
O TECO APPLE faz parte do time de influenciadores da plataforma SubmitHub, provavelmente o melhor lugar para garantir escuta, feedback e atenção da maioria dos curadores online de música. Lá, podemos descobrir uma série de novos artistas e músicas enviadas pelos próprios. Nessa curadoria, selecionamos nomes que nos chamam a atenção e merecem um reconhecimento pelo trabalho enviado. Esta é a seção DSCVR ON.
• JAKI BLUE – “Blue Dream”
A cantora e compositora JAKI BLUE vem se destacando ao unir R&B alternativo e soul contemporâneo em canções marcadas por emoção e introspecção. Inspirada por nomes como Etta James, Lauryn Hill, Stevie Nicks e Amy Winehouse, transformou a poesia e a improvisação em sua principal forma de expressão.
No single “Blue Dream”, a artista apresenta uma atmosfera elegante de R&B e neo soul, combinando violão de influência jazzística e harmonias vocais delicadas. A composição reflete sobre as ilusões criadas para preencher inseguranças e a busca pelo amor-próprio, mostrando como, muitas vezes, projetamos nos outros aquilo que ainda não encontramos em nós mesmos, em uma narrativa sensível sobre autodescoberta e conexões passageiras.
• Joe Bray – “Options”
Joe Bray é um cantor, compositor e produtor independente que transforma emoções delicadas em canções marcadas por sintetizadores suaves, piano e cordas, abordando temas como nostalgia, desilusões amorosas e o desejo de encontrar seu lugar no mundo. No single “Options”, ele aposta em uma fusão de pop com UK garage, unindo batidas eletrônicas leves e refrão envolvente para retratar o instante em que alguém percebe que retomou o controle da própria vida após encerrar um relacionamento, deixar um emprego ou romper qualquer vínculo que limitava seu crescimento, celebrando a liberdade e as possibilidades de um novo começo.
• Dolours – “Blunt”
“Blunt” marca a estreia explosiva da banda inglesa Dolours, apresentando uma sonoridade que combina post-punk, noise rock e rock alternativo sombrio. Sustentada por uma base rítmica intensa, guitarras ásperas e uma atmosfera de crescente tensão, a faixa transforma sentimentos de frustração, ansiedade e inquietação em uma experiência visceral. Gravada e produzida de forma independente em estúdios, quartos e garagens, a música preserva um forte espírito DIY, entregando um som pesado, autêntico e repleto de personalidade.
• Estella Dawn – “Can You Believe”
Em “Can You Believe”, Estella Dawn apresenta um som alt-pop marcado por vulnerabilidade e intensidade emocional, retratando o conflito entre autoconfiança e fragilidade quando um sentimento amoroso passa a dominar a própria identidade. Com uma abordagem sincera e bem-humorada, a cantora transforma momentos cotidianos e inseguranças em uma narrativa sobre obsessão romântica, dependência emocional e a dificuldade de manter o controle diante da paixão.
• Softmax – “Don’t Think About It”
Softmax, projeto da compositora, produtora, vocalista e multi-instrumentista Rachel Blackman, apresenta o single “Don’t Think About It”, marcado por uma produção sombria que combina com sofisticação elementos do synthpop e do alt-pop. Envolvida por cordas elegantes, a faixa amplia sua carga emocional e cria uma atmosfera etérea que remete a artistas como BANKS. A canção explora o estado mental de alguém preso ao ciclo de reviver a traição de um parceiro, revisitando memórias, dúvidas e inseguranças de maneira persistente, enquanto qualquer tentativa de reprimir esses pensamentos acaba apenas intensificando essas lembranças.
• NINON – “Aimer Quelqu’un de loin”
A música intimista de NINON, criada em Luxemburgo, trata a vulnerabilidade como algo conquistado e transformador. Suas canções de pop neobarroco trazem tristeza e desafios, mas também uma força constante e a determinação de lutar pelo que é essencial em sua vida. No single “Aimer Quelqu’un de loin”, sucessor de “Porcelain baby” e prévia do aguardado álbum de estreia, a artista apresenta uma produção delicada e intensa, conduzida por vocais suaves que se integram de forma fluida à atmosfera sonora entre o dream pop e o post-punk. A composição é acompanhada por versos que retratam os sentimentos confusos vividos após o fim de um relacionamento, quando as emoções começam a seguir em frente antes que a mente consiga acompanhar esse processo.
• Castilho – “Tripé”
Castilho é o projeto solo de Pedro Castilho, músico português conhecido por atuar como tecladista e vocalista de apoio em uma banda de rock psicodélico. Desde a estreia, em 2017, ele vem consolidando sua identidade no synthpop com influências psicodélicas por meio de diversos singles e do álbum de estreia Today we’ll be the lucky ones. Agora, apresenta o single “Tripé”, que antecipa seu segundo trabalho de estúdio e aborda temas como tempo, memória e espaço, propondo uma reflexão sobre a força das lembranças e sua ligação com o presente. A canção revisita a essência da bossa nova ao trocar o violão tradicional por sintetizadores e guitarras processadas, resultando em uma paisagem sonora contemporânea e contemplativa.
• Wolfgang Lohr & J Fitz – “Busy Lizzie”
“Busy Lizzie”, parceria entre o produtor alemão Wolfgang Lohr e o vocalista dinamarquês J Fitz, entrega uma contagiante mistura de eletro swing, jazz e batidas modernas, unindo metais vibrantes, guitarras inspiradas no gypsy jazz e os vocais calorosos da cantora. Com melodias marcantes e uma atmosfera leve e divertida, a faixa celebra o prazer de esquecer as preocupações do dia a dia e se deixar levar pelo ritmo dançante.
• Shark School – “Shark Song”
O trio de garage punk Shark School apresenta seu álbum de estreia Selachimorpha, uma obra intensa e catártica que consolida a banda como uma das promessas da cena irlandesa, com “Shark Song” como destaque. A faixa expressa o espírito do grupo ao combinar guitarras ágeis, batidas fortes e uma mistura de humor, caos e atitude confrontadora. Ao longo de oito músicas, o disco explora temas como raiva, ansiedade, identidade e frustração, refletindo tanto experiências pessoais quanto críticas ao cotidiano. Sem suavizar sua abordagem, a banda transforma tensão e desconforto em energia sonora vibrante e direta.
• Scott Fisher – “Scars”
“Scars”, single de Scott Fisher e presente no álbum Billion Suns, surge como o núcleo emocional da obra, mas também sua faixa mais leve e espontânea, transformando a ideia de “cicatrizes” em um convite otimista para aproveitar a vida sem excessos de seriedade. Gravada no East West Studios, em Hollywood, a música nasceu de uma jam intuitiva com liberdade criativa total para Tim Lefebvre e Joey Waronker, resultando em uma construção orgânica e dinâmica que culmina em um final improvisado. O arranjo combina cordas com estética setentista, piano elétrico Wurlitzer e violão acústico vintage, reforçando seu caráter caloroso e livre.
• Thomas Azier – “Room Of Love”
Thomas Azier é um compositor, produtor, cantor e performer holandês que se destacou na cena pop europeia com uma carreira marcada por inovação e versatilidade. Seu álbum de estreia, Hylas (2014), abriu caminho para seis discos ao longo de mais de uma década, com reconhecimento com diversos prêmios e colaborações com artistas de diversos estilos, incluindo Stromae e Anouk. Sua obra transita entre o pop, a música experimental, o jazz, a ópera e as trilhas sonoras. No single “Room Of Love”, o artista explora a tensão entre a sensibilidade e a dureza da realidade, unindo trauma e ternura em uma atmosfera de caráter quase onírico.



