabalho com energia, enquanto “Hard Disco” leva o trabalho para uma direção mais intensa e voltada às pistas. Já “On The Floor” se destaca pelo groove contagiante, e “Temptation” encerra o projeto com uma nova atmosfera, mantendo a identidade coesa da coleção.

• Gabriela Bee – “cool”

A canadense Gabriela Bee compartilha o single “cool”, uma faixa de atmosfera sonhadora e confessional que transforma as dificuldades da intimidade e do compromisso em um pop envolvente e acolhedor. O lançamento dá sequência à série de músicas que a artista vem compartilhando neste ano – como “just us” – e antecipa um futuro projeto dedicado ao amadurecimento emocional, à autorreflexão e aos desafios da vida adulta. Na canção, Bee aborda sua tendência a se afastar de pessoas que ama diante do medo de se comprometer, explorando a contradição entre desejar uma conexão e preferir fugir quando os sentimentos se tornam intensos.

• SHEAL – “Press Rewind”

SHEAL, nome artístico da cantora e compositora canadense Sheilagh McNab, nascida na Nova Escócia e radicada em Toronto, apresenta o single “Press Rewind”, uma canção intimista e nostálgica sobre infância, família, pertencimento e as memórias que ajudam a moldar quem nos tornamos. Escrita pela artista e produzida por Eric Vanier, a faixa combina os vocais expressivos e o piano de SHEAL com bateria, percussão, baixo e guitarra elétrica tocados por Vanier, criando uma sonoridade folk pop calorosa e cinematográfica.

• madamestarlet – “Oh No!”

madamestarlet é uma cantora, compositora e produtora de Chicago que combina elementos de trip hop, synthpop, electroclash e pop alternativo em sua música. Inspirada por nomes como Massive Attack, Madonna, Janet Jackson e FKA twigs, a artista desenvolve faixas sombrias e melódicas marcadas por uma produção eletrônica. Sua música e seus trabalhos visuais constroem uma narrativa baseada em experiências pessoais, sempre ampliando as ideias apresentadas anteriormente. Em “Oh No!”, single do álbum Opus, madamestarlet resgata a atmosfera nostálgica do final dos anos 1990 para abordar o desejo e a inquietação sem se deixar dominar pelas pressões externas, criando uma sonoridade aérea que equilibra melancolia e esperança.

• Jack Landess – “In Bloom”

O produtor e compositor Jack Landess apresenta “In Bloom”, faixa que combina texturas ambientes, guitarras nostálgicas e elementos inspirados no surf em uma atmosfera contemplativa e dançante. O artista, responsável por todas as etapas da produção, composição e gravação, transforma a música em uma reflexão sobre conexão, gratidão e proximidade com o mundo ao redor.

• Someone Called Sarah – “Nessie”

Someone Called Sarah é uma cantora, compositora e multi-instrumentista independente que cria a maior parte de suas músicas de forma caseira, cuidando de etapas como composição, vocais, instrumentos e produção. Em “Nessie”, single do álbum Small Tales for Tall Ails, ela parte da lenda do Monstro do Lago Ness para construir uma metáfora sobre se entregar completamente a alguém ou a algo, transformando a faixa também em uma história de amor sáfico à distância, na qual as referências à criatura escondem, nas entrelinhas, os sentimentos entre as duas personagens.

• Sjana Rut – “Always”

Sjana Rut inicia uma nova fase com seu quinto álbum, Before I Fall in Love, deixando para trás temas de desilusão e insegurança para explorar alegria, autoaceitação e amor. O trabalho combina pop dançante com momentos mais vulneráveis, tendo “Always” como destaque, uma faixa eufórica de inspiração oitentista marcada por sintetizadores vibrantes. Após quatro discos de perfil mais indie, a artista islandesa aposta agora em uma sonoridade pop mais refinada.

• EFE – “Fine Line”

Após anos compondo com diferentes bandas locais, o músico e artista visual Simon Choquette iniciou o projeto solo EFE depois de um período de mudanças pessoais e profissionais. Em sua estreia, Fine Line, EP de cinco faixas gravado ao longo de um ano com Olivier Quirion, ele transforma composições de violão em camadas densas de rock alternativo e shoegaze, com influências do grunge e do rock dos anos 1990. O trabalho aborda amor, perda, autoconhecimento e recomeço, enquanto a faixa-título retrata a reaproximação de um casal separado, marcada por pedidos de desculpa cautelosos e tensão sexual.