7 discos para ouvir hoje: Alanis Morissette, Brandy, E^ST, Fontaines D.C. e mais

Confira alguns dos principais lançamentos da semana para atualizar a sua playlist de discos favoritos. Entre eles estão os novos trabalhos de: Alanis Morissette, Brandy, Fontaines D.C., E^ST, Madeline Kenney, Dominic Fike e !!!.

Alanis MorissetteSuch Pretty Forks in the Road
(Thirty Tigers)

Alanis Morissette retorna com o primeiro álbum de estúdio em oito anos, o sucessor de Havoc and Bright Lights. A artista mantêm-se fiel ao pop rock que a catapultou (“Reasons I Drink”, “Nemesis”) com um material confessional em letras cruas e vulneráveis. Such Pretty Forks in the Road é uma autópsia das inseguranças da artista: a visão de uma mulher que sofreu de depressão, dependências, abusos e crises de ansiedade pós-parto (“Diagnosis”) em busca de autoconhecimento e um acerto de contas com a própria saúde mental (“Reckoning”).

BrandyB7
(Brand Nu Entertainment / eOne)

Após um hiato de oito anos, Brandy volta à cena com o sétimo álbum de estúdio e no controle da produção em selo próprio. B7 é um trabalho sincero e pessoal que resgata às raízes e a estética pop R&B que a popularizou. Nas composições, detalha os altos e baixos de sua vida, relações amorosas confusas que a levam a momentos de autocrítica (“Borderline”), crescimento pessoal e maternidade (“Baby Mama”). O disco traz contribuições especiais de nomes como Chance the Rapper, Daniel Caesar e Sy’rai.

Fontaines D.C.A Hero’s Death
(Partisan Records)

Pouco mais de um ano após o disco do estreia, os irlandeses do Fontaines D.C. estão de volta com A Hero’s Death. A banda está determinada a não repetir a fórmula e experimentar novas abordagens estilísticas. Com produção de Dan Carey (Bat for Lashes, black midi), redescobre o post punk num trabalho menos explosivo, ousado e sombrio (“I Don’t Belong”) nos vocais sedutoramente temperamentais de Grian Chatten (“A Hero’s Death”). São números mais melódicos e menos viscerais, com uma visão inebriante e filosófica do mundo moderno e sua grande incerteza (“Televised Mind”).

E^STI’M DOING IT
(Fueled By Ramen)

A australiana Mel Bester (a.k.a. E^ST) diverge melodias extasiantes com desilusões e derrotas amorosas, como um encontro dos universos de Robyn com MARINA, na estreia I’M DOING IT. É uma odisseia encantadora e refrescante, na produção de Jim Elliot (Ellie Goulding, Kylie Minogue), que brinca maliciosamente com traços do pop contemporâneo (“MAYBE IT’S ME”) e hinos tristes para dançar (“I WANNA BE HERE”, “TALK DEEP”).

Madeline KenneySucker’s Lunch
(Carpark Records)

A multi-instrumentista Madeline Kenney reflete sobre as complexidades de começar um novo relacionamento em Sucker’s Lunch. São serenatas synthpop folk decoradas em guitarras, pianos e sintetizadores, onde o tema principal das composições não é se apaixonar loucamente, mas perseverar (“Picture of You”, “Sucker”) no sentimento e aproximar-se cautelosamente do amor.

Dominic FikeWhat Could Possibly Go Wrong
(Columbia Records)

O primeiro disco do jovem cantor e rapper – camarada dos integrantes do BROCKHAMPTON – é uma introdução formal à sua susceptibilidade nostálgica (“Chicken Tenders”), colorida e sem rótulo da música popular. Combina a sensibilidade do hip hop com o rock alternativo – em sua música ultra-rítmica (“Cancel Me”) – e instrumentações emotivas (“Politics & Violence”) para desatar um manifesto pessoal e propor um futuro promissor.

!!!Certified Heavy Kats
(Warp Records)

O grupo dance punk !!! (Chk Chk Chk) explora novos sons em Certified Heavy Kats e depara-se com o house de Chicago, UK Garage (“Do The Dial Tone”), psicodelia funk e a música disco de Nova Iorque. O compacto, construído em produções sutis e puro caos sônico controlado, conta com colaborações especiais de Angus Andrew (do Liars) e Maria Uzor (do Sink Ya Teeth).