
Depois de apresentar um cover de “Famine”, de Sinead O’Connor, no início do ano, a cantora, compositora, ativista e atriz Kate Nash anuncia o álbum Cailín, sucessor de 9 Sad Symphonies, com lançamento marcado para 22 de janeiro pela Kill Rock Stars.
Produzido por KoOoLkOjAk, Cailín levou onze anos para ser concluído e foi registrado na costa oeste da Irlanda, no Stiúideo Cuan, com a participação do músico tradicional Charlie Lennon. O disco aproxima instrumentos característicos da música irlandesa da energia do punk, de elementos de produção associados ao hip hop e da sensibilidade pop de Nash. Entre os assuntos abordados estão família, perdão, amor, colonialismo, desigualdade, religião e vergonha internalizada, além de referências ao folclore e à mitologia da Irlanda.
“Todas as minhas primeiras memórias musicais são da Irlanda: música ao vivo no pub, ir aos shows da Sharon Shannon, ver o melhor acordeonista que você já viu, e era um menino de oito anos com cara de tédio, usando uma jaqueta acolchoada. Existe um respeito natural pelos músicos, pois isso está enraizado no tecido da vida cotidiana”, comenta Nash.
O anúncio do álbum é acompanhado pelo single “Spilt Milk”, que aborda o enfraquecimento dos direitos reprodutivos de mulheres e grupos minoritários. Segundo a artista, a composição foi criada originalmente a partir das leis sobre aborto na Irlanda, antes da revogação da Oitava Emenda. A faixa reflete sobre a falta de autonomia sobre o próprio corpo, a sensação de não ser ouvido e o avanço de estruturas de poder cada vez mais intimidantes e opressoras. Para Nash, a música permanece atual diante dos retrocessos nos direitos à saúde sexual e reprodutiva nos Estados Unidos após a derrubada da decisão Roe v. Wade.
O videoclipe tem direção de Tom Beard.
Capa e repertório de Cailín:

01. “I Guess I Never Learnt A Thing”
02. “Cáilín”
03. “Freedom of Me”
04. “Famine”
05. “Spilt Milk”
06. “Wild Atlantic Way”
07. “Crying”
08. “Irish Saints”
09. “Póg Mo Thóin”
10. “Lady Gregory”
11. “Pay Up”
12. “Christmas Eve”



